Portugal
vai pagar um total de 34400 milhões de euros em juros pelo empréstimo
de 78 mil milhões do programa de ajuda da "troika". Segundo dados do
Governo, quase metade do que é emprestado pela Comissão Europeia, Banco
Central Europeu e Fundo Monetário Internacional é para pagar à "troika".
Victor Gaspar,Ministro das Finanças |
O total do crédito oferecido a Portugal no âmbito do programa de assistência da "troika" é 78 mil milhões de euros. Deste valor, quase metade, 34400 mil milhões são para pagar juros e comissões à troika, segundo o valor apresentado pelo Ministério das Finanças em resposta a uma questão de Honório Novo, deputado do PCP.
Durante o debate parlamentar do Orçamento Retificativo para 2011, no final de Outubro, o deputado comunista pelo Porto perguntou: "Quanto é que serão os juros globais desta ajuda? Quanto é que Portugal pagará só em juros para nos levarem pelo mesmo caminho que a Grécia, ao empobrecimento generalizado do país?".
A resposta do Ministério das Finanças, 34400 milhões de euros, corresponde ao valor total a pagar ao longo do prazo dos empréstimos.
Isto presumindo que Portugal recorre integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que "é utilizado na totalidade" o montante destinado às empresas do sector financeiro - os 12 mil milhões de euros reservados para a recapitalização da banca.
Na resposta do Ministério das Finanças a Honório Novo nota-se ainda que as condições dos empréstimos concedidos por instituições europeias são bastante mais favoráveis que as dos créditos do FMI.
[Fonte: JN]
O país bateu no fundo, ninguém acredita em ninguém. Andamos a trabalhar e a ser roubados para pagar juros aos chulos do FMI.
ResponderEliminarEsta canalhada do FMI vivem dos países miseráveis da UE, como o nosso, para encher os cofres de dinheiro rançoso de cheiro a suor de quem trabalha. Reformados com reformas de miséria e trabalhadores explorados têm que pagar pelos roubos que outros fizeram, sem verem a luz ao fundo do túnel.
E vêm estes ministros demagogos, mandar areia para os olhos dos portugueses.
Estamos cheios de Troika(dilhos).
O PORTO É GRANDE VIVA O PORTO:
Não sei quem escreveu isto que veio parar ao meu correio mas aqui vai como recebi, como o texto é longo tem que ir em 3 partes.
ResponderEliminarI Parte
A banca no poder, ou o poder da banca.
As substituições de Georges Papandreou por Lucas Papademos e de Berlusconi
por Mario Monti foram na realidade dois golpes de estado de um um novo
género, sem tiros, sem sangue, orquestrados pelos mercados financeiros.
O método é simples: criar uma enorme pressão sobre as taxas de juros das
dívidas dos países visados, o que desencadeia uma enorme instabilidade
política e por fim, apresentar um tecnocrata para tomar conta dos destinos
do país.
Estes golpes de estado não são perpetrados por um grupo político ou pelas
forças armadas. As mudanças de chefias políticas são
apresentadas como uma necessidade em consequência da engrenagem da
desconfiança dos mercados sobre a capacidade de certos países em pagar as
dívidas.
II Parte
ResponderEliminarUltrapassando as instâncias democráticas dos respectivos países, são então
instalados no poder pessoas ligadas aos grandes grupos
financeiros mundiais. Mario Monti está ligado ao Goldman Sachs, assim como
Mario Draghi recentemente eleito presidente do Banco Central Europeu. Lucas
Papademos foi governador do Banco da Grécia durante a falsificação da
dívida grega pelo Golman Sachs. Todos são membros da Comissão Trilateral ou
do clube de Bilderberg.
Actualmente, os lugares-chave do poder na Europa estão nas mãos do Goldman
Sachs.
Como chegaram a esses cargos?
Com que meios e com que fim?
Salvar os Estados Unidos à custa dos europeus?
E Portugal?
Em Portugal, daqui por umas semanas ou meses, pode muito bem vir a
acontecer o mesmo.
Perante a fraca liderança de Passos Coelho e a fraca alternativa política
de António José Seguro, e com o crescente agravamento da crise financeira
portuguesa, pode vir a ser imposto a Portugal um homem de confiança da
banca.
Esse homem poderá ser António Borges. Tem todos os requisitos: para além de
ter sido vice-governador do Banco de Portugal, é actualmente director do
Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional e sobretudo foi
vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Goldman Sachs
International em Londres, entre 2000 e 2008.
António Borges é membro do clube de Bilderberg, tendo participado nas
reuniões de 1997 e de 2002. Também é membro da Comissão Trilateral.
Curiosamente, ou não, decorreu de 11 a 13 de novembro, a reunião anual da
Trilateral para Zona Europeia, em Haia na Holanda.
III Parte
ResponderEliminarEntretanto, António Borges pediu a demissão do FMI. O trabalho dele está
feito, como referi neste espaço em tempos, António Borges estabeleceu a
ponte entre o ppd/psd/cds e o FMI, no sentido de levar o anterior governo a
ter que pedir "ajuda" á troika da qual o FMI faz parte, que culminou com a
rejeição do PEC IV e a consequente queda do governo, de modo que o governo
anterior caíu, realizaram-se novas eleições, o psd/cds ganhou, formou
governo, o programa da troika foi aprovado, orçamento aprovado, logo o
lugar do dirigente do ppd/psd no FMI está esgotado, daí a sua normal
demissão.
Todos aqueles que consciente ou inconscientemente contribuíram para esta
situação, com os constantes ataques ao governo anterior eleito
democraticamente, mas que os partidários de António Borges sempre
contestaram, quer com ataques pessoais, quer com as calúnias inventadas, só
com o intuito de branquear os roubos efectivamente levados a cabo pelos
partidários do actual poder, como ainda hoje se veio a confirmar mais duas
prisões, a de Duarte Lima e o seu filho, que até nada têm a ver com o caso
Feteira, mas sim ligado ao BPN e IPO, tendo em linha de conta que o rosário
ainda só agora começou a ser desfiado, muitos mais casos irão aparecer e o
povo, pacato como é, paga!
Disso não tenhamos dúvidas, seria bom que esses fizessem o exame de
contrição, mas a cegueira politica é tão grande, os caciques são tantos, os
interesses instalados são aos milhares, que está tudo feito para que
aconteça o que aconteceu na Grécia, na Itália, irá acontecer na Espanha e assim sucessivamente noutros paises, Portugal não escapará a mais este
desígnio.
Será este o nosso destino?
Um abraço
manuel moutinho
Caro M.Moutinho,
ResponderEliminarfaz algum sentido o que aí vem escrito,mas esperemos que não vise branquear as asneirolas do governo anterior, porque em matéria de bagunça nenhum é inocente.
O que me parece mais relevante do texto é a denúncia implícita do regime capitalista, agora pincelado com a tinta do neo-liberalismo.
Um abraço
Um abraço
Este empréstimo é pura usura, muitos a viverem muito mal e tanta gente a ganhar balúrdios.
ResponderEliminarUm abraço
Caros
ResponderEliminarQuando se pede por exemplo dinheiro para comprar uma casa, com um prazo " normal " de 30 anos, se no fim se fizer as contas, quase metade do que se pagou foram juros. É assim em todo o lado.Estas notícias jornalisticas, de meia tijela levam realmente a que qualquer pessoa faça julgamentos enganados.O problema de Portugal é que temos de conseguir produzir mais para pagar os juros e o Capital, mas com 3o e tal anos de "Democracia de subsídios e malandragem" tenho algum receio que seja difícil pôr o pessoal a trabalhar, e por outro lado há muito que perdemos os nossos mercados,destruimos o nosso aparelho produtivo a troca de uns tostões Europeus e nos deixamos invadir alegremente por milhares de chinesices.Há no entanto um claro aproveitamento de quem nos empresta o dinheiro e parece algum forçar par que mais Países peçam ajuda, bastando para isso fazer subir os juros . Só mais uma questão.Alguem já reparou que quando a Alemanha pós 1ª Guerra se viu com uma dívida colossal e juros altíssimos e inflação a 1000 por cento apareceu o Hitler ? Tenho a impressão que os causadores são os mesmos.Vamos ver se a receita não será tambem a mesma.Um abraço.