16 julho, 2017

Centralismo= a Justiça tardia = a injustiça


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Podem dizer à vontade que sou um gajo desconfiado, que até duvido da minha própria sombra, porque é verdade, assumo calmamente essa condição. Mas não é por insegurança pessoal [que esse é um diagnóstico típico dos psico-charlatões], é por conhecer bem o tipo de gente que controla este país e o tem assolado de escândalos. 

Sei, que mesmo para os leitores mais compreensivos, não é nada agradável ver um conterrâneo falar mal do seu país, dizer publicamente que não se orgulha dele, como eu próprio aqui declarei. Mas, depois de tantos anos de enganador progresso, de tantas oportunidades para nos levantarmos do cinzentismo miserável do Estado Novo, a realidade pesa mais forte, continuamos na vanguarda dos países mais atrasados da Europa comunitária. Os primeiros, entre os piores. Atrasados na mentalidade, atrasados na coesão, atrasados na qualidade de vida e atrasadíssimos no sistema de justiça. Como cidadão descomprometido, livre, e sem vínculos político-partidários, tenho a legitimidade de me sentir mais credível do que qualquer político, de qualquer partido que mudam de opinião consoante o lado do poder em que se encontram (governo, ou oposição). 

No entanto, amo este território, a terra, o bucólico diversificado das regiões (sazonalmente queimado) que apesar dos maus tratos que os sucessivos governos lhe têm dado ainda nos vai encantando. Mas podia amá-lo muito mais, sem ressentimentos, se nos soubéssemos unir num só povo e tivéssemos a capacidade de distinguir o que somos daquilo que querem que nós sejamos.

Estamos divididos porque fomos levados a isso através da mediatização televisiva do futebol. É irrelevante se alguns nortenhos de carácter mais volúvel, permitiram o domínio da capital sobre o resto do país só por simpatizarem com um dos seus clubes através de uma comunicação social sectária e divisionista. O que importa são os factos: dividiram-nos! O centralismo absoluto reside também nos media da capital que pela sua natureza discrininadora convenceu-se que benfiquisando a comunicação, benfiquizava o país, mas enganou-se, porque só conseguiu fragilizá-lo e dividi-lo.

Já não vou a Lisboa há alguns anos, e não tenho vontade nenhuma de lá voltar. Sinceramente, não é uma cidade (nunca foi) que me diga muito, mas estou convencido que olharia para ela de outra maneira se representasse honoravelmente a capital do país, e não (como procuram incutir), o próprio país.

Lisboa não é, não foi, nem nunca será o país. Se os portuenses também assim pensassem, então por maioria de razão e pela cronologia da história, o país teria inevitavelmente de se chamar Porto, até porque  ainda hoje se chama assim, com ligeiras adaptações liguísticas (Portucale)...  Pelo nome, nós tripeiros, somos mesmo Portucale! Ah, e agora (ó  diabo, que fui eu dizer)? Querem ver que fui colocar-lhes macaquinhos na cabeça e um dia destes ainda vão inventar outro nome para a nossa cidade? B'ora lá uma proposta para o parlamento! Já!

Por falar nisso: para quando o Processo Apito encarnado? Julgarão porventura que a absolvição extemporânea do CJ da FPF do FCPorto e Pinto da Costa lhes vai servir de trampolim para pular para longe dos bancos dos tribunais? Não sacaninhas, vocês vão ter de continuar a aturar-nos. Nós não vamos assobiar para o lado só porque nos deram agora este "rebuçado". Cheira a bolor, a ASAE pode estar interessada.

Não se fez justiça, sabem? Porque justiça tardia é, ainda assim, injusta.

1 comentário:

Unknown disse...
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