Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens

29 março, 2012

Porto "melhor destino"


O Porto foi eleito por 212 mil turistas como o melhor destino europeu e entre todos estes votos online está lá o meu. Há uns tempos surgiu na Internet uma onda que dizia: vota no Porto! E eu votei. Não é batota: acho mesmo que o Porto é um dos melhores destinos europeus, sobretudo depois de olhar para as cidades que se classificaram nos lugares seguintes - Viena, Dubrovnik, Praga e Bruxelas. De todas só não conheço a capital da Croácia, mas acho que o Porto é atualmente uma cidade inesperada e jovem, romântica e simples, barata e afetuosa, onde se podem passar dias estupendos com coisas para ver e fazer, animação para as noites e até sol nas praias! Claro que a "European Consumers Choice" é apenas uma instituição entre muitas que fazem esta eleição, mas as repercussões em guias de turismo como o importantíssimo "trip advisor" não são de desprezar. Sublinhe-se que, se a Ryanair mantiver o padrão de "hard-selling", não custa crer que pode colocar a promoção do Porto como destino recomendado no seu website mundial e, dessa forma, encher ainda mais os aviões. A verdade é que o prémio, reconheçamos, premeia as low-cost que apostaram no Porto, principalmente a Ryanair, Air Berlin, Easyjet e Transavia.

2. Há um facto importante nesta vitória: a extraordinária rede social dentro da região que gerou uma parte da corrente de votos. Informação é poder. Quem sabe mais aproveita melhor o tempo, a vida, viaja com menos custos, torna-se mais qualificado. Portanto, não se trata apenas de uma vitória da cidade como "destino turístico" mas também da confirmação que os portuenses/nortenhos estão cada vez mais preparados para a economia digital. Duplo prémio.

3. O Porto seria ainda uma melhor porta de entrada em Portugal se um dia tivesse aqui comboios rápidos para ligar a Invicta a Braga em 15m, à Galiza ou Salamanca numa hora, Lisboa em 1.30h, Évora e Faro em 2.30h, etc.... Para os novos comboios serem mais baratos não precisariam de ser TGV. Bastariam ser de velocidade elevada, como o Alfa, que podem fazer viagens em velocidade de cruzeiro de 220 km/h. Mas, então, por que não anda o Alfa sempre a 220 km/h? Depois das centenas de milhões de euros gastos na Linha do Norte, a viagem Porto-Lisboa demora hoje apenas menos 15m entre Campanhã e Santa Apolónia que o velhinho Foguete dos anos 70. A razão é a Linha do Norte ter um percurso e um urbanismo em redor que não permite refazer a linha nos troços mais críticos (o pior de todos é entre Ovar e Porto). O primeiro-ministro, o dr. Portas e os ministros Álvaro e Gaspar deviam ser 'obrigados' a fazer a viagem junto de um maquinista do Alfa numa das próximas viagens ao Norte (até poupavam dinheiro ao Estado e CO2 ao planeta...).O maquinista explicaria como é impossível andar mais depressa, que sinalização falta, o que está a cair, porque há ainda passagens de nível à moda antiga, etc.. Percebo que não se queira fazer o TGV - é política. Parece-me é que um desses dias vai ser mais caro "modernizar a linha do Norte" do que fazer uma linha nova... E até quando é que ela aguenta?

4. Para rematar, uma perplexidade. Como é possível a ministra da Agricultura permitir a alimentação não biológica dos animais "bio"? Pode sair mais barato ao Estado demitir-se de apoiar os agricultores nesta adversidade através, por exemplo, da negociação em Bruxelas de um apoio à suplementação biológica do gado. Infelizmente, com esta atitude a ministra destrói anos de credibilização dos produtos "bio". Quem acreditará que vale a pena pagar mais caro para adquirir um produto alimentar certificado, com regras exigentíssimas, que da noite para o dia podem ser quebradas? A culpa, evidentemente, não é de Assunção Cristas, que nunca esteve ligada à agricultura, mas de quem lhe dá indicações por controlo remoto. Os gabinetes do Ministério da Agricultura ficam muito muito longe do campo...

28 março, 2012

Porto eleito "Melhor Destino Europeu 2012" entre 20 cidades


Porto eleito "Melhor Destino Europeu 2012" entre 20 cidades




O Porto foi eleito o "Melhor Destino Europeu 2012" entre 20 cidades selecionadas por um júri da Associação dos Consumidores Europeus.

A votação online decorreu nas últimas três semanas no sítio da Internet do European Best Destination, tendo sido contabilizados mais de 212 mil votos.

Em 2.º lugar ficou Viena, na Áustria, e em 3.º Dubrovnik, na Croácia, tendo Lisboa ficado em 8.º lugar no ranking.
À frente da capital portuguesa ficaram Praga (República Checa), Bruxelas (Bélgica), Berlim (Alemanha) e Budapeste (Hungria).

Em 2010, Lisboa foi a cidade eleita pela Associação dos Consumidores Europeus para o "Melhor Destino Europeu 2010" e, em 2011, a vencedora foi Copenhaga, na Dinamarca.

O Porto -- vencedor do título "Melhor Destino Europeu 2012" - vai poder incluir a utilização do logótipo "Escolha do Consumidor Europeu", durante um ano, em toda a comunicação do turismo oficial.

Nota de RoP:
Pois, é... Este Porto e este Douro, que tão mal tratados são, valem mais pelo labor das suas gentes e pelo que a natureza lhes deu, do que pela solidariedade dos nossos governantes, que comprovadamente não os merecem. Bem podem orgulhar-se os centralistas por mais esta distinção que a cidade do Porto oferece a todo o país. Desta vez, tenham pelo menos a humildade de fechar o "o", porque este, é um orgulho  com forte pronúncia do Norte.

05 dezembro, 2011

Porto, só meio optimismo

A "movida" do Porto chegou às páginas do New York Times, através de uma reportagem do jornalista de viagens Seth Sherwood que elogia a nova oferta cultural, turística e de lazer da cidade.

"Um novo quarteirão 'à pinha' de vida nocturna está a ganhar forma, e uma florescente cena criativa que tem de tudo, desde um emergente centro de design a uma vanguardista Casa da Música desenhada por Rem Koolhaas, um espaço de concertos deslumbrante", descreve Sherwood.

O jornalista, baseado em Paris, afirma que a "segunda maior metrópole de Portugal" já não precisa de se "encostar" à reputação do famoso vinho digestivo com o mesmo nome.

"E há grandes notícias para os enófilos também. Com a emergência da região do Douro como berço de vinhos tintos premiados -- não apenas o Porto --, o Porto (conhecido também como Oporto) pode agora inebriá-lo com uma miríade de 'vintages', novos restaurantes ambiciosos e até hotéis vínicos temáticos", realça o repórter.

No artigo "36 Horas no Porto, Portugal", já disponível online e a ser publicado na edição de domingo do New York Times em papel, são apresentados 11 pontos de passagem/paragem de um percurso pela cidade que começa às 18 horas de uma sexta-feira e termina ao meio-dia de domingo.

Um "passeio barato (2,50 euros)" de eléctrico entre a Praça do Infante e a Foz marca o início da viagem, que é seguida de uma Super Bock saboreada numa explanada à beira rio e de um jantar de Francesinha, "a sanduíche local não aprovada por cardiologistas". 

[Fonte: Porto24]

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Concordo totalmente com Germano Silva quando diz que o Porto perdeu muita da sua identidade. Apesar do fluxo crescente de turistas, devido, principalmente, às óptimas funcionalidades do aeroporto Sá Carneiro, que proporcionou todas as condições para a instalação da base de companhias de vôos low-cost, e do Metro do Porto, que lhe deu complementaridade, a cidade do Porto continua a viver de fogachos de alguma iniciativa privada, e pouco mais. É preciso esclarecer que, nada deste aparente progresso se deve a iniciativas da responsabilidade da actual CMPorto. Pelo contrário. Uma das razões, para o atraso económico e social do Porto, é a falta de um autarca dinâmico e de vistas largas para a cidade. A outra razão, é o centralismo e a sua sofreguidão de eucalipto que tudo seca em redor. 

Tal como o Douro, com os seus cada vez mais prestigiados vinhos, tem cada vez menos gente, o Porto vem perdendo habitantes de ano para ano, e ao contrário do que para aí se diz, não será a movida que irá  fazer regressar habitantes à cidade, assim como não é o excelente vinho do Porto, que vai repovoar o Alto Douro. Todas estas notícias, aparentemente contraditórias, deviam obrigar governantes e empresários a repensar a ideia de progresso. O progresso, ou o bem estar [se preferirem], das populações não está directamente ligado ao sucesso das iniciativas empresariais. É preciso começar a falar claro e não ocultar os factos. E se os factos nos têm ensinado que por cada máquina inventada há dezenas, se não centenas e milhares, de pessoas desempregadas, isto diz-nos que uma empresa que produz muito não é propriamente uma empresa que emprega mais gente. Portanto, acabe-se com a demagogia de relacionar o empreendedorismo com a prosperidade dos povos. Empreender é necessário, mas sustentar a prosperidade de um negócio com benefício para todos não é bem o que tem acontecido. 

Por vezes, dou comigo a pensar se não será uma criancice entusiasmarmo-nos demais com certos sucessos momentâneos,  ou mesmo com algumas distinções que nos chegam de fora e suavizam a chaga que é, continuarmos a ser um dos países mais pobres, e pior governados da Europa. 

Para mim, o problema vai muito para além da má construção da nossa Democracia e da baixíssima qualidade dos nossos políticos. O capitalismo, definitivamente, tal como está, não é regime para levar a sério. A crise global está aí, a berrar, para quem a quiser ouvir.  
 

11 março, 2011

O Estádio do Dragão também é Porto


Não é a primeira vez que o faço, nem será certamente a última,  tocar num assunto que se tornou uma espécie de vaca sagrada  à liberdade de pensamento.Reporto-me à trilogia   cidadão /adepto de futebol / bom senso. Não é por espírito de contradição, mas parafraseando o Almirante Pinheiro de Azevedo - que achava uma chatice e não gostava de ser raptado -, também eu tenho uma certa aversão ao unanimismo de certas "verdades" fossilizadas. Além de mais, é sempre útil procurar retirar o pó  às ideias feitas que o tempo e a incapacidade de pensar diferente quase transformaram em factos científicos.

Tendo lido vários  artigos  contra o centralismo de algumas figuras públicas portuenses simpatizantes do Benfica, , fica-me sempre a dúvida se teriam capacidade para manter a coerência intelectual caso fossem desafiados a falar com igual  honestidade sobre o que pensam da personalidade de Pinto da Costa. Como não sou jornalista, interesseiro e cobarde, vou escrever o nome de alguns desses [poucos] exemplos: Paulo Morais, António Souza Cardoso, Júlio Machado Vaz [que em jovem, cheguei a conhecer na praia da Aguda] e Mário Dorminsky. Todos, excepto Júlio Machado Vaz, colaboram activamente no semanário regional Grande Porto, e todos se têm assumido como adeptos da Regionalização, o que se aplaude, mas já não estou tão crente que essa lucidez possa ser extensível a uma análise honesta sobre os méritos do Presidente do FCPorto.

Dir-me-ão que uma coisa nada tem a ver com a outra, e é verdade. Porém, não é isso que parece. António Souza Cardoso, homem aparentemente civilizado, já foi comentador desportivo num canal de televisão, e tal como outros benfiquistas menos polidos, não foi capaz de fugir da vulgaridade de fazer as mesmas insinuações prejorativas acerca de Pinto da Costa. E estou a falar de uma raridade, de um benfiquista com nível, educado...  A clubite tolda-lhes a seriedade analítica de cidadãos. É que, ao fim e ao cabo, depois de tantas acusações públicas infundadas, de tantas tentativas de linchamento ao seu carácter, Pinto da Costa não fez mais [se calhar até fez menos] que muitos outros dirigentes desportivos, políticos e cidadãos comuns fizeram, ou seja, olhar pelos seus interesses.  

Fanatismos excluídos, encontrar no panorama actual da sociedade,  um benfiquista capaz de separar as águas do clube das águas da análise ao carácter de pessoas [PdCosta], é como encontrar uma agulha num palheiro. Os benfiquistas são todos iguais, têm características idênticas ao eucalipto, adoram secar tudo que os rodeia... E é aí que o conflito de afectos entre portuenses/portistas e benfiquistas se revela insanável, porque, enquanto os primeiros defendem um todo indivisível [cidade versus clube], os outros, esquartejam-no, dividem-no, como se o clube fosse um intruso e não fizesse parte dela, procurando impor-lhe um corpo estranho, um outro clube sem qualquer afinidade com a região e a cidade. Confundem o clube com a Selecção...

No Porto, para a maioria dos portistas, falar mal de Pinto da Costa é bem mais grave que criticar Rui Rio, porque realidades à parte, o primeiro fez incomparavelmente mais pelo nome e pela visibilidade da cidade que o outro. Não devia ser assim, concordo, mas cada qual tem as capacidades e  o prestígio que merece...

Mário Dorminsky disse no GP: "Lisboa é um minúsculo país, não temos aquele caquético jet set que aparece invariavelmente nas revistas". De acordo, mas essa Lisboa pindérica, é a mesma que pertence à região do seu clube de eleição, ao ninho do centralismo, cuja grande massa de adeptos, incluindo políticos, passam a vida a subalternizar o Porto, a incendear e a apedrejar autocarros, a destilar ódios em programas ditos desportivos contra o FCPorto, e a tudo fazerem para o destruir. Em que ficamos? O FCPorto e seus simpatizantes não são afinal mais Porto que os portuenses que os desprezam ?

É que esta coisa de lançar por sistema a culpa para cima do FCPorto é uma história que já fede de podre. Esta mania de querer separar à força os portuenses dos portistas é como tentar decepar os braços e as pernas a uma pessoa. A livre escolha dos afectos é um direito, mas nem por isso explica a incoerência inestética de um corpo amputado. E o Porto, custe o que custar, tem de continuar a manter o seu intacto, com o FCPorto incluído. 

14 janeiro, 2009

Visto de fora....

Regresso depois de 2 meses praticamente afastado dos teclados. Aproveito para tardiamente desejar um feliz 2009. 


(clique para aumentar - Relato histórico feito por um general de Napoleão, de seu nome Charles
François Dumouriez, antes das invasões francesas.)



24 junho, 2008

Porto (Res)sentido



O cantor Rui Velosos imigrou como muitos outros para a Capital do Império e por lá se deixou ficar (não fosse o diabo tecê-las...).

O autor da letra, a alma da canção, Carlos Tê,não precisou de o fazer e continua entre os seus, fiel à sua terra. E ainda bem.