Sem querer pôr-me em bicos de pés, ou insinuar que os comentários aqui plasmados acabaram por ter alguma influência na reviravolta da programação, a verdade é que o Porto Canal decidiu finalmente emitir programação desportiva onde o tema dos árbitros passou a ser encarado sem medos e com muito pragmatismo, tal como aqui tinha há muito sugerido. Ainda bem, como diz o povo, com ou sem o empurrão dos blogues, vale mais tarde que nunca...
Ontem, por volta das 22 horas, voltou-se a debater o tema do momento (ver aqui), agora com a participação do árbitro José Leirós (tal como aconselhei aqui), Francisco Marques do Dragões Diário, o ex-jornalista da RTP José Cruz, Bernardino Barros e o pivô Tiago Girão. Foi um excelente debate onde quase nada ficou por denunciar. Os erros grosseiros dos homens do apito, as imagens dos lances polémicos, as críticas ao silêncio do presidente da Federação, da Comissão de Arbitragem, da influência do Benfica na nomeação dos árbitros, do critério ilegal nas escolhas dos árbitros, em suma, praticamente tudo o que era preciso dizer. Enfim, fez-se o que já devia ter sido feito há uns 3 anos atrás, mais que não fosse para provar aos transgressores que não estávamos distraídos e que não íamos condescender com este tipo de golpes à Al Capone.
Com este atraso excessivo, esta permissividade, perdeu-se a oportunidade de impedir que o trabalhinho sujo dos árbitros contribuisse activamente para que o FCPorto perdesse 3 campeonatos, e fosse já nesta temporada arredado da Taça de Portugal e da Liga. Não podemos garantir que se isso não acontecesse éramos campeões, mas também não podemos afirmar que não o éramos. Os únicos responsáveis neste contexto, são os árbitros e quem os intimou a realizar esta panelinha. Da parte do FCPorto, a quota que lhe cabe, é ter um presidente cansado e sem vontade de delegar em terceiros a responsabilidade para fazer o que lhe competia que era combater tenazmente contra esta pouca vergonha.
Resumindo: o que falta fazer agora não é apenas dar continuidade à programação delatora destas situações no Porto Canal, tem de haver a coragem de ir até onde for preciso para pôr fim a este clima mafioso, doa a quem doer. É imperativo EXIGIR uma resposta célere e idónea às reclamações portistas dos vários organismos federativos, e chamar à liça o próprio Governo que também se tem limitado a assobiar para o lado face aos acontecimentos. E nesse caso, ninguém mais indicado para o fazer que Pinto da Costa, porque é da sua competência e dever. Já chega de tanto silêncio e passividade, já é mais que tempo para falar de coisas sérias.

