02 agosto, 2020

A polícia estará sob o controle do Benfica, também?




Então, já chegamos à polícia dos tempos da PIDE? Porque é que se acobardam com as claques criminosas E NÃO IDENTIFICADAS DO BENFICA? TAMBÉM ANDAM A RECEBER FAVORES DO ORELHAS? Olhem para esta pouca vergonha senhores magistrados e só depois ousem falar de ORDEM!

A Taça que mais alegria me deu, mesmo sem ser a mais relevante do nosso museu!

FC Porto vence Benfica na final da Taça de Portugal e conquista a ...
MERECIDÍSSIMA!

Se porventura algum magistrado, ou figura pública do género me ler, e ousar puxar dos galões para me silenciar ou intimidar pode ter a certeza que não vou alterar o que penso e escrevo sobre este país. Ficam desde já a saber que o único estatuto que me merece respeito é o da integridade intelectual e profissional, e se assim não fôr, se estes valores não existirem, se apenas se contentar com o "estatuto" do poder, então é exactamente igual ao pior dos criminosos, ou mais vulgar. E por quê? Porque cabe aos magistrados fazer cumprir a lei, dar o exemplo, em vez de silenciarem os que a violam, e com assiduidade. 

Ontem, na final da Taça de Portugal, fez-se justiça, mas não foi a justiça do árbitro, que é useiro e vezeiro em prejudicar o FCPorto, foi a justiça divina. Deus, não dormiu, fez pagar caro o descaramento dos árbitros que tudo fizeram para (como tem sido costume) oferecer a Taça ao Benfica, o clube mais corrupto do país e ironicamente o mais protegido pelo regime, que em vez de premiar o mérito e a honra, premeia a corrupção e a falsidade. 

Eu, tenho vergonha de viver num país governado por homens tão fracos, e abusadores. Como se o futebol, a política (e a Banca) não lhes chegasse, com escândalos constantes, voltaram a injectar milhões na TAP sem se esquecerem de reduzir as rotas a partir do aeroporto SÁ Carneiro. Tudo se repete. Os incêndios continuam a não ser devidamente controlados e os donos incógnitos dos terrenos severamente punidos, incluindo os terrenos do Estado... A vergonha, com tragédias à mistura, onde animais e pessoas perdem a vida sem qualquer culpa, continua. Um nojo!

Tudo isto, é repugnante, e ainda é mais quando assistimos há anos à passividade dos representantes da justiça fazendo-nos acreditar que até esta se deixou influenciar pela desordem. Fico parvo por até hoje não ler nem ouvir um único magistrado a indignar-se com o comportamento da classe face a tantos crimes isentos de julgamento. É por isto que me indigna ouvir falar de orgulho os que deviam ter mais vergonha se soubessem reconhecer o lodaçal em que "vivemos".

Viva o FCPorto e a cidade do Porto, assim como aqueles que a amam mesmo não sendo do Porto. Pouco a pouco, o resto do país começa a perceber o engodo que é a comunicação social de Lisboa. Não foi por acaso que os hipócritas da SIC e da TVI decidiram falar da toxidade dos seus próprios programas sem terem a dignidade de se assumirem como principais causadores.

Todos os canais da capital fazem o mesmo. Significativo, não?

PS-Informo o anónimo que me pediu opinião sobre a justiça da expulsão de Luiz Dias que não é pergunta que se faça. Primeiro, porque não tem moral nenhuma para merecer resposta, e segundo porque ambas as faltas foram provocadas pela manha e o teatro do jogador vermelho que a simulou. Portanto devia ter vergonha de fazer esta pergunta se soubesse como é o currículo do seu clube. Ganhar assim, e marcar golos à custa dos árbitros, é fácil, mas miserável. 

Desta vez, o crime não compensou.  E o FCPorto jogou mais de 45 minutos com menos um jogador. Ponto final. 


01 agosto, 2020

Carta pertinente do Correio do Leitor no JN

Nota de RoP: 


Agrada-me saber que no JN há cada vez mais leitores com consciência plena do ponto miserável e vergonhoso a que chegou Portugal, e os indivíduos que o têm destruído. Agora, andam todos obcecados com o dinheiro que vão receber da UE, mas não são capazes de dizer como o vão aplicar. Tal como com os incêndios que nunca mais controlam, preferem dar as condolências às famílias das vítimas. É mais prático, barato, e cai muito bem...

31 julho, 2020

Queixa do FCPorto ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem resultará?


Foi à cerca de dois dias que o FCPorto apresentou uma queixa ao Estado português no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, por ter sido multado em 15.300.00 euros pelo Supremo Tribunal Administrativo. Já em 28 de Fevereiro de 2018 foi apresentada outra queixa ao mesmo tribunal e ainda não se sabe nada sobre os resultados.

Eu acho que o FCPorto devia era colocar em causa o regime português, porque está longe de respeitar constitucionalmente a democracia. Era preciso fazer saber à União Europeia que através do futebol e do poder político, o sistema democrático está completamente distorcido e desrespeitado.

O FCPorto tem as provas, e pode apresentà-las baseado na negligência dos órgãos desportivos e apoiado pela indiferença do próprio Estado. Pode ser que me engane, mas não me parece que seja o Tribunal dos Direitos Humanos a resolver estes problemas. 

Por isso, seria aconselhável que o FCPorto nos informasse o que aconteceu na primeira participação apresentada ao TDH,  até para retirarmos alguma conclusão.     

29 julho, 2020

Dois comentários de temáticas diferentes



Grande Entrevista com Ana Rita Basto - YouTube
Ana Rita Bastos
O primeiro, é o trabalho notável de serviço público, da jornalista do Porto Canal, Ana Rita Bastos, original de Amarante. Não vejo em nenhum canal de Lisboa um trabalho tão bem elaborado, competente, e frontal, que se compare ao desta jovem no que concerne a situação global da actualidade, a pandemia do Covid 19.  

Fá-lo, com raro apresto e extrema correcção com as pessoas que entrevista de todas as áreas, que vão da saúde, à política, e sem receio de as embaraçar. A sua educação é tão cristalina que até hoje ainda não vi ninguém que não correspondesse à sua manifesta simpatia.


Há muito que tenho vindo a observar o seu trabalho. Não foge a abordar os problemas do centralismo e destacar a regionalização, que outros tanto evitam. Acho que merece ser premiada pelo trabalho que está a fazer. Deixo-lhe aqui os meus sinceros parabéns!



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APITO ABENÇOADO| Francisco J. Marques denuncia esquema de ...
Francisco J. Marques
O segundo comentário vai para os vários protagonistas do programa Universo Porto de Bancada, que embora também tenham feito um grande trabalho, censurando e denunciando os autores das vigarices do clube do regime, pecaram por censurar pouco o poder político que continua a fazer de conta que não é nada com ele. E, é! 

Quando as autoridades desportivas são cúmplices dos infractores das leis, então quem tem o dever de interferir é o Estado, e o Estado tem como máximos representantes o presidente da república e o primeiro ministro. 

Claro que competiria ao presidente do FCPorto fazer essa exposição, e sem papas na língua, porque é quem está no topo hierárquico do FCPorto, mas como não está para aí virado, arrisca-se a que esta trupe de corruptos repita para o ano as golpadas de sempre, com os árbitros a darem a ajuda do costume. Não foi por termos vencido o campeonato que os roubos não deixaram de ser concretizados. Umas vezes mais descarados e outras menos. Mas aconteceram. Até no último jogo com o Braga. 

16 julho, 2020

Houve Campeão, e um Campeão merecido...


FC Porto sagrou-se campeão nacional

...apesar dos altos e baixos da produção da equipa. Em circunstâncias destas e num ambiente altamente discricionário como é o do futebol português, foi um grande feito o do FCPorto.

Isto, vale por dizer que não foi por ter sido muito crítico com o presidente do FCPorto que não reconheço o esforço, e a dedicação do treinador e de todos os jogadores, independentemente de nem sempre se jogar bem. Sem esquecer as péssimas condições da pandemia que domina o mundo.

O que escrevi sobre o modo de Pinto da Costa gerir o FCPorto, no sentido defensivo, mantenho. Veremos se a justiça vai levar os julgamentos do clube do regime até ao fim, e na sua totalidade, incluindo o castigo merecido ao respectivo clube. A justiça em Portugal é muito lenta e incompleta com os grandes criminosos. E se falarmos da justiça desportiva é um caso de polícia.

Viva o FCPorto, viva o Porto cidade!

12 julho, 2020

Muita Alegria e muito Civismo, será a melhor forma de comemorarmos, se formos campeões!


Caso o FCPorto vença este campeonato (tão estranho e atípico), faço votos que os nossos adeptos que tão bem se têm comportado, continuem a manter-se assim, para evitar que os nossos inimigos (eles não sabem ser só adversários) façam as sacanices habituais e com isso nos criem problemas. 

Temos de continuar a ser civilizados, apesar da euforia das comemorações. Evitem grandes aglomerações, e respeitem as autoridades como é costume, e tudo vai correr bem. 

Saúde, antes de tudo!

10 julho, 2020

Só falta um ponto! Quem diria?

Depois do empate do Benfica, o F.C. Porto está a um ponto de ser campeão nacional
Adeptos eufóricos festejam um troféu
que não irá fugir certamente


Não obstante o futebol intermitente de Sérgio Conceição, que conduziu a equipa do FCPorto a uma instabilidade frequente, a verdade diz-nos que, apesar disso, e das contínuas vigarices do clube do regime , o nosso clube foi,  a que jogou com mais determinação e dignidade. Assim sendo, mesmo que faltando um simples pontinho para ganharmos este campeonato, é justo felicitar a equipa, o treinador e mesmo o presidente. Não fui seu apoiante nas recentes eleições para o cargo, mas o que é verdade e factual ele foi reeleito. Paciência. Esperemos que o futuro não seja madrasto.

Viva o FCPorto!

Ainda não ganhou nada, mas um ponto vai ganhar seguramente.

PS-Fabio Vieira (lembram-se de o ter destacado por o SC não o lançar mais vezes?), é mais que um jogador de futuro, é jovem sim, mas já um jogador do presente. Inteligência e técnica não lhe falta.

Fabio Vieira, um craque modesto

30 junho, 2020

Neill Lochery e a cidade do Porto. Lisboa, não tenhas ciúmes, fica-te muito mal



Neill Lochery, autor e historiador escocês, doutorado em Ciências Políticas pela Universidade de Durham e responsável pela cadeira de Política Israelita na University College of London, acaba de publicar o seu mais recente livro que se intitula "Porto, a Entrada para o Mundo".

Este volume oferece uma narrativa dos mais destacados acontecimentos que ocorreram na Invicta. Foi para falar sobre este livro que acaba de ser lançado que se reuniu num hotel da Baixa do Porto com uma equipa da Notícias Magazine (NM). O Porto. Apresenta-lhe excertos desta entrevista, publicada hoje no NM.

Ficamos a saber que o título do livro "Porto, a Entrada para o Mundo" é o empréstimo de uma expressão utilizada pelo então Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, aquando da sua visita ao Porto em agosto de 1998 e foi escolhida por Neill Lochery porque "resume na perfeição o que é o Porto. A ideia de que é muito mais uma porta de entrada do que uma porta de saída é uma das razões que explica a atração dos que escolhem a cidade como base temporária ou permanente".

Nesta entrevista à Notícias Magazine, o autor fala ainda do papel subestimado do Porto na História de Portugal, do sentimento de identidade do Porto e de pertença a Portugal; aborda ainda o facto de "se trabalhar mais no Porto do que em Lisboa", o centralismo e a questão do turismo, e ainda a possibilidade de um presidente independente ser eleito para a Câmara Municipal de Lisboa.

Neill Lochery indica, nesta entrevista, que o seu objetivo foi "escrever um livro envolvente usando diferentes tipos de fontes que ajudassem a explicar de forma interessante a história da cidade sob diferentes pontos de vista das suas influências. A minha esperança é que as pessoas se revejam num livro de história que as atraia ao Porto."

O ponto de partida para uma leitura atenta deste livro pode muito bem ser a sinopse, que lê "Porto, a Entrada para o Mundo" como "um vibrante centro comercial e cultural, que se orgulha das suas ligações históricas com o mundo exterior".

Foi no ainda encerrado Hotel Infante Sagres, na Baixa do Porto, (que abriu em exclusivo para a realização desta entrevista) que o famoso autor se reuniu com a Notícias Magazine para apresentar o seu mais recente volume dedicado ao Porto.

Lochery confessa que apesar de ter escrito muito sobre Lisboa, se apercebeu da importância da cidade do Porto enquanto fazia investigações para livros anteriores, especialmente no que diz respeito ao Liberalismo. A pesquisa para este livro, agora lançado, teve início há dois anos em Inglaterra e depois já em Portugal para "aprofundar conhecimento" sobre as guerras liberais e absolutistas entre D. Pedro e D. Miguel.

De facto, Neill Lochery afirma à NM que um dos aspetos mais marcantes do livro que agora foi publicado e que "marca a personalidade do Porto", foi a guerra entre aqueles dois monarcas que tinham entendimentos diferentes sobre o exercício do poder, e que demonstra "a noção de resiliência dos portuenses, da sua necessidade de sobrevivência durante o cerco da cidade (1832-1833)".

Terminada a guerra, Lochery salienta que aconteceu "um movimento ao contrário", ou seja, segundo o historiador escocês, no Porto, "foi o começo de algo novo, de inúmeras batalhas entre diferentes grupos liberais sobre a Constituição, (...). E o interessante foi que esses debates sobre a Constituição não tiveram lugar em Lisboa, a capital onde estavam e estão o poder e as elites, mas no Porto", refere Neill Lochery.

Sobre se o papel do Porto na História de Portugal é subestimado, o reputado escritor atira um "claro que sim" e afirma que "muita da política de Portugal passou-se no Porto".

Lochery acrescenta, também, que outra das questões essenciais em relação à Invicta está relacionada com a questão republicana. "A primeira tentativa de derrubar a monarquia aconteceu no Porto a 31 de janeiro de 1891, quando os mais importantes movimentos políticos estavam lá centrados".

À questão sobre se o Porto será a cidade mais britânica de Portugal, Neill Lochery sugere a observação da arquitetura na cidade para afirmar que "olhando para alguns edifícios como o Palácio da Bolsa ou o Hospital de Santo António, é fácil imaginarmos que estamos em Edimburgo (...) ou em qualquer cidade do norte de Inglaterra".

Um outro aspecto que o escritor ressalta é o facto de que "geralmente as cidades têm um estilo único e o Porto é muito eclético".

O que o leva a concluir, na mesma entrevista, que "cosmopolita talvez não seja a palavra mais adequada" para classificar o Porto; para Lochery, "é mais uma espécie de sentimento europeu, mais até do que Lisboa, o que vem, lá está, da arquitetura e de como a cidade foi sendo ordenada ao longo dos tempos".

Além disso, para o historiador escocês, o "sentimento britânico" que o Porto sempre demonstrou no passado, "ainda permanece, nomeadamente na personalidade dos portuenses. Para as pessoas do Porto, o trabalho é encarado como a parte central da vida", referindo a título de curiosidade que "uma das primeiras coisas em que reparei quando cheguei ao Porto foi nos tempos das horas de ponta no trânsito, que são muito mais cedo do que em Lisboa. No Porto há uma cultura de empreendedorismo e de trabalho mais atrativa para estrangeiros que queiram investir em Portugal".

Acerca da relação do Porto com o turismo, Neill Lochery afirma que ao contrário de Lisboa, que se "tornou turístico-cêntrica", tendo sido "quase varrida pelo turismo", o Porto "teve mais cuidado nessa matéria".

Apesar de Portugal ser um país cuja dimensão geográfica não é muito extensa, Lochery considera que portuenses e lisboetas "são diferentes"; para o autor, "as pessoas do Porto estão mais comprometidas com o resto do país, ao passo que em Lisboa são mais centradas nelas próprias e na cidade" e acrescenta que "isso explica muito o centralismo do país". Fenómeno que surpreendeu Lochery, porque "não vejo pessoas no Porto a tentar declarar a independência da cidade e da região".

Para o professor de Ciência Política, "são questões históricas que continuam e que vão continuar na ordem do dia", exemplificando que "ainda recentemente houve um confronto público entre a Câmara do Porto e o Governo por causa da TAP".

O professor foi desafiado a clarificar se é verdade que existe "a identidade do Porto" ou não seria esta afirmação um cliché; ao que retorquiu "claro que existe! O Porto é muito distinto de Lisboa. É como estar em Portugal sem estar em Portugal", e prosseguiu afirmando que "apesar dessa forte identidade" ou de se afirmar na Invicta que "o Porto é uma nação", o "sentimento de pertença a Portugal é enorme".

Uma vez que o atual presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, se apresentou às eleições autárquicas como independente, tendo conquistado o seu segundo mandato com maioria absoluta, a NM perguntou a Neill Lochery se um candidato independente poderia ganhar as eleições autárquicas em Lisboa; o autor de "Porto, a Entrada para o Mundo", responde que "não tenho a certeza que um presidente independente pudesse ser eleito, até porque a Câmara de Lisboa funciona como catapulta para um cargo de relevo a nível nacional".

Neill Lochery participa em numerosas palestras por todo o mundo, é comentador regular em assuntos internacionais e tem inúmeras publicações na imprensa internacional, incluindo o Wall Street Journal.

Nota de RoP:
Para quem ignore o significado de ecletismo, talvez interesse saber o que consta do velhinho e reputado dicionário de Augusto Moreno sobre a palavra:

Sistema filosófico que consiste em escolher o melhor de qualquer doutrina ou sistema, com bom critério.

19 junho, 2020

Homens, cães e medos

Pandemia melhora imagem de António Costa. Marcelo perde ...
Nem um, nem outro, merecem
o lugar que têm. Uma verdadeira anedota


Gosto de animais, sobretudo de cães. Tenho uma particular empatia com eles, mesmo com os animais de outras pessoas. Às vezes acontece encontrar alguns, muito chatos, devido ao excesso de mimo que os donos lhe dão talvez por não saberem lidar com eles, tornando-os agressivos. Depois, se precisam de os controlar quando fazem disparates e mordem pessoas, ou outros animais, já é tarde para que eles obedeçam quando é preciso.   

Curiosamente, há uma certa afinidade entre o comportamento dos cães e de certo tipo de pessoas. Se lhes damos demasiada confiança antes de os conhecer bem, tal como os cães, a tendência é para abusarem. Recordo-me de uma cena ocorrida já há alguns anos quando me preparava para passar o portão da casa de um indivíduo que ainda não conhecia pessoalmente (ia em trabalho) que no momento de passar o portão onde atrás se encontrava um cão (Lobo de Alsácia) me alertou para não avançar porque ele podia morder, eu não obedeci porque instintivamente pousei a mão naturalmente na cabeça do animal que logo sentiu que eu não ia ali por mal. Os cães são assim, eles desconfiam quando o faro detecta o medo, e nesses casos podem morder mesmo. Claro que nem todos são assim, é preciso ter cuidado, mas não mostrar medo. Alguns foram "treinados" pelos próprios donos para serem agressivos, mas grande parte das vezes, mal. 

Vem esta cena a propósito do medo que se instalou nas gentes do Porto (e do Norte) com o poder político e judicial, quando as causas desse medo deviam servir de bálsamo para lhes revigorar a coragem. Está provado e comprovado que há uma incontestável intenção de prejudicar o Porto,e tudo o que possa relacionar-se com a cidade e região. Todos os nortenhos (excepto os que se renderam às "leis" da capital) sabem que há um intuito claro de nos fazer a vida negra. Um observador razoável não precisa de mais provas, eles expoem-nas constantemente em doses industriais.

O centralismo é discriminatório, feroz e descarado. Se fizermos uma pequena súmula, se nos lembrar-mos das promessas do 1º.Ministro, das tretas do Infarmed, da TAP, das vigarices da FPF, da história da Champions League no Dragão, da "Descentralização", da roubalheira no futebol, dos árbitros, da passividade da Justiça, só para falar das mais faladas, e acima de tudo da complacência das duas figuras estatutariamente mais relevantes do Estado, temos boas razões para os repelir, chamando-os à liça, combatendo-os. Por que não fomos já para a rua? E quando digo já, refiro-me há mais de um ano atrás porque agora eles vão agarrar-se à pandemia para justificar a inacção. É certo.

Nós sabemos que eles não são democratas, nem sérios, e a Europa precisa de saber disso, porque até prova em contrário, a UE não deve aceitar na organização do seu grupo países com tiques ditatoriais como aquele em que se tornou Portugal.

Por que havemos de pagar impostos se já nos estão a roubar? E os fundos da Europa que foram desviados para Lisboa quando deviam vir para o Norte? Mas que balbúrdia é esta? Que direito têm estes tipos de fazerem o que lhes vai na gana se ultrapassam demais as normas do bom senso, e da justiça? Que respeito merecem? Para mim, nenhum. Se quiserem que eu o diga em tribunal que avancem, eu não retiro uma vírgula do que aqui escrevo, porque nada disto é falso!

Quando a pouca vergonha das cartilhas, e toupeiras, saiu a público (não pela justiça, mas por mérito da colaboração que Francisco J. Marques prestou à PJ para investigação) e que estes aceitaram logo por considerarem válidos os comprovativos que lhes foram entregues, escrevi aqui na forma de aviso que se nós deixássemos marinar o caso, se continuássemos passivos, tudo iria agravar-se. Foi o que aconteceu. Se me disserem que os corruptos estão agora mais brandos, é mentira. Agiram tal e qual como agem os animais quando se lhes dá demasiada confiança, ou se pressentem medo (como os cães) e não se sentem ameaçados.

Ou seja, a partir de uma certa altura devia ser ao Governo, e ao Chefe de Estado, a quem devíamos pedir explicações perfeitamente pertinentes. Começava-mos por lhes perguntar (obviamente com ironia), se  sabiam o que se estava a passar, e se dissessem que sim, por que é que ficaram em silêncio sabendo tão bem como nós que o processo estava parado, sem qualquer justificação pública.

Infelizmente, Pinto da Costa voltou à estaca zero da luta. Ainda há pouco ganhou as eleições e o silêncio mantem-se. Enganou os portistas, mesmo os que votaram nele. Não faço ideia onde está a sua prometida luta na campanha eleitoral, que não se vê nem cheira. Fomos nós, eu, e outros portistas que discordaram da sua recandidatura à presidência que tínhamos razão.

Ele já não luta pela vida do FCPorto (que é dos sócios e dos adeptos), ele luta por ele próprio, e pela família. Seria normal e comprensivel se o FCPorto fosse propriedade sua ou uma empresa privada. Mas não é, felizmente.

Portanto, a família do FCPorto é a massa adepta não é a família do presidente.

PS-Recomendo aos leitores honestos do Renovar o Porto que vejam uma pequena entrevista no Porto  Canal feita ao ex-vereador da Câmara M. do Porto, Paulo Morais, o único homem que anda a estudar os crimes de corrupção deste país que fala sem papas na língua. 

O Programa pode ser visto às 00H00 do dia 20/06, ou às 07H30 do mesmo dia e chama-se "Porto Beats". Tal como eu aqui, responsabilisou também o 1º Ministro e o PR pelo que se está a passar.




17 junho, 2020

FCPorto, mais 2 pontos perdidos

O golo de Fábio Vieira que colocou o FC Porto em vantagem na final ...
Fábio Vieira e Tomás Esteves


Vá lá que ontem o Xistra não esteve nos dias mais nojentos da sua "performance". Deixou passar em branco algumas faltas para cartão vermelho aos jogadores do Aves, marcou um penaltie a favor do FCPorto que não me pareceu muito evidente, mas ainda bem que o Zé Luís não concretizou senão lá teríamos o choradinho do costume da comunicação social corrupta. 

O que é de lamentar é  a incapacidade de uma grande maioria dos nossos jogadores para marcar penálties (e rematar à baliza), o que revela que não estão a ser devidamente treinados para esse fim. Ou então, é um problema de incompetência técnica dos próprios jogadores. Enfim, só Sérgio Conceição saberá.

Arbitragem à parte, a equipa do FCPorto está a mostrar muitas dificuldades a jogar e a marcar cedo quando é necessário, o que torna os jogos sempre muito difíceis. As equipas adversárias mais frágeis jogam com o FCPorto sempre com o ferrolho na defesa, fechadas e muito agressivas. Além disso, não compreendo que SC não seja mais ousado a lançar os jogadores da formação mais promissores. O Fábio Vieira é, na minha opinião, o jogador tecnicamente mais completo do plantel da formação. Apesar de ser fisicamente franzino é consistente e tem uma grande capacidade de drible que a par da qualidade de passe e remate poderá compensá-lo dessa aparente vulnerabilidade.  Outro que lhe segue o talento e tem um grande sentido de oportunidade para marcar golos é o Fábio Silva, que aliás já marcou no Dragão. Enfim, se o treinador tem receio que a inexperiência destes jogadores o comprometa, não se compreende então que insista em meter o Marega (que está nitidamente em baixo de forma) e mesmo em Zé Luís que está a revelar-se muito pouco eficaz. Sinceramente, acho que SC esteve muito mal ontem, apesar de ter o plantel carente de Alex Telles (sem dúvida o melhor jogador do plantel) e Manafá.

Resumindo, ainda nada está perdido, mas como ontem aqui escrevi, o FCPorto continua a não reagir aos esquemas mafiosos da Comissão de Arbitragem que indiscutivelmente apoia o Benfica, e não o deve fazer, é uma vigarice que compromete o próprio Estado e quem o representa. Para mim, não há dúvida sobre isso. Não temos Governo, nem Presidência na República. É como se não existissem para mim, mas ocupam os cargos "legitimamente" porque os portugueses votantes contentam-se com qualquer habilidoso para representar o país no seu todo.