05 março, 2018

Portistas, sejamos mais solidários com as modalidades!

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Ser portista, não é o mesmo que ter gostos iguais em tudo que há na vida. Há portistas que, como é o meu caso, gostam de "tripas à portuguesa" (prato autóctone do Porto), e outros preferem outras iguarias. Também há os sedentários e os que adoram viajar. Enfim, tudo isto é normal, tudo faz sentido, salvo gostarmos de outro clube que não seja o FCPorto. Neste âmbito, apenas nos é consentido simpatizar com outros clubes locais, mas nada mais que isso, porque o FCPorto não só representa a mais bela cidade do país, como as melhores pessoas, as mais terra a terra. Actualmente, andam um tanto adormecidas no que à gestão do clube concerne, e demasiado indiferentes às causas públicas, mas ainda tenho fé que isso venha um dia a mudar. Temos sido tão desconsiderados, tão prejudicados, que é inevitável retomarmos a fibra que sempre nos caracterizou, e lutarmos contra os escolhos que certos escroques nos colocam pelo caminho. 

Não tenho a certeza se é pelo efeito monopolista provocado pelo futebol, ou se por outra razão, o certo é que parecemos mais portistas com o que sucede no futebol, do que com o que se passa nas outras modalidades, e isso é também uma forma de discriminação, e de injustiça. Não me excluo dessa responsabilidade, mas reconhecê-lo, é já um progresso.  

Faço esta chamada de atenção, por uma razão muito simples. Focados que estamos, quase obcecadamente, no futebol, talvez, sem darmos muito por isso, estejamos a corroborar com as piores sacanices dos nossos adversários de "estimação". Por aquilo que tenho visto e lido, as vigarices do clube mais vergonhoso do país, o Benfica, não se praticam apenas no futebol, intensificam-se com maior desaforo ainda nas modalidades.

No hóquei em patins, eu mesmo já me a percebi dos métodos batoteiros do Benfica, e não diferem muito do futebol. Quando os jogos começam a complicar-se, a táctica é sempre a mesma, imprimem mais velocidade, lançam-se contra os adversários que estão defronte da baliza, simulam quedas teatrais, e o árbitro faz o resto, marca penalti. Foi assim que fizeram o ano passado até ao último jogo do campeonato, e pelos vistos, é assim que continuam a proceder este ano.   Nas outras modalidades, a tendência é idêntica.

Este, é mais um problema que caberia à administração do clube resolver, mas pelo que se constata, para a dita cuja, tudo parece rolar dentro da normalidade, e não rola. Não é assim que se reconquista a confiança dos adeptos mais atentos, porque não ficam prisioneiros de gratidões caninas. A gratidão humana é tão temporal quanto arrogante é o seu destinatário.  


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