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11 outubro, 2011

Os ataques continuam, e a República dorme...


Tudo indica para que a Sede do Benfica seja aqui
Ainda ontem escrevi sobre a Justiça, e logo pela manhã sou confrontado com a sua alegre decadência.

Escondida atrás do rosto de uma suposta jornalista que se presta a exercer tarefas impróprias de uma pessoa de bem, a decadência manifestou-se - como não podia deixar de ser -, abrindo o noticiário de desporto para anunciar a aquisição de um novo jogador para o Benfica. Esta, é uma das rotinas da RTP, começar sempre, sempre, por falar do Benfica, roubando esse privilégio ao FCPorto, que é o verdadeiro campeão e o clube português com mais títulos conquistados. Outra rotina da RTP, é conceder essa primazia, excepcionalmente, apenas e quando é para anunciar algo que possa denegrir a imagem do FCPorto. Foi o que aconteceu [mais uma vez], hoje.

Logo a seguir à notícia sobre o Benfica, uma menina de vestido amarelo - espelho perfeito de uma moça de recados-, "informou" o país profundo, através do Correio da Manhã [fonte credibilíssima], que o Ministério Público quer cinco [cinco, imaginem!], jogadores do FCPorto na prisão!  

Apesar dos nortenhos, em geral, e os portistas por maioria de razão, estarem [MAL] habituados a ser discriminados, e claramente provocados, notícias destas são inadmissíveis, sobretudo agora, numa altura em que os responsáveis pela crise [a classe política] andam a pagá-la com o dinheiro dos contribuintes, com belos apelos patrióticos à austeridade. Então, é com este tipo de "notícias", mentirosas e infundamentadas que se dão exemplos de poupança? 

Onde está então a autoridade neste país? Será mesmo que, até a Presidencia da República, a Assembleia  e a Procuradoria Geral, e quem as representa, acham que em Democracia está proibido o exercício da real autoridade? Qual é, afinal, a diferença entre a autoridade oficial, e essa outra, hoje anunciada pela RTP via pasquim, Correio da Manhã?  Qual é, se não reagem a estas poucas vergonhas? Eu penso que nenhuma!

Saiba pois, senhor Cavaco, que eu vou continuar a borrifar-me para os seus apelos patrioteiros, especialmente para aqueles que convidam os portugueses a votar. Votarei sim, no dia em que puder expulsá-los do poleiro, onde nunca teriam pousado os pés, se vivessemos num país a sério e de dirigentes sérios. 




09 março, 2010

Alzheimer de quem?

De Jesualdo, ou de alguns adeptos acríticos e fanáticos?
Sr. Pinto da Costa, renove-lhe o contrato! Ele merece... A culpa, é dos adeptos, como eu.
Seguramente.

26 fevereiro, 2009

Rica vida

Vá lá, deixemos de ser maldizentes, de passar a vida a malhar nos políticos, porque eles estão a dar o seu melhor. Então, já não há um pingo de reconhecimento pelos últimos magníficos 35 anos de democracia e progesso?
Afinal, temos auto-estradas por todo o lado, hospitais e escolas fantásticas, um serviço nacional de saúde exemplar, obras faraónicas de acesso ao enriquecimento rápido dos respectivos protagonistas, e, o que é mais importante, temos governantes sérios, que cumprem sempre o que prometem. Que mais queremos nós? Além do Aeroporto de Alcochete, e do TGV, até já foi anunciada a construção da nova ponte sobre Lisboa, a região mais carenciada do país. De que é que nos queixamos?
Nós já sabemos, que quando os nossos respeitáveis governantes anunciam a instalação de grandes empresas no nosso país, é certo e seguro que os imensos postos de trabalho criados vêm proporcionar condições de vida e ordenados fantásticos. Nós, ainda estamos por entender do que é que estes cavalheiros estão à espera para se habituarem a atribuir remunerações dignas de um país primeiro mundista, mas percebemos as suas intenções, que é eternizar a caduca mentalidade do "quanto menos pago, mais ganho".
O que já não percebemos muito bem de certos (ex)governantes, é o nível de competências e respectivos benefícios para a sociedade, que justificam os astronómicos salários que arrecadam quando saem da política e, muitas vezes, ainda quando lá estão (Dias Loureiro, não é Conselheiro de Estado?).
Às vezes, imaginamos que devem fazer autênticos milagres (para a comunidade), em tudo onde metem o nariz, mas, depois de muito procurarmos, o único que descobrimos tem mais a ver com as mãos, tal é a vida faustosa que todos acabam por levar. É uma questão de dignidade, dizem eles. É por isso, que precisam de carros topo de gama para as suas deslocações. Um simples Renault Clio não lhes serve, baixa-lhes o estatuto de divindades que consideram merecer. O problema (digo eu), é que eles ainda não compreenderam que são os únicos a pensar assim.
Ainda agora, vimos o governador do Banco de Portugal incapaz de controlar ou denunciar as grandes fraudes que ocorreram no sector, e lá continua ele, no seu lugar, como se fosse o gajo mais importante e imprescindível do Mundo. É pago principescamente por principescas responsabilidades, mas ninguém o obriga a assumi-las. O conceito de competências politicamente correcto, é este.
Ora, digam lá, que não queriam um emprego assim, com este nível de exigência cívica e profissional?
Nota:
Não, não precisam de nos contar outra vez a historinha calimera de que os salários dos políticos, até nem são muito elevados, etc. Precisam é de nos convencer se não é na política, ou através dela, que eles procuram o trampolim que os pode levar à fortuna. Vejam para onde eles vão depois de se retirarem do(s) governo(s), e depois digam-me alguma coisa. Querem um exemplo? Esse mesmo Victor Constâncio, de que acima vos falei. Mas, há muitos, muitos mais como ele.

06 fevereiro, 2009

28 Cêntimos por segundo! É a vida?

Não escondo o meu gosto pelo futebol, contudo, considero os valores das remunerações pagas a alguns jogadores de futebol (e não só), como os referidos na lista aqui ao lado, absolutamente criminosos.
A culpa, por estas velhas aberrações económicas e sociais, não é dos jogadores, que se limitam a aceitar o que o «livre mercado», bem ou mal, lhes oferece.
A culpa, é de quem considera irreversível a bondade deste mercado.
Nem a crise que actualmente assola o Mundo parece bastar, para levar os seus dirigentes a rever seriamente esta "filosofia" de vida. Com ela - tenho a certeza -, nunca mais se fará justiça social, nunca mais haverá paz ou humanidade. Apenas continuaremos a assistir a ridículos simulacros, para impressionar o Zé Povo, de um candidato a qualquer coisa, parecida com, mais e mais Poder (leia-se, mais dinheiro).

17 maio, 2008

Estranha-se e depois repugna

Director
A Coca Cola teve em tempos uma publicidade em que se dizia mais ou menos isto "Primeiro estranha-se, depois entranha-se"- uma bela frase da autoria de Fernando Pessoa. Lembrei-me disto quando ontem lia duas notícias de capa de jornais de Lisboa. Numa delas, na linha do que vem sendo hábito, o Benfica atirava o F.C. Porto para fora da Europa do futebol.

Na outra notícia, avançavam-se mais uns pormenores do chamado Apito Dourado.Ao princípio estranha-se. Estranha-se que alguém ache possível passar consecutivamente a mensagem de que a corrupção atingiu todos os passos dados pelo F.C. Porto. Estranha-se ainda mais quando vem um jurista defender a possibilidade de uma justiça retroactiva, impossível à luz de qualquer princípio do Direito. Estranha-se que coisas destas sejam utilizadas para intoxicar, para torcer a realidade, para criar um clima.
Nem a maioria dos seis milhões de benfiquistas acreditará serem possíveis tais coisas. É por isso que, depois se estranhar, não se entranha. Repugna.
No outro caso, o que se estranha é uma colagem notícias com origem na mesma pessoa são preferencialmente publicadas no mesmo jornal. Não se estranha que as coisas vão sempre no mesmo sentido, pois o objectivo é consolidar a acusação. O que se estranha é que já nem a fonte sinta a necessidade de diversificar os meios que utiliza para a divulgação. Começa-se por estranhar e acaba por também repugnar tamanho à vontade.
Quem julgar que tudo isto é apenas futebol, desengane-se. É bem mais do que isso.
Tal como eu tenho vindo a alertar, também José leite Pereira, no seu estilo discreto, vem afirmar que o que se está a passar é bem mais do que futebol.Mas está na hora de começar a reagir e começar a fazer pagar todos aqueles que de um modo ou de outro potenciam e beneficiam desta vaga de portofobia em curso. A começar, por exemplo, pela empresa detentora de um dos
pasquins que mais se tem notabilizado pelo ódio que nutre à cidade do Porto. Por estranho que pareça, essa empresa, a COFINA, tem até sede nesta cidade. Julgo que é chegada a hora de sentirem na carteira a nossa repugnância. Todos os produtos desta empresa renegada devem ser boicotados pelos portuenses. São eles:AutoMotor Correio da Manhã Destak Máxima Máxima Interiores JNegócios PCGuia Record Rotas & Destinos Semana Informática
Publicada por António Alves
Como não podia deixar de ser, subscrevo o comentário de António Alves. O que ele sugere - sem presunção - eu já faço há muitos anos e só vou a Lisboa quando não posso mesmo evitá-lo (o que não é muito difícil).
Mesmo assim, creio que já não ponho lá os pés há pelo menos uns 12 anos. Mas para que a sua proposta resulte, é preciso que os portuenses não gastem sequer um cêntimo na compra destes pasquins símbolos da fase mais negra do pós 25 de Abril. Uma vergônha!