19 janeiro, 2016

José Peseiro, é o novo treinador do FCPorto

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Depois de um turbilhão de especulações, conduzidas pela comunicação social sobre o nome do substituto de Lopetegui, foi José Peseiro o treinador eleito para orientar o FCPorto no que resta jogar do Campeonato, e das restantes competições em que ainda está envolvido.

Subscrevo portanto a opinião de muitos portistas, que é, apoiar este treinador e os jogadores, independentemente da nossa opinião pessoal. Só espero, é que assim pense também a estrutura directiva do FCPorto, a começar por Jorge Nuno Pinto da Costa, porque, ninguém se iluda, a discriminação ao nosso clube vai continuar. Foi assim que sempre procedi, com Lopetegui ou qualquer outro. Quem tiver dúvidas, que se dê ao trabalho de procurar nos posts mais antigos e ficará esclarecido. A diferença entre apoiar cegamente, ou apoiar confiadamente (como prefiro), consiste numa série de factores que a partir de determinado momento deixei de ver reunidos, para me manter optimista. Já os citei noutras ocasiões, e portanto, não preciso de me repetir.

O que digo - porque nunca é demais fazê-lo -, é que se José Peseiro não fôr apoiado nas situações em que a sua equipa seja manifestamente lesada, dentro ou fora do campo, teremos a segunda série do caso Lopetegui, agora na versão portuguesa. Como disse, acho que não foi apenas isso que impediu que a equipa desenvolvesse um futebol mais vistoso e objectivo, mas que contribuiu muito para a desestabilizar, disso não tenho a mínima dúvida. Não me interpretem mal. Não pretendo dar-me ares de sabichão, apenas digo o que as experiências do passado recente me ensinaram, embora o mesmo não possa garantir da parte de quem deve.

Não foram poucos os jogos a que assisti em que me apeteceu bater nos jogadores, de criticar A, ou B, pelas asneiras primárias que faziam. Mas sempre me custou admitir que não tinham qualidade, ou que faziam de propósito, e que não se aplicavam porque não queriam. Houve efectivamente um, ou outro, que não confirmou os créditos de que gozavam, mas isso também pode ter sido potenciado pelo apagamento da liderança do Presidente.

É impossível que os jogadores não tenham sentido essa "orfandade" da parte da Directoria, no que concerne a defesa do treinador e do próprio clube, e que não pensassem para si mesmos que se entrassem mais virilmente a uma jogada, o melhor era levantar o pé, senão eram expulsos. Os casos do Imbula e do Aboubakar, que sempre foram de uma correcção exemplar, são paradimáticos, independentemente de fazerem falta, ou não. Da primeira vez que decidiram ser mais "durinhos", lá vai cartão, e... a implacável expulsão.

É contra esta discriminação que os jogadores pouco ou nada podem fazer. Têm de ser outros a fazer esse trabalho. E quando à discriminação se alia a falta de confiança, não há garra nem portismo que resista. Pelo que leio por essa blogosfera dentro, há muitos adeptos que não querem pensar nisto, que desatam a bater nos jogadores, a atribuir-lhes responsabilidades sem compreender que mentalmente estão feitos num farrapo. Depois, com alguma infantilidade, acham que as coisas se resolvem com slogans, com coisas como "até os comemos", ou "somos Porto", como se estas dificuldades se superassem sem a garantia de uma liderança administrativa forte e um treinador idêntico.

É este o difícil desafio que Peseiro tem pela frente. Se Lopetegui não foi o único responsável pelo que se passou até aqui, não será certamente também qualquer outro treinador. Chame-se ele Peseiro, ou Mourinho.

Off the record:

Li há instantes que Victor Baía voltou a dar um tiro no pé. Pelo que pude perceber descascou em Pinto da Costa e na SAD. Independentemente do que tenha dito, ele não devia esquecer-se que foi um jogador que, se chegou onde chegou, deve-o muito ao FCPorto. Transitou do FCPorto para o Barcelona por mérito seu, mas também do clube que o vendeu. Ele não pode comportar-se como um comum adepto, porque ganhou a vida num FCPorto em que Pinto da Costa brilhava. 

Mas, o pior nem é isso. É ele escolher o pasquim mais ordinário do país, o que mais odeia o seu antigo clube, para falar de Pinto da Costa. Se é assim que ele pensa conquistar os portistas para o apoiar numa eventual candidatura à Presidência do FCPorto, talvez os pipoqueiros gostem, mas pela minha parte, bem pode tirar o cavalinho da chuva, porque nem para relações públicas o queria, tal é o seu défice de inteligência. 

Mal, por mal, prefiro um Pinto da Costa abúlico... Nunca daria o prazer aos adversários do FCPorto de me puxarem pela língua para os ajudar a vender jornais. Aqui, digo o que penso (bem ou mal), mas não ganho um tostão por isso.  

2 comentários:

marujo88 disse...

Nunca me passou pela cabeça que o José Peseiro vinha para o FCP, mas tenho que confessar que admirava o futebol praticado pelos clubes onde ele treinou.Espero que ele tenha sorte no nosso clube. para bem dele e todos nós.
Quanto ao Vitor Baía, é mais um vendido que se estivesse no clube não piava, como está fora só tem dito asneiras, é daqueles que cospem no prato em que comeram, por mim também não entrará no clube nem para roupeiro.
Abraço
Manuel da Silva Moutinho

Anónimo disse...

Estou convicto que foram feitas outros contactos a mais treinadores e provavelmente falharam por razões da urgência que o FCP tinha. José Peseiro pelo menos conhece o futebol português, vamos ver para crer, penso eu que pior que Lopetegui não será.

Quanto a Victor Baía, não digo que ele não tenha razão em muita coisa, agora falar em público e ainda por cima para aquele Canal, não lembra ao diabo. Victor Baía anda à procura de colinho, ainda anda de fraldas para ser alguém no FCP, espero que se cale e vá denúncia-los nos lugares certos.

Abílio Costa.