05 abril, 2011

Um inquérito estúpido do JN

O Jornal de Notícias decidiu abrir à opinião pública um inquérito com a seguinte pergunta:  "Quem é o principal responsável pelo título do F.C. Porto?" . Depois, apresenta três alternativas separadas para resposta:

  • Pinto da Costa
  • Villas-Boas
  • Plantel
Caros amigos, acham que este questionário, tal como está formulado, tem alguma utilidade? Acham que o JN, quando o elaborou, levou em consideração a objectividade e respeitou a inteligência dos leitores? Pois eu, considero que a Direcção do JN,  nem sequer pensou no assunto. Limitou-se a brincar connôsco...

Levantar este tipo de questões, vale o mesmo que procurar saber se a responsabilidade pela boa construção de um edifício é do engenheiro, do mestre de obras ou dos operários! Com efeito, o Director do JN ainda não deve ter compreendido que o sucesso ou insucesso de uma empresa, obra, ou equipa de futebol, depende da conjugação optimizada de todos os intervenientes, embora a boa liderança seja a condição essencial.

Ignorando toda esta lógica, o que o JN está a tentar fazer, é copiar os miseráveis exemplos de jornalismo dos pasquins desportivos de Lisboa procurando encontrar combustível para lançar para cima do FCPorto e desestabilizar o grupo de trabalho!

Se há inquéritos estúpidos, este é um deles, e quem está a precisar de liderança é  o JN...



11 comentários:

Anónimo disse...

F.C. Porto campeão em Lisboa: dois títulos numa só voz

Henrique Dias Faria tem 97 anos e era amigo de Siska (o tal treinador que só Villas-Boas igualou)
Ser campeão na casa do Benfica não é um feito inédito para o F.C. Porto, mas quase. A outra vez foi há 71 anos, o que é mais do que uma vida. Ou quase. No caso de Henrique Dias Faria, os dois títulos ganhos no terreno do eterno rival cabem na mesma vida. Ele tem 97 anos (acabadinhos de fazer).

É o sócio número um do F.C. Porto e é a verdadeira memória viva do clube. Nasceu a 30 de Março de 1914, fez-se associado dezoito anos depois e acompanhou o clube ao vivo até aos 89 anos. «Parei quando deitaram o Estádio das Antas abaixo. Fiquei sem o meu camarote e deixei de ir ao futebol.»

Antes disso, e sobretudo quando era novo, ia com a equipa a todo o lado. «Lembro-me quando ganhámos o Campeonato de Portugal de 1922», conta ao Maisfutebol. «Tinha sete anos.» Também se lembra do triunfo de 1939/40, claro. O tal que o F.C. Porto venceu no Campo das Amoreiras.

«Claro que lembro. Então não lembro?», pergunta do alto de uma lucidez invejável. «Foi uma grande festa. Muito maior do que agora. É que ganhar em Lisboa naquela altura era muito difícil.» Agora nem tanto, diz. «Antigamente era um grande feito. Hoje em dia já não é nada de especial.»

Do jogo só sabe o que lhe contaram. «Não estive lá.» Mas não lamenta. Pelo contrário. «Tinha ido no ano anterior às Amoreiras e jurei que nunca mais. Fui insultado, cuspido e tive de correr a fugir das pedras. E eles ganharam, imagine se perdiam... Nunca mais fui ver um jogo a Lisboa», revela.

Dessa vitória na casa encarnada lembra-se de uma grande equipa. «Tinha o Pinga, que foi o melhor jogador que vi jogar. Foi o primeiro a marcar cantos directos. Marcava muitos golos de canto». E lembra-se do treinador, claro. «O Siska. Nessa altura em Lisboa chamavam ao Porto o F.C. Siska.»

Mihaly Siska, mais tarde Miguel Siska, é um nome histórico no F.C. Porto. É o mais novo treinador campeão de sempre: com 33 anos. Foi também o primeiro a ganhar o título na casa do Benfica. Dois feitos agora igualados por Villas-Boas. «Não têm nada a ver. São completamente diferentes.»

Henrique Dias Faria conheceu bem Siska. Eram outros tempos. «Eu era amigo do Lopes Carneiro, que era o ponta direita. Estudámos juntos no Colégio da Boavista. Então conhecia aquela gente toda. O Soares dos Reis, o guarda-redes, tinha uma tipografia e eu dava-lhe trabalho do meu escritório.»

A partir daí o contacto era quase diário. «Juntávamo-nos na Constituição, no Lima ou no café do Valdemar Mota, que era uma café/mercearia ao lado do campo», refere. «O Siska era um homem muito calado, recatado, muito tímido. O Villas-Boas é um rapaz mais comunicativo, mais atrevido.»

Das tardes de tertúlia no café de Valdemar Mota, o sócio mais antigo do F.C. Porto lembra «um homem calado e que não falava de futebol». «O futebol para ele acabava nos jogos. Fora do campo nunca falava de futebol». Mas lembra mais: «Era muito amigo dos jogadores. Todos gostavam dele.»

«Era um durão, sempre frontal, levava muita pancada mas nunca virava a cara à luta. Mas era muito leal e toda a gente na cidade gostava dele. Tinha boa relação com os jogadores e era esse o segredo dele. Aquela equipa era como uma família, protegiam-se uns aos outros até ao fim», diz Henrique Faria.

Apesar de considerar que Siska era diferente de Villas-Boas, o sócio mais antigo reconhece uma semelhança: ambos são muito tripeiros. «O Siska não era um tripeiro de nascença, mas apaixonou-se por isto, pelas pessoas e ficou aqui até ao fim. Adorava a cidade e o clube, como o Villas-Boas.»
maisfutebol

Anónimo disse...

A isto, chama-se perguntas de chácha ou xáxa.

Então a minha resposta é...
Foram os três em um.

Jornaleiros, vão dar banho ao cão...

O PORTO É GRANDE VIVA O PORTO.

Luis disse...

Caro Rui Valente,
A propósito de outro artigo,há uns tempos atrás comparei o JN com o CM dizendo que era uma versão mais soft.Infelizmente para mim como Portuense e Tripeiro de gema,o JN já era!Leio a edicção online enquanto é grátis,quando deixar de ler não me deixa saudades.

Rui Valente disse...

Luís,

também deixei de comprar o JN. Enquanto puder aceder ao jornal online ainda vou dando uma olhadela. De outra maneira, acabou.

dragao vila pouca disse...

A lisbonização do JN dá nisto.
Devem pensar que nós somos totós. Ou pior, não percebem nada...

Um abraço

Anónimo disse...

o JN como instituiçao que pugnava pelo desenvolvimento de uma regiao há muito que deixou de existir, estes tipos de inquéritos tem pouco de inocentes e fazem parte da estratégia de embrutecimento intelectual de um povo, coisa que traduzida para miudos será algo como, palha para burros comerem e sabe-se perfeitamente que em Lisboa gostam muito de comer palha a avaliar pelo tipo de jornalismo que aí se pratica.o JN já vergou a espinha há muito tempo, o unico que resiste e avança indomável já voces sabem quem é...

Anónimo disse...

Caro Rui Valente,

A questão da independência, ou da falta dela, dos meios de comunicação social é cada vez mais importante num mundo em que a informação é cada vez mais abundante, mas em que ao mesmo tempo é tratada com mais ligeireza e superficialidade. Infelizmente,nos jornais e pasquins das nossas bancas esta superficialidade é a regra e decorre quase sempre do facto dos seus profissionais não serem, ou não poderem, ser isentos e de julgarem também que nós, os consumidores de informação, estamos disponiveis para "papar" tudo o que nos aparce à frente dos olhos! E aqui, nitidamente, é preciso distinguir entre um caneiro benfiquista que compra a Bola e depois debita na tasca o que escreve o Freteiro e uma pessoa inteligente como um portista...Estou a ironizar, mas a realidade é que nem todas as pessoas têm a mesma capacidade critica perante a informação que lhes é apresentada e dai a necessidade de existirem jornalistas sérios e profissionais!

Entretanto, li algures que a com a nova direção da RTP o Carlos Cacique Daniel vai de vela. Terá chegado a bom porto a petição que as pessoas esclarecidas assinaram?...

Um abraço,

Portista de Cascais

Anónimo disse...

Autarca do PS culpa Paulo Campos por "momento desastroso" com a Galiza

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, escreveu ao secretário de Estado das Obras Públicas acusando-o de "insensibilidade", tendo em conta as dificuldades sentidas pelos utilizadores galegos com a introdução de portagens nas antigas SCUT.

JN

Este Paulo Campos pelos vistos é uma competencia e gosta do Norte!!!

Rui Valente disse...

Portista de Cascais:

essa do Carlos Daniel "ir de vela" da RTP é uma boa notíca, sem dúvida.
O problema agora, é saber como é que as coisas vão funcionar na RTP com o "novo" Director, Nuno Santos. Ele já lá esteve e não se notou grande diferença. É outro centralista retinto. Não devemos alimentar grandes esperanças.

victor sousa disse...

O Daniel vai de vela, porque, e só, o canal vai mudar de nome, e ele já lá não cabe.
De RTP-N (de NORTE), passou a ser RTP-N (de NUNO), e a gerência é em Lisboa.

esse portista de noventa e tal anos, que diz que nunca mais foi a Lisboa, conta uma história igual a muitas outras em que essa escória sempre foi mestra, e que o meu pai também contava, quando lá ia.

E também me lembro dele a chamar ao Notícias o jornal das sopeiras, tal era já então (anos 50), a postura desse jornal.
Até eu que já não sou nenhum jovem, me lembro dos brilhantes escritos de Eduardo Soares e as "histórias proíbidas"
Couto de vermelhos, sempre foi o que caracterizou o jornal, que nada tem a ver com a cidade. E nunca teve. É popularucho por razões económicas.
Numa cidade de grandes e muitos jornais, foi o único que sobreviveu, por foi sempre do regime

Rui Valente disse...

Victor Sousa,

tenho de concordar consigo. Agora, mais do que nunca, o JN é um jornal de sopeiras. Eu bem gostaria que um dia mudasse. Mas, não há nada a fazer, foge-lhes o pé para o chinelo, que é como quem diz, adoram lamber o cú ao patrão. O Porto e o Norte são o salário certinho ao fim do mês.