15 junho, 2017

CENTRALISMO DE LISBOA NA MIRA DO CONSELHO METROPOLITANO DO PORTO


O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Emídio Sousa, afirmou esta quarta-feira que a escolha de Lisboa para acolher a Agência Europeia do Medicamento (EMA) “é mais um exemplo do centralismo” que a região “não pode tolerar”.


Criticando novamente o “centralismo”, Emídio Sousa disse ficar “extremamente preocupado que o Governo considere que a única cidade portuguesa apropriada para receber a EMA seja Lisboa”.
“Fico preocupado se a opção for política, mas fico ainda mais preocupado se a opção for condicionada por motivos técnicos ou falta de infraestruturas”, acescentou.
Para o responsável, que falava na sessão de abertura da cerimónia comemorativa dos 25 anos da Área Metropolitana do Porto (AMP), “é demasiado grave que o Governo português considere que há apenas uma cidade capaz de receber este organismo, que está a ser disputado por mais 20 estados-membros”.
Também a TAP voltou a ser tema em destaque no seu discurso, com Emídio Sousa a afirmar que “tirar voos intercontinentais do Porto foi uma maldade e uma medida penosa”.
Para o líder da AMP, estando o aeroporto de Lisboa a “rebentar pelas costuras”, o aeroporto do Porto “tem de ser a alternativa”.
As ligações ferroviárias ao aeroporto do Porto são também necessárias, defendeu, sustentando que a infraestrutura aeroportuária “é a grande porta de entrada” que a região tem para o mundo.
Emídio Sousa defendeu ainda a criação de um “programa especial de acolhimento” de portugueses e lusodescendentes residentes na Venezuela.
“O Porto e a Área Metropolitana do Porto (AMP) devem exigir do Governo de Portugal e da União Europeia um programa especial de acolhimento destinado à diáspora na Venezuela”, afirmou.
Segundo Emídio Sousa, que é também presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, este programa deve “receber e acolher” lusodescendentes, concedendo de forma “rápida e simplificada” a nacionalidade portuguesa, “pelo menos até à quarta geração de descendentes portugueses”.
A AMP é composta por 17 municípios dos distritos do Porto e de Aveiro. A região tem cerca de 1,7 milhões de habitantes.
(do jornal Porto24)
Nota de RoP
António Costa parece já ter esgotado o stock de optimismo dos primeiros mêses de governo. Agora, entrou no registo comum a todos os políticos que é disparatar e contradizer-se com as promessas que faz.
Pelo que consta, na decisão que tomou da escolha de Lisboa para candidatura à Agência Europeia do Medicamento, não estudou as condições de acesso. Nenhuma cidade europeia - como é o caso de Lisboa - pode candidatar-se se já tiver duas agências. Falar só de centralismo é pouco. Isto é de ditador.

5 comentários:

aires disse...

A besta do centralismo é insaciável, quanto mais, mais ainda e nas próximas lá se está a votar sempre nos mesmos, enquanto não se "degolar" a besta nunca mais acaba a gula da dita

zeportista disse...

Bom dia
Tirou-me as palavras da boca.Este Ditador não quer saber de nada...é o que ele quer.

Felisberto Costa disse...

E o que me custa mais é saber que os grandes defensores do centralismo nem sequer são alfacinhas!!!
Goenses, portuenses, alentejanos, beirões, transmontanos... em suma, defendem uma politica que lhes custou a desertificação das suas próprias terras!
Deve saber tão bem um tacho na capital do império.

Anónimo disse...

Estamos cheios de governantes Salazarentos, depois não venham dizer que isto é democracia! Vê-se!... Eles é que utilizam muito o nome democracia para fazer o centralismo, o que não faz sentido, porque são duas palavras completamente opostas, mas para estes Antónios dá jeito.
Para mim não vai haver Antonios nem Santos que me meta a rolha para me calar. A todos autarcas do Norte força mandem a fava o partido primeiro está a região

Abílio Costa.

Unknown disse...


Felisberto Costa: totalmente de acordo. O seu comentário é inteiramente pertinente e acertado.Vivi cerca de trinta anos em Lisboa e posso comprovar o que diz. Infelizmente há muita gente que foi para Lisboa e deslumbrada pela corte renegou as suas raízes. Cordial abraço. Jorge Monteiro