06 outubro, 2019

Foi o Porto Canal que contagiou o FCPorto, ou o contrário?

Resultado de imagem para Susana Cunha Guimarães
Por onde andas, Susana, que ninguém sabe de ti?

Se alguém ainda tiver dúvidas da incompetência instalada no universo portista, que tire o cavalinho da chuva, se não quiser acumular decepções. Não duvidem que lamento muito ter de o reconhecer, mas é uma realidade. 

Para não ser injusto, mal grado  os factos, cabe-me prestar justiça a todos os responsáveis pelas modalidades, como o Andebol, e o Hóquei em Patins, que tão bons resultados conseguiram nos últimos anos. Têm sido fantásticos, comparados com a trapalhada que paira no futebol sénior. E não apenas. A equipa B, está de rastos, e o Rui Barros não tem culpa de não conseguir ser tão bom treinador como foi jogador, a culpa é de quem persiste em mantê-lo no cargo. Ponto. 

A propósito, ficamos sem saber o que terá levado Mário Silva a deixar o FCPorto, depois de ter conseguido tão bons resultados na formação. Enfim, parafraseando Bernardino Barros, é "normal"... Se há coisa em que o FCPorto falha, além do futebol, é a comunicação. Uma pobreza. Às vezes, a nossa obsessão pelo futebol (o FCPorto é um clube de futebol), leva-nos a esquecer que o nosso clube é proprietário maioritário do Porto Canal, e não devia, porque é, antes de tudo, um negócio, e como negócio, tudo aponta para andar perto do fracasso.

Vamos lá ver. Como é possível sermos optimistas se os únicos sinais que conseguimos captar do Porto Canal apontam para o fracasso, quiçá, para a falência? Permitam que me repita, porque é imperioso questionar isto de novo: nos media, é, ou não é, uma vantagem chegar ao público antes da concorrência? Então, como se compreende que uma estação de tv, em vez de variar e intensificar os noticiários, os reduza? Passa de cavalo para burro, atrasando o noticiário das 20 para as 21H00 horas, apenas para transmitir informação corriqueira do tipo faca e alguidar?

As repetições enfadonhas de entrevistas, e de programas antigos, continuam a aumentar, os (e as) colaboradores tanto desaparecem como passado algum tempo regressam, e outros somem de vez, sem que haja dada a mínima explicação.  Lembram-se da Susana Cunha? Uma das pioneiras do Porto Canal, jornalista polivalente, capaz, e grande portista?  E que dizer do rigor da informação? Não dá para acreditar que haja supervisão por ali! Os (ou as) cameraman(s) cometem erros de palmatória com frequência, desviam as imagens dos objectivos principais, e são apanhados a oscilar abruptamente a camera para um lado e para outro, não raras vezes, o que traduz uma inexistente liderança.   

Lamento que alguns dos poucos (mas bons) programas, acabem por desaparecer, por não inspirarem confiança aos protagonistas, ou mesmo por acabarem por ser cobiçados pela concorrência, tal é o marasmo a que se chegou. É miserável! Ainda há dias andaram a publicitar o regresso do programa dominical "A falar é que a gente se entende", e subitamente deixaram de o fazer! Ninguém percebe o que aquela gente  quer !

Será um efeito colateral do FCPorto da actualidade? Os patrões são quase os mesmos. 

Off the record:

hoje, é dia de ir a votos. É dia de os portugueses brincarem à democracia, isto é, fingirem que acreditam no que  o substantivo significa:  sistema político em que o poder emana do conjunto dos cidadãos.

Ora, que poder terá um cidadão impossibilitado de votar, por não dispôr no quadro partidário de candidatos, um único partido capaz de lhe garantir o que ele mais precisa num hipotético governo, que é tão simples como competência, e sobretudo honra? 

Competência desleal é incompetência. E honra, é respeitar, não é? Depois, há que cumprir, não será? Caros, se nem a Lei se cumpre em Portugal, como podemos esperar essa integridade dos partidos políticos? Já é tempo de nos deixarmos de fantasiar com assuntos sérios. 

04 outubro, 2019

FCPorto desperdiçou oportunidades por rematar mal

Resultado de imagem para feyenoord fc porto
Holandeses mostraram ser tecnicamente
mais evoluídos


Antes de mais, retomo a questão do sistema de jogo do Sérgio Conceição. 

Basicamente: pressão alta, posse de bola, e defesa global, ou seja, todos os jogadores com obrigações defensivas. Conceição, terá certamente partido do velho princípio, que dita ser a partir da defesa que se ganham jogos. Não tenho nada contra esta opinião, pelo contrário. Mas a questão não é tão simples como parece. Recordemos: esta ideia de jogo não foi inventada pelo Sérgio. 

Julen Lopetegui também apostou na posse de bola, e na pressão alta. De início, até criou algumas expectativas, mas cedo começou a cansar, a partir do momento que a posse de bola abrandou, sem profundidade, transformando o jogo num fastidiante passe para trás, e para o lado. Depois, já sabemos como foi. À medida que nos apercebemos das desvantagens desta forma de jogar, começamos também a perceber que o plantel de Lopetegui carecia de um défice de jogadores com qualidade técnica, quer no passe, quer no remate. Este problema ainda existe, de momento, embora alguns jogadores contratados recentemente estejam a um nível um pouco superior.  

No pequeno grupo de jogadores contratados esta época, o Nakajima é para mim o que melhor remata e passa. Além disso, é rápido. Contudo, não creio que o FCPorto venha a tirar vantagem das suas qualidades se o treinador continuar a exigir dele o que não tem para dar. Nakajima tem qualidades, mas a pujança física não é uma delas. Ele tem vontade, esforça-se, mas não tem cabedal para andar para trás e para a frente. Considero um erro, se o treinador continuar a exigir isso do rapaz. O próprio Marega, que tem bom físico, já tem acusado o toque. O Corona não jogou ontem por quê? Porque joga muitas vezes, está tocado, porque não tem substituto à altura. E isto vai acontecer mais vezes com os jogadores mais utilizados, não duvidem.

A ideia de futebol pressionante tem as suas vantagens mas carece de rotatividade. Se Conceição quiser mantê-lo sem reformular o seu critério e opções, terá de rodar mais os jogadores, se não, voltamos a entrar no ciclo das lesões, e nos momentos chaves claudicamos.

O jogo de ontem voltou a denunciar o que aqui já referi outras vezes. Alguns jogadores do FCPorto, comparados com os holandeses, voltaram a dar provas de não terem grande capacidade de passe e de remate. O controle de bola, como o drible, são igualmente importantes.

Danilo, é um jogador empenhado, tem arcaboiço, mas é muito irregular a passar e a acertar com a baliza. Ontem, ofereceu o 1º. golo ao adversário. Asneiras destas também contagiam, é muito negativo mesmo para os jogadores tecnicamente superiores. É no que dá, andarmos há anos a remediar o plantel com metade dele constituído por jogadores apenas medianos . E (lá estou eu a ter de me explicar outra vez), é apenas a minha opinião, não tem nada ver com simpatizar ou antipatizar com os jogadores A ou B. Podemos apontar erros pontuais, porque não são graves quando causados por jogadores assertivos. Graves são os erros frequentes, e Danilo comete-os vezes de mais. Alexe Telles não esteve muito bem, ontem, mas a esse temos de lhe dar esse direito, porque foi um dos que descansou menos vezes, e um dos que melhor jogam normalmente.

Comparemos a qualidade tècnica dos holandeses com a dos nossos jogadores, quer no passe, quer a chutar, e concluiremos que não chega termos uma equipa combativa, pressionante, que cria muitas oportunidades de golo, mas com um baixíssimo défice de eficácia. Seria bom que Sérgio Conceição se voltasse para essa vertente do treino, e a melhorasse.

Lá diz o ditado: quem não marca, arrisca-se a perder. Foi o que sucedeu. Carpir máguas, pouco adianta.      

01 outubro, 2019

Um Portugal, sem honra nem civilidade

Resultado de imagem para António Costa
Qual é a diferença?


Não vale a pena fecharmos os olhos, e taparmos os ouvidos à realidade do país.  É uma irresponsabilidade.

A história pode adulterar-se agora, mas é difícil de branquear com o decorrer dos tempos. Factos, são factos, negá-los é apenas a reacção cobarde de quem quer à viva força ocultá-los. 

Não temos governantes, temos péssimos actores, com uma sórdida inclinação para a marginalidade. A justiça foi invadida por oportunistas, em vez de tonificada e privilegiada com homens dignos, e eticamente superiores. Nos tempos que correm, tal desiderato tornou-se numa utopia. Decididamente, ser juiz, hoje, é correr o risco de passar por um tipo suspeito, como um banqueiro, ou um político, por exemplo... Enfim, actividades outrora nobres são agora básicas, e completamente desprestigiadas. 

Estamos a passar talvez uma das fases mais indecorosas da história contemporânea. Contrariamente ao que podíamos supor, a tecnologia da comunicação não nos tornou melhores cidadãos, mais civilizados, mais pacíficos. Actualmente, o carácter do individuo quase se eclipsou. A universalidade, transformou-nos em clones, e fez o mundo andar para trás. E que dizer da cultura?

Noventa por cento dos filmes americanos, que ocupam parte importante das nossas televisões e cinemas, apostam na violência ou no sexo, como se fossem almas gémeas. Um livro, como um filme, para serem culturalmente úteis têm de ser realistas, não devem fugir de factos. A ficção distrai, mas também ilude. Adulterá-los, ou deles fazer uma espécie de pastilha elástica, é a antítese da cultura. 

E, por falar em cultura, talvez seja eu que me deixei ultrapassar pelos "novos" tempos, mas ainda não consegui perceber a obsessão dos americanos pela linguagem grosseira, agora tanto na moda. Em cada 3 palavras, uma tem de ser ordinária. As mulheres perderam em charme o que ganharam em vulgaridade. Os diálogos não conseguem completar uma frase sem lhe incluírem um fuck you, ou puxar o tema sexo completamente a despropósito. Fica-nos a ideia que, para eles, ainda existem preconceitos àcerca do sexo, e que só lhe juntando  grandes palavrões se sentem realizados.

Já fui um admirador da América, hoje nada me diz, e o cinema  que exportam para o mundo inteiro muito contribuiu para isso.  O pior, é que estes hábitos perniciosos, e de baixo nível, estão a influenciar grande parte da humanidade.  Portugal (como não podia deixar de ser), país vocacionado para a imitação rasca, agradece a pedagogia. 

Ontem, curiosamente, vi um filme de um realizador italo-germano (Giullio Ricciarelli) que me fez lembrar uma grave ocorrência no nosso país, pouco diferente na brutalidade, mas semelhante no desfecho. O filme consistia em julgar os carrascos nazis de Auschwitz que serviram Hitler, da forma mais cruel que se pode imaginar. O julgamento executou-se numa época em que a Alemanha queria esquecer o passado da guerra que promoveram. Ocorreu em 1969 (mais ou menos), cerca de 50 anos após o fim da guerra. Entre a semelhança  deste caso e o de Portugal do pós 25 de Abril, há um denominador comum: derrubadas as ditaduras (de Hitler e Salazar), na Alemanha os nazis ainda escaparam à Justiça, mas outros foram julgados e condenados. Em Portugal, alguns colaboradores da PIDE ainda estão em liberdade, deixando descendentes. Muitos deles escaparam ao castigo, e andam por aí (isto, não vos faz lembrar nada, agora?). Aqui, o crime compensa. É um facto, mas só para alguns...  

Olho neles, amigos.  As coisas não acontecem por acaso...

29 setembro, 2019

As modalidades do FCPorto prometem, e cumprem

No hóquei em patins, mesmo com uma equipa recentemente renovada, 
o FCPorto continua altamente competitivo, e já está na final da Taça 
Continental, onde irá enfrentar o Sporting, depois de ganhar o 
Lérida por 8-2.
FCPorto está muito bem nas modalidades. No Andebol,
conseguiu bater o poderoso Vive Kielce da Polónia (actual campeão
Europeu), por 33-30. Fantástico!

Nem tudo vai mal no reino do Dragão. Felizmente, nas modalidades, a máfia parece mais inofensiva, 
particularmente a nível internacional. Por enquanto... Não é por aqui que temos razões de queixa. 
A equipa de basquete de Moncho Lopez, deste ano, parece também mais competitiva.    

26 setembro, 2019

Este país é um pesadelo, nada mais

Resultado de imagem para o escândalo de Tancos
Tão amigos que eles eram...

Enquanto a comunicação social se entretém a brincar com os portugueses, tentando convencê-los que laboram fieis  ao seu brilhante código deontológico, a opinião pública civilizada vai desacreditando paulatinamente a classe.

Como venho escrevendo, o próprio Jornal de Notícias, que é o único jornal que ainda leio, um histórico matutino do Porto, continua a apostar no populismo centralista da capital e, pouco a pouco, a privilegiar o que por lá acontece, como qualquer outro pasquim daquelas bandas.  Era previsível que isto acontecesse. Eu avisei aqui mesmo que corríamos esse risco. Nem o facto de terem nomeado como Director Geral Domingos Andrade (ex-Porto Canal) me convenceu. 

Esta decisão serviu também para "anestesiar" os tripeiros atentos de uma simples armadilha, que era ocuparem o poder, e centralizarem o critério  editorial do jornal. E conseguiram. Foi fácil, os portuenses de agora (ainda) andam mansos... Na falta de massa crítica, a cidade do Porto não tugiu nem mugiu (eu, fui excepção, devo dizê-lo). Nem o Porto Canal se pronunciou sob o assunto... Para o FCPorto (seu proprietário), parece tudo continuar dentro da normalidade, bem ao estilo subserviente de Júlio Magalhães, e de outros.

Aliás, para que Domingos Andrade subisse a Director (no jornal, nem sequer consta Director Geral), foi preciso promover o Director que o antecedeu, Afonso Camões, albicastrense (e benfiquista) a membro do Conselho de Administração. É este orgão específico quem de facto detém o poder, nele se incluindo o advogado lisboeta, Daniel Proença de Carvalho, como Presidente do Conselho de administração, acompanhado de *Rolando Oliveira, Jorge Carreira, José Pedro Soeiro, Guilherme Pinheiro, Paulo Rego, Philipe Yip.

Se atentarmos bem, estes cavalheiros usaram exactamente a mesma estratégia (manha) que os gajos do Governo usaram com algumas instituições estatais, como o IAPMEI, por exemplo. Deixaram as Sedes no Porto, mas implantaram o poder em Lisboa...

O que a mim me decepciona sobremaneira, é não aparecer nenhuma figura pública do Porto, a contestar estes roubos manhosos, esta usurpação de património do Porto pela Sacro Santa capital da corrupção.

De tudo isto, o curioso, é sabermos que o Sr. Pinto da Costa, na qualidade de presidente do FCPorto, e de "assumido" regionalista, nunca se tenha pronunciado sobre o tema (refiro-me ao JN).

Nas páginas côr de rosa, e desportivas, as figuras públicas prioritárias com mais enfoque, passaram a ser uma grande maioria de Lisboa. Tudo isto começou lentamente, com uma certa timidez (para ver no que dava), e como ninguém abriu a boca, agora já o fazem à descarada, como se tratasse de um jornal de Lisboa! Rapam tudo, como ratos esfomeados!

Qualquer dia ainda vamos ouví-los dizer que o JN foi sempre um jornal de Lisboa. Esta gente é tão ordinária, tão repugnante, como capaz de negar o ar que respira. Os fundadores do jornal morreriam outra vez de desgosto se soubessem que isto estava a acontecer, sobretudo agora, num país cujo regime se apregoa como democrático. Só que, já não morrem, porque felizmente para eles, já não estão entre nós...  

A propósito, mesmo preso, Rui Pinto vai tendo a coragem que falta a muitos. Diz-se preso político, e vítima de terrorismo. E tem toda a razão. O Estado português, ou quem o representa, são dejectos nauseabundos, comparados com o rapaz. 

Portugal é um país fértil a produzir escândalos! Os governos trabalham muito essa área de actividade! Tivemos o escândalo do BES, de Sócrates, de Duartes Limas, a promiscuidade criminosa e miserável de Tancos, mais um Governo protector descarado de um clube de corruptos. Temos gente ligada à polícia, e à justiça, a dar-lhes uma mãozinha...  Apesar disso, ainda nos querem convencer que têm moral, ou autoridade cívica para condenar o rapaz? A mim, meus senhores, não me convencem. Os piratas, são «V. Exas»., porque para agirem com tanta incoerência e injustiça, é porque muito temem, muita coisa querem encobrir, e não é com certeza a vida privada do vizinho do lado.

*Devo lembrar os leitores que Rolando Oliveira, é filho de Joaquim Oliveira (da Olivedesportos) e sobrinho do putativo candidato ao lugar de Pinto da Costa, António Oliveira, candidatura essa que não aprovo, de todo.  

25 setembro, 2019

Quero ver se o polvo continuar a ganhar por "outro lado"...

Resultado de imagem para Pinto da Costa
Pinto da Costa recandidata-se
mas não acrescenta nada

Inquestionavelmente, falta massa crítica, ao Porto, e ao FCPorto. Os tripeiros, entre os quais orgulhosamente me incluo, parecem ter perdido aquela alma bairrista que os caracterizava. Era um atributo muito particular, que de certa maneira ultrapassava os preconceitos entre classes na nossa região, não se confinava apenas ao povo. 

O 25 de Abril, assim como o período vitorioso do FCPorto, e a época garbosa de Pinto da Costa, parece não lhes ter empolgado o regionalismo. Pelo contrário, deixou-os toldados pelo sucesso, demasiado passivos, e hoje, que tanto precisamos de dinamismo, de garra, e muita determinação, andamos para aqui meios perdidos a carpir mágoas, como os calimeros de Alvalade...

Continuamos naquela luta desigual, limitando-nos a confirmar factos perversos, sem nunca fazermos sentir aos nossos inimigos o aroma ácido da nossa revolta. Ainda não lhes demos uma pequena amostra daquilo que realmente somos capazes de fazer.  E eles, claro, crápulas que são, continuam a aproveitar.

Esta crítica não me absolve de "culpas", porque se há coisa que me deixa completamente decepcionado é não poder fazer mais do que denunciar as poucas vergonhas que o próprio Estado consente. No que à minha pessoa respeita, que mais posso eu fazer? Todos devemos estar unidos, sim, mas não apenas para apoiar a equipa, ou assistir a jogos, também temos o direito de nos fazermos ouvir junto do presidente, e da SAD, mais que não seja para sabermos o que de novo tem Pinto da Costa para nos dizer de relevante. Só ele parece ignorar a nossa principal angústia, que é não sentirmos que o FClube do Porto esteja a ser defendido à altura dos seus pergaminhos. Ele pensa que só nos contentamos com algumas palavras banais, como dizer que tenciona levar o clube a um novo ciclo rotineiro de victórias. É caso para lhe perguntar se nestes últimos anos deixou de pensar assim, sem nada nos dizer...

É ele que, de certo modo, está a  desanimar os adeptos, mau grado a tolerância paciente que (alguns) ainda lhe reservam. Grande número de portistas sentem-se num labirinto, chamado Pinto da Costa, que os inibe de escolher pacificamente entre a porta de saída e a continuidade. Indirectamente, é ele quem a fecha, mantendo-os ciclicamente indecisos entre a consideração e a revolta.  Neste capítulo, assemelha-se muito a certos políticos... Foi por posturas assim que deixei há muitos anos de votar.

Pinto da Costa pode hipotecar tudo o que de construtivo fez no FCPorto, e vir a ser responsabilizado por todos os prejuízos desportivos e financeiros que venhamos a ter no futuro que se avizinha, caso o clube do regime continue activo a ganhar no desporto, mas com a ajuda da corrupção, e da  justiça...

Já estou cansado de bater no ceguinho. Cabe a palavra ao Sr. Pinto da Costa. Desejo-lhe sorte, porque muito precisa dela.


20 setembro, 2019

E o MP teima em conspurcar a instituição. Que vergonha!


A defesa de Rui Pinto considera que a acusação do Ministério Público (MP) "contém numerosas falsidades, nulidades e ilegalidades" e que visa "silenciar e destruir" o denunciante do Football Leaks.

O MP acusou Rui Pinto de 147 crimes, 75 dos quais de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência, sete deles agravados, um de sabotagem informática e um de tentativa de extorsão, por aceder aos sistemas informáticos do Sporting, da Doyen, da sociedade de advogados PLMJ, da Federação Portuguesa de Futebol e da Procuradoria-Geral da República, e consequente divulgação de dezenas de documentos confidenciais destas entidades.

Com a acusação agora tornada pública e o pedido de manutenção da prisão preventiva, confirma-se a vontade do MP de silenciar e destruir Rui Pinto, evitando que prossiga a colaboração que vinha mantendo com as autoridades de investigação de outros países", refere uma nota enviada à agência Lusa assinada pelos advogados Francisco Teixeira da Mota e William Bourdon.

No entender dos advogados, a acusação deduzida contra Rui Pinto "contém numerosas falsidades, nulidades e ilegalidades", que a defesa do arguido "irá reagir no processo no seu devido tempo". O comunicado acrescenta que a equipa constituída pelo MP para investigar a criminalidade no mundo do futebol "parece estar mais dedicada a perseguir aqueles que a denunciam do que a investigar aqueles que a praticam".

"A defesa de Rui Pinto lamenta que o MP, ao mesmo tempo que consegue evitar que a SAD de um clube de futebol seja pronunciada, consegue 'descobrir' 147 crimes contra o seu constituinte e enquanto em Espanha a Doyen é objeto de processos fiscais e criminais, em Portugal goza do beneplácito das autoridades de investigação", sublinham os advogados.

Nota de RoP:
Tudo indica que há muita gente ligada ao poder com mais medo de Rui Pinto, que este do poder. Não deve ser apenas gente particular, é gente ligada à área judicial e da política. Não tenhamos dúvidas que lá fora há já muita malta a comentar do piorio deste país. 

Nem no tempo de Salazar assisti a escândalo tão grande. Portanto, caros amigos, espero que ainda não tenham dúvidas sobre a irrelevância dos cargos. Hoje, um pé descalço é mais fiável que um ministro, ou um juiz.

18 setembro, 2019

Desabafo contra os falsos estatutos


Resultado de imagem para Estado corrupto


Mesmo com um Estado em risco de coma, com os mais altos dirigentes do país a comportarem-se como vulgares vigaristas, sem que haja uma alma viva a dizer basta, isto não pode continuar assim, Portugal parece não se importar de transmitir ao mundo a imagem do país mais corrupto da Europa.

Eu, sou português, gosto da terra onde nasci, mas detesto gente que pactua com o crime e com criminosos.  Neste imenso grupo, inclui-se a Justiça, o Governo e a Presidência da República. Quem não gostar de ler isto, quem se identificar com este  regime  e tiver poder para isso, que me prenda, e dite prisão perpétua, que nada me fará mudar a convicção. 

A verdade ficará sempre comigo.

PS-Para os ingénuos que continuam a morder iscas de ratoeira, como ratinhos bébés, que ainda censuram a abstenção, vai um conselho: em vez de votarem em branco, gerando mais papel falsificável, proponham ao país também o direito ao voto demissionário

Isto de votar apenas para eleger, é uma grande mama, é a ditadura a mandar na democracia. O voto popular não devia servir apenas para decidir quem pode mandar, mas também para demitir quem não sabe

Utópica, e enganosa, é a estrada de uma só direcção. Se assim não fosse, nas próximas eleições, podíamos mandar para o olho da rua os inúteis que nos infernizam a vida.



17 setembro, 2019

Rui Pinto é mais importante que o próprio Estado. Foi este, que o promoveu...

Rui Pinto, a tábua de "salvação" da (IN)justiça
lisbonária

William Bourdon admite que o português está cansado e ansioso, mas tem sido bem tratado na prisão
William Bourdon, advogado de Rui Pinto, concedeu uma entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual fez o ponto de situação sobre a detenção do denunciante português do Football Leaks, detido em Lisboa desde 22 de março e ainda sem qualquer acusação formalizada.

Estado de Rui Pinto: "Está isolado, mas bem tratado pelos guardas. Mesmo que o Rui mostre a mesma coragem de sempre, é possível detetar o cansaço e a ansiedade nos seus olhos, ele sente que a situação é injusta. Também sei que ele é apoiado pelos outros detidos, não podem vê-lo, mas gritam-lhe palavras de apoio."


Um pirata informático pode ter estatuto de denunciante? "Ser acusado de pirataria pode ser um obstáculo, mas não podemos esquecer que estas questões legais não extremamente novas. Um exemplo: Antoine Deltou, o informador do Luxleaks, foi acusado e condenado duas vezes por acesso ilegal, mas, no fim, foi absolvido porque o juiz entendeu que ele preencheu os requisitos do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem para ser considerado denunciante. Outro exemplo vem do denunciante dos Panama Papers: graças a ele, mais de mil milhões de euros foram recuperados por várias autoridades tributárias e ele não era funcionário de qualquer empresa do Panamá.


Ainda sem acusação: "É uma especificidade da lei portuguesa. Mas é incomum ter alguém detido por tanto tempo sem uma acusação formal. Para além disso, contradiz completamente o que é esperado e requisitado pelo Parlamento Europeu, pela Comissão Europeia e pela sociedade civil. O consenso é de que a proteção aos denunciantes tem de ser aumentada."
Evolução da investigação e alegadas provas de outros crimes, como invasão informática a políticos e sociedades de advogados: "As investigações são mais ou menos secretas em Portugal. Em França, poderia facilmente obter uma cópia do processo, mas há um nível de restrição em Portugal que não facilita o trabalho de um advogado. O mandato de detenção respeitava o Princípio da Especialidade, só podia dizer respeito a determinadas questões e não a acusações de forma generalizada. Pergunto-me se as autoridades portuguesas sabiam dessas outras acusações desde o início. Se sabiam, porque não as incorporaram? Há a suspeita de que o Princípio da Especialidade pode ter sido violado."

Cooperação com as autoridades portuguesas: "Que eu saiba, só um pequeno interrogatório.Ele reiterou a sua vontade em colaborar, abriu essa porta, mas as autoridades portuguesas ainda não a utilizaram. Isto leva-nos a um paradoxo histórico: já foram pagas enormes multas e outras serão pagas no futuro por jogadores, agentes e clubes. Há inquéritos a decorrer nos próximos meses, que envolvem atividades criminais no futebol e, ao mesmo tempo, Rui Pinto continua preso. Os suspeitos cujas atividades deveriam ser investigadas foram poupados. Isto é absurdo."

16 setembro, 2019

Um domingo de sorte...

Houve um esforço final, é verdade, mas a sorte não o traiu


Afinal, alguns dos atletas que estavam em dúvida, acabaram por entrar em campo, e jogaram. Estas coisas acontecem, mas, na minha opinião, deviam evitar-se. Cheguei à conclusão que Sérgio Conceição prefere espremer até ao limite o esforço físico dos jogadores que lhe dão mais garantias, a alterná-no com outros mais frescos. É uma opção legítima, mas de risco elevado que já nos custou caro. Marega, e Aboubakar que o digam (só para falar nestes dois).  Alex Telles foi um herói, conseguiu aguentar-se muito tempo, mas não resistiu aos excessos de uma titularidade incondicional. Se juntarmos a este hábito do treinador, outros, igualmente perniciosos, como  o de reagir tardiamente, quando a equipa dá sinais de relaxar, temos um cocktail altamente perigoso.

Foi o que sucedeu no jogo de ontem, com o Portimonense. Talvez a entrada de Nakajima não tenha sido feliz, mas a decisão foi algo tardia (faltavam poucos minutos para o fim do jogo), nunca é um estímulo para o atleta, é quase um SOS, um "resolve tu", e o resultado foi o que se viu. Quem me conhece, sabe que não sou daqueles que me atiro aos treinadores quando algo corre mal. Gosto de lhes dar tempo, assim como aos jogadores, para mostrarem o que valem. Mas, há limites. Sérgio Conceição devia ter mexido na equipa logo, assim que sofremos o primeiro golo, para evitar que o adversário crescesse, e os nossos entrassem em "pânico", como veio a acontecer. Se o 1-0 é um resultado perigoso, o 2-0 é traiçoeiro, porque pode induzir ao relaxamento.

Este ano entraram alguns reforços de qualidade, e mesmo assim, nem todos parecem ter agradado ao treinador, o que é um tanto incompreensível, visto ter dado o seu aval à contratação, por exemplo, do argentino Saravia (que não tem jogado). Depois, continuamos a ter no plantel um grupo de jogadores interessantes, mas com limitações técnicas antigas. Danilo é um deles. É aplicado, por vezes eficaz, gosta de jogar, mas continua a ter grandes dificuldades em rematar, tanto com o pé, como com a cabeça. Assim por alto, em 10 oportunidades, acerta uma na baliza. Sem pretender ousar substituir-me a Sérgio Conceição, acho que algumas das dificuldades técnicas dos jogadores podem ser perfeitamente corrigidas com treino específico. O caso de Danilo é paradigmático. Vejamos: ele procura o golo, quer mostrar serviço, mas não tira daí muito proveito, porque não faz o movimento certo para ter sucesso. Remata com a cabeça frequentemente, mas quando salta, raramente consegue elevar a cabeça acima do nível da bola, e quando é assim não pode dar a direcção correcta à cabeça, ou seja, imprimir-lhe o movimento descendente (de cima para baixo) e a força necessária. Isso explica porque é que a bola sobe sempre demais. Com os pés, passa-se o mesmo. A bola sobe demais porque, ao abordá-la, ou é o tronco que não leva a inclinação para a frente, ou é o peito do pé que faz levantar demais o esférico raspando-o pela base. Estas coisas dependem do jeito de cada um, é natural, mas são perfeitamente aperfeiçoadas se os treinos forem regulares e de acordo com a habilidade específica de cada jogador.

Resumindo: ainda há muito para corrigir. O treino não pode ser apenas uma rotina, tem de responder às dificuldades técnicas que um conjunto de jogadores não consegue dominar. O Ronaldo ainda goza da reputação de "o melhor do mundo", e nem sequer é pelas suas qualidades técnicas genéticas, é pela sua pertinácia de querer sempre fazer melhor. E treina sozinho, muitas vezes... E é isso que mais admiro nele. Messi, é naturalmente mais evoluído, parece uma máquina de carne e osso, mas o Ronaldo tem uma força de vontade que Messi não tem, e supera-o nos resultados. Ora, não é isso que o FCPorto precisa, mas podia servir de inspiração ao treinador do FCPorto para ensinar os jogadores menos assertivos.

Quanto ao jogo de ontem, é para não esquecer.