11 novembro, 2011
O fim dos transportes?
08 outubro, 2009
Fusão do Grande Porto
Ler aqui. É muito interessante.
Nota:
Como diz Rui Moreira, e bem, quando se fala neste assunto, os políticos dizem: nim! O que corresponde, em pleno, à opinião que o grande povo faz deles, ou seja, tudo, menos correrem o risco de perder a "gamela" (esta pegou). Primeiro eu, depois a cidade ou o país. Neste ponto, poucos há que fazem a diferença, todos se regulam pelo mesmo padrão de mediocridade. Percebem porque me incomoda a palavra "elites"?
Quanto à posição medrosa de Carlos Lage, é natural, corresponde exactamente à ideia que tenho dele. Medroso.
24 julho, 2009
Grande Porto [4ª. Edição]
- Projectos anteriores no ramo da comunicação social [NTV, Comércio do Porto* e agora também, O Primeiro de Janeiro], mal estruturados, sem o capital e a autonomia adequados, faliram também por efeito de uma subalternidade provinciana à capital das novas colónias continentais. O slogan "do Porto para o Mundo" é um eufemismo para manter uma intolerável vassalagem a Lisboa. Quem quer afirmar-se a partir de uma cidade ou região, para o Mundo, tem de começar por fazê-lo dentro de portas e com a prata da casa. Dentro deste prisma, vejo com alguma desconfiança, a colaboração de algumas pessoas mais ou menos conhecidas que tendo noutros espaços de comunicação algum mediatismo, pouco fizeram ou escreveram em prol do Porto... É só um alerta.
- Falar deste tema parece-me uma coisa tão primária, que devia merecer um atestado de incompetência a quem é do Norte e dirige um simples quiosque. É o seguinte: só por profunda ignorância ou alheamento do que se passa na nossa região, é que um comerciante desconhece uma regra quase intuitiva que manda "mostrar, para vender". Ora, já há duas semanas falei nisto, mas voltei a observar o mesmo, desta vez noutra tabacaria. O jornal continuava escondido, quase envergonhado, debaixo de uma prateleira. O marketing, ou a noção de algo parecido com isso, parece não existir, e é no mínimo estranho que um comerciante não revele a menor sensibilidade para o ramo de actividade em que está envolvido. Aqui dou alguma razão àqueles que dizem com algum oportunismo, que a culpa do atraso do Norte é nossa. Não é nossa, porque essa é uma generalização abusiva e - para muitos -, conveniente, mas que é culpa de alguns, é verdade, e estes são apenas pequenos exemplos. Também, há alguma responsabilidade na Direcção do jornal que não promove as devidas influências junto dos distribuidores. É a tal mentalidade da capelinha, onde a cordenação entre pares é encarada como uma intromissão.
- Agora, passando a algumas notícias do mesmo jornal, aqui vai uma, que embora não seja, parece anedota. Ribeiro e Castro, eis candidato à Presidência do Benfica e ex-colaborador do vigarista Vale e Azevedo [que continua à solta] está de malas aviadas para o Porto para se candidatar à Câmara pelas listas do CDS. Isto é puro cartoon, mas sem bonecos.
- Por último, uma entrevista com duas semi-mediáticas figuras do Porto, que pertencem à classe mais "patética" das sociedades [não só a do Porto], que são os habitués do Jet-Set e das revistas côr-de-rosa. A entrevista, que tem lugar habitual num restaurante da cidade, foi feita a Cláudia Jacques, uma mulher charmosa que até já se deixou fotografar nua para uma revista, e o cabeleireiro Joaquim Guerra. Nenhum deles resistiu à contaminação do vírus lisboeta, talvez por quererem passar por gente muito p'rá-frentex, e descobriram que: "os portuenses são mais fechados e provincianos do que os lisboetas..." É precisamente isso que eles gostam de ouvir. Ai centralismo, centralismo, a quanto obrigas...
*Este caso é um pouco diferente dos restantes, porque o jornal estava bem feito, priorizava a Região,tinha leitores, e fechou para surpresa de todos. Pertencia a um grupo espanhol com outros negócios e deve ter caído por arrastamento dos outros.

