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| Terreiro do Paço, símbolo do centralismo apátrida |
Muito se tem escrito sobre as elites do Norte e do contributo que, por cobardia ou simples oportunismo, deram para o agravamento das políticas centralistas levadas a cabo pelos governos, alternados por PS e PSD/CDS.
Como diz o povo, quem cala, consente. Foi praticamente em silêncio, ou apenas com tímidos sinais de desagrado, que as elites locais seguiram as políticas de autêntica terra-queimada contra o Norte, levadas a cabo todos estes anos [e já lá vão muitos], por governantes irresponsáveis cujas consequências ultrapassam a própria crise económico-financeira.
Como diz o povo, quem cala, consente. Foi praticamente em silêncio, ou apenas com tímidos sinais de desagrado, que as elites locais seguiram as políticas de autêntica terra-queimada contra o Norte, levadas a cabo todos estes anos [e já lá vão muitos], por governantes irresponsáveis cujas consequências ultrapassam a própria crise económico-financeira.
Foram os governos mais recentes, através dos seus multi-facetados canais de propaganda e de práticas políticas hiper-centralizadas, que tudo fizeram para criar nos nortenhos um sentimento de discriminação ainda mal assimilado. O feed-back das redes sociais, deste blogue e da própria comunicação social, dizem-me que, por enquanto, é mais no campo clubístico, no desporto, e no futebol em particular, que os nortenhos sentem essa discriminação negativa por parte do Terreiro do Paço.
Infelizmente para o Norte, as massas ainda estão muito afastadas da política e as elites da região, de elites, só têm o nome. Nos tempos que correm, é um perfeito anacronismo continuar a falar-se em elites, e ao mesmo tempo um revés para a Democracia, se pensarmos que as elites eram mais empreendedoras e politicamente mais interventivas, durante a ditadura. O Porto, em Democracia, perdeu quase tudo e pouco ou nada ganhou. A excepção, diga-se, é curiosamente, a instituição que mais tem sido atacada pelo centralismo, e que tem saber e coragem para lhe bater o pé: o FCPorto... O slogan usado por Pinto da Costa, contra tudo e contra todos, nunca foi tão premente como agora.
Bastaria lembrarmo-nos também da quantidade de organismos que, a partir do 25 de Abril de 1974, ou desapareceram, ou foram "desviados" para Lisboa. Isto, é um ultraje, tanto para a própria Democracia, como para as ditas "elites" locais, que abdicaram de reinvindicar politicamente, por obediência a lógicas seguidistas similares às dos políticos nortenhos, que uma vez chegados ao poder, foram incapazes de impor uma política de governação desconcentrada.
Hoje, Rafael Barbosa do JN, descreveu, e muito bem, mais um ataque desavergonhado ao Norte, a todo ele, "elites" incluídas... Dos 600 milhões de euros disponíveis da UE para financiar a linha do TGV, entretanto renegociados, por efeito da troika, não vai haver nada para a Metro do Porto. Nem tão pouco se sabe para onde vão esses milhões.
E, como disse o cronista, provavelmente, nunca o saberemos. Chama-se a isto, transparência, coisa de que todos os políticos gostam de falar, mas que abominam colocar em prática.
E, como disse o cronista, provavelmente, nunca o saberemos. Chama-se a isto, transparência, coisa de que todos os políticos gostam de falar, mas que abominam colocar em prática.


