26 fevereiro, 2015

Segredo de Justiça, mal-me-quer, bem-me-quer...

Resultado de imagem para Procuradora Geral da República e Bastonária dos Advogados
ELINA FRAGA
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JOANA MARQUES VIDAL













Como bem disse o sociólogo Dr. Boaventura Sousa Santos [ver aqui], a eterna polémica em torno do segredo de justiça já podia estar resolvida se houvesse vontade política. Todos parecem perturbados com a violação do segredo de justiça, mas quando se trata de arregaçar as mangas para o estancar, a coisa muda de figura.

Quem comigo priva,  sabe que é mais ou menos a solução usada na Holanda que defendo, e que devia aplicar-se em Portugal para acabar com este mal há muito instalado nos meandros da investigação criminal e nos organismos da justiça. Mas, como disse, os políticos quando lhes interessa tornam difícil o que pode ser simples. Este, é mais um daqueles temas que define a verdadeira génese da nossa classe política. Grupos diferentes de gananciosos escudados atrás dum símbolo político-partidário com uma coisa em comum: trepar na vida, através do poder que só a política permite, com a vantagem de transmitirem a ideia que se trata de  serviço público. À partida, não há melhor álibi do que este, para quem ambiciona enveredar pela marginalidade, sem arriscar levantar as suspeitas de um  delinquente vulgar.

Depois, assistimos a uma coisa muito portuguesa que é não conseguirmos ultrapassar as nossas divergências para no sentarmos à mesa e procurar soluções. A Procuradora Geral da República e a Bastonária da Ordem do Advogados têm cada uma as suas razões acerca da violação do segredo de Justiça, e todas elas pertinentes, mas, em vez de dialogarem e procurarem juntas uma estratégia para atacar o problema, não! Preferem esgrimir argumentos pela imprensa, naquele estilo de bairro, muito portuga, "eu sou mais importante que tu", destruindo à partida qualquer hipótese de colaboração positiva.

Por outro lado, apesar de minoritários, os partidos da oposição não mostram arte, nem engenho, para cavalgar estas onda de oportunidade política em proveito próprio, batendo o pé, persistindo, forçando a barra contra os partidos do arco da governação, no sentido de os responsabilizar pelo insucesso das negociações que sobre esta temática fossem colocadas na mesa.  As minorias estão sempre em desvantagem, é certo, mas nem sempre se dispõem a investir tudo naquilo que lhes podia dar votos. E esta questão do segredo de justiça podia ser uma dessas oportunidades.


1 comentário:

Anónimo disse...

Ninguém quer, mas dá jeito a muita gente. Estas coisas, dá sempre para aparecerem na TV, a dizerem que existem. Ninguém quer nada neste terreno fértil em lixo, onde já não nasce nada. Isto é só para entreterem.

Vejam estes meninos imbecis a empolarem as palavras do sr Costa do PS quando falava para empresários chineses. Nem na escola primária se comportavam tão mal, com merdas sem assunto, isto é só para chatearem-se uns aos outros. Nós, os números a escumalha os espezinhados temos que levar com estas palhaçadas desta gente menor sem sentido de Estado.

Abílio Costa.