26 maio, 2010

Um Movimento que quer ir às urnas

É mesmo só quando a vida começa a revelar graves contrariedades que os cidadãos se disponibilizam para a luta. Ainda assim, alguns, continuam a «confiar» naqueles que cavaram o profundo buraco onde o país se continua a enterrar entregando-lhes o voto. Custa a crer que seja por ingenuidade. Portanto, se o fazem, é porque têm algum interesse nisso. Só que, nunca o confessarão.

Na forja, prepara-se um Movimento de cidadãos do Norte de diversas profissões e simpatias político-partidárias aparentemente dispostos a demarcar-se dos partidos existentes e a dar uma volta de 180º à situação. As razões estão bem à vista, os partidos do arco do Poder e mesmo os da oposição, não querem saber do Norte para nada e da sua gravíssima depauperação económica e social.

Seria estrategicamente inteligente e sensato, nesta fase de arranque,  que todos aqueles que se revêem no nosso inconformismo se empenhassem unicamente em apoiar este Movimento sem olhar a detalhes, visto que é o divisionismo e a discriminação que nos tem sido votada pelo Poder Central a principal causa do nosso descontentamento. Convirá aderirmos com espontaneidade e confiança de forma a tornar imparável um Movimento, que para atingir o objectivo de se constituir em Partido Político terá necessariamente de ser forte e muito participado.

É verdade que temos todas as razões para estar alerta, para não nos deixarmos impressionar com a mudança pela mudança. A Regionalização, não é  remédio milagreiro para os nossos problemas, mas é sem dúvida o caminho mais curto para os resolvermos. A questão da coesão nacional nunca estará em causa com a Regionalização, ao contrário do Centralismo que é o seu maior inimigo. Hoje, há muitos portugueses fervorosos que já aceitam desligar-se da tutela nacional, exactamente por se sentirem ofendidos na sua dignidade de portugueses com as sucessivas acções de desprezo e de desconsideração perpetradas por vários Governos que, como é público e notório, não dão mostras de quaisquer sinais de arrependimento. A tendência, será pois para piorar. O Norte é o «Cristo» do país, e continuará a sê-lo se não fizermos nada para refrear estes ímpetos discricionários.

Esperemos que tudo ocorra como pretendemos. Para já, há que colaborar. Dentro das minhas limitações, darei o meu modesto contributo. Se cada um der o seu, é mais um «soldado» conquistado para a frente de «batalha» que nos espera.   

Nota:
Post também publicado no Bolgue do Movimento Pró Partido do Norte:  http://pelonorte.blogspot.com/

8 comentários:

Rui Farinas disse...

Total concordância com o teor do seu post. Muito oportuna a sua referência ao "divisionismo". Espero dúvidas e reticências de certos sectores do Minho e do Douro que tenham uma visão distorcida do que seja o Norte,mas penso que o Movimento conseguirá uma dinámica imparável se todos nos empenharmos entusiasticamente.
Um abraço.

pois disse...

Caro Rui,

Pego nesta sua experessão "Seria estrategicamente inteligente e sensato, nesta fase de arranque, que todos aqueles que se revêem no nosso inconformismo se empenhassem unicamente em apoiar este Movimento sem olhar a detalhes" para afirmar o meu apoio nesta fase, como diz. mas que existem muitos detalhes lá isso existem.
Afirmo também o meu total apoio à causa da regionalização - uma promessa que despudoradamente foi banalizada por referendo.
Se oseu é modesto não sei classificar o meu contributo, mas tentarei que seja válido.
Cumprimentos

jribeiro disse...

Estou genéricamente de acordo com os propósitos apresentados. Venho seguindo com alguma atenção, o que se vai escrevendo na blogoesfera e, também eu entendo que vai sendo tempo de unir esforços e erguer a voz. Este meu comentário serve para vos expressar o meu apoio com a certeza de que não vos faltará ânimo para levantar tamanha empresa. "O futuro conquista-se não se aceita passivamente" Cumprimentos, Jorge

dragao vila pouca disse...

Darei, com muito prazer, o meu modesto contributo.

Um abraço

renato disse...

Rui Valente!

Como já referi diversas vezes, temos que conseguir implantar no Porto e/ou no Norte um Partido Politico que faça com que as mentes poluídas dos centralistas e daqueles que andam de "barriga cheia" na capital do império à deriva se coloquem numa posição de "alerta" e cientes de que aqui não podemos nem devemos brincar com coisas sérias! Que aqui no Porto não podemos nem devemos ser achincalhados pelo poder central e por todos aqueles que chegam ao terreito do paço e mudam, rdicalmente, as suas posições politicas e não só!

E que não se esqueçam que foi daqui do PORTO que nasceu o nome Portugal!

Um abraço

Renato

R.M.Silva da Costa disse...

Vou continuar a seguira evolução deste projecto, atentas as razões subjacentes à sua criação, as quais me parecem pertinentes e justas.

jose carlos disse...

Concordo totalmente com as ideias do Movimento ...
Mas o nome não me agrada.

"Norte" é um ponto cardeal, ou até a designação da A1 para os lisboetas.

Para muitos (eu também) quando dizemos Norte, identificámos um conjunto de ideias e valores, mas é preciso uma designação mais concreta e com mais força identitária.

nota: não tenho sugestões.

Rui Valente disse...

José Carlos,

Para afastar essa ideia, sugeri outros nomes [como ANR-Aliança Nacional das Regiões, ou LINAR-Liga Nacional para as Regiões].

Depois, era para ficar simplesmente Movimento N, e finalmente, optou-se,por Movimento Pró Partido do Norte, porque efectivamente é no Norte que será criado, embora com abertura para outras regiões do país que se solidarizem com a causa.