26 maio, 2011

Mudar de Norte

Em tempo de profunda crise global e num contexto de incerteza e de indefinição, impõe-se para a Região Norte um profundo Choque Operacional. Mais do que nunca impõe-se a construção de uma nova plataforma de articulação entre os diferentes actores da Região, destinada a mobilizar as “competências centrais” da sociedade e qualificá-las duma forma estruturante como vias únicas de criação de valor e consolidação da diferença.

Para a Região Norte a oportunidade é única. Impõe-se, de facto, um sentido de Mudança Estratégica neste Novo Norte em que a marca terá que passar por uma Agenda de Convergência. Mudar de Norte é a palavra de ordem.

Para a Região Norte a essência desta nova Mudança Estratégica tem que se centrar num conjunto de novas “ideias de convergência”, a partir das quais se ponham em contacto permanente todos os que têm uma agenda de renovação do futuro. Importa acelerar uma cultura empreendedora na Região.

A matriz comportamental da “população socialmente activa” da Região é avessa ao risco, à aposta na inovação e à partilha de uma cultura de dinâmica positiva. Importa por isso mobilizar as Capacidades Positivas de Criação de Riqueza. Fazer do Empreendedorismo a alavanca duma nova criação de valor que conte no mercado global dos produtos e serviços verdadeiramente transaccionáveis.

A falta de rigor e organização nos processos e nas decisões, sem respeito pelos factores “tempo” e “qualidade” já não é tolerável nos novos tempos globais. Não se poderá a pretexto de uma “lógica secular latina” mais admitir o não cumprimento dos horários, dos cronogramas e dos objectivos. Não cumprir este paradigma é sinónimo de ineficácia e de incapacidade estrutural de poder vir a ser melhor. Importa por isso uma cultura estruturada de dimensão organizacional aplicada de forma sistémica aos actores da sociedade civil. Há que fazer da “capacidade organizacional” o elemento qualificador da “capacidade mobilizadora”.

Pretende-se também um Norte mais equilibrado do ponto de vista de coesão social e territorial. A crescente (e excessiva) metropolização do país torna o diagnóstico ainda mais grave. A desertificação do interior, a incapacidade das cidades médias de protagonizarem uma atitude de catalisação de mudança, de fixação de competências, de atracção de investimento empresarial, são realidades marcantes que confirmam a ausência duma lógica estratégica consistente. Precisamos duma Região com uma identidade colectiva mais conseguida. Precisamos de um Novo Norte!

Francisco Jaime Quesado
[Fonte: Blogue Regionalização]

1 comentário:

Anónimo disse...

A Região Norte com a regionalização
será a alavanca de um Portugal ecónomicamente mais forte.
Só os centralistas corruptos é que não entendem, poque são tachistas com sede de poder.

As campanhas de todos os partidos para as legislativas, não passam de uma nojenta maneira de se achincalhar uns aos outros com alaridos de romeiros, e risos cheios de hipocrísia para apanharem votos aos mais incautos.

O PORTO É GRANDE VIVA O PORTO.