12 janeiro, 2018

A indignação portista está revelar-se


Basta dar uma olhadela pelas redes sociais para percebermos o sentimento de revolta que paira na grande comunidade portista.  Há já mesmo quem proponha uma intervenção de força na cidade, e isso é muito significativo. À medida que se vão descobrindo as manigâncias e cumplicidades do Benfica, aumenta a indignação de milhares de pessoas, o que é um óptimo sinal. A causa é nobre, tão nobre quanto contrastante com os motivos que a inspiram. Como portuense e portista, ganhá-la dáva-me mais prazer que a victória do FCPorto na Champions. Então,  se ganhássemos as duas batalhas, era oiro sobre azul. Não faço ideia se alguma coisa vai acontecer, mas estou convencido que nada vai ficar como dantes. Alguma coisa de sério tem de ser feito, sob pena de o feitiço se virar contra o feiticeiro, caso a PJ tarde a concluir as investigações.

Apesar de termos sido confrontados com resmas de processos escandalosos, como a corrupção dos submarinos e dos CTT´s, os buracos do BPP, do BPN e BES, a Operação Furacão e Monte Branco, a privatização do Totta, o caso "Sócrates", os crimes hediondos de Duarte Lima e muitos outros, nenhum tem uma área de influência tão vasta e comprometedora para o próprio Estado como o caso dos emails. Se os outros casos tinham muitos cúmplices, o Benfica tem-nos imensamente mais, dadas as pessoas e instituições que de uma forma ou outra cooperaram nos seus esquemas mafiosos.

O Governo e os partidos políticos vão ter de pensar muito bem na forma como tencionam tratar deste grande problema, porque, enquanto nos outros casos os deputados puderam esgrimir argumentos consoante a ligação com os acusados, com o FCPorto é um assunto politicamente mais delicado, porque pode significar a perda de milhares de votos, que é das poucas coisas que os políticos não podem, nem gostam de centralizar e muito menos desperdiçar...      



  

11 janeiro, 2018

Câmara do Porto unânime contra fecho de postos dos CTT

A recomendação foi apresentada na reunião pública do executivo pela vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, mas a redação final do texto foi sugerida pelo presidente da Câmara, o independente Rui Moreira, tendo levado toda a equipa de vereadores a manifestar “o seu protesto face à anunciada intenção de encerramento de mais balcões dos CTT no Porto, atendendo ao serviço público que assim fica prejudicado”.
A autarquia aprovou ainda “solicitar ao Governo que verifique se empresa está a cumprir caderno de encargos da privatização e, em qualquer caso, tome as medidas necessárias para que o serviço público, com a sua componente de proximidade, seja garantido às populações”.
Rui Moreira, classificou estes novos encerramentos como “absolutamente preocupantes”.
“Temos um Estado cada vez mais exíguo que parece que está capitulando”, observou.
Moreira disse estar “absolutamente de acordo” com as preocupações manifestadas na moção da CDU, nomeadamente quanto à cidade do Porto, “onde se têm transferido custos para as juntas de freguesia”.
No seu entender, o serviço postal “continua a ser essencial para muitas pessoas”, pelo que a Câmara deveria perguntar ao Governo “se há incumprimento do caderno de encargos da privatização” da empresa.
De acordo com o autarca, “mesmo que não haja incumprimento, é preciso chamar a atenção de que é necessário encontrar formas de mitigar estes efeitos”.
Relativamente à moção inicial da CDU, Rui Moreira pediu para que a mesma fosse dirigida ao Governo, em vez de interpelar diretamente a empresa, algo que Ilda Figueiredo aceitou.
Segundo a vereadora, “algumas das responsabilidades [dos CTT] foram assumidas pelas juntas de freguesia, mas estão a custar-lhes caro porque recebem muito mais do que gastam”.
A comunista indicou ainda ter informações de que os CTT “têm novas propostas para novas passagens para freguesias do Porto”.
“É escandaloso que seja o erário público a cumprir um serviço público que a empresa se comprometeu a cumprir. As juntas de freguesia estão a suportar custos sem a cobertura total da despesa”, vincou.
Para o vereador do PS, Manuel Pizarro, o encerramento dos CTT é “muito grave para a cidade e o país”.
“Acho que não vão passar muitas semanas sem que eu venha defender em público a renacionalização dos CTT”, avisou.
Para Pizarro, os CTT têm “uma componente social que não é despicienda e que não pode ser esquecida”, parecendo que o “caderno de encargos da privatização não assegura o serviço público”.
Para Álvaro Almeida, do PSD, o encerramento de balcões dos CTT não está relacionado com a privatização da empresa, ocorrendo porque “o mundo mudou”.
“Eu já não recebo cartas nenhumas a não ser a das Águas do Porto. Trata-se de ajustar os modelos de negócio à nova realidade”, observou.
O vereador eleito pelo PSD destacou que, apesar disso, “há obrigações que a empresa tem de cumprir”, caso contrário “o Governo deve recorrer a mecanismos legais para que cumpra”.
Quanto aos encerramentos previstos para o Porto, Álvaro Almeida considerou que, na cidade, “o problema parece ser mais de mobilidade do que outra coisa”, pelo que se deve “atuar na mobilidade e não na multiplicação dos serviços”.
Os CTT confirmaram no passado dia 2 o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.
No Porto, os postos em causa são os da Galiza e da Asprela.
A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas “não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respetivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente”.
Em causa estão os seguintes balcões: Junqueira (concelho de Lisboa), Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de São Vicente (Penafiel), Socorro (Lisboa), Riba de Ave (Vila Nova de Famalicão), Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde (Paços de Ferreira), Filipa de Lencastre (Sintra), Olaias (Lisboa), Camarate (Loures), Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprela (Porto), Areosa (Gondomar), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede (Abrantes), Aldeia de Paio Pires (Seixal) e Arco da Calheta (Calheta, na Madeira).
A decisão de encerramento motivou já críticas de autarquias e utentes.

09 janeiro, 2018

O seguro morreu de velho. E o FCPorto estará de acordo?

Não sei se hei-de elogiar, ou temer, o excesso de confiança de alguns portistas. Sabendo que os árbitros tudo têm feito para prejudicar o FCPorto, continuam a confiar que os jogadores e Sérgio Conceição bastam para superar esse grande obstáculo. São uns grandes adeptos, sem dúvida, mas receio que tanta confiança lhes venha a causar grandes dissabores num futuro próximo. 

Também tenho grande confiança na equipa e no treinador. Sobre isso, não tenho dúvidas.  No entanto, teria mais garantias se estivéssemos a falar apenas do futebol jogado. Mas não estamos. Estamos sim, a jogar contra forças obscuras, e mal intencionadas, que tudo fazem e continuarão a fazer, para impedir que o FCPorto seja campeão. Se não conseguirem levar o Benfica ao colo do invejado penta, passará a ser o Sporting o novo protegido. Está visto e confirmado, os árbitros já deram provas da sua grande cobardia. Entre optar pelos batoteiros, ou pelos recatados, a escolha caiu sobre os primeiros. Eles sabem muito bem quem são uns e outros. Sabem que com os vigaristas estão mais protegidos pelo poder, e se o poder lhes garante boas "negociatas", a escolha é coerente...  Bastaria lembrar as arbitragens contra o FCPorto, que de tão más, nem conseguimos distinguir os árbitros maus, dos medíocres (veja-se a triste figura que um dos "melhores" árbitros portuguêses fez no domingo).

Apesar de não gostar, tenho-me repetido nos últimos tempos. Vejo-me impelido a fazê-lo por uma questão de sensatez. Não peçam ao Sérgio Conceição e aos jogadores, mais do que eles podem dar, porque apesar de determinados e competitivos, são apenas jogadores. Não têm de ser mais do que isso. Profissionalmente falando, têm dado tudo. Peçam sim, a quem manda, que defenda mais e melhor o clube e os seus atletas. Nas modalidades e na formação já se notam sinais de revolta nos jogadores que não podem ser dissociados do que está a acontecer. Os atletas sentem como ninguém a discriminação terrível de que o FCPorto está a ser alvo, sobretudo quando jogam fora, e isso acaba por desanimá-los. Os planteis do Andebol, do Hóquei são tão bons, ou melhores, que os dos adversários, mas têm sentido uma hostilidade que vai para além da rivalidade  nas deslocações. Trata-se de lidar com gente ligada ao banditismo que já terão arquitectado com clubes amigos esquemas de provocação para desestabilizar os nossos jogadores. O FCPorto já devia ter tomado providências para impedir que estas coisas alastrem e possam resultar numa desgraça.


Há que perceber uma coisa, e de uma vez por todas: antigamente, a mística do FCPorto, os slogans guerreiros como o "Somos Porto", tinham um líder a conferir-lhes genuidade e é isso que hoje falta. Além de que, a realidade agora é diferente, os jogadores já não se prendem tanto ao clube, querem olhar pelo seu futuro, e ninguém lhes pode levar a mal, o que não quer dizer que não se empenhem. Pelo contrário, é isso mesmo que causa admiração nesta equipa de Sérgio Conceição, vê-los tão motivados a travar uma batanha tão desigual, quando deviam limitar-se a jogar bom futebol e a ganhar, que é para isso que são pagos. 

Até ao momento não vi da parte do presidente Pinto da Costa nenhuma iniciativa de vulto no sentido de proteger os atletas e o clube. Estamos dependentes de uma investigação cujo desfecho não podemos prever, quer no seu prazo, quer na eficiência do castigo. Até lá, os bandidos têm carta branca para continuar a causar estragos, e a côrte de cartilheiros não vai travar a vigarice, que é o seu ofício principal.

Estamos em Portugal. Temos um Governo que já deu provas de ignorar os sinais iminentes de perigo. Morreram mais de 100 pessoas em dois incêndios, contra os quais não foi capaz de reagir à altura das responsabilidades.  Será preciso dizer mais? 


08 janeiro, 2018

Com o FCPorto é promiscuidade, com o Benfica é solidariedade, não é anjinhos?

Quando um Governo dá exemplos destes, que podemos esperar dele, que confiança
merece? Se eu estivesse no lugar do Rui Moreira enviava um comunicado ao Governo 
a informar que a partir de agora ia para o Dragão sentar-me ao lado de Pinto da Costa 
e que processava o primeiro energúmeno que abrisse a boca para falar de cumplicidade. 
Era o que eu fazia, podem crer, e com muito gozo!
Hipócritas!

07 janeiro, 2018

Chega de queixas, obriguemos o Governo a agir!

Se publiquei o artigo anterior, do jornalista Manuel Luís Mendes,  foi porque lhe reconheci algum valor e sentido de oportunidade. Nesta perspectiva, nada tenho a acrescentar, a não ser que o conteúdo peca por não ir um pouco para além do óbvio. Não dá para acreditar que nesta altura do campeonato haja algum jornalista (para não dizer, algum português), que não tenha conhecimento do escândalo dos emails e do silêncio que os media procuram manter sobre o mesmo o tempo que puderem. Claro que, à medida que o garrote dos factos aperta e os obriga a enfrentar a realidade, aos poucos, lá vão soletrando a custo a questão dos emails, ainda que sempre acompanhada de muito desconforto, mas mesmo assim sem poderem ignorar totalmente  o que está a acontecer.

Na prática, o que quero dizer sobre este assunto é o seguinte: já cansa falar de factos, é preciso interpretá-los, investigá-los, e a partir daí agir em conformidade com as respectivas conclusões. Já todos sabemos que a RTP, como empresa de comunicação e serviços públicos, paga com o dinheiro de todos os contribuintes, devia ter um comportamento condizente com esse estatuto, e não tem. Pergunto:  é só de agora que a RTP  anda a abastardar essas obrigações? Desde quando é que a RTP deixou de ser isenta no tratamento com os clubes de futebol, ou se preocupou em dar o mesmo tempo de antena aos três principais clubes portugueses? Desde quando é que a RTP não privilegiou o Benfica? Sabemos bem que a RTP anda a discriminar o FCPorto há muitos anos, portanto isso já não é  novidade. Com os media privados passa-se a mesma coisa. Só com uma diferença: a RTP, sendo estatal, devia ser punida, porque fazendo discriminação, está a ir ao bolso dos contribuintes não benfiquistas, ou seja, rouba-os. Já imaginaram os milhões que nos estão a dever? Que teria o Governo para argumentar contra a esta realidade?  Atrever-se-ia a lançar-nos areia para olhos? A mentir na nossa cara?

O centralismo, o poder excessivo leva a estes abusos, e quem o tem, tudo faz para dele nunca abdicar. Portanto, é coisa velha, saturada de factos, e isso cansa, e o que cansa arrisca a esquecer-se.. Ora, é preciso impedir que tal aconteça e incutir objectividade ao conhecimento dos factos, sobretudo quando estes comportam vestígios de ilegalidade, como o escândalo dos emails. E se forem ilegais como tudo faz crer, significa que causam danos a terceiros, logo, importa atalhar tanto quanto possível a sua investigação e consequente julgamento na Justiça.

Do meu ponto de vista, a reacção do FCPorto face ao problema espelha um pouco a postura dos cidadãos no regime de Salazar, com tímidas queixas e excesso de cautelas perante ocorrências altamente suspeitas que lhe têm causado prejuízos enormes, parecendo ignorar a legitimidade que a Constituição lhe confere. Ninguém mais do que eu duvida da credibilidade do actual regime. A democracia portuguesa é débil e muito teórica, mas é precisamente essa percepção que devia estimular o FCPorto a  desafiá-la. Era isso que devia fazer, pressionar o Governo sem perturbar as investigações em curso, para o obrigar a optar entre decisões democráticas, ou a assumir-se como um governo ditatorial. Trata-se de obrigar os responsáveis do regime a retratarem-se. O Governo tem de ser chamado às suas responsabilidades, com decisões idóneas, sem o deixar fugir dos seus deveres. Os dirigentes do FCPorto parecem ainda pensar como  pessoas integradas no antigo regime. Constitucionalmente, Portugal ainda é um regime democrático mas o Governo tem de o provar com atitudes condizentes, e deixar de encobrir estas vigarices, mesmo pondo em causa o "bom nome" do Benfica. Mas isso, não importa, é irrelevante para a dignidade de um verdadeiro Estado de Direito. Não podemos dar demasiada importância a isso, sob pena de estarmos a pactuar com comportamentos sórdidos de quem devia ser eticamente exemplar.

O FCPorto não devia reconhecer autoridade, quer à Federação, quer aos Conselhos de Arbitragem que a integram, quer à própria Secretaria de Estado do Desporto, porque já provaram ser de tal modo incompetentes que mais parecem cúmplices do Benfica. Parece-me desnecessário dizer mais. O prazo para os modos civilizados já terminou. O persistente silêncio dos destinatários trataram de o esgotar... Esta gente sabe que está a ser protegida, e por isso a tendência é para abusarem, para provocarem até situações conflituosas, estratégias para aplicar castigos e expulsões, procurando fragilizar o nosso clube, e desta maneira deixarem abertas as portas do penta ao Benfica. Isto, é mais que óbvio. Pela minha parte já desisti de acreditar na inocência dos árbitros. Todos! Uns mais descarados, outros mais subtis, todos se têm mostrado altamente comprometidos com o que está a acontecer.

Caso o FCPorto tencione bloquear esta conspiração (premeditada), não pode dar-se ao luxo de aguardar pelo término das investigações, porque quando der por ela já fomos esmagados pelo regime. É tempo de colocar este enorme escândalo na esfera política e obrigar todos os partidos a retratarem-se. Se formos impedidos de o fazer, não vale a pena continuarmos a fingir que não percebemos, e estaremos a dizer ao Mundo que afinal o 25 de Abril foi uma grande vigarice, que a Democracia não existe, e que a PIDE ainda mexe e deixou muitos descendentes.


06 janeiro, 2018

Serviço público ou privado?


Imagem de perfil de Manuel Luís Mendes
Manuel Luís Mendes

Quando houve, no país, o debate sobre os malefícios e benefícios da televisão pública, ficou claro que a sua existência se devia ao facto da informação neutra e equidistante ficar mais salvaguardada numa estação televisiva pública do que sob a alçada de uma entidade privada sempre mais sujeita aos interesses particulares, do que ao bem público.
Por isso, a RTP seria a única a defender o pluralismo e neutralidade da informação, algo que os privados não garantiriam.
Só que na transmissão do jogo entre o FCPorto e o Rio Ave a parcialidade foi demasiado notória.
Durante todo o encontro não houve uma palavra para a espetacular exibição dos portistas!
Não. Para os comentadores houve sim muitas dificuldades por parte dos vila-condenses que não conseguiam suster os ataques dos dragões.
O mérito não foi, pois, dos líderes do campeonato mas do demérito do adversário.
Chegou – se ao cúmulo de terem ficado escandalizados com uma entrada mais dura de Soares a merecer amarelo, mas nunca vermelho, como pediam os comentadores. Depois, qualquer situação mais incómoda e simples para os da casa, era um perigo constante e um alarme incrível…
Serviço público? Talvez, mas a Benfica TV não faria melhor…
O que importa é que o FCP fez uma exibição de gala e se não houvesse tanto desperdício a goleada seria histórica.
Essa a realidade, embora os telecomentadores de serviço a tenham iludido. 
Como estamos no Natal, haja tolerância, esperando que, no novo ano, algo mude para que tudo não fique na mesma…
Admitindo que no melhor pano cai a nódoa, seria avisado que a RTP ganhasse a consciência de que tem um estatuto que defende o interesse do país e não de um qualquer facciosismo de circunstância. Deveria ser – a tem de ser! – como a seleção nacional de futebol :a equipa de todos nós. Tem de saber que é mais um serviço cívico do que uma empresa particular. O seu lucro é a informação rigorosa e não os dividendos dos acionistas. 
E se algum profissional da casa, não aceitar esta postura, então só lhe resta um caminho :sair pela porta por onde entrou para a Benfica TV, Sporting TV ou Porto Canal…
Aliás, isso aconteceu com vários jornalistas e daí não veio nenhum mal ao mundo. Pelo contrário, houve bom senso e seriedade. Não enganaram quem lhes pagava e foram servir outros patrões.  Tudo certo, pois. 
Inadmissível é parecerem o que não são : independentes. Como diz o povo, quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele…
Quanto ao Governo, que tutela o setor, não pode assobiar para o lado e fazer de avestruz. Tem de ser mais interventivo. 
É que sujeita – se a perder, no desporto, os créditos que tem granjeado noutras áreas, com consequências eleitorais imprevisíveis. 
Boas Festas  a todos os leitores do Porto24, independentemente de clubes, são os nossos votos sinceros. 
(de Porto24)

05 janeiro, 2018

Assim não, senhor Pinto da Costa!

O texto a seguir, é a argumentação do FCPorto para justificar a desistência do recurso da suspensão com 3 jogos do hoquista Jorge Silva, no último jogo com o clube mais corrupto do mundo, o Benfica. 

A saber:

"O FC Porto não vai recorrer da suspensão de três jogos aplicada ao hoquista Jorge Silva, depois da expulsão no Pavilhão da Luz, na sequência de um lance em que o argentino Carlos Nicolia, jogador do Benfica, acrescentou uma boa dose de teatro, hesitando entre agarrar-se à perna ou ao rosto durante o exercício de dramatização. Mesmo seguros de que a razão lhes assiste, os responsáveis portistas não vão solicitar a revisão da decisão da dupla de arbitragem junto do Conselho de Justiça e têm uma boa razão para isso: até hoje ainda não receberam resposta ao recurso interposto a propósito da expulsão do mesmo Jorge Silva em Oliveira de Azeméis, em maio do ano passado, num lance em que o avançado não teve qualquer intervenção", escreveu o clube.
(O JOGO)
Assim, não! Isto é inacreditável. Deixar de recorrer da defesa de um atleta como Jorge Silva, expulso de forma abjecta por um árbitro manifestamente desonesto, com as consequências que tal comportam para o FCPorto, justificando a decisão por não terem recebido resposta do primeiro recurso enviado ao Conselho de Justiça sem ensaiar outras alternativas, é o mesmo que dizer: vá lá, continuem, podem roubar à vontade! Isto é um baixar de braços pusilânime que nada empolga quem trabalha no clube, nem quem é seu adepto. Uma vergonha para o FCPorto!

Às vezes, pergunto-me se a insanidade mental invadiu a SAD portista, ou se é apenas uma consequência da terceira idade. Se não há dinheiro para defender o clube, mais vale fechar a loja. Isto é miserável!

04 janeiro, 2018

À atenção do Programa Universo Porto da Bancada

É este o rosto do Nuninho (a senhora está a mais).  Ele bem se
esconde, mas a Net tem destes inconvenientes...

Não sei se é por ingenuidade, ou para não perder totalmente a "atenção" do Jornal de Notícias - que já não é muita -, tanto Francisco J. Marques como os responsáveis pelo blogue Baluarte Dragão, parecem andar distraídos com o alinhamento editorial deste diário portuense. Não é a pluralidade de opinião que aqui está em causa, é o critério com que é usado. Critério esse que só ainda não copia absolutamente o padrão da imprensa centralista de Lisboa porque ainda é cedo, mas já deram passos enormes nesse sentido (desonra lhes seja feita).  

Como é sabido, o JN é o único jornal nacional sediado no Porto que durante anos se afirmou de norte a sul do país, sem precisar de se descaracterizar. Lastimavelmente, começou a perder essa peculiaridade há uma dezena de anos, sem deixar de "privilegiar" o Porto e o Norte, como é natural a um jornal fundado nesta região.  Para os portuenses, pelo menos para aqueles que sentem os malefícios do centralismo, a última remodelação directiva (e administrativa)  piorou em todos os sentidos, principalmente o político. Como raposas matreiras, logo trataram de ampliar a cobertura a outras regiões mais a sul, com Lisboa à cabeça, sem deixar obviamente (para já...) de atender o Porto e o Norte. Assim, enquanto os deixarmos seguir esta estratégia, até podem gabar-se que descentralizaram mais o jornal, e que até aumentaram as vendas. Mas isso, será sempre um argumento pervertido e mercantilista, porque parte de quem o dirige é completamente alheio à região e aproveita-se de uma estrutura criada de raiz no Porto, por gente do Porto, para dela tirar partido em benefício dos interesses egocêntricos da capital.

A última intervenção de um dos traidores do JN (jornal da cidade que lhe deu emprego), de seu nome Nuno Miguel Maia, um obcecado a quem Pinto da Costa supostamente terá feito muito mal, tal é a perseguição que lhe anda a fazer há anos, é bem reveladora. Lá vem ele assinar o artigo abaixo plasmado, sempre, sempre a apoiar o Benfica e a procurar prejudicar o FCPorto. Não ficarei nada espantado se um destes dias vier a público o seu nome como mais um avençado do Benfica. 

É tempo, de Francisco J. Marques, assim como o Baluarte Dragão se deixarem de salamaleques com o JN, porque já não é um jornal de portuenses. Longe disso, é mais um jornal capturado por centralistas que, como se constata, nada de útil trazem à cidade.  E só se atreve a abordar o caso dos emails para não perder clientela, mas nem por isso deixa de publicar aberrações como a do energúmeno Nuno Miguel Maia. Muito do que agora é confirmado no Universo Porto da Bancada já eu percebia, mesmo sem elementos comprovativos de índole jurídicos. Regi-me por algo mais pragmático, que consiste em saber ler muito bem a diferença entre o ser, e o parecer. Não me enganei. Fosse isto sorte, estaria multimilionário! Confirmem-no aqui, se assim entenderem (Data de 08/11/2012)...

Como é possível conviver tão bem com o lixo?

CLICAR NA IMAGEM PARA AMPLIAR



03 janeiro, 2018

Benfica, o clube mais corrupto do planeta

Podemos dizer, sem corrermos o risco de falhar, que a teia mafiosa montada pelo actual presidente do Benfica no futebol nacional, é o maior escândalo a que o mundo assistiu desde que este desporto existe. Já aconteceram outros casos, inclusivé nos próprios órgãos dirigentes da FIFA (7 elementos, em Maio de 2015), mas nos campeonatos europeus, apenas se conhecem esquemas de corrupção com a Juventus, Lazio e Fiorentina, em Itália, e em França, o Marselha. Nenhum deles teve a dimensão e a a vaga de cumplicidade que se está a detectar com o Benficagate.

Na Itália, país conhecido por habituais tendências mafiosas, todos os clubes implicados foram despromovidos, a Juventus também com a perda de títulos conquistados nos dois anos anteriores, só o Milan se safou por falta de provas, e no caso do Marselha, foi-lhe retirado o título de campeão e o seu presidente preso. Não obstante a gravidade destes casos, nenhum tinha uma rede de poderes e de influências tão grande e tão diversificada como a que tem o Benfica. Isto, é assustador para os portugueses de bem, e uma vergonha incomensurável para um universo enorme de figuras públicas tidas como respeitáveis.

Não imagino como isto irá acabar, porque dada a enormidade das figuras envolvidas no escândalo, será praticamente impossível punir todos os que cooperaram directa e indirectamente com esta rede de chantagistas. Porém, algo terá de ser feito por quem de direito (investigadores e juízes) para salvar o país da vergonha mundial. Um dia, que não imagino quando será mas que terá fatalmente de acontecer, quer o senhor primeiro ministro, quer o senhor presidente da República - contrariados ou não -, lá terão de sair a terreiro para tentar convencer-nos que são aquilo que não são, isto é: homens superiores. Não vale a pena. Só lhes pedimos é que pelo menos deixem a Justiça trabalhar, e que não interfiram.

Mais que o mundo pestilento do Benfica contemporâneo, importa acreditar que ainda haja no país meia dúzia de homens e mulheres de honradez inequívoca, com autoridade moral para o limpar. Pena é, que uma justiça tão lenta vá permitindo aos bandidos continuarem na senda do crime, e a competirem com quem trabalha honradamente.

Além de imoral, é uma injustiça dobrada.

31 dezembro, 2017

Senhor Pinto da Costa, decida-se e defenda o clube com dignidade!


Continuo a pensar que para agilizar a resolução do escândalo dos emails será preciso algo mais que denunciá-los. Não se trata de pressionar os investigadores, porque é importante que a investigação seja feita com o maior dos rigores, e para isso é preciso tempo. No entanto, tendo em conta a dimensão deste caso e as influências que com certeza estão a ser movidas para o abafar, é fundamental que o FCPorto assuma uma posição mais determinada para o evitar, ou no mínimo, para bloquear a sua profusão.

Não duvido que dentro do clube haja gente com experiência jurídica para escolher a melhor estratégia para casos desta natureza, mas também não podemos esquecer que a liderança do presidente não é mesma de outros tempos, e que a sua capacidade de antecipação de prevenir os problemas agora deixa muito a desejar. Se a liderança pessoal de Pinto da Costa não é a mesma (e não é, de facto), então que haja o bom senso entre os elementos da SAD para a partilharem, no sentido de ajudar o presidente a encontrar a solução mais indicada para o FCPorto. Repito, para o FCPorto, ou seja, para o universo portista. Todo!

É preciso não esquecer que este escândalo tem contornos mafiosos gigantescos, com gente mal formada e intelectualmente corrompida, disposta a tudo para manter o poder e respectivos privilégios. Por isso, continuam activos e confiantes na sua missão, e não vão parar enquanto não forem detidos pelas autoridades. Atenção que isto não é só no futebol que acontece, é em todas as modalidades praticamente, como pudemos ainda ontem confirmar no jogo de hóquei, onde os jogadores do Benfica só conseguiram ganhar com a ajuda preciosa de um árbitro descaradamente corrupto. Digam o que disserem, os pontos da victória do Benfica já ninguém os tira, pelo menos em tempo útil...Não são as denúncias dos emails isoladas que vão restituir ao FCPorto os pontos perdidos por influência dos árbitros, até porque como atrás referi, ninguém pode dar como garantido que a resolução deste escândalo seja concluída a tempo de travar os danos entretanto causados ao  FCPorto.

Até a RTP, e o exército de chulos (e chulas) que ali fingem fazer serviço público, não teve problemas para justificar a não transmissão do jogo com o Paços de Ferreira, lançando as culpas para a Liga de Clubes, o alvo a abater do Polvo dos cartilheiros...  Enfim, tudo isto é tão vergonhoso, que me faz corar, só de imaginar o que vão pensar deste país os cidadãos estrangeiros de países civilizados! Então, quando souberem que os media e o próprio governo corroboram num escândalo destas dimensões, não apenas por omissão, mas também com cumplicidade. Insisto nesta tecla: o FCPorto tem motivos fortíssimos para desafiar o Governo a explicar-se, mas com respeito e seriedade. Porque, o secretário de Estado do Desporto que o representa, está provado e comprovado, é absolutamente disfuncional, e desonesto! Se eu neste espaço público não me privo de o afirmar - e não é por má educação -, por que é que o FCPorto, com um afamado departamento  jurídico, não obriga o Governo a retratar-se? 

Resumindo e concluindo: se chegados ao fim da temporada desportiva tivermos sido outra vez ludibriados, com perdas e danos, porque nada fizemos para acelerar o processo das investigações, confiando demasiado na celeridade da Justiça, de nada irá adiantar a lamúria, e outros responsáveis terão de se retratar, coisa em que não acredito no FCPorto dos últimos anos...

PS-Não quero fazer de ave de mau agoiro, não senhor.  Quero apenas seguir o exemplo do seguro que morreu de velho...

BOAS SAÍDAS DE 2017, E MELHORES ENTRADAS PARA 2018!

29 dezembro, 2017

Não adoto este silêncio

Rosário Gamboa 

"Não adoto este silêncio" é o lema do movimento de denúncia de um sistema internacional de adoções ilegais, que emergiu com base em peças de jornalismo de investigação (Alexandra Borges; Judite França). Mas devia ser um lema geral. *Calar perante a injustiça ou o sofrimento é demissão, negação de si mesmo na negação do outro.
Há muitos silêncios nascidos da omissão da nossa voz, diluída na massa anónima da desresponsabilização coletiva - se o mal é do sistema, a minha palavra não fará a diferença!
Ignorância, falta de desenvolvimento moral e cívico, cansaço, desilusão?... Não há uma causa única, nem simples e as responsabilidades dividem-se, indubitavelmente, entre o sistema, onde as condições de produção do medo, do desconhecimento, da indiferença, da má vida são geradas, e a responsabilidade individual que cabe a cada um.
É certo que a turbulência dos dias agita-nos num precipitar de necessidades, num esgotar permanente de tarefas, onde o tempo escoa e a consciência é um pequeno crepúsculo fugaz antes do adormecer. Tudo parece concorrer para esse indolente entorpecer: consumimos, produzimos e consumimos mais, num ciclo frenético, onde inscrevemos a vida sem grandes interrupções, pois também o lazer se organiza e regula pelo consumo, e as mais ingénuas distrações estão por conta de uma indústria de entretenimento que nos entra em casa com ideias "criativas", jogos lúdicos, onde o prazer leve nos embala o cansaço. No alinhamento dos telejornais as notícias sucedem-se velozes e indiscriminadas, navegando entre os dramas mais intensos e os faits divers cor-de-rosa - um jogo cénico onde a sua relevância mutuamente se anula, até ao suave esquecimento.
As sociedades contemporâneas, abertas e globais, alicerçadas num modelo de desenvolvimento neocapitalista que democratizou o consumo como modo de estar, trazem, na sua imensa complexidade, o vírus da passividade, do individualismo hedonista, da indiferença moral.
É neste presente que temos que pensar e agir. Entre o poder do "sistema" e nós mesmos há um continuum onde, formalmente, se funda a natureza comunicativa das nossas sociedades democráticas. E é pela compreensão e comunicação que se abre o sentido capaz de romper o silêncio - formar posturas de reflexão contra a tirania do imediato, desconstruir falsas evidências e factos, demonstrar ideias que mobilizem a sociedade e permitam uma "viragem cognitiva", educativa, apoiando a formação do juízo cívico e moral.
PRESIDENTE DO POLITÉCNICO DO PORTO
(JN)
* Nota do RoP: O silêncio do medo e da cumplicidade intraquila. Sempre ele. O sublinhado é do RoP.

28 dezembro, 2017

Uma coisa chamada João Paulo, com nome de pessoa

É isto, um secretário de Estado?

Olho para esta imagem, e o que vejo? Um rapazinho com cara de sonso, insignificante, igual a tantos outros,  ou um chico esperto a quem alguém convenceu que a melhor forma para subir na vida era engajar-se num partido político do círculo da governação?

Resposta: vejo tudo isso, mas também um elemento da cartilha benfiquista com responsabilidades governativas, mandatado pelo Governo para proteger um clube liderado por um ex-presidiário. 

Para ele, e para todos os que o apoiam, os meus votos de um ano novo cheio de desgostos e de muito sol aos quadradinhos. Não merece menos! 

20 dezembro, 2017

PSP como o IPDJ: a moda de brincar às instituições públicas


O comunicado da PSP em resposta à menção do nome da instituição num e-mail enviado pelo diretor de segurança do Benfica a um administrador só pode ser lido assim: como é que nos safamos de perguntar, pela via oficial, ao Benfica por que diabo está o nosso nome metido numa suposta estratégia para retardar a entrada dos adeptos do FC Porto no Estádio da Luz? 

A conclusão atingida pela Polícia de Segurança pública foi, curiosamente, a mesma a que chegou o notável Instituto Superior do Desporto a respeito das claques do Benfica: falar de uma realidade alternativa, fingir com o mesmo descaramento do IPDJ que não há factos, nem indícios, à vista de toda a gente, e desconversar. 

A PSP é metida ao barulho no caso dos e-mails porque consta de um e-mail, não porque o FC Porto a acuse ou deixe de acusar. Está metida ao barulho, porque trabalha para nós, contribuintes (todos, de norte a sul), e porque não é suposto que participe em estratégias de clubes de natureza alguma. Portanto, se não participou, não tem de repudiar acusações: tem de perguntar ao Benfica por que razão a "estratégia incluía a participação da PSP". Gostava de escrever agora "chega de brincar às instituições públicas", mas não escrevo, porque sei que vamos continuar a brincar às instituições públicas. E aos secretários de Estado, e aos ministros, etc.


José Manuel Ribeiro 

O JOGO)

O Benfica vai enterrar o PS e o Governo. A menos que este assuma a ditadura instalada

Resultado de imagem para António Costa na Luz
Como é? Agora, a promiscuidade vai morrer solteira?
Outra vez?

Não sou dos que se deixam levar facilmente pelo paleio dos políticos. Tenho da classe a pior das opiniões, o que não significa que não esteja atento ao que vão fazendo de positivo, e não venha um dia a mudar de opinião se fôr caso para isso. 

Numa primeira fase, comecei por apoiar a ideia da "Geringonça", e a admitir que as coisas viessem a mudar com António Costa, mais que não fosse para purgar o Partido Socialista da vergonha que José Sócrates lhe deixou como herança. Falsa, espera! António Costa, ao contrário do que cheguei a admitir, tem-se mostrado um desastre, uma decepção. Falhou, no modo como resolveu o drama dos incêndios, falhou no modo de reagir ao problema, e falhou no modo como apresentou a solução. Primeiro, e como tem sido habitual nestas situações, também com outros governos, veio logo com a conversa dos equipamentos de combate (helicópteros, carros e aviões), e só muito de empurrão com a prevenção. Ainda ontem, disse aquilo que devia ter dito logo após os incêndios, como seja: "A reforma da floresta tem de avançar já".  Neste momento já devia ter passado à accção, porque parece que ainda não percebeu que os portugueses estão cansados de processos de intenção, e já não acreditam nos discursos, querem ver accção. Obra controlada, com divulgação pública e regular do seu andamento! Coerência, traduzida em práticas seguras. Só assim se regenera a confiança. 

A. Costa falhou com a presidente da IPSS "Raríssimas". Mais uma vez, mesmo sabendo que o escândalo de Sócrates em nada credibilizou o Partido Socialista, reagiu de forma demasiado proteccionista para com a suspeita, como se  fosse um caso isolado de corrupção. Finalmente, A. Costa continua a falhar (para nossa desgraça, temos de incluir aqui todos os partidos), no mais escândaloso crime do futebol português, pré e pós 25 de Abril, que é o caso do Benfica/Emails, vulgo "Polvo Encarnado"!

Ninguém, de boa fé, acredita que António Costa não saiba o que se está a acontecer, e a dimensão da gravidade que este tipo de crimes comporta (são vários). Em vez de procurar acelerar as investigações, chamando o Secretário de Estado do Desporto, obrigando-o a dizer o que sabe e a tratar do assunto com a imparcialidade a que está obrigado, e  o momento requer, meteu a viola no saco, colando-se implicitamente à estratégia do suspeito. Isto é, nem nega, nem assume. Logo, optou pela irresponsabilidade!

Mas, aconteça o que acontecer, o PS vai pagar muito caro este acto abjecto de irresponsabilidade política, em que mais uma vez deixa a nu a verdadeira face do Estado de Direito português. 

Salazar, faria muito melhor, sem precisar de apelar à democracia.  


19 dezembro, 2017

Viva a equipa do FCPorto, e viva Marega!


Resultado de imagem para Marega

Xiu!!! Isto é só  cá entre nós, para portistas de bancada (e de sofá)... Vou-vos confessar uma coisa que sei não ser consensual, e que não convém que se saiba nos bastidores do plantel do FCPorto: aprecio mais as qualidades do Marega do que as do Brahimi! Tenham paciência se vos choquei, mas se pensarem bem, vão ver que não cometi nenhuma heresia.

Já sei que as características entre um e outro, são diferentes, mas porque este argumento é habitual quando fazemos comparações deste tipo, antecipo-me já a rebatê-lo porque não se trata de reduzir um à insignificância e o outro à magnificiência. Nada disso.

O Brahimi é um jogador talentoso com a bola nos pés, com uma capacidade invulgar de drible cuja vantagem principal é arrastar consigo dois ou três defesas adversários, e assim abrir espaços para os colegas poderem penetrar, e fazer golo. O problema de Brahimi é não saber gerir equilibradamente os momentos, entre quando deve parar de fintar para daí tirar partido para si próprio, ou para os colegas, e quando está em posição vantajosa para prosseguir sozinho.   É desse equilibrio que Brahimi precisa para ser um jogador sensacional. Quando não decide bem, faz com que a equipa se desiquilibre e seja apanhada em contra pé gerando situações iminentes de perigo. Quando quer fazer tudo sozinho e tem colegas em melhor posição para concluir as jogadas, sinceramente, não o aplaudo... Quando usa o talento e olha para os jogadores melhor colocados e decide endossar-lhes a bola (como foi o caso de ontem com Marega), enche-me as medidas.

Já Marega tem outras características, não propriamente idênticas a Brahimi. Parecendo um tôsco, é voluntarioso. A maior virtude de Marega é a vontade que tem de se superar. Nota-se, que se esforça por fazer sempre melhor. Ajuda a equipa, no ataque, mas também na defesa. Corre como uma gazela, tem a força de um touro, e espanta pela evolução técnica que foi conquistanto (faz golos de craque). Não duvido que Sérgio Conceição tenha a sua cota parte de sucesso nessa evolução, como aliás teve também com a evolução de Brahimi, só que - sem querer ser injusto com este último -, acho que a progressão de Marega foi muito mais intensa e abrangente.

É um jogador de equipa, trabalha para ela, sem pensar apenas em si próprio, e brilha por ser assim.

PS-Se encontrarem aqui um comentário meu a criticar o Marega, façam o favor de comentar. Estejam à vontade.


  

18 dezembro, 2017

Cheira-me a esturro...


Clicar sobre a imagem para ampliar


Afirmo-o aqui, sem qualquer rebuço: quando Nuno Miguel Maia assina um artigo sobre casos de polícia, podemos ter a certeza que o nome de Pinto da Costa vem logo a seguir. Ele  próprio (NMM),é um caso de Polícia, mas ainda não percebeu...Ou também sofre de uma grave patologia mental, tal é a obsessão que tem pelo presidente do FCPorto.

Como não escreve uma linha sobre o traficante de emails (e não só), a razão é inquestionável: é mais um cartilheiro do Benfica, no JN.




Talvez haja aqui motivo para desconfiarmos destas alterações nas chefias da PJ...

Off Topic:

Relembro, a quem tiver esquecido, que avisei em vários posts, que a  entrega à PJ dos e-mails suspeitos do Benfica pode não chegar para bloquear as vigarices que conhecemos. Disse, e repito, que a matéria de prova é suficientemente poderosa para legitimar o FCPorto do direito a uma exposição ao Governo. Desde o início deste processo, os órgãos que tutelam o desporto nunca estiveram à altura do caso, revelando, mais que incompetência, cumplicidade com os transgressores. Resultado: o Benfica continua impune, a amealhar pontos não só à custa dos favores dos árbitros, como dos clubes "satélites".

Com tudo o que tem de ilegítimo, este caso pode custar ao FCPorto a perda de outro campeonato, e nesse caso, não podemos só atribuir aos vigaristas o nosso eventual insucesso, mas também à SAD portista, por cobardia, ou ingenuidade. Espero sinceramente estar enganado. Caso contrário, também perderei como portista. Indignamente. 

16 dezembro, 2017

Raios partam a porcaria do fado! Hoje, como ontem.

Nós Estamos num Estado Comparável à Grécia

Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte.
Eça de Queirós, in 'Farpas (1872)' 

Nota do RoP:
Ainda bem que no tempo de Eça não existia o Benfica... 

15 dezembro, 2017

Ditadura antiga, e ditadura moderna. Qual é que prefere?

Descubra as diferenças!

Vamos supor que ainda há gente honesta em Portugal. Que entre os 10 milhões de portugueses espalhados pelo mundo,  há meia dúzia dispostos a inverter a desproporção entre os honestos e os desonestos, e que desse pequeno grupo exista alguém com capacidade e coragem para o fazer. Tudo isso, partindo do princípio que essa figura não era silenciada, ou  mesmo abatida, como fazem as ditaduras.

Que destino seria reservado ao magote incalculável de biltres que dominam o país? Deixá-los em liberdade, quando está provado que não merecem viver em liberdade? Deixá-los viver tranquilamente, depois de andarem, anos e anos a minar os valores fundamentais da sociedade, impedindo que uma minoria decente tenha o merecido prémio por saber viver em sociedade sem a conspurcar, nem optar  pela via fácil do crime? Devíamos continuar espectadores passivos desse filme de terror, deixando escancaradas as portas do paraíso a quem nos anda literalmente a chular? 

Que se saiba, ainda não foi constitucionalmente decretada a inversão dos princípios éticos, e dos bons costumes. Não se riam se vos parecer muito púdico, se vos convencer que me imagino no século XIX, porque não quero regressar a esse tempo. Só não me parece normal nem decente que sejam os maus cidadãos a decidir o destino dos melhores, dos mais civilizados. Foi baseado nessa premissa, tão natural como respirar, que questionei mais atrás o que podemos fazer com quem anda a dar cabo do país, e da nossa vida. Apenas isso.

Sem querer pôr-me em bicos de pés, com loas aos meus parcos méritos, far-me-ão justiça se reconhecerem alguma razão naquilo que aqui venho escrevendo dos políticos, e da nossa democracia. Podia-vos parecer algo exagerado, radical até. Como podem agora confirmar, as coisas ainda estão piores do que pressentia. Muito piores, e mais graves! Não se tratava de pressentimentos intuitivos, eram convicções baseadas e consolidadas pelo comportamento leviano da classe política, com responsabilidades acrescidas dos que governaram o país e destruíram o motor da Democracia, que como aqui tenho reiterado, é a Liberdade regrada.

Infelizmente, houve quem andasse anos a fio a defender ideias antagónicas. Nunca me esquecerei dos que andaram durante anos a apregoar que a Liberdade não tem limites. Tudo tem limites! Só para dar um exemplo, recordo uma figura pública relevante como  foi o falecido Mário Soares. Figura que admirei nos primeiros anos de democracia, e que deixei de admirar quando desautorizou publicamente um agente da autoridade que procurava ordenar uma confusão numa estrada. Na altura, dei comigo a pensar  que se estivesse no lugar do agente, talvez o Dr. Mário Soares não saisse de cena sem lhe entregar a farda e lhe pedir para me substituir, mas isso é outra história...

Hão-de observar, se é que ainda não observaram, que é a classe política, e outras que vivem de os bajular, quem repete sempre o mesmo tipo de discurso, os mesmos chavões, de forma a torná-los verdades indiscutíveis e assim desmotivar concepções diferentes das que estão estabelecidas. A espaços, gostam de citar a célebre frase de Churchill sobre a Democracia, como se fosse comparável a época e o contexto em que foram ditas, com a nossa, e a experiência que temos da mesma. Isto, não é mais do que oportunismo político-intelectual. 

Outra dessas "verdades", que pelos vistos dispensam «manutenção», das quais discordo absolutamente, é a questão polémica sobre a Liberdade. Quem é que não gosta da Liberdade? Haverá alguém com carácter e ideias próprias  que se recuse a viver em Liberdade? Só um louco. Maior  loucura é acreditar que um regime realmente democrático sobreviva a uma liberdade despojada do respeito pela Lei. Estas duas vertentes, são almas gémeas que, ao contrário do que certos «democratas» apregoam, só robustecem a saúde de qualquer sociedade livre, não a adultera. O que mata, e corrompe moralmente uma democracia, é o desprezo pela ordem e pelo cumprimento da Lei.  Portugal, deixou-se de práticas legais benéficas, preferiu sempre a solução teórica que sustenta o mal. 

Nada é garantido. Se é prudente acautelar-mo-nos com apelos populistas à ordem e ao excesso de obrigações de certos oportunistas, não é menos importante desconfiarmos da Liberdade sem ética  que temos,  porque foi esta mesma que nos levou ao pântano gigante em que se tornou o país. Que diferença haverá entre a hipocrisia do Estado Novo, e a deste regime? Será preciso vivermos mais tempo para concluirmos, que ambos são ditaduras? Se o primeiro tinha a PIDE, este tem a Comunicação Social. Assim, nem precisam de nos mandar prender (ou assassinar). e sempre podem fingir que são bons democratas.  Talvez agora, aqueles que discordavam de mim por ter deixado de votar reconheçam que a razão estava do meu lado.