05 dezembro, 2017

Tudo devia uní-los, agora mais do que nunca!


Resultado de imagem para estádio do dragao
Estádio do Dragão


Resultado de imagem para camara do porto
Câmara do Porto












Nunca fui muito à missa  das redes sociais. Cheguei a abrir conta no Facebook assim que apareceu na Internet, mas cedo me apercebi que não era um modelo de convívio da minha preferência. Depressa percebi  que tinha mais visibilidade do que o blogue isolado, mas era uma visibilidade leviana, muito condizente com o conceito de "amigo" dessas mesmas redes. Além de que teria de perder muito tempo a livrar-me dos comentadores imbecis.

Esta opção tem os seus inconvenientes, que é ficar com os contactos um pouco condicionados, impossibilitando-me uma aproximação directa com quem prefere comunicar nessas redes. Por outro lado, um blogue é algo mais privado, mais intimo, mais dirigível. Por mim, prefiro ter mais visitas, que comentários, embora estes últimos sejam sempre bem-vindos, desde que venham por bem, ou para criticar com seriedade e respeito. Nas redes sociais há muita gente, mas também muita anarquia e muita vaidade à mistura. Em suma, para mim: pouco recomendável.

Mesmo assim, nada me impede de continuar a dizer o que penso de um país anão, em tamanho e dignidade, como o nosso. Neste momento penoso para os portistas em particular, precisamos de respostas vindas de quem devia e podia fazer mais, e não as temos. 

Na presidência do FCPorto continua a política da rolha. A Câmara do Porto prossegue numa gestão cautelosa de eventuais acusações promiscuas com o clube, resultante do "síndrome" Rui Rio, com Lisboa sempre à espreita de um deslize para, como é costume, debitar moralidades pífias. 

As relações das duas instituições mais populares da cidade, são aparentemente boas, mas tardam a unirem-se nas causas comuns. As chamadas elites da cidade e da região, continuam afastadas, limitando-se a alguns tímidos comentários de circunstância muito passageiros, ou a um oportuno artigo anti-centralista envergonhado. E contudo, o centralismo continua a crescer, com mais e mais ferocidade e prepotência (Portugal democrático)...   

Numa relação de estranha ambivalência, com portistas próximos, mas ao mesmo tempo tão afastados, não resisto à tentação de deixar no ar algumas questões a figuras públicas da cidade, assumidas como portistas, sobre a coerência entre o que são, e o que fazem.

Começando pelo Porto Canal, e pelo FCPorto, seu principal proprietário, gostaria de saber o que os responsáveis pensam do actual Jornal de Notícias. Se já perceberam a viragem pró-centralista do respectivo alinhamento editorial (que é assustadora), ou se não. E caso tenham  percebido, saber se tencionam continuar a considerá-lo uma excepção à regra - como já ouvi - em comparação com os jornais e televisões de Lisboa! Não suporto ouvir elogiar o JN, quando é mais um jornal fundado no Porto, em vias de extinção. Pior, é uma administração de um jornal que foi do Porto a querer enganar os portuenses, impingindo-lhes mais Lisboa! Queria saber se têm opinião, ou se há alguém com a rolha a abafar-lhes a voz. Curiosidade...

Depois, individualizando um pouco, perguntar a Miguel Guedes (é só um exemplo) se é a avença que recebe do JN que o inibe de se afastar de um jornal apostado em ser mais contra, do que a favor dos interesses da cidade, e dos seus leitores. Quem diz Miguel Guedes, diz todos os portuenses e portistas (porque conheço poucos portuenses benfiquistas que não sejam centralistas) que lá continuam a escrever, desde políticos, jornalistas, reitores universitários, ex-vereadores, etc., e tal.

Questiono estas pessoas, porque acho que para escrever artigos anti-centralistas, não é preciso receber dinheiro em troca. Também eu aqui escrevo há alguns anos, não é de agora, e ninguém me paga para o fazer. Mas a verdade, é que também ninguém restringe o que redijo. Sou livre, porque sou dono da minha própria liberdade, não a hipoteco a nenhum Joaquim Oliveira, ou Proença de Carvalho, e muito menos a peço a ninguém. 

Num jornal como o JN de agora, não é por isso grande façanha escrever contra o centralismo, com um Conselho Directivo empenhado em reforçar esse centralismo com todas as letras do alfabeto. Há portanto aqui  alguma incoerência nos desideratos dos colunistas do Porto, admitamos... Sim, porque se um intruso penetrar na "minha" casa, sem o meu consentimento, não me parece boa política resolver o problema deixando o intruso nela permanecer, dizendo-lhe por escrito (ou pessoalmente) que se deve afastar. Até porque não acredito que os leitores do JN, e sobretudo quem nele escreve, não se tenham apercebido do rumo que o jornal está a levar, e se sintam confortáveis a cooperar nele nestas condições. O JN actual aparenta matriz pidesca. É assim, com o rebuçado da avença, que os centralistas calam as chamadas elites, e outra figuras do burgo.

Mas, tenham paciência, o caminho não é esse. Segui-lo é entrar no jogo centralista, não é combatê-lo. Opiniões condicionadas e contrapostas por alinhamentos de raiz centralista, são opiniões mancas. Só assim se explica a passividade dos portuenses. Falam da história da cidade, evocam os seus heróis, validam as suas gentes, mas são incapazes de os imitar, não por mimetismo serôdio, mas porque é preciso, não só repudiar, como banir de vez, o que, e quem, nos quer mal.  

04 dezembro, 2017

"Governo Sombra" , o espelho de Lisboa. Obrigado pelo ódio cultivado! E resulta! Não posso mesmo convosco!


A cartilha vermelha não é um fait divers, como estes colaboradores se esforçam por fazer crer. É um escândalo com muito maior amplitude e gravidade que as vigarices de Sócrates, os homicídios de Duarte Lima e o oportunismo de Durão Barroso.

A cartilha vermelha tem uma amplitude proporcional aos seus milhões de adeptos.  É indubitavelmente corrupta, multifacetada e pluri-tentacular. Uma profunda desonra à bandeira nacional! Chicos-espertos, mas uns calhaus ao mesmo tempo.

Na emissão do nauseabundo programa "Governo Sombra, datada de 26/11/2017 em que abordam a transferência para o Porto da Agência Europeia para o Medicamento, o pano caiu aqui  mais uma vez. Sem pudor, e com um monte de broncos a aplaudir na plateia, voltam a tentar lançar para os olhos de quem os vê perdigotos de imbecilidade incurável. Apreciem, e digam lá se não são  uns fantásticos patriotas? Vejam todos os vídeos dessa data. Até o Francisco J. Marques não escapa à censura... Asquerosa geração, fósseis prematuros.

Só espero é que o menino Júlio Magalhães não os queira convidar para o próximo Dragão de Ouro, e o Pinto da Costa consinta.

Nesse dia, nunca mais escreverei uma letra sobre o clube que tanto amo! Será a traição suprema.

PS-Sugiro a quem dispôr de TVCabo que procurem ou gravem na TVI24 o programa transmitido no dia 3/12/2017 em que descascam no Francisco J. Marques como se fosse ele um cartilheiro do Benfica.


03 dezembro, 2017

FCPorto, uma comunidade de interesses diferentes que devia estar unida

Resultado de imagem para futebol clube do porto
Futebol Clube do Porto

Quando uma comunidade, com idiossincrasias aparentemente idênticas é incapaz de se unir no que tem de mais importante, quando os interesses se cruzam e não o faz, é porque aquilo que a une, não é tão forte como aquilo que a separa. É uma comunidade frouxa. 

A maioria dos portistas têm, ou, era suposto terem, a cidade do Porto e o Futebol Clube do Porto a uní-los, mas bem vistas as coisas, infelizmente não é isso que acontece. Sejamos honestos, por questões culturais, sociais ou económicos, a expressão SOMOS PORTO não tem a mesma genuidade simbólica para todos, e isso torna-os mais fracos. Politicamente os portistas não têm a solidariedade que têm com o futebol.

Em termos de gestão administrativa e desportiva, os últimos anos do FCPorto, foram muito diferentes (para pior), daquilo a que os portistas estavam habituados. É um facto, que ninguém poderá desmentir, que esse tempo negativo teve, em parte, a ver com a intrusão do filho do presidente em áreas que não dominava, mas também com algum facilitismo na contratação de jogadores, em paralelo com algum excesso de confiança potenciado pelo inegável afastamento do Presidente Pinto da Costa de áreas que antes eram de sua exclusiva responsabilidade. Este assunto já foi por demais debatido mas convém nunca ser esquecido porque nos ajuda a avaliar melhor tudo o que aconteceu de negativo nestes últimos 4/5 anos.

Sem precisar de levantar demasiado a fasquia, quando digo que as idiossincrasias dos portistas são semelhantes, mas não são iguais, cito apenas um simples exemplo mas que já diz muito. Enquanto o presidente do FCPorto e os seus companheiros da administração, se têm mostrado tímidos e aprisionados pelos compromissos contratuais com os media e patrocinadores (MEO, ou NOS), os adeptos, desfrutando de outra liberdade são de facto mais livres, e por isso mais autênticos e reactivos quando algo de mal acontece com ao FCPorto. São os adeptos a alma e o coração do clube, porque sem eles o negócio futebol era zero!

Separadas e compreendidas, tanto quanto possível, as responsabilidades de uns, e de outros, nada justifica que o clube não possa ser defendido por quem devia, que é o Presidente, e demais administradores. Não o fazendo, sem nada justificar  aos sócios, o silêncio - que mais parece indiferença -,  alguém está a criar uma clivagem de interesses que deviam ser partilhados, e esse alguém é o Presidente e a SAD, não são os adeptos.

É verdade que o FCPorto é uma Sociedade Anónima Desportiva cotada em bolsa, mas é, antes de tudo, uma sociedade desportiva, com milhares de adeptos e associados pagantes de cotas... Portanto, o comportamento da SAD não pode nem deve ter as características de um proprietário de uma empresa comercial ou industrial, porque se trata de géneros diferentes de sociedades, tanto nos procedimentos como nos objectivos.  

Ora, ultimamente, não tem sido essa a conduta de Pinto da Costa & Cª. para  com os sócios. O caso vergonhoso dos e-mails é demasiado grave para o clube e para todo o universo portista, e não pode continuar a ser tratado com o distanciamento dos últimos anos, porque isso só nos tem enfraquecido em todas as vertentes, desportivas e económicas. É preciso que a SAD reconheça os seus próprios erros, e mesmo que não queira assumí-los perante os portistas, então  que os assuma nas atitudes, na política de gestão jurídica. Assim, é que não é nada, além de cobardia.

Podemos continuar a denunciar os cartilheiros, mas como são as próprias autoridades desportivas a ignorar as ocorrências, quase parecendo cúmplices, estamos a dar tempo e espaço ao Benfica para continuar a manobrar nos bastidores e assim conquistar pontos indevidos para si, e a roubá-los a nós. Por incúria da SAD, por este, e outros pontos de vista, perdemos pelos menos dois campeonatos. Estaremos dispostos a perder mais um da mesma forma como perdemos outros, mantendo o mesmo presidente sem olhar pela defesa do FCPorto?

Nem mesmo os jornalistas e os colaboradores que trabalham no FCPorto partilham das mesmas idiossincrasias da comunidade portista, por uma razão muito simples: são pagos pelo clube. Logo, têm de obedecer a quem lhes paga. Mas seria inteligente que eles também se lembrassem das diferenças que atrás indiquei, o FCPorto é uma sociedade desportiva, e os sócios são parte importante, quiçá a mais importante.

Os sócios não podem ser vistos como operários úteis, porque o FCPorto não é seu patrão, é uma instituição à qual pagam cotas, é preciso não confundir um clube desportivo com uma estrutura de trabalho remunerado. Os sócios não recebem, pagam. Se ao presidente Pinto da Costa ainda se toleram alguns abusos (não é o meu caso), aos colaboradores pagos é uma desfaçatez ousar copiar-lhe a sobranceria.

A união entre portistas,  não se consegue com líderes furtivos, independentemente dos interesses mesquinhos que os separam.

02 dezembro, 2017

Em Portugal não há árbitros honestos! Ontem, ficou provado.

Que exemplo de fidelidade à cartilha foi o árbitro de ontem! Honesto, aquela merda de "gente"? É aquilo que vimos ontem, um dos melhores árbitros portugueses? Vão brincar com os paizinhos que não souberam dar-lhes educação!

Não sei se os portistas partilham todos os mesmos sentimentos que eu, depois de terem assistido a mais um golpe profundo na nossa dignidade. E não é apenas como adeptos mas, também pelos nossos elementares direitos de cidadãos de bem, como o direito ao RESPEITO! Sendo assim, só vou respeitar quem quiser.

Estou tão revoltado, tão enojado com a classe política lisbonária, e com todos os governantes, que me apetece emigrar daqui para fora e nunca mais pôr os pés neste prostíbulo a céu aberto. Nem tenho vontade de falar do futebol jogado porque é impossível jogar contra tantos obstáculos e tão desiguais. A partir de agora, não me atrevo mais a criticar jogadores ou treinador. Eles são os menos culpados.

Os culpados por deixarem chegar as coisas a este ponto, são os dirigentes do FCPorto, incluindo o senhor Pinto da Costa, que faliu na competência que outrora mostrou. Chegou a hora de sair, porque quem age com este conformismo e entrega a um grupo de colaboradores menores a responsabilidade de defender o clube, sem qualquer outra reacção, não merece consideração, nem mesmo pelo que fez de melhor no passado. Quem procede assim não pode ser portista, só pode ser oportunista!

Se ainda há adeptos portistas que lhe rendem homenagem, depois vão-se queixar ao Pápa! Burros!

PS-No post anterior expliquei a inutilidade das queixas do FCPorto em relação às arbitragens se limitarem ao grito "Agarrem que é ladrão" e avisei que os roubos iam continuar. Não sou bruxo, acreditem, mas aqui está mais um exemplo de que não me enganei. Palpita-me que ainda vão dar outro campeonato aos corruptos do regime...

29 novembro, 2017

Incoerências que matam a justiça

Resultado de imagem para racismo em portugal
O Porto e o Norte são
estrangeiro para a capital


Sei que me repito, sei que os meus temas são cada vez mais monocórdicos, mas enquanto não encontrar uma razão sólida para me conformar com o comportamento das nossas gentes, vou continuar a bater na mesma tecla. Talvez as consiga persuadir melhor, portuenses, portistas, não portistas e nortenhos, se em vez de falar de centralismo, usar termos mais convincentes, como injustiça, segregação, ou fascismo (este último, não é exclusivo dos comunistas). Não sendo exactamente sinónimos de centralismo, na prática, a diferença entre este, e os outros, é ínfima, se pesarmos as semelhanças. 

A história dos povos está cheia de lutas sangrentas por estas causas, e não é preciso recuar ao apartheid  da antiga Rodésia, ou  África do Sul. O mundo vive em constante guerra, basta olharmos para os telejornais. Mas que diabo, na Europa moderna e democrática, será aceitável que hajam países a praticar esta nova versão de racismo chamada centralismo? Não, não é aceitável nem tolerável! No entanto, em Portugal ele existe, está nu, é impossível negá-lo, e contudo pelas reacções, parece uma coisa muito natural, quase uma brincadeira de miúdos. Parece, mas não é! 

O tempo vai passando, e como é tradição em Portugal, a Justiça anda a passo de caracol. A conclusão da investigação policial dos e-mails do Benfica só daqui a uns mêses (ou anos) será pública. Não é certo que seja conclusiva, dada a envolvência gigantesca de gente influente comprometida com o processo. O programa Universo Porto da Bancada continua a denunciar os escândalos com toda a seriedade e coragem, mas apesar disso, a sensação que me deixa assemelha-se mais a um pedido de favor à Justiça, do que a uma exigência sobre a mesma. Nós temos direito a ela! Não nos fazem nenhum favor, nem o queremos!

Gosto do programa, e quero que tudo o que haja para denunciar seja denunciado, mas se nos ficarmos por aqui, acabaremos por esvaziar de autenticidade a gravidade do problema. O que o Benfica está a fazer é um crime de dimensão incontrolável, social e eticamente condenável, que por isso mesmo sofrerá influências de todo o tipo para ser branqueado, senão no todo, em parte.   

Tal como a corrupção, o centralismo não pode ser apenas combatido com reclamações, por mais fundamentadas que sejam, é preciso gerar massa crítica na sociedade portuense e nortenha, e pôr os melhores protagonistas a debater ambos os assuntos com elevação, mas sem reservas. Há que assumir a cota parte de culpa dos nossos políticos, e da própria classe empresarial que privilegiou os negócios com prejuízo para as regiões de origem.  

No JN, jornal fundado no Porto, há quem tente esconder sem sucesso as tendências pro-centralistas, mas ainda assim conhecem-se alguns jornalistas que vão remando contra a maré, embora com parcimónia. Este faz-que-faz, torna-se mais inexplicável no Porto Canal, por razões óbvias, que dispensam fundamentos. Quando ali o tema da descentralização é abordado, é coisa pontual, não é um desígnio. Não se nota o inconformismo que seria expectável face aos imensos prejuízos causados pelo centralismo ao Porto e à região. Se a isto juntarmos o facto de o Porto Canal ser propriedade do FCPorto, clube que tem sido alvo preferencial da soberba centralista (discriminatória), menos espaço sobra para entender a ausência de programação regular sobre a matéria. É essa também a razão que me leva a discordar do alinhamento seguido pelo director-geral, quando, em vez de aglutinar interesses comuns para a região e lhe dar voz, promovendo debates dinâmicos e mais informais do que juntar na mesa autarcas de cidades e partidos diferentes, decide chamar aos estúdios Freitas do Amaral cuja importância social se assemelha muito à de um Durão Barroso qualquer. Júlio Magalhães, ainda não percebeu que já há muita gente que sabe ver a diferença entre um videirinho político e um político útil.

E onde encaixa aqui o FCPorto, e o parecer do seu presidente? Em que mundo pretende manter-se quando o mundo do futebol está implicitamente integrado no mundo político e social? Que contribuição têm dado para a resolução destes dois problemas (corrupção e centralismo=discriminação) os políticos portistas de todos os partidos  que continuam a ser convidados à Gala do Dragão? É assunto tabu, perguntar-lhes o que pensam destas poucas vergonhas? Não têm opinião? Se todos, sem excepção, andam há anos a promover a bondade da democracia, que raio se andará a passar neste país que os remete ao silêncio perante a constatação de uma, e outra coisa? Estranho, não é?

Será também essa a razão para  Pinto da Costa não dar mais a cara às causas graves? É que, nada disto é aceitável, quando a espaços o senhor presidente do FCPorto se lembra de falar do centralismo, quando não se priva de conviver com eles e até de abrir as portas do Dragãozinho a directores de pasquins lisboetas que odeiam o FCPorto! É uma incoerência que descredibiliza quem a demonstra! Falar de centralismo sem tirar o máximo partido de uma máquina tão poderosa como é um canal de televisão, é como colocar um Ferrari nas mãos de um desencartado, é desperdício político e económico.

Actualmente, o programa Universo Porto da Bancada do Porto Canal, deve ser sem dúvida o canal com mais audiências da televisão portuguesa, e no entanto, é transmitido às 22H30, e nem precisa de mentir ou inventar casos para despertar interesse... Nem com estes sinais o PortoCanal percebeu o que está a perder social, política e economicamente, por não se decidir na produção de outros programas que esclareçam as vantagens da descentralização, e os inconvenientes do centralismo!

Termino com isto: estou farto de ouvir o Porto cidade e o Porto clube gritar "agarra que é ladrão" vezes sem conta, anos a fio, e continuar a ver o ladrão à solta, sem outra reacção. O pior, é que o ladrão continua a roubar...

Chega! É mais que  tempo de "o" prenderem.


PS

Há ainda um pormenor, talvez insignificante para muitos (incluindo a classe política). Quando falei de corrupção, centralismo  e ladroagem,  esqueci o mais grave: HOMICÍDIO (coisa pouca).


27 novembro, 2017

A luta que os portuenses tardam a enfrentar

Há um mistério que há muito pousou no Norte do país, e na cidade do Porto em particular, que me custa entender e muito me entristece, que é o modo como as suas gentes têm reagido à marginalização de que têm sido vítimas ao longo dos anos, desde o 25 de Abril até aos dias de hoje. São as suas vidas pessoais e familiares que estão em causa, não é só futebol.

Percebo que 41 anos salazarentos, de regime autocrata e ditatorial, em que além da vida miserável que levavam não tinham liberdade para votar, tenha deixado marcas difíceis de sarar, como o medo. Sobre esta coisa do medo, permitam-me que vos fale um pouco de mim que tive o privilégio de viver um terço da minha vida no Estado Novo, e o resto no regime actual. Para evitar considerações erradas, devo previamente dizer que como qualquer cidadão normal, sei o que é o medo, e sinto-o por intuição, para melhor me defender quando é preciso, mas desprezo-o absolutamente quando tenho consciência da força das minhas convicções. 

As dificuldades para entender o mistério comportamental dos nortenhos, adensam-se com a comparação entre um regime e o outro, porque enquanto no Estado Novo existia uma censura policiada pela PIDE, que nos controlava as liberdades, agora, sendo verdade que não gozamos de uma Democracia sólida, temos liberdade suficiente para a podermos usufruir. Diria mais:  a liberdade que temos é demasiado frouxa em rigor para ser positiva e, se calhar, nada se perdia se ela fosse mais regrada, porque a Democracia só tinha a ganhar com isso. 

Recuando outra vez no tempo, apenas para dar um pequeno exemplo pessoal, não havendo no Estado Novo a liberdade de agora, nem a PIDE, nem os guardas fronteiriços, conseguiram impedir-me de sair legalmente do país  para o estrangeiro quando tinha pouco mais de 16 anos. Isto, numa época em que outros com a mesma idade pagavam para fugir da guerra colonial, ou iam a salto, como se dizia então! 

É verdade, que o antigo regime era castrador das liberdades, mas não propriamente inteligente. Nunca imaginei que me deixassem passar a fronteira próximo da idade da tropa, mesmo com passaporte,  mas passei. Estive lá fora o tempo que quis - e por razões que tinha como nobres -, decidi três anos depois regressar a Portugal para ir cumprir o serviço militar na antiga colónia de Moçambique, que como sabem estava em guerra em 1968. Se fosse hoje, se soubesse o que os políticos fizeram da liberdade e da democracia conquistada, nunca teria regressado a Portugal, para combater em África. Porque hoje me sinto traído, e  ingénuo... Quase me apetece dizer que os políticos cuspiram nas virtudes da Democracia, e por isso nunca a souberam educar.  

Talvez seja este episódio da minha vida que acentua as dificuldades de compreender a apatia cívica dos portuenses perante o nosso maior inimigo comum: o centralismo = racismo étnico = discriminação, ou se preferirem, na versão desportiva: 

benfiquização nacional.

Ah, como compreendo catalães,  bascos, e  irlandeses republicanos... 



Nuno Miguel Maia, é o cartilheiro do JN

Clicar na imagem para ampliar


Caros amigos,

digam lá, se publicar uma notícia destas, ocorrida em Maio de 2015 por "atentado" à circulação rodoviária dos SuperDragões, contra os No Name Boys, em vésperas de um derby entre os respectivos clubes é uma mera casualidade, e contribuir de forma séria para a pacificação do futebol português!?

Se não se importam, eu dou a resposta: não, não é! Bem pelo contrário. Porque, a ser verdade que a fonte da não notícia vem do Ministério Público, é não só inoportuna como insensata. De mais a mais, quando o Ministério Público tem em mãos assuntos muito mais recentes e de gravidade incomparavelmente maior e não tem coragem para se pronunciar sobre a ilegalidade das claques do Benfica! É ums vergonha, sobre outra vergonha, cada qual a mais repugnante.

Acreditar no Estado de Direito português não é ingenuidade, é estupidez!

Caso aconteçam cenas de violência no próximo Porto-Benfica, o JN, o cartilheiro Nuno Miguel Maia e também alguém dentro  do Ministério Público, serão corresponsáveis pelo que vier a acontecer. Isto sim, é uma provocação, uma cínica declaração de guerra,



26 novembro, 2017

Rui Costa além de cartilheiro, é cego!

Rui Costa (o desárbitro)

Estas opiniões já não me aquecem, nem arrefecem, porque a certeza que tenho sobre a corrupção de grande grupo de árbitros em Portugal, e a determinação com que prejudicam o FCPorto chegam para tirar as minhas conclusões. Assim mesmo, aqui vai o parecer crítico de árbitros sobre o lance de pénalti claro negado ao FCPorto, numa falta nítida na grande área do Aves cometida sobre Danilo. Todos eles, consideraram que foi mesmo pénalti :

  • Jorge Coroado
  • José Leirós 
  • Marco Ferreira
  • Fortunato Azevedo
  • Jorge Faustino
  • Duarte Gomes
Sobre o jogo propriamente dito, considero que o FCPorto jogou muito mal. De tal modo, que me fez recordar o passado recente que já julgava ultrapassado. O individualismo excessivo (Brahimi) e desconcentração (Felipe) - só para dar dois exemplos -, voltaram no momento menos indicado. Tendo consciência plena das limitações que Sérgio Conceição dispõe para gerir melhor o plantel, que como é sabido, é curto e tinha alguns dos seus jogadores mais influentes lesionados, acho que mesmo assim podia ter tomado outras opções. Mas, não quero entrar por aqui, até porque continuo a admirar o seu trabalho com tão poucos recursos. Ainda assim, achei Sérgio Conceição algo apagado em comparação com outros momentos.

Agora, voltando aos aspectos mais gravosos do futebol, volto a insistir que é um erro continuarmos à mercê do resultado das investigações policiais sobre esta pouca vergonha das arbitragens. Ainda por cima quando trazem acompanhadas uma hipocrisia suprema como os apelos à pacificação do futebol português. Ainda no post de ontem, critiquei  o director do Porto Canal pelas opções que vem tomando com os convidados que escolhe para certos programas, pelo facto serem, em muitos casos, pessoas pouco fiáveis aos nossos desígnios. 

Ouvir árbitros cartilhados, ou semi-cartilhados, falar de pacificação pela voz dos próprios, quando são alguns deles os instigadoras da revolta que leva à violência, é colocar ainda mais achas na fogueira, é uma dupla provocação. É como ouvir um criminoso queixar-se da vítima, na presença de testemunhas dos seus próprios crimes, que somos todos nós portistas. Neste momento, já será algo tardia qualquer queixa que a SAD do FCPorto possa apresentar junto do Governo, porque com investigação policial, ou não, a verdade é que eles (do Benfica) continuam a agir arbitrariamente como se nada tivesse acontecido.

Mesmo admitindo honestamente que ontem jogamos mal, e que não merecíamos ganhar, nada, nem ninguém, nos pode tirar o direito de reclamar e exigir a quem de direito tratamento igual, porque se o pénalti de ontem fosse marcado como era obrigação do árbitro (com, ou sem vídeo-árbitro) talvez ganhássemos mesmo assim. O pénalti  foi cristalino como água, e por isso mesmo não nos devemos intimidar com as ameaças dos árbitros, ou mesmo da Federação, pela simples razão de não nos oferecerem garantias de isenção. Nenhumas! 

Ora, se nós temos razão, uma razão tão forte como a necessidade que temos de respirar, porque raio é que os responsáveis máximos do FCPorto (e não falo só do Presidente) hesitam em defender o clube com mais veemência? A postura de Pinto da Costa já não me admira, porque envelheceu e foi nos últimos anos causticado por problemas de saúde. E os outros, o que estão lá a fazer para além de ganharem chorudos salários? Não têm coragem para mais? Então, paciência, mas façam o favor de se retirarem do clube.

Eu queria lá saber do polvo, da Federação, do IPDJ, ou destes proxenetas de árbitros, o meu maior prazer é testar a integridade daqueles que constitucionalmente são obrigados a tê-la e a provar que o país ainda não está totalmente entregue aos corruptos, e saber como reagiria o GOVERNO!

É que, meus amigos, a brincar a brincar, ontem esse homito ignóbil chamado Rui Costa, já ofereceu de bandeja 2 preciosos pontitos para a aproximação do Benfica ao primeiro lugar. Se hoje forem ajudados, como é quase certo que aconteça, por outro árbitro cartilheiro, serão mais 3 pontitos... E nós (FCPorto) à espera de sermos comidos outra vez... O Corona foi expulso, e bem, mas também alguns jogadores do Aves deviam ser, e... não foram. Como é? Vamos deixar correr o marfim outra época?

Tudo isto, repito, apesar de termos jogado mal. 


23 novembro, 2017

Os estranhos gostos de Júlio Magalhães

Lamento ter de o dizer, mas não gosto mesmo nada do director geral do Porto Canal. E não gosto, por variadas razões. Em primeiro lugar, porque como director-geral revela pouca imaginação para preencher o espaço vazio da programação fora do âmbito desportivo. Em segundo, porque sinceramente não lhe reconheço perfil para o cargo. É a minha opinião.

Creio mesmo, que só os conteúdos desportivos do FCPorto disfarçam a pobreza programática e informativa do Porto Canal. As repetições, são a norma da casa. Aos fins de semana ninguém trabalha, a avaliar pelo que vemos (excepto o desporto). Quem consultar na televisão o guia da programação extra futebol, cedo se aperceberá do desnorte que por lá vai. Raramente diz a cara com a careta. Em estúdio, observam-se erros de imagem que podiam já ter sido corrigidos há muito, como o excesso de luz ou de sombra no rosto das pessoas, assim como as distracções do camara-men nos movimentos da câmara, sendo frequente surpreender os convidados a olhar para zonas fora do enquadramento do que está a ser transmitido.

Pode dizer-se que  são detalhes, mas é nos detalhes que se revela o rigor e a competência do gerente-mor de uma empresa, particularmente se estivermos a falar de televisão. Como já disse noutras ocasiões, os melhores programas do Porto Canal e de quem os realiza acabam por ser prejudicados com a bipolaridade contrastante entre a área desportiva e a generalista. A programação continua a ser pobre demais para que tal passe despercebido. Juca Magalhães bem pode agradecer aos conteúdos desportivos as "excelentes" audiências" que muito o envaidecem.

Mas, a pior faceta do director do Porto Canal é ter ficado refém do complexo lisboeta, de por estranhas razões que só ele poderá explicar, teimar em chamar ao estúdios personalidades da capital pouco relevantes para os portuenses,  que nem sequer alguma vez mostraram especial interesse pela nossa cidade. O Porto, infelizmente, não tem motivos nenhuns para estar grato às gentes da capital, em nenhum aspecto. Não é só no futebol, é em tudo. Ainda agora tivemos oportunidade de ver como em Lisboa reagiram à eventual deslocação da INFARMED para o Porto, isto, independentemente de se concordar ou não, com o timing da decisão do Governo.

Pois acabei de conhecer agora a cereja que  Júlio Magalhães entendeu colocar no cimo do bolo dos seus amores alfacinhas. O convidado eleito para o próximo programa "Júlio Magalhães, é, imaginem, Freitas do Amaral, o mesmo que há uns anos atrás deu um parecer favorável ao inquérito da reunião do CJ da FPF que confirmou os castigos ao Boavista e a Pinto da Costa. Ou sou eu que estou a ficar tolinho, ou é Júlio Magalhães que não conhece o histórico Apito Dourado e seus macabros episódios. Freitas do Amaral? Para quê? Que prestígio vê JM neste homem? O que é que ele fez de relevante pelo Porto e pelo país?

Estou curioso de saber se o Juca o vai receber "com muita honra", como costuma dizer a todos os convidados (excepto ao Tino de Rãs)... Como a recepção honrosa é logo no início, não vou precisar de ver o programa. Era o que me faltava. Vá de retro Satanás!

PS-Sugestão: e por que não convidar o filho?



22 novembro, 2017

"Acho sinceramente que o país se está a suicidar"



Numa iniciativa promovida pelo CDS, o presidente da câmara do Porto lançou o repto à regionalização, porque "o país se está a suicidar".

Rui Moreira considera que Portugal vive um tempo de "descoesão territorial" e lança um repto: "É preciso ter coragem. É preciso perceber que não vale a pena continuar a falar na reforma da administração se não fizermos a reforma do sistema político que permita de facto que o reduto rio seja ocupado duma forma razoável".

O autarca do Porto usa uma imagem. "Se pensarmos na nossa casa, aquilo que estamos a fazer é concentrar a cozinha, a casa de banho, a sala de estar e os quartos apenas numa pequena divisão. E quando fazemos isso, se prensarmos sob o ponto de vista social, da qualidade de vida e da sustentabilidade do país, acho sinceramente que o país se está a suicidar".

Rui Moreira falava numa iniciativa organizada pelo CDS chamada "Ouvir Portugal", na qual Assunção Cristas ouviu várias personalidades da sociedade civil para recolher ideias programáticas para o partido.
Assunção Cristas, que esteve em Serralves para ouvir opiniões, deixou uma pergunta: saber como se encontram "formas de levar as pessoas para o interior".
Na resposta, Moreira lembrou que o problema é que o país empurra as pessoas do interior para o litoral, à procura de empregos.
Nota de RoP:
A resposta de Rui Moreira à pergunta de Cristas teve uma grande virtude: esclareceu,  quem ainda tivesse dúvidas, que Assunção Cristas é mais uma lisboeta que não conhece o país, para além da capital.

20 novembro, 2017

Ou acabámos com o centralismo, ou o centralismo acaba connôsco!

Resultado de imagem para terreiro do paço lisboa
Imagem maléfica

É um facto, que os portugueses de um modo geral ainda não perceberam a importância sócio-política dos seus direitos de cidadania.

Somos mais sensíveis à solidariedade, quando acontecem catástrofes, do que com as causas de cariz político. E não estou bem certo se essa aparente solidariedade é mesmo uma expressão sincera, ou se não passa de manifestações vaidosas com carências de protagonismo na expectativa que as televisões os tornem famosos. É mais comum que as pessoas generosas sejam discretas, e não gostem muito de palco. 

No que respeita a hábitos de cidadania os portugueses só quase se  mobilizam com greves e por motivos salariais. Mesmo assim, fazem-no a reboque dos sindicatos, alguns deles sem terem as respectivas cotas em dia... Até nos assuntos que mais os apaixonam, como é o caso do futebol, preferem empurrar os outros para resolver problemas que são de todos, e mesmo assim não deixam de criticar quem tenta fazer alguma coisa. Tudo isto frequentemente, no anonimato. Somos assim. Muito exigentes, mas pouco cooperantes.

Inevitavelmente, o futebol também sofre dess praga. A história do FCPorto é um paradigma de luta desigual, contra a descriminação centralista da capital, mas também de alguns portuenses e nortenhos, que estúpida e traiçoeiramente, fazem côro com ela. Independentemente de serem portistas, ou não, traem a cidade onde vivem e nasceram, permitindo o desvio permanente de recursos e verbas para a capital, empobrecendo a região, esvaziando com isso o acesso a empregos e negócios aos seus próprios filhos e familiares. 

Mas, o problema dos portuenses não se limita a isso, deve-se também à inércia das chamadas elites, que conquanto tenham razões para gozar desse estatuto, não têm sabido usá-lo para ajudar a cidade e a região tanto quanto podiam. Temos reputados reitores universitários, desportistas, bons colégios, cientistas, empresários, artistas, arquitectos, médicos especialistas, gestores hospitalares, e no entanto não temos massa crítica. Ouvimo-los, e lemo-los de modo avulso, a tecer comentários tímidos sobre o centralismo, mas nem o Porto Canal foi capaz de promover debates alargados sobre a matéria agregando essas pessoas no mesmo objectivo para consolidar massa crítica. O Porto Canal, e o seu infantil director-geral, parece contentar-se com visitantes lisboetas que nunca ninguém ouviu, ou viu defender o Porto, a juntar todos esses portuenses na mesma causa.

Assim, vai ser complicado acabar com o centralismo. Quanto mais frágeis nos mostrarmos, mais Terreiro do Paço vamos ter de suportar nas nossas vidas, com os efeitos altamente perversos que isso implica. A timidez revelada pela administração do FCPorto com as vigarices inomináveis do Benfica, é um sintoma de fragilidade angustiante incompreensível. Tão óbvio, que os próprios criminosos (a tribo benfiquista) dela procuram tirar partido, ensaiando todo o tipo de ataques e ofensas ao FCPorto como se fosse este o autor das suas próprias ilegalidades.

Sentem-se assim à vontade, porque, até ao momento, os dirigentes portistas não souberam estar à altura para defender o clube como ele merece. E veremos se não vamos pagar caro tanta passividade (que é o adjectivo mais brando que se pode aplicar)...
  

19 novembro, 2017

Vergonha lisbonária!

Isto, é o espelho do país! Louvar
a corrupção com o país todo a ver
Acredite quem quiser. 

Não acrescenta nada de dignificante à minha liberdade pessoal, a faculdade de escrever aqui o que convictamente penso  deste país e dos que o representam (sem nível) ao nível mais alto, o que é de per si uma contradição sem fundamento possível. 

Este blogue está aberto aos olhos do mundo. 

Neste espaço, posso e devo afirmar, que somos um país governado por corruptos. E os destinatários tanto podem ser os leitores comuns, como o presidente da República, ou o 1º. ministro. A diferença, é que a responsabilidade do leitor comum é incomparavelmente menor à destas últimas figuras públicas, que gozam de privilégios que os primeiros não têm, ou seja, da legitimidade para prevenir e combater a corrupção a que me refiro. 

Não o fazendo, estão a desrespeitar-se a si próprios, e - o que é mais grave -, a trair o povo, assumindo-se implicitamente como cúmplices. 

Marcelo Rebêlo de Sousa, parece que também não sabe o que se está a passar...

PS-Ontem, o padre Capela virou as costas nitidamente às suas responsabilidades. Foi não só cartilheiro,como gangster, ao sonegar um penálti cristalino ao Victória de Setúbal. Comigo, já estava na cadeia há alguns anos, a marinar...  

17 novembro, 2017

Humor negro de Camilo

Germano Silva
Germano Silva

A história é conhecida, mas vale a pena relembrá-la. Camilo Castelo Branco conheceu Ana Plácido, a sua “paixão fatal”, por 1850, aqui no Porto

"Era num baile. Ondulava / d’ouro e sedas o salão…” Ela, “ beleza de Rubens, colo de jaspe, talhe de haste flexível que o mais leve sopro derruba “ tinha, então, dezassete anos e estava noiva de Manuel Pinheiro Alves, um homem bastante mais velho, quadragenário, rico comerciante da rua do Almada.
O casamento realizou-se em setembro daquele ano. Durante nove anos Ana Plácido, culta, romântica, idealista, resistiu ao fogo da paixão. Mas em 1859 deu o passo fatal: abandonou o marido e foi refugiar-se nos braços de Camilo levando com ela o único filho ainda pequeno.
O resto é por demais sabido: um ano depois de ter abandonado o lar conjugal (26 de março de 1860) Ana Plácido foi presa na Cadeia da Relação do Porto, onde Camilo também daria entrada, uns meses depois (5 de maio), acusados, ambos, do crime de adultério.
O caso subiu a tribunal onde veio a ser julgado pelo juiz José Maria de Almeida Teixeira de Queirós, pai do nosso grande Eça de Queirós que, no princípio não quis intervir no caso, “ por razões de consciência”, mas acabou por presidir ao julgamento de que os réus saíram absolvidos.
Três anos mais tarde (15 de julho de 1863) Pinheiro Alves estava às portas da morte. Vivia, então, hospedado num hotel de Vila Nova de Famalicão. Pediu que lhe levassem um confessor ao leito da morte. A ordem foi cumprida e lá compareceu o padre para assistir aos últimos momentos do moribundo. Confessou-se e no final o sacerdote advertiu-o de que só lhe podia dar a absolvição se ele perdoasse quantos o haviam ofendido.
Ofegante, Pinheiro Alves condescendeu. Que sim, que perdoava a todos, incluindo à mulher adúltera, “ exceto àquele homem…” – frisou. Aquele homem era Camilo. O sacerdote insistiu: Tem que perdoar a todos senão… Resposta pronta do moribundo: “ A esse não perdoo…” Então não o absolvo”, tornou o confessor. “ Irei para o inferno, retorquiu Pinheiro Alves, mas não perdoo…” E não perdoou.
Coisa curiosa. No dia e à hora a que Pinheiro Alves expirava, no silêncio de um modesto quarto de um hotel de Famalicão, Camilo, recostado no leito de um hospital de Lisboa, onde fora procurar solução para os seus muitos achaques, lia um romance. A Alberto Pimentel, um dos seus biógrafos, contou mais tarde que, exatamente à hora em que Pinheiro Salves morria, sentiu, de repente, “ um aperto misterioso e inexplicável nos gorgomilos, como se uma hercúlea mão invisível o estivesse a estrangular.” Ele há coincidências…

15 novembro, 2017

Benfica, fica mal e porcamente! E o Estado, também!


Não tenho filiação partidária, tenho sim uma simpatia quase endémica por concepções políticas de esquerda. Melhor falando, por doutrinas verdadeiramente humanistas, que não é bem a mesma coisa. Os extintos países comunistas da Europa, colapsaram pela forma pidesca como combateram e perseguiram os opositores do regime,  hipotecando a componente humana da doutrina. Esse, foi talvez o calcanhar de Aquiles de todos os regimes comunistas, e continuará a ser, caso não tenham capacidade para os reinventar. Mesmo assim, derrubados que foram os muros com os países capitalistas, hoje, não são mais felizes do que antes. Na própria Rússia de Putin, há uma grande comunidade de comunistas que já estão arrependidos pelo fim do regime anterior, mesmo os que lhes reconhecem falhas.

Desprezo o capitalismo selvagem das sociedades contemporâneas, e jamais as defenderei como paradigma de sociedade. São sistemas corruptos por natureza, e corruptíveis por contágio. É a certeza da vida que mais se aproxima da certeza da morte, nem sequer é um efeito colateral.  O fenómeno Bilderberg ganha cada vez mais pragmatismo, ainda que poucos se apercebam da sua monstruosidade para a o homem. José Saramago bem dizia: "Não são os políticos os que governam o mundo. Os lugares de poder, além de serem supranacionais, multinacionais, são invisíveis".

Enquanto outros ventos não chegam, e a própria União Europeia não se mostra interessada em fugir destas tentações, que mais a tornam uma cúmplice da "bilderberguização" global, do que vítima, já me contentava em viver num regime capitalista moderado, do tipo escandinavo. A Escandinávia é seguramente a única região do planeta onde as populações menos motivos têm para se envergonhar, enquanto tal. Como sistemas capitalistas que são, sujeitam-se aos consequentes surtos de corrupção, só com uma sintomática diferença por comparação com Portugal, são poucos, e quando detectados, pagam contas à Justiça.

Em Portugal, ou expressando-me melhor, em Lisboa, cultiva-se e protege-se a corrupção. Em Lisboa, governantes, partidos-políticos e comunicação social, orgulham-se de serem cúmplices de um clube de futebol com claques ilegais e assassinas. Sim, assassinas! Não, não estou a delirar, é verdade!

Chama-se: Sport Lisboa e Benfica.   

14 novembro, 2017

Ter catraios no Governo dá nisto

Jõao Paulo Rebêlo
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, frisou, esta segunda-feira, que não existem "tratamentos diferenciados" no futebol português e referiu que nenhum clube pode prestar apoio direto a grupos afetos de adeptos não registados.

"Não é aceitável saber que há, ou imaginar que possa haver, um tratamento diferenciado. Somos todos rigorosamente iguais à luz da lei. O Instituto português do Desporto e da Juventude está a trabalhar e isso deve deixar descansados todos os que seguem o desporto", começou por sublinhar João Paulo Rebelo.

À margem do lançamento da bandeira da Ética, que decorreu no complexo desportivo da Academia da Estrela, em Lisboa, o secretário de Estado deixou claro que "não há clubes de clubes de primeira nem de segunda", alertando que a "lei é para ser aplicada a todos de forma inequívoca".

Questionado sobre os eventuais apoios prestados pelos clubes aos grupos afetos de adeptos não registados, a resposta foi clara, garantindo que "não podem existir".

Nota de RoP:

Estas reacções são acepipes muito difíceis de digerir. Bem sei, que um catraio, é um catraio, que quem o nomeou para o cargo de Secretário de Estado do Desporto, ainda mais catraio é. Só ao fim de quase meio ano, é que este Chico-esperto se decidiu a pôr o pescoço de fora? E ainda por cima para fazer de nós colegas de creche?
  
Estas declarações pecam por tardias e por razões obscuras... É que, mesmo sendo tardias não acrescentam nem esclarecem nada. E, das duas, uma,ou é gato escondido com o rabo de fora,ou  uma provocadora resposta cheia de nada. Talvez me engane, mas cá para mim, cheira-me a lexívia.

Caros leitores: estou disponível para encabeçar uma petição a exigir a demissão imediata deste miúdo.  

PS-Na impossibilidade de publicar um artigo de Álvaro Almeida, ex-candidato à Câmara do Porto, referente à independência da Catalunha/Regionalização portuguesa, deixo aqui o link cuja leitura recomendo: