Numa época em que a tecnologia da comunicação atingiu padrões nunca antes imaginados, é lamentável e um tanto paradoxal que a vertente humana da proximidade esteja a perder o melhor que ela pode dar, que é a genuidade.
Com todos os inconvenientes que o clubismo do futebol comporte, isso também também pode funcionar como factor congregador. É talvez o único fenómeno global capaz de dissipar, ainda que por momentos, as assimetrias sociais. Creio não me enganar se disser que todos nós, portistas, vemos espontaneamente um amigo em cada pessoa vestida com a camisola do FCPorto, sem nos ralarmos com o seu estatuto social.
O contrário também é verdade, olhar na rua para um tipo vestido de vermelho, faz-me logo mudar de passeio. Assim como ver alguém a ler A Bola, me leva a concluir tratar-se de alguém intelectualmente limitado e de formação duvidosa. Que querem, é o fruto dos anos que essa gente mesquinha consumiu a semear ódio. De uma coisa podemos estar certos, são eles que nos discriminam, são eles que injuriam, e é por causa deles que os incompetentes dos políticos nos desgovernam. Mas, há entre nós quem não seja muito diferente...
Como ontem foi dito no Porto Canal, no programa Universo Porto da Bancada, os portistas e os adeptos de outros clubes nacionais - à excepção do clube beneficiado -, andam a pagar as falcatruas do presidente do Benfica quando (digo eu) deviam unir-se para acabar com essa brincadeira. Brincadeira é como quem diz, com essa humilhação nacional.
É neste ponto preciso que encontro algumas divergências com o que Francisco J. Marques tem vindo a fazer ultimamente. A época terminou, e não me parece que faça sentido continuar com aquele modelo de programa. O campeão, está encontrado, com as tropelias que sabemos. Por isso, só fará nexo manter o programa se fôr para lhe acrescentar qualquer coisa, por exemplo, para comunicar aos adeptos o que pensa o FCPorto fazer para se defender dos danos causados.
É neste ponto preciso que encontro algumas divergências com o que Francisco J. Marques tem vindo a fazer ultimamente. A época terminou, e não me parece que faça sentido continuar com aquele modelo de programa. O campeão, está encontrado, com as tropelias que sabemos. Por isso, só fará nexo manter o programa se fôr para lhe acrescentar qualquer coisa, por exemplo, para comunicar aos adeptos o que pensa o FCPorto fazer para se defender dos danos causados.
Estou-me a repetir, mas a culpa não é minha, é do FCPorto, mais precisamente de quem o dirige. Salvo melhor interpretação, os factos que sustentam as queixas portistas não são para esquecer, nem muito menos para conceder aos transgressores mais uma época de tolerância, porque aqui não existe o benefício da dúvida, como aliás provam, e bem, as imagens do Porto Canal. E, das duas uma, ou estamos a falar a sério de coisas sérias, ou o programa UPB não vai passar disso mesmo, apenas um programa.
Os jovens do site portista Baluarte, tão veemente elogiados por Francisco J. Marques, são benvindos à comunidade, mas não descobriram a pólvora, porque na blogosfera não faltam blogues que se anteciparam na denúncia destas poucas vergonhas. E não creio que fique bem a alguém com a responsabilidade de FJMarques tecer loas à formação académica dos autores do Baluarte, quando o que está em causa é a defesa do FCPorto, e não um concurso de bloggers portistas. Pela mesma ordem de ideias, também os bloggers teriam legitimidade para escolher outro juri. Agindo desta maneira, um tanto incauta, FJMarques está a discriminar todos os bloggers portistas que gratuitamente, repito, gratuitamente, passaram anos a defender o clube e... o seu PRESIDENTE!
São atitudes desta natureza que nos devem fazer reflectir sobre o que descrevi no início deste artigo, quando expus a ideia, algo ingénua, é certo, de pensar que o clubismo é um fenómeno que efemeramente atenua certos tiques elitistas... Diga o que disser, Francisco J. Marques não foi correcto com muitos portistas, entre os quais me incluo. Por mais voltas que dê, duvido que algum dia o programa UPBancada permita uma crítica frontal e construtiva ao presidente do FCPorto, porque pelo que me é dado perceber, não há liberdade para tanto.

