19 agosto, 2020

Rui Moreira critica a TAP por não ter uma estratégia para o Aeroporto do Porto


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RUI MOREIRA
Independente sim, mas determinado
O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou esta manhã, em declarações à TSF, que fica surpreendido por a TAP continuar a voar muito pouco para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, acusando a operadora nacional de não ter uma estratégia a Norte, apesar de outras companhias de bandeira internacionais reconhecerem no hub do Porto um ativo estratégico. Segundo os dados mais recentes do Boletim Estatístico Trimestral da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), apenas um em cada 20 passageiros no Aeroporto do Porto viaja pela TAP.

Esta é a parte surpreendente do relatório da ANAC, reportado aos meses de abril a junho. Se Rui Moreira refere não ter ficado admirado com o facto de o documento vir confirmar a perda generalizada de mercado por parte da TAP desde a retoma das operações aéreas de passageiros, considerando a crise que toda a aviação comercial atravessa, a mesma bonomia não concede à estratégia - ou melhor dizendo, à falta dela - que a companhia de bandeira nacional tem adotado para o Aeroporto do Porto, desde que se tornou maioritariamente pública.

"A partir do momento em que passa a ser uma empresa subsidiada por todos nós, é necessário e é fundamental que o novo Conselho de Administração olhe para a TAP já como uma empresa estratégica, como é por exemplo a CP", assinalou esta manhã o autarca à jornalista da TSF Maria Augusta Casaca (pode ouvir AQUI as declarações na íntegra).

Caso a TAP continuasse a ser uma empresa detida maioritariamente por privados, "em que apesar de tudo o Estado Português tinha uma posição", o presidente da Câmara do Porto diz até aceitar que, nesse cenário, "era natural que a sua gestão se adequasse àquilo que são os parâmetros que [a companhia] entende ser um bom ou mau negócio".

No entanto, sendo agora o Estado acionista maioritário da companhia aérea, o caso muda de figura. "Ninguém aceitaria que a CP, durante os meses da pandemia, não tivesse oferecido serviços ao Porto. Portanto, se a TAP passa a ser uma empresa pública passa a ter essas obrigações, ou então mais vale ser uma empresa privada, e aí naturalmente os seus acionistas e os seus gestores devem fazer as escolhas que quiserem", diz Rui Moreira.

Operação no Aeroporto do Porto francamente superior à do Aeroporto de Lisboa

De acordo com o presidente da Câmara do Porto, o "mais preocupante" é verificar que, neste momento, há uma discrepância significativa na capacidade de operação dos aeroportos do Porto e Lisboa.

"O load factor dos aviões, ou seja, a capacidade dos aviões que saem e chegam ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro anda próximo dos 70%". No entanto, os dados que chegam do Aeroporto da Portela, são menos expressivos. "Em Lisboa está ainda bastante abaixo, está em cerca de 45% ou 46%, e a verdade é que nós não vemos aumento de frequência dos voos da TAP", confronta.

"Não nos causa grande perturbação, na medida em que outras companhias aéreas têm ocupado esse espaço, nomeadamente a KLM e a Lufthansa, como outras empresas de bandeira, ou a Transavia. Portanto, nós temos conseguido, apesar de tudo, manter as ligações aéreas ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro", continua.

Surpreendente, sim, é o desinvestimento no Aeroporto do Porto vir de "uma companhia que está neste momento num processo de nacionalização e em que o Estado está a envolver milhões de euros do erário público", remata Rui Moreira.

Conclusões do último relatório trimestral

A quota de mercado da transportadora portuguesa no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no que diz respeito a passageiros movimentados a partir da Invicta, caiu para 5%, o que a coloca no oitavo lugar entre as companhias aéreas. Entre abril e junho, a TAP foi superada por sete companhias: Swiss Air (22% de quota de mercado), Ryanair (19%), Lufthansa (12%), Luxair (10%), Air France (9%), Transavia (8%) e Easyjet (6%).

É uma queda abrupta relativamente ao primeiro trimestre de 2020, quando a TAP era a segunda companhia com maior quota de mercado no Aeroporto do Porto, responsável por 19% dos passageiros.

A diferença é ainda maior se analisado o número de movimentos. Entre abril e junho a TAP foi a oitava companhia segundo esse critério, com uma quota de mercado de 3%. No primeiro trimestre era a segunda, responsável por 27% dos movimentos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

A comparação com o período homólogo em 2019 também deixa à vista o desinvestimento da TAP no Aeroporto do Porto. A transportadora portuguesa era a segunda companhia tanto em número de movimentos como em número de passageiros no segundo trimestre do ano transato.

A ANAC destaca ainda que o segundo trimestre de 2020 foi marcado pelos efeitos da pandemia, que provocou uma redução acentuada das ligações aéreas: "No período em análise, em Portugal, registaram-se quebra de tráfego na ordem dos 91% em número de movimentos e de 97,5% em número de passageiros transportados", pode ler-se no Boletim Estatístico Trimestral.

Porto.

Nota de RoP:

Se dúvidas houvessem, ficam arredadas. Rui Moreira, tem feito tudo para convencer o  Estado que o comportamento arbitrário da TAP se repete. Ou seja, a TAP insiste em ir pelo mesmo caminho que a levou à falência, com prejuízo para todos nós, que em nada contribuímos para que tal acontecesse. 

O Governo devia envergonhar-se se continuar a dar cobertura pecuniária  aos privados, sem que antes apresentem garantias de corrigir a estratégia que levou a TAP ao fundo. É uma completa e repetida irresponsabilidade. Rui Moreira tinha toda a razão no que escreveu no seu livro (cuja leitura recomendo) quando o Presidente ainda era o brasileiro Fernando Pinto.

Não sei porquê, mas o silêncio que alguns portuenses mantêm sobre este, e outros assuntos relacionados com o trabalho de Rui Moreira à frente da Câmara deixa-me algo perplexo. Pois quero tranquilizá-los: para mim, e tendo em consideração o momento grave que atravessamos (aqui, e no mundo inteiro), e os entraves que o regime tem colocado ao Norte e ao Porto em particular, tenho já Rui Moreira como o Presidente da Câmara mais produtivo e combativo que o Porto teve até hoje. Não tenho nada contra a TAP, pelo contrário. Tenho um cunhado, e sobrinho (pai e filho) que são Comandantes Pilôtos da TAP (o pai, já faleceu). Portanto, quem tem algo contra o Norte e o Porto é quem manda na TAP, que já nem sei se é o Estado ou os privados que por este foram financiados... Original, não?

17 agosto, 2020

Assim, é impossível gostar de Portugal


Deixemos-nos de tangas e hipocrisias, ao fim de 46 anos, a democracia conquistada sumiu-se com a mesma insolência com que os ditadores de então se tornaram "democratas". E o que é grave, é que muitos deles ainda estão vivos, estão no poder, e sei quem são.

Pouco me importa que gostem, ou não gostem do que penso, na minha liberdade ninguém toca. Ninguém! Como é possível que haja em Portugal alguém que ainda acredite viver numa democracia sem lei? Que barafunda paira nos nossos tribunais e na procuradoria geral da república! 

Como é possível numa democracia de verdade haver um 1º ministro que em plena Assembleia da República bajula um adversário da oposição com alegações mimosas a um clube de futebol de que ambos são adeptos, sem que um único deputado da oposição o tenha contestado? E como é ainda possível manifestar tanto "respeito e carinho" (chamou-lhe clube querido) a um clube que só ainda é suspeito de corrupção porque está a ser protegido pelo próprio regime? Mas o que é que comportamentos desta natureza podem ter de nobres para um cargo que exige tanta responsabilidade! Zero!

Como é tolerável manter no poder um secretário de Estado do Desporto que tudo tem feito para proteger esse mesmo clube, como toda a gente sabe, e que por isso já devia ter sido demitido? Como é possível ao 1º Ministro andar a enganar os portugueses com a treta da descentralização, se nem sequer tem concebido um verdadeiro plano para o implementar. Ele sabe bem que o único plano de jeito para aquilo a que chama descentralização tem um só nome: Regionalização. 

E porque é que um 1º. Ministro permite que uma simples companhia aérea (que se diz de bandeira), a quem injectou mil e muitos milhões de euros ao sector privado da mesma que persiste em cortar rotas ao Aeroporto Sá Carneiro, que tanta falta faz a todos os nortenhos (e à própria Galiza), enquanto reserva a Lisboa um número de vôos excessivamente  maior ? Não se ouviu uma única vez este homem a impor-se aos "sócios" privados para definirem um plano que fosse de encontro àquilo que ele tinha andado a apregoar? E fica tudo na mesma? Quem manda afinal? O Estado, ou os privados? Se são os privados, então por que lhes confiaram dinheiro que ainda por cima vai ser retirado da bolsa do povo? O que é isto? É governar, ou desgovernar, para não lhe chamar outra coisa?

E o senhor Presidente da República, concorda com esta palhaçada? Achará que é assim, desta forma sectária e divisionista, que se une e governa um país? Ou será por sabê-lo que também não simpatiza com a Regionalização? Então não nos venha falar de patriotismo, porque isso assim não pode existir. Patriotismo da treta já nos chega o do regime anterior. Outro desse modelo não faz falta a ninguém.

Eu detesto este país, mais agora que nunca! Sabiam? Vejo em Lisboa e em todos os centralistas atitudes que não me são nada simpáticas. Tratam-nos como  inimigos e tudo têm feito para afastar os nortenhos de gema. Mas, a estratégia está a resultar, até porque eu não tenciono pôr mais os pés na capital do egoísmo enquanto viver, e nada farei para apoiar aquela gente, seja para o que fôr. 

Se semearam o ódio, pois aqui têm o prémio. As sementes resultaram. Hipócritas!

15 agosto, 2020

Para os portuenses escreverem no JN verdades incómodas, a condição é tornar o JN um jornal lisboetizado

MAS ONDE É QUE JÁ OUVI  ISTO? ESTAS SUSPEITAS DEVEM FAZER ALGUM
SENTIDO, OU NÃO? PENSAM QUE SOMOS TODOS PARVOS, OU QUE ANDAMOS
TODOS A DORMIR? NÃO, NÃO SOMOS!

Temer a regionalização é dar corda ao centralismo, e alimentar a discriminação, e o racismo social


  • POR FAVOR, NÃO RECEIEM CONDENAR OS CENTRALISTAS,
  • ESSES, NÃO SÃO PORTUGUESES, SÃO NOVOS DITADORES,
  • SÃO TRAIDORES DE UMA DEMOCRACIA AUTÊNTICA  


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02 agosto, 2020

A polícia estará sob o controle do Benfica, também?




Então, já chegamos à polícia dos tempos da PIDE? Porque é que se acobardam com as claques criminosas E NÃO IDENTIFICADAS DO BENFICA? TAMBÉM ANDAM A RECEBER FAVORES DO ORELHAS? Olhem para esta pouca vergonha senhores magistrados e só depois ousem falar de ORDEM!

A Taça que mais alegria me deu, mesmo sem ser a mais relevante do nosso museu!

FC Porto vence Benfica na final da Taça de Portugal e conquista a ...
MERECIDÍSSIMA!

Se porventura algum magistrado, ou figura pública do género me ler, e ousar puxar dos galões para me silenciar ou intimidar pode ter a certeza que não vou alterar o que penso e escrevo sobre este país. Ficam desde já a saber que o único estatuto que me merece respeito é o da integridade intelectual e profissional, e se assim não fôr, se estes valores não existirem, se apenas se contentar com o "estatuto" do poder, então é exactamente igual ao pior dos criminosos, ou mais vulgar. E por quê? Porque cabe aos magistrados fazer cumprir a lei, dar o exemplo, em vez de silenciarem os que a violam, e com assiduidade. 

Ontem, na final da Taça de Portugal, fez-se justiça, mas não foi a justiça do árbitro, que é useiro e vezeiro em prejudicar o FCPorto, foi a justiça divina. Deus, não dormiu, fez pagar caro o descaramento dos árbitros que tudo fizeram para (como tem sido costume) oferecer a Taça ao Benfica, o clube mais corrupto do país e ironicamente o mais protegido pelo regime, que em vez de premiar o mérito e a honra, premeia a corrupção e a falsidade. 

Eu, tenho vergonha de viver num país governado por homens tão fracos, e abusadores. Como se o futebol, a política (e a Banca) não lhes chegasse, com escândalos constantes, voltaram a injectar milhões na TAP sem se esquecerem de reduzir as rotas a partir do aeroporto SÁ Carneiro. Tudo se repete. Os incêndios continuam a não ser devidamente controlados e os donos incógnitos dos terrenos severamente punidos, incluindo os terrenos do Estado... A vergonha, com tragédias à mistura, onde animais e pessoas perdem a vida sem qualquer culpa, continua. Um nojo!

Tudo isto, é repugnante, e ainda é mais quando assistimos há anos à passividade dos representantes da justiça fazendo-nos acreditar que até esta se deixou influenciar pela desordem. Fico parvo por até hoje não ler nem ouvir um único magistrado a indignar-se com o comportamento da classe face a tantos crimes isentos de julgamento. É por isto que me indigna ouvir falar de orgulho os que deviam ter mais vergonha se soubessem reconhecer o lodaçal em que "vivemos".

Viva o FCPorto e a cidade do Porto, assim como aqueles que a amam mesmo não sendo do Porto. Pouco a pouco, o resto do país começa a perceber o engodo que é a comunicação social de Lisboa. Não foi por acaso que os hipócritas da SIC e da TVI decidiram falar da toxidade dos seus próprios programas sem terem a dignidade de se assumirem como principais causadores.

Todos os canais da capital fazem o mesmo. Significativo, não?

PS-Informo o anónimo que me pediu opinião sobre a justiça da expulsão de Luiz Dias que não é pergunta que se faça. Primeiro, porque não tem moral nenhuma para merecer resposta, e segundo porque ambas as faltas foram provocadas pela manha e o teatro do jogador vermelho que a simulou. Portanto devia ter vergonha de fazer esta pergunta se soubesse como é o currículo do seu clube. Ganhar assim, e marcar golos à custa dos árbitros, é fácil, mas miserável. 

Desta vez, o crime não compensou.  E o FCPorto jogou mais de 45 minutos com menos um jogador. Ponto final. 


01 agosto, 2020

Carta pertinente do Correio do Leitor no JN

Nota de RoP: 


Agrada-me saber que no JN há cada vez mais leitores com consciência plena do ponto miserável e vergonhoso a que chegou Portugal, e os indivíduos que o têm destruído. Agora, andam todos obcecados com o dinheiro que vão receber da UE, mas não são capazes de dizer como o vão aplicar. Tal como com os incêndios que nunca mais controlam, preferem dar as condolências às famílias das vítimas. É mais prático, barato, e cai muito bem...

31 julho, 2020

Queixa do FCPorto ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem resultará?


Foi à cerca de dois dias que o FCPorto apresentou uma queixa ao Estado português no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, por ter sido multado em 15.300.00 euros pelo Supremo Tribunal Administrativo. Já em 28 de Fevereiro de 2018 foi apresentada outra queixa ao mesmo tribunal e ainda não se sabe nada sobre os resultados.

Eu acho que o FCPorto devia era colocar em causa o regime português, porque está longe de respeitar constitucionalmente a democracia. Era preciso fazer saber à União Europeia que através do futebol e do poder político, o sistema democrático está completamente distorcido e desrespeitado.

O FCPorto tem as provas, e pode apresentà-las baseado na negligência dos órgãos desportivos e apoiado pela indiferença do próprio Estado. Pode ser que me engane, mas não me parece que seja o Tribunal dos Direitos Humanos a resolver estes problemas. 

Por isso, seria aconselhável que o FCPorto nos informasse o que aconteceu na primeira participação apresentada ao TDH,  até para retirarmos alguma conclusão.     

29 julho, 2020

Dois comentários de temáticas diferentes



Grande Entrevista com Ana Rita Basto - YouTube
Ana Rita Bastos
O primeiro, é o trabalho notável de serviço público, da jornalista do Porto Canal, Ana Rita Bastos, original de Amarante. Não vejo em nenhum canal de Lisboa um trabalho tão bem elaborado, competente, e frontal, que se compare ao desta jovem no que concerne a situação global da actualidade, a pandemia do Covid 19.  

Fá-lo, com raro apresto e extrema correcção com as pessoas que entrevista de todas as áreas, que vão da saúde, à política, e sem receio de as embaraçar. A sua educação é tão cristalina que até hoje ainda não vi ninguém que não correspondesse à sua manifesta simpatia.


Há muito que tenho vindo a observar o seu trabalho. Não foge a abordar os problemas do centralismo e destacar a regionalização, que outros tanto evitam. Acho que merece ser premiada pelo trabalho que está a fazer. Deixo-lhe aqui os meus sinceros parabéns!



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APITO ABENÇOADO| Francisco J. Marques denuncia esquema de ...
Francisco J. Marques
O segundo comentário vai para os vários protagonistas do programa Universo Porto de Bancada, que embora também tenham feito um grande trabalho, censurando e denunciando os autores das vigarices do clube do regime, pecaram por censurar pouco o poder político que continua a fazer de conta que não é nada com ele. E, é! 

Quando as autoridades desportivas são cúmplices dos infractores das leis, então quem tem o dever de interferir é o Estado, e o Estado tem como máximos representantes o presidente da república e o primeiro ministro. 

Claro que competiria ao presidente do FCPorto fazer essa exposição, e sem papas na língua, porque é quem está no topo hierárquico do FCPorto, mas como não está para aí virado, arrisca-se a que esta trupe de corruptos repita para o ano as golpadas de sempre, com os árbitros a darem a ajuda do costume. Não foi por termos vencido o campeonato que os roubos não deixaram de ser concretizados. Umas vezes mais descarados e outras menos. Mas aconteceram. Até no último jogo com o Braga. 

16 julho, 2020

Houve Campeão, e um Campeão merecido...


FC Porto sagrou-se campeão nacional

...apesar dos altos e baixos da produção da equipa. Em circunstâncias destas e num ambiente altamente discricionário como é o do futebol português, foi um grande feito o do FCPorto.

Isto, vale por dizer que não foi por ter sido muito crítico com o presidente do FCPorto que não reconheço o esforço, e a dedicação do treinador e de todos os jogadores, independentemente de nem sempre se jogar bem. Sem esquecer as péssimas condições da pandemia que domina o mundo.

O que escrevi sobre o modo de Pinto da Costa gerir o FCPorto, no sentido defensivo, mantenho. Veremos se a justiça vai levar os julgamentos do clube do regime até ao fim, e na sua totalidade, incluindo o castigo merecido ao respectivo clube. A justiça em Portugal é muito lenta e incompleta com os grandes criminosos. E se falarmos da justiça desportiva é um caso de polícia.

Viva o FCPorto, viva o Porto cidade!

12 julho, 2020

Muita Alegria e muito Civismo, será a melhor forma de comemorarmos, se formos campeões!


Caso o FCPorto vença este campeonato (tão estranho e atípico), faço votos que os nossos adeptos que tão bem se têm comportado, continuem a manter-se assim, para evitar que os nossos inimigos (eles não sabem ser só adversários) façam as sacanices habituais e com isso nos criem problemas. 

Temos de continuar a ser civilizados, apesar da euforia das comemorações. Evitem grandes aglomerações, e respeitem as autoridades como é costume, e tudo vai correr bem. 

Saúde, antes de tudo!

10 julho, 2020

Só falta um ponto! Quem diria?

Depois do empate do Benfica, o F.C. Porto está a um ponto de ser campeão nacional
Adeptos eufóricos festejam um troféu
que não irá fugir certamente


Não obstante o futebol intermitente de Sérgio Conceição, que conduziu a equipa do FCPorto a uma instabilidade frequente, a verdade diz-nos que, apesar disso, e das contínuas vigarices do clube do regime , o nosso clube foi,  a que jogou com mais determinação e dignidade. Assim sendo, mesmo que faltando um simples pontinho para ganharmos este campeonato, é justo felicitar a equipa, o treinador e mesmo o presidente. Não fui seu apoiante nas recentes eleições para o cargo, mas o que é verdade e factual ele foi reeleito. Paciência. Esperemos que o futuro não seja madrasto.

Viva o FCPorto!

Ainda não ganhou nada, mas um ponto vai ganhar seguramente.

PS-Fabio Vieira (lembram-se de o ter destacado por o SC não o lançar mais vezes?), é mais que um jogador de futuro, é jovem sim, mas já um jogador do presente. Inteligência e técnica não lhe falta.

Fabio Vieira, um craque modesto

30 junho, 2020

Neill Lochery e a cidade do Porto. Lisboa, não tenhas ciúmes, fica-te muito mal



Neill Lochery, autor e historiador escocês, doutorado em Ciências Políticas pela Universidade de Durham e responsável pela cadeira de Política Israelita na University College of London, acaba de publicar o seu mais recente livro que se intitula "Porto, a Entrada para o Mundo".

Este volume oferece uma narrativa dos mais destacados acontecimentos que ocorreram na Invicta. Foi para falar sobre este livro que acaba de ser lançado que se reuniu num hotel da Baixa do Porto com uma equipa da Notícias Magazine (NM). O Porto. Apresenta-lhe excertos desta entrevista, publicada hoje no NM.

Ficamos a saber que o título do livro "Porto, a Entrada para o Mundo" é o empréstimo de uma expressão utilizada pelo então Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, aquando da sua visita ao Porto em agosto de 1998 e foi escolhida por Neill Lochery porque "resume na perfeição o que é o Porto. A ideia de que é muito mais uma porta de entrada do que uma porta de saída é uma das razões que explica a atração dos que escolhem a cidade como base temporária ou permanente".

Nesta entrevista à Notícias Magazine, o autor fala ainda do papel subestimado do Porto na História de Portugal, do sentimento de identidade do Porto e de pertença a Portugal; aborda ainda o facto de "se trabalhar mais no Porto do que em Lisboa", o centralismo e a questão do turismo, e ainda a possibilidade de um presidente independente ser eleito para a Câmara Municipal de Lisboa.

Neill Lochery indica, nesta entrevista, que o seu objetivo foi "escrever um livro envolvente usando diferentes tipos de fontes que ajudassem a explicar de forma interessante a história da cidade sob diferentes pontos de vista das suas influências. A minha esperança é que as pessoas se revejam num livro de história que as atraia ao Porto."

O ponto de partida para uma leitura atenta deste livro pode muito bem ser a sinopse, que lê "Porto, a Entrada para o Mundo" como "um vibrante centro comercial e cultural, que se orgulha das suas ligações históricas com o mundo exterior".

Foi no ainda encerrado Hotel Infante Sagres, na Baixa do Porto, (que abriu em exclusivo para a realização desta entrevista) que o famoso autor se reuniu com a Notícias Magazine para apresentar o seu mais recente volume dedicado ao Porto.

Lochery confessa que apesar de ter escrito muito sobre Lisboa, se apercebeu da importância da cidade do Porto enquanto fazia investigações para livros anteriores, especialmente no que diz respeito ao Liberalismo. A pesquisa para este livro, agora lançado, teve início há dois anos em Inglaterra e depois já em Portugal para "aprofundar conhecimento" sobre as guerras liberais e absolutistas entre D. Pedro e D. Miguel.

De facto, Neill Lochery afirma à NM que um dos aspetos mais marcantes do livro que agora foi publicado e que "marca a personalidade do Porto", foi a guerra entre aqueles dois monarcas que tinham entendimentos diferentes sobre o exercício do poder, e que demonstra "a noção de resiliência dos portuenses, da sua necessidade de sobrevivência durante o cerco da cidade (1832-1833)".

Terminada a guerra, Lochery salienta que aconteceu "um movimento ao contrário", ou seja, segundo o historiador escocês, no Porto, "foi o começo de algo novo, de inúmeras batalhas entre diferentes grupos liberais sobre a Constituição, (...). E o interessante foi que esses debates sobre a Constituição não tiveram lugar em Lisboa, a capital onde estavam e estão o poder e as elites, mas no Porto", refere Neill Lochery.

Sobre se o papel do Porto na História de Portugal é subestimado, o reputado escritor atira um "claro que sim" e afirma que "muita da política de Portugal passou-se no Porto".

Lochery acrescenta, também, que outra das questões essenciais em relação à Invicta está relacionada com a questão republicana. "A primeira tentativa de derrubar a monarquia aconteceu no Porto a 31 de janeiro de 1891, quando os mais importantes movimentos políticos estavam lá centrados".

À questão sobre se o Porto será a cidade mais britânica de Portugal, Neill Lochery sugere a observação da arquitetura na cidade para afirmar que "olhando para alguns edifícios como o Palácio da Bolsa ou o Hospital de Santo António, é fácil imaginarmos que estamos em Edimburgo (...) ou em qualquer cidade do norte de Inglaterra".

Um outro aspecto que o escritor ressalta é o facto de que "geralmente as cidades têm um estilo único e o Porto é muito eclético".

O que o leva a concluir, na mesma entrevista, que "cosmopolita talvez não seja a palavra mais adequada" para classificar o Porto; para Lochery, "é mais uma espécie de sentimento europeu, mais até do que Lisboa, o que vem, lá está, da arquitetura e de como a cidade foi sendo ordenada ao longo dos tempos".

Além disso, para o historiador escocês, o "sentimento britânico" que o Porto sempre demonstrou no passado, "ainda permanece, nomeadamente na personalidade dos portuenses. Para as pessoas do Porto, o trabalho é encarado como a parte central da vida", referindo a título de curiosidade que "uma das primeiras coisas em que reparei quando cheguei ao Porto foi nos tempos das horas de ponta no trânsito, que são muito mais cedo do que em Lisboa. No Porto há uma cultura de empreendedorismo e de trabalho mais atrativa para estrangeiros que queiram investir em Portugal".

Acerca da relação do Porto com o turismo, Neill Lochery afirma que ao contrário de Lisboa, que se "tornou turístico-cêntrica", tendo sido "quase varrida pelo turismo", o Porto "teve mais cuidado nessa matéria".

Apesar de Portugal ser um país cuja dimensão geográfica não é muito extensa, Lochery considera que portuenses e lisboetas "são diferentes"; para o autor, "as pessoas do Porto estão mais comprometidas com o resto do país, ao passo que em Lisboa são mais centradas nelas próprias e na cidade" e acrescenta que "isso explica muito o centralismo do país". Fenómeno que surpreendeu Lochery, porque "não vejo pessoas no Porto a tentar declarar a independência da cidade e da região".

Para o professor de Ciência Política, "são questões históricas que continuam e que vão continuar na ordem do dia", exemplificando que "ainda recentemente houve um confronto público entre a Câmara do Porto e o Governo por causa da TAP".

O professor foi desafiado a clarificar se é verdade que existe "a identidade do Porto" ou não seria esta afirmação um cliché; ao que retorquiu "claro que existe! O Porto é muito distinto de Lisboa. É como estar em Portugal sem estar em Portugal", e prosseguiu afirmando que "apesar dessa forte identidade" ou de se afirmar na Invicta que "o Porto é uma nação", o "sentimento de pertença a Portugal é enorme".

Uma vez que o atual presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, se apresentou às eleições autárquicas como independente, tendo conquistado o seu segundo mandato com maioria absoluta, a NM perguntou a Neill Lochery se um candidato independente poderia ganhar as eleições autárquicas em Lisboa; o autor de "Porto, a Entrada para o Mundo", responde que "não tenho a certeza que um presidente independente pudesse ser eleito, até porque a Câmara de Lisboa funciona como catapulta para um cargo de relevo a nível nacional".

Neill Lochery participa em numerosas palestras por todo o mundo, é comentador regular em assuntos internacionais e tem inúmeras publicações na imprensa internacional, incluindo o Wall Street Journal.

Nota de RoP:
Para quem ignore o significado de ecletismo, talvez interesse saber o que consta do velhinho e reputado dicionário de Augusto Moreno sobre a palavra:

Sistema filosófico que consiste em escolher o melhor de qualquer doutrina ou sistema, com bom critério.