10 julho, 2019

Bem dizia eu que Pinto da Costa devia defender o FCPorto com outra dimensão

Fernando Gomes
Presidente da FPF

Vejamos. Se as críticas que têm sido feitas pelos portistas aos órgãos do futebol (FPF,LIGA e SEC.DO ESTADO DO DESPORTO) fossem irrelevantes, ou inventadas, como fazem descaradamente os cartilheiros do Benfica, até podíamos entender os preciosismos do presidente do Conselho de Disciplina de castigar com tanta assiduidade Pinto da Costa (e o FCPorto).  Mas não se trata disso, as críticas e denúncias do FCPorto são genuínas, pertinentes, e fazem todo o sentido. Só não foram levadas a sério porque o país não é governado por gente séria. Ponto. 

Se Meirim fosse um homem isento, e estivesse habituado a pautar pelo mesmo rigor quando se trata dos impropérios (frequentes) do presidente do seu clube dileto (e em tempo útil), ainda vá que não vá. Agora, não é isso que acontece, não estamos habituados, a vê-lo com a mesma espontaneidade, e rapidez de acção quando se trata do seu clube. Salta aos olhos! Por mais que tente impôr a sua autoridade, acaba sempre por ser traído pelo fanatismo das suas decisões. Só quem é fã da sua imoralidade pode dar-lhe valor.

E é precisamente por saltar aos olhos essa arbitrariedade, por ser possível comparar (com imagens e documentos) os critérios usados para castigar uns, e perdoar outros, que Pinto da Costa devia apresentar uma queixa escrita contra este homem, por perda de confiança, junto dos presidentes da FPF, da Liga, e da Secretaria de Estado do Desporto, mesmo admitindo à partida o fracasso dos resultados.

Daí ser fundamental que essa queixa fosse acompanhada com conhecimento ao 1º.Ministro, e ao próprio Presidente da República. Se Pinto da Costa não quis servir-se desse expediente por suspeitar previamente que ia fracassar, então é porque também não confiava nos resultados, e nesse caso estaria implicitamente a consentir a mediocridade destas mesmas instituições.

Não é depois de a época ter terminado, com todos os prejuízos que causaram ao FCPorto, em que o maior foi a perda de mais um campeonato, que se deve sair a terreiro para deixar uns recados indirectos aos destinatários, criticando as arbitragens, porque o mal já estava feito! Não estranhem que a próxima época seja muito diferente, as golpadas com árbitros, ou sem eles, vão continuar. Não duvidem.

Seja como fôr, não deixa de ser ridículo e oportunista, diga-se, o comportamento de Meirim que abusa de um poder que não merece para castigar alguém que se limitou a dar a sua opinião, como eu a dou aqui mesmo. Toda a estrutura do futebol português é no mínimo suspeita. Basta ver quem a constitui, para percebermos  porque é que a nomeação do ex-portista Fernando Gomes para Presidente da Federação ainda não levantou ondas no Benfiquistão...

Com um presidente tão "bem comportado",  ondas para quê?

Notem:








Nenhuma destas figuras, tem, ou teve, qualquer ligação ao FCPorto (que se saiba). Contudo, sabemos bem das ligações de uma maioria ao Benfica, outras ao Sporting. Só a de Fernando Gomes esteve ligada ao FCPorto. Não dá para estranhar estas escolhas tão clubisticamente simétricas? Ou podemos dizer (sem sorrir) que estão todos acima de qualquer suspeita... Não, não podemos.

Por ordem, da esquerda para a direita, e de cima para baixo:

Manuel Meirim, Presidente do C.Disciplina da FPF, Hermínio Loureiro, Vice-Presidente da FPF, Humberto Coelho, Vice-Presidente Da FPF, Pedro Proença, Vice-Presidente da FPF e da Liga, João Pinto, Director da FPF, Carlos Coutada, Director da FPF, Elísio Carneiro, Director, Júlio Vieira, Director, Mónica Jorge, Directora, Pedro Dias, Director, Pedro Pauleta, Director, Rui Manhoso, Director.

07 julho, 2019

Notícia de 1ª.página do JN de hoje...

Rui Pinto

O "hacker" Rui Pinto também terá espiado juízes e altos funcionários do Ministério da Administração Interna.

RoP:
Lamento ir contra a opinião dos que vivem de expedientes ilegais, mas não é assim que se preserva a justiça de um país . 
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o que me preocupa não é tanto a curiosidade ilegítima de Rui Pinto, é o medo que a Justiça  portuguesa tem revelado pelas suas "inoportunas" descobertas... Isso é que me preocupa!  

Esse medo é bem capaz de ter mais a ver com a própria probidade  dos magistrados, do que com a gravidade dos crimes do jovem gaiense. É esta a minha opinião, e se vier a confirmar-se, é Portugal inteiro que precisa de prestar contas com a Justiça!
E qual Justiça nos irá julgar, se ela não existe por cá?

04 julho, 2019

Justiça independente para quê?

Pedro Bacelar de Vasconcelos
A denúncia de uma suposta "captura do Estado" pelas teias da corrupção foi recentemente assumida, com indesculpável leviandade, por personalidades de diversos quadrantes. Não discutimos as intenções dos autores de tão grave diagnóstico, que devia merecer ponderação mais séria e que reclama análise crítica, sobretudo, porque envolve magistrados judiciais e agentes da justiça. A corrupção é um problema estrutural das sociedades humanas que exige das instituições sociais vigilância incansável e luta permanente. É tão imprudente ignorá-la como admitir, candidamente, a possibilidade de a erradicar para sempre, porque não há atividade humana que lhe seja imune nem remédio definitivo que a extermine! Por isso, o Estado de Direito Democrático instaurado com a Revolução de Abril de 1974 criou sistemas e mecanismos especializados para a detetar, combater e prevenir. Entre estes, assume papel essencial, justamente, a garantia de uma justiça independente, isenta e imparcial. E para assegurar o êxito de tão difícil missão, a Constituição qualificou a justiça como um "poder soberano", equiparado aos órgãos de representação do povo e ao Governo democrático.
A justiça, entenda-se, não foi concebida como um poder virtuoso e infalível. Cuidou-se apenas de proteger as suas atribuições próprias contra a ameaça de ingerência ou usurpação por outras forças ou interesses de natureza pública ou privada. Enquanto titulares de um poder soberano, os juízes estão logicamente sujeitos a tentações e fragilidades equivalentes às que afetam os membros do Governo ou os deputados da República. Não sendo os titulares da justiça anjos dotados de uma virtude superior à dos restantes cidadãos, é fundamental cuidar da sua independência e autonomia para que o poder que lhes foi confiado não se corrompa ao serviço de outros valores ou interesses. Lamentavelmente, não foi possível na revisão dos estatutos dos juízes e do Ministério Público, ainda a decorrer na Assembleia da República, proceder à revisão adequada do quadro legal que fixa, respetivamente, a sua independência e a sua autonomia. A corrupção existe e tem de ser combatida. Acusação tão violenta, vinda de quem tem a responsabilidade última de a punir, não será indício do risco de instrumentalização da independência e da autonomia por forças sindicais que disputam influência nos respetivos conselhos superiores? A independência, a imparcialidade, a isenção, a vinculação à lei, precisam de ser defendidas, também, de reivindicações profissionais e enviesamentos corporativos.

*Deputado e professor de Direito Constitucional
Nota de RoP:

Quando criticamos as opiniões de alguém, por vezes é relevante identificar as fontes. Se essas fontes partirem de figuras públicas, torna-se mais simples classificar a sua credibilidade. Mas não se confunda a importância da identidade dessas fontes com simpatias partidárias, porque  daí nunca conseguiremos retirar boas ilacções. 

Aquilo que realmente importa é conhecer muito bem o carácter do emissor. Tratando-se de figuras públicas, dou como simples exemplo o carácter incomparável entre o ex-primeiro ministro José Sócrates e o ex-presidente da República, General Ramalho Eanes. Colocá-los ao mesmo nível seria um crime de lesa-pátria, uma traição ignóbil à dignidade de quem fez tudo para a merecer, e à de quem fez o contrário, no exercício das respectivas funções... 

Ora, o autor do artigo acima publicado limitou-se a referir-se a "personalidades de diversos quadrantes", classificando-as como levianas, mas sem as identificar, o que não é lá muito coerente. E devia, porque assim talvez a crítica fosse mais construtiva, e útil. Para mim, essa foi a primeira falha deste artigo. Depois, foi o excesso de zelo usado na linguagem temática. Trata-se da denúncia de teias de corrupção capturadas pelo Estado, coisa que para muitos nem sequer é novidade. Eu também tenho essa convicção como profunda, porque se baseia em exemplos que os representantes do Estado não são capazes de dar para merecerem o benefício da dúvida. A culpa é exclusivamente deles!

Se, como diz Bacelar de Vasconcelos, a corrupção é um problema estrutural das sociedades, então há que reforçar a estrutura, e se esta é constituída por gente, é porque essa gente não só é indevidamente seleccionada, como  mal controlada, e o problema começa, e termina aí. A partir desse momento, não havendo um bloqueio oportuno, o contágio do facilitismo, com tendências criminosas, segue sempre em crescendo. Depois, sim, é muito difícil travá-lo. Mas não é impossível. Só precisa é de maior rigor, e de inflexibilidade! Ora aqui é que a porca torce o rabo! Os políticos, essa gente sedenta de poder, sente-se mais confortável a comandar, sem respeitar as normas que o cargo exige.

Se o país está visivelmente mais contaminado pela corrupção, a pior coisa que se pode fazer é suavizar o problema. E quem tem, ou teve, responsabilidades políticas não pode amaciar este grave problema com generalidades comuns e sem vontade para o combater. Isto pode até lançar suspeitas a quem se agarra ao fatalismo das dificuldades. Há que combater o crime da corrupção a todo o custo, pondo em acção a prática das leis e punindo os infractores, quaisquer que sejam os seus cargos e influências.

Sendo certo que a Constituição qualificou a justiça como um poder soberano, pouco valor prático daí advém se quem governa o país olhar para a Constituição sem a respeitar. Processos de intenção têm sido o espelho das práticas políticas nacionais, basta memorizar o que fizeram com a Regionalização. De que valeu estar lavrada na Constituição? Tudo começa com este desrespeito da parte dos próprios políticos. Tudo o resto não passa de desculpas de mau político, de eternas falsas promessas. 

Seria bom que os eleitores passassem a reclamar o direito a demitir governos por voto, e não apenas o cómodo dever de eleger. Que confortável é hoje viver desta  política  anacrónica. 


02 julho, 2019

Se isto não cheira a chico-espertice, cheira a quê?

A limitação dos empréstimos é um verbo de encher nos regulamentos da Liga. Urge complementar com regras económicas, em defesa da competitividade do futebol português.




Imagem relacionada
António Barroso
(no O Jogo)






A 28 de maio de 2018, o Benfica oficializou Chiquinho, contratado à Académica, no seu seu plantel, para atacar a época que terminou há dias.

A 27 de julho de 2018, o Moreirense contratou Chiquinho ao Benfica, para atacar a época que terminou há dias.

A 1 de julho de 2019 (ontem), o Benfica oficializou Chiquinho, contratado ao Moreirense, para atacar a época que agora começa.

É imperativo que a Liga comece a ponderar mais e melhor regulação económica além da jurídico-desportiva.




Nota de RoP 
(com resposta à pergunta do autor):

Cheira à merda da justiça desportiva, com a cumplicidade da civil. Este, é o país que a classe política não quer ver.
E viva este Portugal (de merda!)! Para meu infortúnio e de alguns poucos, há quem se sinta confortável neste ambiente selvagem.

28 junho, 2019

Ana Gomes: "Rui Pinto pode ser um delinquente, mas os grandes criminosos estão aí à solta"



"As fontes dessa informação da Sábado só podem ser o Ministério Público ou a Polícia Judiciária. Se eles sabem disso e não têm pejo em expor a fragilidade do Estado português, então agora que tirem todas as consequências de toda a informação que têm", desafia a eurodeputada.
A ser provado que o hacker cometeu os crimes pelos quais está indiciado, isso não lhe retira o estatuto de denunciante, na opinião de Ana Gomes. "Rui Pinto é um whistleblowerevidentemente, mesmo que tenha cometido alguns delitos. É um whistleblower e deve ser posto ao serviço do Estado, isto se o Estado quiser ir atrás da grande criminalidade", acrescenta a eurodeputada.

Existe "uma atuação seletiva para ir atrás de uns e encobrir outros"

"Eu não sei se Rui Pinto cometeu delitos. É um assunto que a Justiça tem de apreciar. Aquilo que eu sei é que o Rui Pinto é uma pessoa com excecionais capacidades informáticas que colaborou com a Justiça de vários países. Não entendo como é que a justiça portuguesa não lhe pediu colaboração quando outros [países] o fizeram e por causa disso já recuperaram imenso dinheiro, de fuga ao fisco e branqueamento de capitais", repete Ana Gomes - esta tem sido a sua batalha desde que se soube da informação recolhida por Rui Pinto e após a sua extradição para Portugal.
"Rui Pinto pode ser um delinquente, mas os grandes criminosos estão aí à solta e não vejo as autoridades a atuarem contra eles", sublinha a eurodeputada, muito crítica das autoridades portuguesas que acusa de não pedirem a colaboração de Pinto "porque nunca houve uma atuação proativa, mas sim uma atuação seletiva para ir atrás de uns e encobrir outros".
Diz que não ficou surpreendida com estas novas suspeitas e garante que Rui Pinto também não estará. "Ele sabe que isto é um combate longo, difícil e duro, ele sabe disso perfeitamente, como eu sei disso e fico exatamente onde estou", garante a eurodeputada.
Ana Gomes esteve esta semana na Polícia Judiciária, uma visita confirmada ao DN. "Sim, é verdade, fui falar sobre vários casos que tenho acompanhado ligados principalmente a questões de terrorismo, mas também falámos de Rui Pinto, mas não vou dizer nem aquilo que falei nem o que fiz", afirmou.

"Perseguição Judiciária", acusam advogados do hacker português

Em abril, Ana Gomes visitou o hacker português na prisão para lhe entregar em mãos o prémio europeu para denunciantes. Mas conta voltar em breve. "Já pedi para ir visitar Rui Pinto outra vez", conta.
Ana Gomes chama ainda a atenção para o artigo escrito por Maria José Morgado, publicado no Expresso a 11 de maio, e intitulado "O amigo Hacker", no qual a procuradora assume que "há uma impreparação das autoridades para prevenir e reprimir uma grave criminalidade global, designadamente no mundo do futebol".
"Rui Pinto pode ser posto ao serviço das autoridades que não têm capacidades informáticas ou periciais nenhumas e é isso que a procuradora Maria José Morgado explica no artigo que escreveu", diz.
"A ser verdade que ele fez isso [invadiu os emails de magistrados e de elementos da Administração Interna] então o Estado português é manteiga e qualquer puto mais habilidoso pode entrar [nesses e-mails]", acrescentou a eurodeputada.
William Bourdon e Francisco Teixeira da Mota, advogados francês e português de Rui Pinto, respetivamente, acusam as autoridades portuguesas de estarem a levar a cabo uma "perseguição judiciária" ao hacker.
"Não há razão legal para manter Rui Pinto na prisão", disse Teixeira da Mota, citado pelo Le Monde .
"É espantoso que os dados [sirvam] ​​para criminalizar pesadamente e de forma injusta Rui Pinto e não para criminalizar aqueles que são responsáveis: os grandes delinquentes do futebol português", disse William Bourdon ao mesmo jornal, acrescentado que "Rui Pinto é o alvo de uma perseguição judicial que se explica pelo poder do mundo do futebol português, [os seus] clubes e agentes.Desde o primeiro momento, Rui Pinto apenas quis esclarecer o mundo e o que ele descobriu ultrapassou os seus piores pesadelos.O que dará lugar dentro de alguns anos a grandes processos de fraude fiscal", acrescentou Bourdon.

Ana Gomes vai discutir caso Rui Pinto com Van Dunem em julho

Com a Fundação Signal Networks, para a qual trabalham os dois defensores de Rui Pinto, e outros parlamentares, a eurodeputada portuguesa Ana Gomes pediu para se encontrar com Francisca Van Dunem, para discutir o caso de Rui Pinto. O encontro está marcado para o dia 16 de julho.
"Esta será uma oportunidade para esclarecer porque é que Rui Pinto deve ser considerado e protegido como denunciante, em vez de sofrer o tratamento de criminosos perigosos. Já se passaram três meses desde que ele está detido em Portugal, sem qualquer acusação formal ", disse Ana Gomes ao Le Monde.

Nota de RoP:
Esta treta de a Dra. Maria José Morgado,  tão afoita com o postiço processo Apito Dourado, cujos protagonistas ainda andam por aí, e em liberdade, lamentar-se que as autoridades estão "impreparadas" para prevenir e reprimir a criminalidade no futebol, cheira a manha, porque tanto ela como os corruptos que dominam a justiça desportiva não perderam tempo a julgar na praça pública Pinto da Costa. Disso não fala ela. Esqueceu-se, coitadinha... 

26 junho, 2019

Ao que chegamos!




Como se não bastasse a linguagem sensacionalista dos meios de comunicação social, sempre direccionados para a exploração do escândalo e da anarquia, agora é o Ministério Público que parece querer seguir o mesmo caminho.

Resultado de imagem para ministerio publicoEntão, não é que o nosso respeitável Ministério Público considerou que chamar "filho da puta" a um agente da PSP não é crime? Que não passa de um grito de revolta?

Bem, importa lembrar que o falecido Mário Soares já cometeu a mesma asneira com um agente da PSP, há uns bons anos a esta parte, que muito me indignou, e contribuiu para fazer descer a minha consideração por ele, de uma forma irreversível.  Pelos vistos, tem seguidores.

Pois, eu volto a este tema para dizer que, esta é a pior maneira de transmitir confiança aos agentes da segurança pública, isto é, retirar-lhes a autoridade. Se em vez disso o Estado preparasse devidamente esses agentes, educando-lhes os comportamentos excessivos para evitar certos abusos, mas sem lhes retirar a autoridade, então sim estariam a fazer pedagogia. Agora, falar desta maneira? Estimular a má educação do povo?  Estimular o desrespeito a um agente de segurança, que é também Homem?Contagiar o povo com maus exemplos? O resultado só pode ser negativo. 

Que confiança podem ter os portugueses de bem, com gente desta laia a representar o Estado?

Pois, e se um dia alguém chamar "filho da puta" a um procurador, ou a um juiz? Como é, a lógica é alterada, e mandam prender quem o insultou?     

Mas, há alguma moral nesta história? Que país este, que droga!


24 junho, 2019

HÁ UM CLUBE DA CAPITAL A FAZER OFERTAS PORNOGRÁFICAS NA FORMAÇÃO"

José Tavares:
JOSÉ TAVARES

O coordenador de formação do FC Porto concedeu uma entrevista ao jornal portuense O JOGO onde se mostrou preocupado com o atual panorama da formação de jogadores em Portugal.
Sem nunca mencionar o nome do Benfica, José Tavares critica a 'aposta cega na formação' de um 'clube da capital' e acusa mesmo esse emblema de fazer 'propostas pornográficas' a jovens de 12 e 13 anos do FC Porto.
"Vivemos em Portugal um momento muito interessante para futebol português e para o futebol de formação. É um momento interessante porque parece que muitas coisas estão a correr bem, e cada vez temos mais jogadores portugueses no topo do mundo, a nossa seleção principal voltou a ganhar títulos, o FC Porto está sempre a discutir os lugares cimeiros na Liga dos Campeões, mas a formação requer bastantes cuidados a longo prazo. Para mim, é preocupante perceber que há um clube da capital que tem uma aposta desmedida e uma aposta cega na formação", começou por dizer José Tavares, coordenador da formação do FC Porto.
"Quando se oferecem valores de três dígitos às famílias de jogadores de 12, 13 anos como prémio de assinatura, a este nível são ofertas pornográficas. É preocupante saber que tipo de jogadores vamos ter daqui a 10, 12, 15 anos e que tipo de valores os jogadores vão começar a ter, isto quando se perde a essência do jogo. É preocupante quando começam a adulterar os princípios pelos quais se devem reger. Parece que não há ética só porque alguém acha que tem de ter os melhores", acrescentou José Tavares.
"Quem quiser refletir sobre a formação, não a curto prazo, mas a médio e a longo prazo, tem de se dedicar a isto, nomeadamente as instituições que regulam o universo da formação em Portugal, porque podemos estar a cometer erros muito graves fruto desta pornografia financeira para jogadores com 12, 13 anos e para famílias, algo que pode não correr muito bem", frisou o coordenador da formação do fC Porto.
"[Se estou a falar do Benfica?] Estou a falar de um clube da capital que dizem que tem uma aposta cega na formação e que oferece quantias astronómicas e pornográficas a jogadores de 12, 13 anos do FC Porto e de outros clubes", atirou José Tavares.
"[A formação do FC Porto tem sido pouco valorizada?] O FC Porto tem um caminho, independente dos nossos adversários. Acreditamos no que fazemos, nas nossas propostas de jogo, no talento que temos e na nossa cultura única no mundo. Não queremos ter sucesso na formação, ganhar um título ou ganhar um jogador. Queremos que a equipa A tenha sucesso", sentenciou José Tavares sobre o assunto.

23 junho, 2019

Marcelo não tira conclusões sobre Pedrogão?

Daniel Deusdado


Há três temas decisivos para o nosso futuro que não têm contado com o Presidente. Comecemos pela floresta. Marcelo fez um justo ultimato ao Governo exigindo meios de socorro eficazes de forma a que não morram pessoas com os incêndios florestais. Desde aí o Governo concentrou-se, no essencial, a despejar todo o dinheiro que for preciso para evitar novas catástrofes humanas. Mas isto não resolve o problema na origem porque a floresta não se altera num ano, nem em dez.
Só Marcelo pode colocar a urgente mudança do perfil do território no centro das questões essenciais para Portugal. Mas sobre isto... quase zero. Não tem o poder executivo, sim, mas não pode fazer de conta que a floresta é um desígnio nacional. Não é.
Muita gente está a lutar por uma verdadeira mudança, mesmo que isso seja contra uma rentabilidade imediata. Ainda por cima, há um sistema de gestão no Ministério da Agricultura e nos fundos europeus de "business as usual", como se nada tivesse acontecido nesta tragédia em que se transformou o território nacional.
Além disso, há milhões para comunicar, via marketing, as virtudes de uma floresta de monocultura. Em cima disto, os prémios de arte e os textos supostamente jornalísticos sobre o "papel" (vejam-se as iniciativas da Navigator) literalmente compram (por omissão, obviamente) o silêncio dos mais importantes órgãos de comunicação nacional sobre estes temas. Como sobreviver a esta ditadura?
Nesta matéria, a posição do Presidente é de um enorme vazio porque só ele pode refazer este equilíbrio. A nossa paisagem está cada vez mais pobre e perigosa, mas a situação serve na perfeição o negócio da indústria das celuloses. E esta paga o que for preciso para fazer prevalecer a opinião de que é uma indústria fortemente exportadora e geradora de emprego, neutralizando qualquer reflexão sobre as consequências.
O resultado é deixar-nos a todos as centenas de milhões de despesa da Proteção Civil e um facto consumado: uma floresta sempre pronta a explodir. Na semana em que passam dois anos sobre Pedrógão, de que lado está o Presidente?
2. Marcelo tem um passado cinzento de proximidade com a banca e por isso não tem coragem de entrar a fundo nos temas que marcam a agenda. A total perda de controlo nacional da banca (a Caixa é já e apenas uma caricatura) joga pouco com a ideia repetida pelo Presidente de que, quando querem, os portugueses são dos melhores do mundo. Depois da tragédia da supervisão no Banco de Portugal, e face ao papel ridículo das empresas de auditoria neste descalabro, somos realmente bons em quê no mundo financeiro?
3. A sustentabilidade poderia ser a grande vocação diária do Presidente, fosse qual fosse o setor na agenda. Há uma ciclópica mensagem de mudança em todas as tarefas diárias, desde a saúde aos transportes, do apoio social ao trabalho industrial, dos serviços ao mar. O Presidente poderia fazer essa pedagogia do dia-a-dia com pequenos e grandes exemplos.
Não há planeta sem outra consciência e outra atitude. Muitos portugueses já compreenderam isso e não necessitam dos políticos para encontrar esse desígnio. Por isso mesmo, Marcelo escusava de ter ouvido a constatação da falta "desígnio" da sua Presidência durante o 10 de Junho quando tem esta responsabilidade intransferível. Mas o Presidente acaba por ficar disperso pelo todo e pelo nada, como se ele próprio fosse a missão. Será ele capaz de se reinventar para algo maior do que a espuma do tempo e do abraço?

21 junho, 2019

Cândido Costa é um hipócrita


Há gente que de tanto se esforçar para parecer o que não é, acaba por deixar cair a máscara de hipocrisia que tenta encobrir durante a vida inteira. Mas é difícil enganarem todos, nem que digam as coisas mais mirabolantes sobre o seu portismo. Ser sócio, jogador, ou mesmo dirigente, não é certificado qualificativo de adepto, seja de que clube fôr. 

Os comentadores que costumam por aqui passar devem-se lembrar bem do que opinei sobre a personalidade de Cândido Costa, quando ainda era comentador num programa desportivo do Porto Canal. Dizia eu que aquela forma exagerada de falar sobre o FCPorto, cheia de adjectivos dignos de telenovela, cheirava-me a graxa da foleira. Pensava cá para mim, deves estar a querer candidatar-te a um lugar cimeiro no clube, ou no Porto Canal... Se, como foi por ele dito uma vez, fez parte da claque dos Super Dragões, não é bom sinal, porque os Super Dragões costumam ser cautelosos com o tipo de gente que escolhem para os acompanhar (digo eu)...

Esta gente só quer é mesmo dinheiro. A Maria, do Porto Canal, que nos surpreendeu inicialmente, não descansou enquanto não foi para Lisboa para trabalhar na TVI que tão mal disse (e continua a dizer) do Porto, e do FCPorto (clube de quem disse também ser  adepta). O argumento é sempre o mesmo, vão olhar pela vida... Percebe-se bem, o "cacau" é a primeira terra natal desta gente. Ok, mas então não falem de orgulho, porque por dinheiro qualquer garoto sente orgulho, mas não confundam as coisas. 

Agora, é o Cândido Costa. É inqualificável o papel de murcão  oportunista a que se presta só para ganhar a vida. Não sei como é que há tantos portistas a venderem-se como prostitutas só para ganharem uns cobres, mesmo sujeitando-se a ouvir o pior sobre o F.CPorto. Isto de falar em portismo é fácil, mas às vezes tráz água no bico. O Cândido, esse, não engana ninguém. Serão as escolhas do Porto Canal, ou do FCPorto? Que rumo está a levar esta gentinha. 

Por este  andar, cheira-me que Pinto da Costa só sairá do clube quando bem lhe apetecer, quer o FCPorto perca, ou não. A  gratidão tola tem destas incongruências.

20 junho, 2019

Okey, temos toda a razão. Mas porquê não chamar o Presidente da FPF à responsabilidade?

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Fernando Gomes, um Presidente â
condição?

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou uma multa de 14.340 euros e uma suspensão de 94 dias ao diretor de comunicação e informação do F. C. Porto, por declarações no programa "Universo Porto da Bancada", do Porto Canal, relativas às arbitragens dos jogos do Benfica.
Através do Twitter "FC Porto Media", já esta quarta-feira, os azuis e brancos reagiram em seis diferentes publicações. "A maior infração que se pode cometer no futebol português é dizer uma verdade inconveniente. Francisco J. Marques foi punido com 94 dias de castigo por delito de opinião, por criticar as arbitragens que erraram a favor do Benfica na reta final da época", pode ler-se logo a abrir.
Seguiu-se, depois, nova publicação com referência ao Benfica: O diretor de Informação e Comunicação do F. C. Porto começou hoje [quarta-feira] a cumprir castigo, que termina a 20 de setembro, por emitir opiniões, apenas e só. Isto acontece na mesma altura em que há jogadores a confessarem ter sido subornados sempre pelo mesmo clube e nada acontece".

As restantes foram feitas no mesmo tom de defesa a Francisco J. Marques e ataque ao principal rival, Benfica.