30 agosto, 2017

Chegou a altura de falar de Fernando Gomes, presidente da FPF.

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Fernando Gomes, Presidente da FPF

A circunstância de o actual presidente da FPF, Dr. Fernando Gomes, ter sido atleta e administrador da área financeira da SAD do FCPorto, não pode impedir-nos de lhe dedicarmos alguns minutos. 

Não sei, nem interessa saber, se houve outras razões para a sua saída do FCPorto além da ambição pessoal. O importante, é tentar perceber como é que alguém cotado como bom profissional no FCPorto, não consegue corresponder na Federação a essa mesma reputação dentro do próprio organismo.  A opinião é minha, não é uma opinião generalizada, considerando os cargos que lhe têm sido atribuídos no estrangeiro (é presidente e membro do Comité Executivo de Competições de Clubes da UEFA). 

Nos tempos que correm, as avaliações dos altos dirigentes  feitas de fora para dentro, não traduzem forçosamente provas de reconhecimento por competência e integridade, mas antes uma garantia de obediência a determinados padrões de domínio hierárquico. Foi o caso de Victor Cônstâncio que transitou promovido de presidente do Banco de Portugal, para vice do Banco Central Europeu, e o caso ainda mais antagónico de Durão Barroso, de 1º Ministro, para Presidente da Comissão Europeia. Em ambos os casos, não foi, nem a competência, nem o rigor, que lhes valeu a promoção. Um, foi completamente inócuo com o buraco do BES, e o outro, com a governabilidade do país. Paradoxos dos tempos modernos...  

São registos deste tipo, que nos conferem uma certeza: o melhor juíz das capacidades de liderança públicas, é o público. É neste mesmo registo que avalio o trabalho de Fernando Gomes à frente da Federação Portuguesa de Futebol. O seu comportamento enquanto chefe máximo da estrutura do futebol português não tem correspondido ao prestígio que adquiriu. Tem sido omisso e passivo com o que está a acontecer, mesmo tendo a colaboração preciosa do FCPorto com a denúncia de uma rede de corrupção instalada no futebol português, que era algo que não devia acontecer, e está a acontecer. A sua intervenção e colaboração neste caso concreto tem sido nula, e demasiado permissiva. Se antes mesmo de ter conhecimento dos emails critiquei Pinto da Costa por não defender o FCPorto dos abusos das más arbitragens que foram crescendo de intensidade nos últimos anos, não posso deixar de fazer o mesmo com Fernando Gomes dentro da sua área. 

O silêncio, num caso de tamanha gravidade como é este, só serve os infractores e compromete seriamente quem o defende. É no silêncio, face às suspeitas de que são objecto, que os cartilhistas vermelhos apostam. A táctica é essa, nada responder, e converter tanto quanto possível a defesa em ataque. Dar tempo a uma rede tão poderosa e maléfica como é a deste "Polvo", é ajudá-lo a manipular pessoas e organismos desportivos e  públicos de toda a ordem. Repito: o FCPorto tem toda a legitimidade para exigir explicações céleres ao Governo. Há que testá-lo, para vermos até que onde quer levar os crimes do clube do regime à lavandaria. O Governo tem de se retratar. Mas também a Assembleia da República.

Como disse Francisco J. Marques ontem, se calhar precisamos de fazer uma revolução para sermos atendidos. Já o admiti antes: a aparente passividade do FCPorto pode obedecer a uma estratégia sustentada em pareceres jurídicos experimentados de não querer interferir nas investigações em curso pela Unidade N. Contra a Corrupção. Mesmo assim, não me parece desaconselhável pressionar o Governo para também os investigadores perceberem que podem avançar com a investigação.

Se o Governo não reagir, resta-nos o recurso aos tribunais europeus, à revolta, ou em último caso desistir (morreria de desgosto). Assim, seríamos mais um clube a contribuir para que Portugal se afirme como a cloaca mais fétida da Europa.     

1 comentário:

António Ferreira disse...

Meirim lava mais branco! Epoca 16/17 Roubos constantes e descarados, emails q explicam pq e FPF irradia arbitros e despromove o slb? não! branqueia implementando a correr o VAR, Epoca 17/18 com os mesmos criminosos o VAR não funciona, meirim branqueia, vivam os inimputaveis, PJ donde estas? um Pais cheio de cobardes!