03 outubro, 2007

É tempo de desmistificar



Está provado e comprovado. A centralização excessiva e prolongada do govêrno só trás transtorno para o país, e a comunicação social - particularmente a televisão - é uma das suas máquinas de propaganda mais eficientes e co-responsável pelo fenómeno.

Não surpreende portanto, que esteja instalada na cabecinha de muito boa gente alguns estereótipos. E não são poucos.Um dos mais conhecidos, verifica-se com o diabolizado binómio futebol/política, e tal não sucede por acaso.

É que, o centralismo não tendo rosto próprio, funciona - como da natureza do próprio nome se intui -olhando para o seu próprio umbigo, chamando a si a hábil tarefa de iludir a atenção pública para aquilo que mais lhe convém, ao mesmo tempo que alimenta o seu feudo de interesses, incluindo os clubísticos.

Fundamentando melhor, em termos desportivo-clubísticos, viola sistemáticamente com a maior naturalidade (e impunidade) as regras mais elementares da democracia no que concerne a informação desportiva, com a agravante de negar a visibilidade que, por direito próprio, o F.Clube do Porto merece, outorgado pelo estatuto de campeão nacional que consigo carrega .

A rotina é invaravelmente a mesma. Logo pela madrugada, antes mesmo dos matutinos saírem para as bancas, as televisões de canal aberto - públicas e privadas - abrem as "respectivas revistas de imprensa" com uma breve leitura das capas dos principais diários desportivos, quase sempre por esta significativa 'ordem': "A BOLA", "RECORD" e por fim "O JOGO".

Então, o que verificamos? Que todos eles, incluindo o jornal "O JOGO", que é o único com sede no Porto, dão preferencialmente à estampa, fotos com grandes manchas a vermelho, algumas vezes (menos) a verde e quase nunca a azul...Raramente, mas mesmo, mesmo, muito raramente (para não exagerar), lá imprimem a capa a azul, porque sempre pode servir para arquivar alguma provazinha, não vá aparecer algum esquisito como eu a despertá-los de tão oásico rigor profissional.

Acresce que, seguindo uma estratégia com intuitos meramente comerciais, "O JOGO", sendo embora, o mais democrático de todos, edita diariamente duas versões, uma Norte e outra Sul, para melhor vender e satisfazer gregos e troianos...

Por via disso, quando a edição Sul chega aos estúdios das televisões do Sul, até a capa deste jornal portuense é apresentada para todo o país colorida de vermelho, o que equivale a dizer que todos eles (jornais e tvs) fazem tacitamente publicidade desleal em favor do Benfica, afectando o próprio Sporting e prejudicando ostensivamente o F.C. do Porto.

O acima exposto, não é ficção nem mesmo clubite, é facilmente constatável. Basta estar atento e esquecer por alguns dias as intelectualites pacheco-pereiristas das quadraturas dos círculos que curiosamente andam sempre de olhos fechados para estas ilegalidades.

E o futebol, goste-se ou não, faz parte da vida de muitos portugueses, como tal deve reger-se pelos mesmos padrões de democracia.




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