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| Tudo indica para que a Sede do Benfica seja aqui |
Escondida atrás do rosto de uma suposta jornalista que se presta a exercer tarefas impróprias de uma pessoa de bem, a decadência manifestou-se - como não podia deixar de ser -, abrindo o noticiário de desporto para anunciar a aquisição de um novo jogador para o Benfica. Esta, é uma das rotinas da RTP, começar sempre, sempre, por falar do Benfica, roubando esse privilégio ao FCPorto, que é o verdadeiro campeão e o clube português com mais títulos conquistados. Outra rotina da RTP, é conceder essa primazia, excepcionalmente, apenas e quando é para anunciar algo que possa denegrir a imagem do FCPorto. Foi o que aconteceu [mais uma vez], hoje.
Logo a seguir à notícia sobre o Benfica, uma menina de vestido amarelo - espelho perfeito de uma moça de recados-, "informou" o país profundo, através do Correio da Manhã [fonte credibilíssima], que o Ministério Público quer cinco [cinco, imaginem!], jogadores do FCPorto na prisão!
Apesar dos nortenhos, em geral, e os portistas por maioria de razão, estarem [MAL] habituados a ser discriminados, e claramente provocados, notícias destas são inadmissíveis, sobretudo agora, numa altura em que os responsáveis pela crise [a classe política] andam a pagá-la com o dinheiro dos contribuintes, com belos apelos patrióticos à austeridade. Então, é com este tipo de "notícias", mentirosas e infundamentadas que se dão exemplos de poupança?
Onde está então a autoridade neste país? Será mesmo que, até a Presidencia da República, a Assembleia e a Procuradoria Geral, e quem as representa, acham que em Democracia está proibido o exercício da real autoridade? Qual é, afinal, a diferença entre a autoridade oficial, e essa outra, hoje anunciada pela RTP via pasquim, Correio da Manhã? Qual é, se não reagem a estas poucas vergonhas? Eu penso que nenhuma!
Saiba pois, senhor Cavaco, que eu vou continuar a borrifar-me para os seus apelos patrioteiros, especialmente para aqueles que convidam os portugueses a votar. Votarei sim, no dia em que puder expulsá-los do poleiro, onde nunca teriam pousado os pés, se vivessemos num país a sério e de dirigentes sérios.



