26 janeiro, 2009

Alto e para o baile! Solidariedade indiscriminada, não!

Antes de ler o post de Miguel Barbot, aqui logo abaixo, tencionava escrever sobre o trabalho ignóbil de alguns «jornalistas» ao serviço da RTP e de outras empresas de comunicação, como é o caso do JN. Por acaso, os temas coincidem entre si, e portanto aproveito para matar dois coelhos de uma cajadada só.
O título deste post não é muito explícito, por isso, vou-me explicar melhor.

Tenho pelos jornalistas o maior dos respeitos, mas entenda-se que, antes de, abstractamente, respeitar o jornalismo, procuro dedicar (ou não) o meu respeito a quem o desempenha com mérito e honra.
Não me solidarizo com profissões, mas posso solidarizar-me com pessoas. Solidarizo-me sim, primeiro, se achar que o devo fazer, e se lhes reconhecer idoneidade moral e profissional para o merecerem. Ora, não darei nenhuma novidade a ninguém se lembrar o trabalho sujo que muitos «jornalistas» têm feito e fazem, em nome de "valores" que só eles entendem: os seus. Quem quer ser digno, não se prostitui a trabalhar para qualquer mafioso, ou a escrever o que ele quer. Há sempre uma porta para entrar, mas também outra para sair, quando se impõe...
No JN, alguns li, a defenderem, consecutiva e intransigentemente, o Norte. Esses, sei bem quem são e os outros, também.... Os que andaram a lamber os pés ao patrão centralista, com capas de jornais, estilo Bola e Record, e até (sim), de O Jogo, com esses, tenham paciência, eu não me solidarizo. Que se amanhem, ou reclamem solidariedade aos amiguinhos da capital ao serviço dos quais estiveram.

O que tencionava escrever sobre a RTP, era mais uma inquirição que um artigo, e uma delas era procurar saber, tintim por tintim, quem é quem, na RTP, televisão de todos os contribuintes, entre os quais se contam milhões de portuenses. Começando pelo Conselho de Administração , e pela sua "leve" estrutura , é simples descobrir o ponto (a pessoa) a partir do qual se desenvolve a máquina de propaganda centralista, chama-se: José Manuel Fragoso, Director de Programas.

Outra questão que pensava levantar, era saber exactamente quais os critérios de selecção de pessoal daquele organismo, bem como da liberdade concedida pela Administração aos diversos colaboradores com responsabilidades moderadoras e editoriais. A questão parece inocente, mas não é.

É antigo, o hábito da RTP, de evitar a colaboração de pessoas com fortes ligações ao Norte. De pessoas que, para lá da eventualidade de terem nascido no Porto têm o «azar» de gostar das suas idiossincrasias. Para a política de admissão da RTP, não é nenhum crime ter nascido no Porto e estar colado aos ícones de Lisboa (como a luz do céu local, e do Benfica), mas a coisa muda de figura se o infeliz tiver a tentação de preferir a prata da casa, ou seja, se gostar do granito cinzento da urbe e do azul do FCPorto... Se alguém fizer esta opção, é certo e sabido, que fica arrumado na prateleira da indiferença.
Não é nada difícil fundamentar estas conclusões. Os programas desportivos são os que melhor denunciam esta arbitrariedade. Se a RTP pretende seleccionar para um debate um único comentador desportivo, ou é benfiquista (raramente assumido), ou sportinguista. Se precisa de dois, idem, idem, aspas, aspas. O que, muito raramente se percebe, é que por lá gravite muito tempo um que seja simpatizante do Porto. O Trio d'Ataque (com a participação de Rui Moreira)
é o engodo, o álibi, que procura mascarar o sectarismo geral da programação desportiva.
Não dá para disfarçar, embora nem sequer já o tente. Dentro da RTP (recordo, a televisão pública!), há de facto um sistema, uma máfia programática e de comunicação, desenvolvida nas barbas do poder político e judicial, que funciona impunemente.
Continuamos por saber quais os preceitos de uma entidade como a ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação) que a levaram a nada obstar contra a nomeação de José Manuel Fragoso para Director de programas da RTP. Seriedade na programação é cuidado que não revela. Não deveria ser exactamente essa, a qualidade primeira a considerar no parecer final da ERC?
Mas que droga de país! Ser positivo, aqui, senhor José Sócrates, é querer passar-nos um atestado de imbecilidade vitalício!

2 comentários:

dragao vila pouca disse...

Estou de acordo e digo mais, os piores ou pelo menos dos piores, são alguns que foram lá para baixo, como por exemplo a Judite, O José Alberto Carvalho a Fátima Campos Ferreira, etc.
Acerca do JN não sei quem como é que o processo está a decorrer, mas não me admira nada, que mesmo sendo o jornal do Porto, um dos poucos que não tem problemas no Grupo do Joaquim Oliveira, esteja a sofrer mais que o Diário de Notícias, que é um autêntico sorvedouro de dinheiro.

Faltam claramente figuras capazes de sem medo dar a cara e defender-nos contra este centralismo castrador.

Li e comentei, a entrevista do Rui Moreira no Blog da Associção Comercial. Acho-a interessante, embora discorde e disse-o claramente no comentário, de algumas coisas que o Presidente da A.C.Porto lá diz, como por exemplo, os elogios a R.Rio.

Talvez seja culpa minha, mas quanto mais leio ou oiço, sobre o aeroporto, mais baralhado fico.

Um abraço

Anónimo disse...

Caso "calabote" a não perder no blogue reflexãoportista