Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

Vegetarianos

                                                                                   "O vegetariano, porque tem de sobreviver, acaba por comer. Mas sempre um pouco contrafeito, com a mesma indiferença de quem faz algo porque tem de ser e não porque isso seja, como é de facto o comer, uma das essências do existir. 

A verdura promove-lhe um fácil trânsito intestinal, o que o leva a defecar bastas vezes numa só jornada. Podia isto ser uma mera consequência da sua dieta, mas não: erige-a em virtude, chegando mesmo ao comentário, que tenho ouvido a praticamente todos os vegetarianos, de que o bolo fecal é de melhor qualidade do que o dos comuns comedores de animais. Se bem que não dê, por causa da ascese que é o vegetarianismo, grande importância ao comer, atribui grande centralidade ao cagar: invertendo a hierarquia dos orifícios, valoriza mais o labor que dá ao de baixo do que o prazer que dá ao de cima".

[De: Luís Fernandes/Porto24]

Ler a crónica completa aqui.

le metéque - george moustaki

Marques Mendes anuncia fusão de autocarros e metro em Lisboa e Porto



Marques Mendes anuncia fusão de autocarros e metro em Lisboa e Porto


Marques Mendes, revelou, quinta-feira à noite três fusões em preparação pelo Governo, inseridas numa reestruturação do sector dos transportes.

"A fusão da Carris como Metro de Lisboa. Acho muito positivo. Segundo a fusão dos STCP do Porto com o Metro do Porto, acho na mesma linha de coerência muito positivo. Em terceiro lugar a fusão da Transtejo com a Soflusa, porque temos duas empresas a fazer basicamente a mesma coisa", disse Marques Mendes, em declarações à TVI24.

"Se houver coragem como eu julgo que está previsto, julgo que isto são princípios muito positivos", considerou Marques Mendes.

Revelações que surgem horas depois de o Conselho de Ministros ter aprovado, quinta-feira, "as principais linhas no sector das infra-estruturas e transportes" para os próximos quatro anos. 

 Documento que deverá ser apresentado, esta sexta-feira, no Parlamento pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.

 Segundo a informação disponível na página do Parlamento na Internet, a audição, pedida pelo ministro que tutela a área dos transportes, está agendada para as 16 horas, na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas.

Nota de RoP
Consta que esta marionete se reformou com 55 anos, e sabe-se que é remunerado para emitir uns sons num canal de televisão. O  que ainda não sabíamos é que era porta-voz do Governo. Faz todo o sentido, em tempos de austeridade . E faz mais sentido ainda porque este é  um homem de sucesso. Ah! O melro não é nada populista. É muito, mas muito pragmático, e sábio. Um potentado, enfim!














Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

Quantidade não é qualidade

Sempre que publico neste espaço crónicas dos jornais, é porque as considero interessantes para os leitores, particularmente para aqueles que não tiveram oportunidade de as ler. Nalgumas ocasiões, é também por falta de tempo ou de disposição para fazer os meus próprios artigos. Não tanto por falta de assunto, porque hoje em dia temos tanta informação, sobre tão poucas coisas boas, em contraste com as negativas, que podíamos passar o resto da vida a escrever sobre elas. E é sobre o excesso de informação negativa e aquilo que podemos fazer para a inverter, que começo a ter dúvidas sobre a sua bondade. A propósito, aqui está mais uma que se enquadra naquilo que acabo de dizer. Diz directamente respeito aos portuenses, e à sua saúde.

Embora conscientes que não existe evolução sem efeitos secundários, enquanto Pessoas, seria nosso dever perceber até que ponto estes últimos destroem a própria concepção de progresso. A massificação dos media e os interesses que em seu torno gravitam, têm sido os principais responsáveis pela degradação ideológica e ética da própria sociedade. Os povos ocidentais [e de outras latitudes], paulatinamente, têm vindo a ser formatados para pensar e decidir de acordo com estereótipos ditos globais, essencialmente de origem anglo-saxónica [sobretudo norte-americana]. O cinema e a televisão, os concursos, os reality-shows, e o tipo de programação, como sabemos, são predominantemente de influência norte-americana.  Actualmente, mais do que nos anos 60 e 70, décadas onde a música  e o cinema americanos eram partilhados com a França, Itália, Inglaterra, Brasil e até com a Espanha, a cultura europeia deixou de ter qualquer visibilidade. Podemos mesmo afirmar, sem receio de escandalizar ninguém, que nesses anos, e desse ponto de vista, em Portugal e noutros países, culturalmente, respirava-se muito mais democracia. Nesse aspecto, éramos bem mais ricos. A globalização não é propriamente uma fonte de virtudes.

A quantidade e o tamanho sobrepuseram-se à ideia de qualidade. O mais, tomou  conta do melhor. Temos mais canais de televisão, mais agências de notícias e nem assim vivemos bem informados. Se sintonizarmos o canal Odisseia, ou o Discovery e os misturarmos com os noticiários "nacionais"  e internacionais, ficamos com a cabeça cheia de coisas sem saber bem o que fazer com elas. Informação, democracia e liberdade não valem grande coisa se vivermos 50 anos sabendo que na Etiópia e no Quénia morrem por dia milhares de crianças à fome, se passados outros 50 anos continuarem a morrer milhões. Assim como nada vale um belo discurso de um Presidente da República se for, como costuma ser, inconsequente, ou ter um governo que promete e logo a seguir não cumpre [como tem sido a escola seguida]. Isso é pura fraude, sem utilidade pública.

Enfim, contentarmo-nos com o constatar dos factos não enche barriga ao povo, nem é sério. A uma constatação, numa República digna desse nome, deve obrigatoriamente seguir-se uma reacção, mas o que a realidade nos diz é que a acção quando surge atinge sempre o mesmo alvo: o povo. E  quase sempre para o prejudicar.

É de qualidade, em todos os sentidos, que Portugal precisa. A começar pela Humana. E de uma boa vassoura, para varrer o lixo contaminável.

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

RTP faz subir a tensão arterial


O meu consumo de televisão em directo resume-se a alguns jogos de futebol e a umas espreitadelas ao que vai passando ao longo do dia de trabalho nos canais de notícias.

Os filmes prefiro vê-los no Arrábida Shopping, que tem as melhores salas do país e onde não fazem intervalos. Mas estou cada vez mais freguês de séries, que ponho a gravar para ver nos tempos livres das minhas folgas.

Agora, enquanto espero pelas novas temporadas de "Lie to Me" e "The Body of Proof" (desde que fez de enfermeira McMurphy, na Praia da China, tenho um fraquinho pela Dana Delany), a minha série dramática preferida é "The Good Wife", que recomendo vivamente.

Apesar de não passar muitas horas por dia em frente ao ecrã, chamou-me a atenção a notícia de um estudo de investigadores universidade de Queensland (Austrália) que concluíram que ver televisão faz mal à saúde.
Estes especialistas quantificaram os perigos de uma forma alarmante: por cada hora em frente a televisão estaríamos a sacrificar 22 minutos de esperança de vida.

Atendendo ao facto de, segundo a Marktest, cada português passar em média 3h29m40s a pastar em frente à televisão, a conjugação destas duas estatísticas seria terrível ,em termos da nossa esperança de vida, mas animadora do ponto de vista da sustentabilidade futura da Segurança Social, que assim evitaria o risco de ruptura face ao previsível crescimento exponencial do contingente de reformados.

Só não fiquei assustado por duas razões. O estudo australiano parte do princípio que o pessoal que vê muita televisão leva um estilo de vida sedentário, o que não é obrigatório. Mais. Não acredito muito nas estatísticas da Marktest, desconfiança partilhada pelos canais de televisão, anunciantes e agências de publicidade que decidiram entregar, a partir de Janeiro, o estudo das audiências à GfK, que vai usar uma metodologia nova e mais fiável.
Mas pensando melhor, conclui que mesmo vendo-a muito pouco, a RTP tem sido muito prejudicial à minha saúde.

Faz-me subir a tensão arterial saber que um administrador da RTP gasta 700 euros/mês em telemóvel, ou seja mais ou menos o salário médio mensal dos contribuintes portugueses que lhe pagam o salário.

Chateia-me saber que o salário anual médio dos trabalhadores da RTP é superior a 40 mil euros, ou seja cada um ganha em média dois mil euros limpos por mês.

Até sinto um aperto no peito ao saber que em oito anos, entre indemnizações compensatórias, dotações de capital e contribuição audovisual, a RTP já nos custou dois mil milhões de euros*, dinheiro que chegava para fazer o TGV para Vigo, e ainda sobravam 500 milhões.

Dói-me na alma saber que este Governo, que prometeu privatizar a RTP, nos vai pôr a abater 520 milhões do passivo desta empresa. Sai a 52 euros por cabeça, bebés de colo incluídos.

A RTP faz -nos mal a saúde e ao bolso. Quanto mais depressa nos livrarmos dela, melhor.

* Nota de RoP
É claro que, na óptica  da anafada prole da RTP, tudo isto não passa de demagogia do autor, todos eles merecem a boa vidinha que levam, mesmo que à custa do proxenetismo infligido  sobre os nortenhos, a quem continuam a tratar abaixo de cão... É tudo gente de bem. E nota-se... Setecentos euros em chamadas telefónicas bate certo com o discurso de contenção e sacrifício, que ouvimos 24 sobre 24 horas. 

Mas que mania esta, de nos quererem dar permanentementes provas de coerência!

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Ligação de Salamanca ao porto de Leixões trará cargas de Castela y Léon



Na sequência de um longo processo de aproximação e conhecimento recíproco e que havia já dado lugar à celebração de um protocolo, o porto de Leixões, através da APDL, e a Zaldesa – Zona de Actividades Logísticas de Salamanca, assinaram ontem, naquela cidade um Acordo visando uma recíproca presença nas respectivas plataformas logísticas. 

Em concreto, a APDL disponibilizará uma área de cerca de 5.000 metros quadrados para instalação da Zaldesa na sua Plataforma portuária e, em contrapartida, Leixões irá dispor de um espaço na Plataforma Logística de Salamanca, incluindo a possibilidade de vir a participar no capital da Zaldesa. 

Sempre numa perspectiva de intercâmbio, incremento comercial e reciprocidade de vantagens, o porto de Leixões pode agora alargar o seu hinterland a uma Comunidade Espanhola com a dimensão de Portugal e Castela y Léon passa a dispor, num porto de mar com a importância de Leixões, de um espaço logístico fundamental para apoio das suas importações e exportações.

O acordo foi firmado pelo engº. João Pedro Matos Fernandes, pela APDL, e por D. Fernando Alonso, pela Zaldesa, na presença do Alcalde de Salamanca e do Director Geral de Transportes de Castela y Léon.

[Fonte: APDL/Porto de Leixões]


Marinho Pinto, um bastonário "populista"...

Descansem os ingénuos, que a zelosa RTP, que tão empenhada anda a ensinar os portugueses a escrever brasileiro, jamais ousará esclarecê-los sobre o actual significado de algumas palavras da língua original, que o tempo, e a acção de homens mal formados, trataram de falsificar. Embora o Prós e Contras tente demonstrar o contrário, hoje, a RTP, representa inquestionavelmente a voz do regime, e só fará aquilo que o regime lhe permitir. 

Mas se a RTP não faz aquilo que lhe compete para informar o público, nós sempre podemos fazer alguma coisa nesse sentido. 

Há um substantivo muito usado pelos políticos, com vários significados, e que seja ele qual for, é invariavelmente distorcido pelos ditos cujos. Querem ver? 

Fui ao dicionário de Augusto Moreno procurar o substantivo "populismo" e só encontrei "populista", que dizia significar: "pessoa amiga do povo".  Já no Wiquicionário, sobre populismo li o seguinte: "estilo de fazer política, que consiste no uso de promessas demagogas, insuflações regionalistas, e atribuição de rótulos aos adversários eleitorais, com vistas a criar um clima de messianismo e segregacionismo político, de modo a beneficiar o seu praticante".

Agora, a título comparativo, façamos o seguinte exercício: quando ouvimos certas figuras públicas ligadas à Justiça, ao Ministério Público, ou à clã de advogados ricos falar [mal]  do bastonário Marinho Pinto, a qual tipo de populismo acham que se estão a referir? Ao indicado no Augusto Moreno, ou no Wiquicionário?

Claro, que já conhecem a resposta. Mas, acham honestamente que a versão do Wiquicionário corresponde à realidade Marinho Pinto? Encaixará ele no quadro de demagogo? Não me parece... Pessoalmente, o meu instinto é inverso. Quando vejo ou leio alguém a atacá-lo com aquela ambiguidade de quem quer dizer muito sem dizer nada, reactivamente, imagino como será o volume de tramóias e cumplicidades proveitosas constante do currículo secreto do acusador...

Em boa verdade, não precisava deste longo preâmbulo para vos convidar a interpretar a palavra populismo pela versão do dicionário Augusto Moreno - que é a que me parece mais correcta -, sobretudo para vos recomendar vivamente a leitura  desta crónica   do bastonário Marinho Pinto.

Sábado, 1 de Outubro de 2011

Recibos verdes, quem nos obriga a aceitá-los?

Lá vou eu, outra vez, dizer coisas que algumas pessoas não gostam, e outras não estão habituadas a ouvir. Mas, sinceramente, no fundo, no fundo, os meus amigos incomodam-se com isso? Afinal de contas, sem querer ter a pretensão de ser original, não estamos nós cansados de ouvir gente graúda, mas oca, a dizer sempre a mesma coisa? A propósito, será que vocês ainda perdem o vosso precioso tempo a ver programas como o "Prós e Contras"? Eu passo. Se querem que vos diga já esgotei a minha opinião sobre o assunto em vários posts.

Politicamente, ou melhor, partidariamente, nunca cheguei a engajar-me em nenhum partido político. A única vez que o fiz, foi recentemente, no Movimento Pró Partido do Norte, que era a única força política nacional que se propunha defender claramente a Regionalização, e só por isso [e "isso" vale muito para mim] me senti motivado a apoiar o partido dentro dos meus condicionalismos. Os outros, incluindo os da oposição, não me inspiraram confiança porque pouco ou nada fizeram  pela causa regional. Um enérgico X sobre todos eles tem sido a minha linha de voto dos últimos anos. Agora, digam-me lá como é que pessoas como eu se sentem quando ouvem os políticos a atribuir as culpas pela situação miserável a que nos conduziram a:"todos nós"... É de trepar pelas paredes!

Bom, mas não é isto que acabei de dizer que vocês não estão habituados a ouvir, é outra coisa. Por exemplo, há dias houve um comentador anónimo [mas quando é que eles perdem o medo e se decidem a dar o nome], que a propósito da reformulação do Porto Canal teve a preocupação de denunciar uma situação que infelizmente é comum em Portugal que foi informar-me [em comentário que não publiquei por conter spam], que os colaboradores da estação de tv recebiam pouco mais que o salário mínimo e estavam a recibos verdes. Ah! Espanto? É claro que não! Vasculhem bem por aí e vão ficar vacinados contra esse "novo" sistema [esquema, assenta melhor] de pagamento. Até em escritórios de advogados é moda corrente. E depois?

A resposta é dura, mas simples: acontece porque há sempre quem aceite trabalhar nessas condições. A partir daí, começa a espiral de cedências e facilitismos que de certa maneira são também responsáveis pela regressão da qualidade de vida das populações de todo o Mundo, incluindo da velha Europa que devia estar, de longe, à frente dos outros Continentes em matéria de regalias sociais, qualidade de vida e direitos humanos. É claro que, habituados que estamos a encarar o direito ao trabalho como uma corrida onde vale tudo para chegar primeiro, os empresários sem escrúpulos podem ficar descansados que terão sempre alguém disponível para receber 100 quando a outro pagaria 200. Com os recibos verdes é a mesma coisa. As pessoas, condicionadas pelas dificuldades de encontrar emprego [sempre existiram e vão piorando], aceitam ser pagas a recibos verdes e por este andar até sem recibo. É tudo uma questão de tempo e demonstrar ao patrão o mesmo medo que as pessoas assustadiças sentem pelos cães, que o mais certo é serem "mordidas".

Parece que já estou a ouvir algumas vozes ralharem: "é tudo muito lindo, mas se eu não aceitar, alguém aceitará por mim, e depois não consigo arranjar trabalho". Okey, é embaraçoso, quase irrealista, deixar de vos dar "alguma" razão, mas não estará nesse primeiro raciocínio o pecado original? Já imaginaram se as pessoas tivessem coragem de ir a uma entrevista de emprego, apresentáveis, mas sóbrias e seguras de si, sem a preocupação de "agradar" ao patrão, que leva inclusive algumas mulheres a produzirem-se como prostitutas para ganharem o lugar? Afinal de contas, uma entrevista entre patrão e empregado é um negócio que deve - agora, mais do que nunca -, ser encarado como outro qualquer. Se ao patrão cabe a última palavra, e só ele saberá que padrões curriculares e humanos exige para seu colaborador[a],  ao empregado cabe o direito de se informar da empresa e até do próprio patrão, e de aceitar ou não, as condições de trabalho que este lhe propõe. Utopia, isto? Eu respondo-vos com uma afirmação perfeitamente ao alcance de qualquer ser humano: não é utopia, só depende de nós! É possível inverter o sentido regressivo e submisso desta espiral. É possível dizer, muito obrigado senhor, mas eu não aceito as condições de trabalho que me oferece.

Agora, façam o favor de pensar sobre o assunto e de imaginar as consequências futuras desta nova forma de encarar o trabalho e digam-me se não será esse o melhor caminho para o dignificar.

Sinceramente, só com novas mentalidades, com novos paradigmas do direito ao trabalho, é que o empresariado português assentará de vez no século XXI. A crise devia servir de mola para dar esse necessário pulo. Mas, agora caí na realidade [sem pessimismo], com políticos a discutirem o RSI como bandeira eleitoral, é bem provável que o possível seja mesmo um mito. 

INFORMAÇÃO II

Caros leitores/comentadores,

Volto a informar-vos que, por razões que me ultrapassam, estou a receber alguns comentários com aviso de spam. Paralelamente, verifico que o computador não está a funcionar com a mesma velocidade, o que me força a optar pela eliminação desses comentários, por questões de segurança.
Ao anónimo que se referiu ao pagamento a recibos verdes do pessoal [licenciado] que trabalha no Porto Canal, só lhe posso sugerir é que tente de novo o comentário, porque tanto o primeiro como o que recebi agora fazem parte dos que continham spam.

Obrigado pela vossa compreensão