12 setembro, 2012

Ser portista livre é ignorar A Bola!

O fervor clubista que o futebol causa nas pessoas é das raras coisas que suscita paixões sem gerar ciúmes nem receio de serem partilhadas. O Homem comum não gosta de partilhar a sua mulher com ninguém e  até é capaz de matar, se ela o trocar por outro. Com o futebol acontece o inverso: quanto mais adeptos tiver o nosso clube, melhor.  Esta insólita capacidade de "partilha" está subjacente a uma secreta ambição de grandeza, que se traduz no binómio quantidade=qualidade, mas que, na realidade, não tem muita consistência.  Para o provar, e sabermos do que se trata, basta usarmos outro binómio bem mais convincente: o Benfica/Porto. O primeiro, gaba-se de ter um maior número de adeptos, e vive de um predomínio pertencente ao jurássico, o outro, tem quase o mesmo número de simpatizantes,  é o melhor clube português da actualidade, simplesmente porque ganha mais troféus, e com mais regularidade. 

Mesmo assim, sendo um dado adquirido que a dimensão não é tudo e a luta desigual, ainda é possível vermos Davids a derrubar Golias. Porém, existem bizarras excepções, que contrariam a ausência de ciúme entre adeptos do mesmo clube, como falei no início. Na caixa de comentários deste post, é possível descobrir uma delas.

Por vezes, o futebol tolda-nos mesmo o espírito, ao ponto de confundirmos a árvore com a floresta. Não somos capazes de separar uma ocorrência desagradável no seio da própria família, no local de trabalho, ou mesmo dentro do nosso clube, sem pôr em causa a qualidade da "floresta". Há quem não tenha capacidade para ultrapassar certo tipo de contenciosos como aqueles que todos nós deparámos uma ou outra vez na vida com o colega de trabalho, ou a entidade patronal.

A propósito, lembro-me do modo como eu próprio me exaltei com um porteiro [que ainda está no activo] na porta de entrada do antigo estádio da Antas, por não estar a desempenhar o seu trabalho com a devida urbanidade, e que quase me deu vontade de regressar a casa e renunciar ao jogo. Fiquei muito incomodado na altura e pensei mesmo apresentar queixa à direcção, mas depois acabei por relevar e esqueci a ocorrência. Havia muita gente, foi naqueles dias de enchente, e as Antas não tinha as condições excelentes que tem hoje o Dragão. Já passou. Haverá, admito, casos bem mais graves do que o exposto, mas alguém que gosta verdadeiramente do seu clube, não é capaz de esquecer quezílias antigas depois dele se afirmar categoricamente, a nível nacional e internacional, só porque se desentendeu com algum "funcionário"?

Todos nós tivemos situações destas, e para tal acontecer nem é necessário um cenário muito populoso. Os casamentos que degeneram em divórcio comprovam-no, e contudo são só duas pessoas. Como podemos nós manter uma postura revanchista com o nosso clube, com o um presidente polémico sim, mas sagaz,  lutador e bem sucedido, só porque algo de errado aconteceu connosco? Não chega vermos o nosso clube espiado à lupa pelos nossos adversários? Não concordarmos com a gestão do clube? Com as comissões, as luvas, os empresários, etc.? Então, coloquemos os casos abertamente nas Assembleias Gerais. Não nos revemos nesta forma de administrar as sociedades, então lutemos por outros modelos. Mas isso é política. É por aí que temos de começar.

O FCPorto e Pinto da Costa não são a mesma coisa, é consensual e lógico. Seria o mesmo que afirmar que a Igreja é o Papa. Pinto da Costa é um "animal" bem adaptado a esta selva, mas não é o animal, nem a selva... Dentro dela, talvez seja mais inocente que muitos que andam por aí a bater no peito clamando pela transparência, mas que estão cheios de rabos de palha [veja-se o Sporting, quem e quantos  foram condenados na Justiça].

Até ver, Pinto da Costa tem saído por cima em relação às acusações que lhe foram feitas na perseguição mais infame da história do futebol movida a um dirigente desportivo. Tem vencido de cabazada  todos os que se juntaram para o tramar [Maria José Morgado, Pinto Monteiro e toda a comunicação social]. É obra, para um homem só! E no entanto, ainda há portistas que o criticam! Como serão estas pessoas? Em que patamares de ética se inspiram? Nos do Benfica, do Sporting? Em quais?

Não confundamos as coisas. O futebol não é um paraíso à parte, vive na mesma selva em que nós vivemos e muitos outros vegetam. Se há quem o queira mudar, que se deixe de ressentimentos e se dedique mais às questões da política, que é o que eu aqui procuro fazer, tentando convencer alguns "intelectuais" que o futebol, em vez de alienar, pode ser uma janela mais transparente de avaliação política do que a própria política. Passo a passo, acho que já somei uns pontinhos. É pouco? É! Mas é o que pode arranjar. 

       

3 comentários:

dragao vila pouca disse...

Rui, só por ressabiamento, se é que a palavra existe, pessoal. Não vejo qualquer outra razão.

Abraço

marujo88 disse...

Com portistas destes quem precisa de benfiquistas para atacar o Presidente.
Abraço
manuel moutinho

Anónimo disse...

Ser portista é: - sentir felicidade, ser vitorioso, ser grande...

A Bola é: - a cartilha dos ressabiados, dos infelizes, a Bíblia do Velho testamento, o pasquim do clube do regime.

Pinto da Costa é - O Maior presidente desportivo de todos os tempos, (apesar de todos os defeitos que lhe querem atribuir) na história do mundo de futebol. Vai ficar na história de Portugal para sempre e para se estudar mais tarde, como o maior conquistador de campeonatos aos Mouros e o presidente do maior clube do mundo a fazer treinadores e jogadores. Os outros são imitadores, gente miúda.

Mudando de assunto, e peço desculpa por bater sempre no mesmo, mas, porque o dinheiro é pouco e faz-me bastante falta. Ontem quem ouviu a Manuela Ferreira Leite na TV 24, e entre muitas coisas que disse, como ex: a incompetência do Governo, os vários roubos aos portugueses, depois disse: - os Reformados que por conta de outrem trabalharam e agora são lesados, é inconstitucional tirar os subsídios de um desconto que fizeram durante anos para a Segurança Social, como poderiam fazer para uma qualquer outra instituição, mesmo que não fosse governamental. Sei que não adianta nada, mas fica aqui o desabafo.

Viva o Grande FCPorto que dá nome a
Portugal e ao Mundo.

Abaixo todos Incompetentes, Chulos da sociedade e Vendedores da nossa pátria.

O PORTO É GRANDE, VIVA O PORTO.