15 janeiro, 2008

Madeira já quer a Independência?

Mas, por que será que cada vez acho mais piada ao Alberto João Jardim?

Agora, até já fala claramente na "hipótese" de submeter à apreciação dos madeirenses a questão da independência para a Madeira...
Por este caminho, a única atitude que se espera de Alberto João é que agradeça a embalagem dada pelo governo central de Lisboa e já agora também por todos os governos que o antecederam.

Por outro lado, para nós nortenhos, a missão regionalista configura-se muito mais complicada, levando em consideração o absoluto desprezo com toques de verdadeira provocação que o actual govêrno tem votado ao Norte em geral e ao Porto em particular.

Temo mesmo, que só à paulada é que lá chegaremos.
Há uma única "virtude" que reconheço a este Govêrno: sabe desmembrar o País com a irresponsabilidade dos alienados.

4 comentários:

  1. Quando vejo os números do crescimento económico da Madeira nos últimos 25 anos não consigo deixar de pensar como seria melhor o norte de portugal (e o centro e o alentejo) se também tivesse tido a sorte de ser uma região autónoma.

    E quanto ao Alberto João Jardim é o exemplo que em Portugal mais vale cair em graça do que ser engraçado.

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  2. Ao contrário da maioria dos políticos, Alberto João Jardim percebeu muito bem que, também na política, a melhor defesa é o ataque.

    Ele sabe com quem lida, e sabe que as "reformas" não se conquistam com falinhas mansas nem confiando nas promessas centralistas.

    Por isso, a Madeira avançou e nós continuamos a "chorar".

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  3. A independência das ex-colónias fazia todo o sentido porque uma cultura suprimia a outra e urgia a libertação. Bem ou mal deu-se e ainda bem.
    A autonomia das Ilhas faz todo o sentido por estarem destacadas do Continente, mas a independência aqui não se aplica como a libertação de um povo... Os açorianos e os madeirenses são descendentes de portugueses e a independência de qualquer um deles remete já para o conceito de desintegração da nacionalidade, tal como seria se o Distrito de Santarém, por exemplo, resolvesse tornar-se independente, e isso, quer queiramos quer não, seria o golpe de misericórdia para o nosso País.
    Agora, é verdade que é muito típico do português tornar-se individualista em tempo de vacas magras; interessa-se ela sua sobrevivência exclusivamente, nem que para isso seja necessário vender a pátria, mas há uma coisa a que todos parecem indiferentes... O mito da independência da Madeira é alimentado essencialmente pelos nossos governos traidores e vendidos e pela Imprensa que gosta de sofrer e marca presença onde quer que haja sangue. É evidente que o presidente da R. A. da Madeira tira partido desta situação.

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  4. O que Aka diz faz algum sentido, mas todos estes sinais independentistas agora a germinar em força um pouco por todo o país, estão a ser potenciados de forma irresponsável pelas práticas centralistas deste e de outros governos. Uma irresponsabilidade perigosa e perfeitamente desnecessária.

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Abrimos portas à frontalidade, mas restringimos sem demagogia, o insulto e a provocação. Democraticamente...