13 dezembro, 2007

De novo, o ódio de Pacheco Pereira

Outra dúvida que não tenho, é sobre o desprezo que Pacheco Pereira dedica à terra de onde consta ser originário.

Este político arrogante, tal como o seu fiel amigo Rui Rio, é dos portuenses mais atípicos que a cidade já conheceu.

Hiper-convencido dos seus dotes intelectuais (que alguns lhe reconhecem), deixa-se trair amiúde pelo seu perfil ressabiado contra os portuenses, em particular contra aqueles que tiveram o azar (a felicidade, digo eu) de gostar do clube mais representativo da cidade, o F. Clube do Porto.

Da mesma forma se trai, quando se vê compelido a comentar algum acontecimento desagradável de claques ou de dirigentes de futebol afectos à zona da capital, sendo fácil notar-lhe muita contenção nas palavras e uma suavidade tolerante que nunca usa quando a crítica tem como alvo o clube azul e branco.

Raramente o ouvimos referir-se, com a contundência que o notabiliza, a barbaridades perpetadas em recintos desportivos da capital e quando o faz tem sempre o cuidado de não se exceder para não cair em desgraça na plateia e no palco que lhe mima o ego e abastece a carteira.

Recordo aqui há uns anos, a agressão bárbara sofrida por atleta de hóquei-em-patins do FCPorto, em que sofreu traumatismo craniano provocado por adeptos benfiquistas em Lisboa e nunca me dei conta de ter feito um comentário categórico de repulsa ao acontecimento. Passa-lhe sempre ao lado, são minudências...

Ontem vi, como vejo muitas vezes, o programa "Quadratura do Círculo", e de novo Pacheco Pereira extravazou no azedume que nutre pela cidade que o viu nascer. De novo, os seus comentários roçaram os limites da calúnia e da insinuação, dando claramente a entender (quase levando Lobo Xavier a perder a compostura) que os recentes crimes ocorridos no Porto estariam ligados às claques dos super-dragões e ao F. Clube do Porto.

Em suma: nem os adversários do clube portuense conseguem ser tão insinuantes quanto este produto híbrido do Porto.

Se há palavra que lhe assenta que nem uma luva, só pode ser esta: DIFAMADOR

7 comentários:

João Pedro disse...

Engana-se: Raramente Pacheco Pereira fala de futebol ou dos seus meandros. Aqui trata-se de um problema de segurança pública que tem a vindo a agravar-se e que não pode ser contemplado como uma coisa "que passa ao lado".
Quanto Às comparações com as claques dos clubes "De Lisboa2 nem sequer se podem pôr: que eu saiba, não têm qualquer ligação directa Às suas direcções, ao contrário do bando do sr. Madureira, intimamente ligados a altas figuras do FCP. E se refere o estafado exemplo do hoquista, bem mais recentes tem os casos das agressões a benfiquistas em 2005, quando o SLB ganhou o camponato (coisa de que os portistas em Lisboa não tÊm de se queixar), da invasão da casa do Benfica em Vizela, dos petardos atirados nas bancadas da Luz, etc.

Rui Valente disse...

Não, não me engano sr João Pedro. Se esta minha convicção sobre P.P. fosse a chave do Euromilhões estaria pela certa multi-milionário e já há muito tempo. Tal como não me engano se lhe assegurar que não é a sua "paixão" pelos bons costumes que o faz estar ao lado de Pacheco Pereira, mas sim a sua inveja pelo sucesso do F.Clube do Porto. Fosse ele um portuense a sério a sua conversa seria outra.
Nada original. portanto.

Francisco Miguel Valada disse...

Francamente, estar do lado de Pacheco Pereira ou contra por ele referir os termos "claque" e "F.C.Porto" numa frase, parece-me manifestamente redutor, define bem o facciosismo de quem o faz e também o seu grau de literacia. Ainda não ouvi, da parte de quem ataca as suas declarações na Quadratura ou o artigo do Publico a frase "Pacheco Pereira não tem razão, a onda de violência no Porto nada tem a ver com os Super-Dragões". Quando houver alguém que mo diga, então descansarei. Já agora, não haja duvidas relativamente ao facto de eu ser portuense (porque sou) ao facto de os meus maiores amigos serem portistas (porque são) e, sim, sou benfiquista, exerço a minha liberdade clubística, mas a questão aqui não trata de futebol. Trata de tiros, ameaças, insegurança. Assuntos que nada deveriam ter a ver com futebol.

Rui Valente disse...

Sr.Francisco Valada

Vou moralizá-lo. Na realidade, ilitracia, civismo e honestidade são princípios ignorados pelos portuenses portistas. Obviamente,a excepção a esta realidade estará reservada aos portuenses adeptos do benfica, já percebemos.
Então? Agrada-lhe esta minha manifestação de humildade? É isto que gosta de ouvir?
Vá lá, durma bem esta noite. Esqueça a derrota do Benfica e canalize a frustração para as crónicas do iluminado Pacheco Pereira...

Rui Valente disse...

Correcção ortográfica:

onde se lê ilitracia deve ler-se iliteracia

Francisco Miguel Valada disse...

Não obtendo qualquer resposta à minha pergunta, é natural que esta não me agrade, por inexistência. Iliteracia não é princípio, é defeito. E não se esqueça que Pacheco Pereira é portista. Sim, portista, adepto do F.C.Porto. Mas sublinhei bem que esta questão nada tem a ver com futebol. Futebol joga-se no relvado. Claques não são futebol. Os Super Dragões não são o F.C.Porto. Por isso, nem discutamos futebol, vitórias, derrotas, canalizações, frustrações. Julguei que se discutia um comentário social e, afinal, vem a costumeira conversinha da derrota e do Belenenses e mais não sei o quê. Debate inquinado. Espero termos ficado entendidos. Boa sorte para o restante. E, não se esqueça, iliteracia é defeito, literacia é qualidade.

Rui Valente disse...

Sr.Francisco Valada

Vou tentar responder-lhe a preceito, de modo a não melindrar o seu rigôr literário.
De facto, dificilmente o diálogo entre nós poderá ser interessante quando, ao que parece, temos gostos tão opostos.

Vejamos:
Você gosta de Pacheco Pereira, eu nem por isso, mesmo que me diga que ele é portista. É tão portista como eu sou benfiquista.

Você gosta do Benfica, eu abomino.

Você ainda acredita na pureza dos que NUNCA misturam o futebol com a política e eu NÂO. Quando vejo alguém a defender essa teoria tenho a certeza que estou na presença de mais um hipócrita (sem ofensa para si).

Você pertence a uma casta cultural tão rígida e elevada que não considera correctamente legível construir uma frase desta forma: "ter princípios humildes, nobres, académicos, LITERÁRIOS (relativos a letras do substantivo feminino literacia).
Você (humildemente) gosta de se substituir aos dicionários e dita-me que iliteracia, é DEFEITO!Pois que seja.
Que mais posso fazer? Imitá-lo?
Então lá vai: defeito de lesa pátria, pode também ser: haver portuenses e benfiquistas ao mesmo tempo...Não há maior incompatibilidade sobre o Planeta!
Espero ter respondido a todas as suas perguntas.

Cumprimentos portuenses e portistas