12 agosto, 2015

Anonimato (repetição)

Foi em 03 de Julho do ano passado que publiquei este post. Hoje, decidi voltar a publicá-lo para refrescar a memória dessa espécie abjecta de gente que se identifica como "Anónimo", mas que gosta de ser tratado como gente, na esperança que compreenda de uma vez que o insulto furtivo é o auto-reconhecimento da própria cobardia. E, não vale a pena, porque vão directamente para o lixo. 


Uma breve nota de abertura, para procurar esclarecer o seguinte:

os tempos mudam, os hábitos e valores também. Faz parte da evolução natural das coisas. No entanto, é igualmente natural que com o avançar dos tempos se percam muitas coisas positivas, e é contra isso que nos devemos opor, sob pena de hipotecarmos para sempre aquilo a que chamamos progresso. Não há progresso sem os valores da ética e do respeito. 

Tenho procurado compreender os comentadores que optam pelo anonimato, embora não perceba por que é que, optando por esconder a verdadeira identidade não recorrem a um nome fictício, mais que não seja para transmitir aos leitores a impressão que são pessoas, querendo dar a sua opinião ou simplesmente comunicar com outras. 

Como terão reparado, coloquei há uns mêses na coluna direita do blogue um pequeno texto com "As novras regras da casa", uma explicação sucinta sobre o que as motivou. Naturalmente há comentários anónimos  inofensivos, por vezes algo causticos, mas que são perfeitamente dignos de publicação.  Agora, já me custa aceitar que à sombra do anonimato alguns leitores ganhem embalagem para falar do carácter das pessoas e para dar lições de boas maneiras a quem assina e dá a cara pelo que escreve, mesmo quando comenta o carácter de terceiros (habitualmente políticos).

Por essa razão, achei oportuno publicar um pequeno artigo do meu pai (já falecido) no semanário de Montijo "A Gazeta do Sul" de Abril de 1958 onde escrevia regularmente,por considerá-lo perfeitamente actualizado.

 Deixo-o à vossa reflexão.

PS- O anonimato o maior atentado à liberdade de opinião.

3 comentários:

Julio disse...

Ou foi Kun-Fu-Teseu (na Europa, Portugueses apodaram-no de Confúcio) ou Lao-Teseu...
Não impporta, caríssimo Rui a proveniência, sequer, mas, com carradas de Razão, um deles disse "o vitupério só desonra quem o profere!"
Um abraço cordial para si oou, dizendo melhor para qualquer Portista, que sinta o Porto, clube, como seu derradeiro BASTIÃO!
Viva o Porto cidade e vivam os Nortenhos, que a sintam como sua Capital!

Rui Valente disse...

Boa tarde caro Júlio!

Seja bem vindo, como sempre.

De vez em quando aparecem por aqui uns corpos estranhos que se fazem passar por nortenhos e portistas, e que mal abrem a boca não conseguem esconder ao que vêm. Só que, aqui não lhes dou protagonismo, ficam sempre a falar sozinhos, no conforto do anonimato. Como gostam...

Um abraço

Anónimo disse...

Cuidado com os infiltrados, cuidado com os Intrusos. Este mundo está cheio de Andarilhos, Empecilhos, Bonzinhos, Moralistas, mas no fundo como diz o brasileiro, é tudo Sacanagem...

Abílio Costa.