"Fabiano não aceita ser bode expiatório - guarda-redes do FCPorto rejeita responsabilidade total pela goleada de Munique e aponta o dedo a Lopetegui"
Foi com estas palavras e um poster com a foto de Fabiano na 1ª página, que o Jornal de Notícias de sábado saiu a público (confirme aqui). Ora, ouvindo as declarações públicas de Lopetegui, que desmentiu rotundamente a existência de conflito com Fabiano, fartando-se de lhe elogiar o carácter, tudo indica que o JN tenha empolado uma situação inexistente. E como sempre, esta época, o presidente Pinto da Costa aos costumes, disse nada...
Como ainda estarão recordados os leitores mais assíduos, tive ensejo de escrever, ainda não vai muito tempo, um post em que manifestava alguma apreensão sobre a constituição do novo corpo directivo do JN e que me levou inclusivé a publicar uma carta que enviei ao respectivo Director Geral (aqui). Como previa, não obtive resposta...
Ainda não foram decorridos 3 mêses e as minhas suspeitas parecem confirmar-se. O Jornal de Notícias, que já vinha perdendo algum do fulgor genético que o identificava, livre da tutela centralista, parece estar também a dar os últimos suspiros nas mãos dos eternos cães de fila da máquina terreiro-pacista... Paulatinamente, assim como não quer a coisa, o jornal vai cobrindo em tons de vermelho vivo as páginas desportivas, ao mesmo tempo que concorre com os pasquins de Lisboa (Correio da Manhã) na boatice e na facturação.
A este propósito, gostei de ouvir ontem no Porto Canal o Bernardino Barros confessar aquilo que há muito suspeitávamos, que tem a ver com a pressão, seguida de ameaças (cá está o tal medo de que vos falei há dias) que é feita sobre alguns jornalistas, para publicarem determinadas notícias e não outras... É altamente preocupante, e não menos vexante, que alguém, jornalista ou de outra profissão qualquer, tenha de se sujeitar a estas pressões para manter o emprego. Isto só vem confirmar o que se sente e pressente nos meios de comunicação social: uma intimidação da parte de quem dirige sobre os subalternos num sentido específico de dar certa orientação, tanto a programas como a notícias desportivas. Mas, não deixa de ser grave e pouco dignificante para a classe, que os jornalistas, profissionais que vivem da escrita para poderem exprimir livremente as suas opiniões, se tenham deixado intimidar a este ponto. Por esta altura, e apesar da hipocrisia dos meios em que se movem, deve ser impossível dar o grito de Ipiranga para aqueles que ainda têm espinha dorsal!
Volto a repertir-me: como irá reagir Pinto da Costa quando perceber (será que ainda não percebeu?) que faz farte de um Conselho Editorial de um provável novo pasquim centralista? Repito: Pinto da Costa esta época ainda não falou útil, só disse banalidades, evasivas. Mas asseguro-vos que irá falar. Resta saber se falará do presente ou do futuro do FCPorto. Se for sobre o futuro, cá estarei para o ouvir. Se quiser falar do passado/presente, pela minha parte, já não tenho interesse em ouví-lo, porque por muito que tenha a dizer, já vem tarde. E porque nada justifica o pesado silêncio e a desconsideração que teve para com todo o universo portista.
Para mim, a sua actual postura é um insulto.
Para mim, a sua actual postura é um insulto.
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OBS - A título de curiosidade, sugiro uma leitura pelo grupo do Conselho Editorial. Parece mesmo um rebuçado de mel para adoçar a têmpera das únicas figuras que sobraram do Norte. Como não podia deixar de ser, é uma mistura ambígua de pessoas, umas mais relevantes que outras, mas assim, bem prensadas num molhe, baralham e controlam melhor eventuais reacções... Incluindo a do ex-presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.





