05 novembro, 2009

Foi mesmo um "equívoco"?

Afinal, José António Barros - presidente da AEP - diz que não haverá uma "fusão" desta Associação com a lisboeta AIP, como tinha sido anunciado e que tantos protestos tinha levantado. Dizem agora os dois presidentes que se tratou de um "equívoco", e o que está em jogo é simplesmente uma "junção" , uma união institucional entre a AEP e a AIP, donde nascerá a CEP - Confederação Empresarial de Portugal. Esclarecem ainda que tanto a AEP como a AIP continuarão a existir, permanecem autónomas e independentes, cada uma delas gerindo os seus serviços, as suas Feiras e outros eventos.

Isto é completamente diferente daquilo que tinha sido comunicado publicamente, e esta nova versão parece-me aceitável. Na realidade a AEP representa também um instrumento de identidade portuense e nortenha e a sua desaparição representaria uma lamentável perda.

Fica a dúvida de saber se estamos em presença de um recuo nas intenções originais, em face do clamor suscitado pela desaparição da AEP, ou se realmente houve uma enorme falta de rigor nas palavras utilizadas no primeiro anúncio, o que constituiria uma incrível falha de comunicação por parte de uma instituição que tem a obrigação de transmitir para o exterior informações suficientemente precisas que não possam originar "equívocos" de nehuma espécie.

2 comentários:

Rui Valente disse...

Frequentemente, estes «equívocos» costumam ser uma espécie de gato escondido com o rabo de fora.

Era uma vez, uma NTV (Norte Televisão) de âmbito regional que pouco tempo depois passou a RTPN. Da primeira, só resta o "N" de Notícias...Sim, porque com o Norte, o Estado não quer nada, excepto os nossos impostos.

Suspeitem destes equívocos.

Anónimo disse...

Espero que seja simplismente um
equívoco.
E se assim foi; os portuenses e os
nortenhos ficam contentes.
Agora não sei por quanto tempo!...

O PORTO È GRANDE VIVA O PORTO.