06 abril, 2011

Os incendiários, são estes! Prendam-nos!


António Pedro Vaidechinelos

Rui Gomes da Selva



Paz, harmonia e amor. Bonitas e sonantes palavras! Juntas, formam a tríade, talvez mais idealizada de qualquer ser civilizado. Antes porém, importa não esquecer, que para se almejar tal desiderato, são necessários certos requisitos,  como sejam: o pleno emprego, justiça social, e salarial... Sem eles, tudo não passará de ilusórios processos de intenções. 

Vale isto por dizer, que fica muito bem mostrarmo-nos defensores da pacificação social, principalmente junto dos microfones da rádio, ou perante as câmaras de televisão, mas tal surtirá sempre efeitos antagónicos se desprezarmos as condições necessárias para lá chegarmos. Daí que, considere estranho que, havendo tanta gente a criticar os recentes actos de violência entre adeptos do Benfica e a Polícia de Segurança Pública, haja tão pouca a censurar aqueles que passam o tempo a alimentá-la. Émuito fácil criticar as massas com as costas quentes, quando sabemos que temos a opinião pública a dizer amém connôsco. Só  tarados aplaudem a violência como forma primeira de resolver os problemas. A violência gera violência.

Para variar, e passar para a crítica construtiva, gostava era de ouvir classificar de energúmenos, e de atiçadores de violências, alguns comentadores desportivos, como Rui Gomes da Silva e José Pedro Vasconcelos, que mesmo perante os moderadores [que não moderam nada] e companheiros de debate, não fazem qualquer cerimónia em destilar ódios  fomentando a revolta nos adeptos rivais, com as maiores manifestações de fanatismo a que o país assistiu desde o 25 de Abril a esta parte!

Os principais responsáveis  pela violência no futebol, são todos aqueles que, com ligações ao Governo e a instituições do Estado, se passeiam impunemente pelos bastidores e bancadas do Benfica, com total à vontade, num estado de perfeita inconsciência de classe. Esses sim, são os piores incendiários.  Era a esses, a quem em primeira instância, a Polícia devia lançar balas de borracha, já que no país, parece não haver outra autoridade com coragem para os chamar à ordem de forma mais cortez. Afinal, são eles o espelho fiel da bandalhice a que hoje o país chegou.

Se queremos acabar com a violência no Estádios, então comece-se pelo tôpo, pelos mandantes, e acabe-se com os discursos moralistas mal direccionados.  


3 comentários:

zangado disse...

As atitudes rascas ordenadas por dirigentes rascas que todos viram no passado domingo são, como diz e bem, o resultado de anos de intoxicação de comentadores, jornalistas, dirigentes e políticos que têm uma visão maniqueísta do que se passa no desporto, na economia, sociedade e cultura portuguesas.Só Lisboa e seus arredores com os respectivos valores lhes interessam, discriminando e diminuindo o resto do País, onde ainda há quem resista e diga não.
Proclamam o fair play e outros valores, mas perante a derrota e o fracasso reagem de maneira violenta, deixando cair essas máscaras de superioridade moral que proclamam, incitando e fazendo muito pior do que tudo de que acusam os "inimigos".
Onde estava o helicóptero que me passou por cima de casa várias vezes nos últimos jogos no Dragão? Aonde estavam as rigorosas medidas de segurança aqui praticadas? Louve-se a coragem do responsável policial em chamar os bois pelos nomes, embora parecesse mais preocupado com os seus homens do que com os adeptos anónimos desse "espectáculo" e respectiva segurança. Que fez o ultimamente tão preocupado Ministro da Segurança Interna? Nada! E o Ministério Público? Ignorou! Isto tudo fica resolvido com duas multas pecuniárias? Não pode ser. É imperioso identificar o ou os responsáveis pelo que se passou e levá-los a tribunal, sem delongas e desculpas.Gente dessa laia tem de ser irradiada do desporto nacional, mas não venham agora culpar o "electricista".
Quanto a comentadores parciais cegos pela clubite, como os que ilustram o seu texto e muitos outros, é sempre mais do mesmo. Quanto a jornalistas e políticos, essas funções têm de obedecer a códigos deontológicos e não tomar partido, como em regra acontece, com a agravante de muitos serem do Norte e, portanto, conhecerem a realidade nacional e não, apenas, a lisboeta.
Continuamos com dois pesos e duas medidas. Até quando? Será que precisamos também de ter dois países,o nosso país real e o país dessa "gentalha"?

dragao vila pouca disse...

Propagandistas da mentira, silva e vasconcelos, são uns incendiários, mas atenção a quem está por trás deles.

Há e desde muito tempo a esta parte, uma estratégia que visa, com mentiras muitas vezes repetidas, denegrir a imagem do F.C.Porto.

Só quem não conhece o condenado em tribunal, Luís Filipe Vieira, acredita que ele não tem nada a ver com toda estas nojentas campanhas.

Um abraço

Anónimo disse...

Estes dois Piromanias cassetes pirata, não passam de uns frustados da vida.
São dois bonecos a pilhas, sempre com o mesmo discurso.
Eu se fosse Lampião já os tinha rifado.

A culpa é daqueles moderadores que não moderam nada, e tornam os programas irritantes quando dão corda a estes dois cadáveres de estimação.

Estes dois, são o espelho do Clube do Regime: sem ideias, arruaceiros, mentirosos e irritantes.

Vou fazer uma prece: mandem cremar estes dois defuntos ou entreguem-nos a um bom ilusionista que os faça desaparecer.

O PORTO`É GRANDE VIVA O PORTO