21 setembro, 2016

Portistas, os adeptos mais tolerantes do mundo. Até quando?


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Acho curioso, e ao mesmo tempo dramático, ler os comentários de muitos portistas àcerca da situação actual do FCPorto. Curioso, porque finalmente começam a perceber que as coisas já não são como eram há três anos a esta parte e que o timoneiro-mor do clube desistiu activamente do seu cargo, embora continue a ser pago para tal. Dramático, porque nem essa evidência pontuada por um tremendo silêncio, para dentro, e sobretudo para fora do clube, e por um deplorável (para mim) desdém com os sentimentos dos adeptos, parece bastar para entenderem que só a ele, e apenas a ele, devem ser atribuídas responsabilidades por tudo o que se está a passar. Ele é o Presidente, está no topo da hierarquia, logo é a ele, prioritariamente a ele, que os sócios e portistas em geral devem pedir explicações.

Ora, quando leio comentários com propostas relacionadas com a qualidade do plantel, que o "Presidente" devia ir buscar o treinador A, e os jogadores B, C e D, posso compreender o desespero dos adeptos porque (como eu) se habituaram a ver em Pinto da Costa um líder pro-activo e competente, mas já é tempo de cair na realidade e olhar para os problemas conforme eles são agora, e não esperar que tudo volte a ser o que foi, com os mesmos protagonistas. Os problemas de agora, já não são de ontem, vão - por este andar - para os 4 anos...

Não é fácil, nada fácil mesmo, para os portistas, atalharem caminho para resolverem este grande problema que Pinto da Costa, em má hora, e ainda em vida, nos legou de herança e sem deixar testamento. Foram muitos os anos a confiar neste homem, e com toda a justiça, reconheça-se. Se os mandatos de Pinto da Costa foram tão brilhantemente geridos, desportiva e financeiramente, por que haveriam os portistas de desconfiar? Pois é, mas como diz o ditado, no melhor pano cai a nódoa. O tempo da desconfiança começou há 3 anos atrás, foi tempo demais para digerir. Está digerido, já chega. É chegado o tempo de procurar outro "pano". Procurar com muito cuidado.

Caberá aos sócios escolherem o próximo candidato ao lugar ainda ocupado por Pinto da Costa. Sem se deixarem influenciar por propostas mirabulantes do primeiro que se perfilar, porque como sabem o lugar é altamente sedutor. Para já, os hipotéticos candidatos estarão todos em modo de espera, a ver como acaba este estranho princípio de Peter do Presidente, mas eles vão aparecer concerteza.  Antes porém, será necessário  convocar reuniões pedindo esclarecimentos sobre a situação actual do clube e colocar na ordem do dia novas eleições.

O presidente foi reeleito faz pouco tempo, tem um novo mandato para cumprir, só que a avaliar pelas aparencias ainda não percebeu que esta foi talvez a derradeira oportunidade facultada pelos sócios para se redimir dos erros cometidos nos últimos anos. Se Pinto da Costa continuar a optar por espremer até à última gota a boa fé e a paciência dos sócios mais tolerantes, sem dar nada em troca, vai comprovar a muitos que afinal não era (ou já não é) o homem astuto que todos imaginávamos. E, a gracinha pode virar-se contra ele da forma mais inesperada.

2 comentários:

Anónimo disse...

Consequências do centralismo:

http://www.porto.pt/noticias/rui-moreira-revela-numeros-centralistas-de-vagas-para-dirigentes-publicos

Deacon Blue disse...

Ola,

A capa de hoje (22/09) do Jogo é mais do mesmo.

Que bem que fala o Nuno (musica para os ouvidos)....

E esta a por-se (mais um...) já no papel que nao devia ser o seu no que aos arbitros diz respeito...

Devia era de estar caladinho e trabalhar, trabalhar, trabalhar...

Se a coisa nao melhora nos proximos jogos, estas declaraçoes caiem no ridicule só o prejudicam na massa adepta...

DB