06 janeiro, 2018

Serviço público ou privado?


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Manuel Luís Mendes

Quando houve, no país, o debate sobre os malefícios e benefícios da televisão pública, ficou claro que a sua existência se devia ao facto da informação neutra e equidistante ficar mais salvaguardada numa estação televisiva pública do que sob a alçada de uma entidade privada sempre mais sujeita aos interesses particulares, do que ao bem público.
Por isso, a RTP seria a única a defender o pluralismo e neutralidade da informação, algo que os privados não garantiriam.
Só que na transmissão do jogo entre o FCPorto e o Rio Ave a parcialidade foi demasiado notória.
Durante todo o encontro não houve uma palavra para a espetacular exibição dos portistas!
Não. Para os comentadores houve sim muitas dificuldades por parte dos vila-condenses que não conseguiam suster os ataques dos dragões.
O mérito não foi, pois, dos líderes do campeonato mas do demérito do adversário.
Chegou – se ao cúmulo de terem ficado escandalizados com uma entrada mais dura de Soares a merecer amarelo, mas nunca vermelho, como pediam os comentadores. Depois, qualquer situação mais incómoda e simples para os da casa, era um perigo constante e um alarme incrível…
Serviço público? Talvez, mas a Benfica TV não faria melhor…
O que importa é que o FCP fez uma exibição de gala e se não houvesse tanto desperdício a goleada seria histórica.
Essa a realidade, embora os telecomentadores de serviço a tenham iludido. 
Como estamos no Natal, haja tolerância, esperando que, no novo ano, algo mude para que tudo não fique na mesma…
Admitindo que no melhor pano cai a nódoa, seria avisado que a RTP ganhasse a consciência de que tem um estatuto que defende o interesse do país e não de um qualquer facciosismo de circunstância. Deveria ser – a tem de ser! – como a seleção nacional de futebol :a equipa de todos nós. Tem de saber que é mais um serviço cívico do que uma empresa particular. O seu lucro é a informação rigorosa e não os dividendos dos acionistas. 
E se algum profissional da casa, não aceitar esta postura, então só lhe resta um caminho :sair pela porta por onde entrou para a Benfica TV, Sporting TV ou Porto Canal…
Aliás, isso aconteceu com vários jornalistas e daí não veio nenhum mal ao mundo. Pelo contrário, houve bom senso e seriedade. Não enganaram quem lhes pagava e foram servir outros patrões.  Tudo certo, pois. 
Inadmissível é parecerem o que não são : independentes. Como diz o povo, quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele…
Quanto ao Governo, que tutela o setor, não pode assobiar para o lado e fazer de avestruz. Tem de ser mais interventivo. 
É que sujeita – se a perder, no desporto, os créditos que tem granjeado noutras áreas, com consequências eleitorais imprevisíveis. 
Boas Festas  a todos os leitores do Porto24, independentemente de clubes, são os nossos votos sinceros. 
(de Porto24)

05 janeiro, 2018

Assim não, senhor Pinto da Costa!

O texto a seguir, é a argumentação do FCPorto para justificar a desistência do recurso da suspensão com 3 jogos do hoquista Jorge Silva, no último jogo com o clube mais corrupto do mundo, o Benfica. 

A saber:

"O FC Porto não vai recorrer da suspensão de três jogos aplicada ao hoquista Jorge Silva, depois da expulsão no Pavilhão da Luz, na sequência de um lance em que o argentino Carlos Nicolia, jogador do Benfica, acrescentou uma boa dose de teatro, hesitando entre agarrar-se à perna ou ao rosto durante o exercício de dramatização. Mesmo seguros de que a razão lhes assiste, os responsáveis portistas não vão solicitar a revisão da decisão da dupla de arbitragem junto do Conselho de Justiça e têm uma boa razão para isso: até hoje ainda não receberam resposta ao recurso interposto a propósito da expulsão do mesmo Jorge Silva em Oliveira de Azeméis, em maio do ano passado, num lance em que o avançado não teve qualquer intervenção", escreveu o clube.
(O JOGO)
Assim, não! Isto é inacreditável. Deixar de recorrer da defesa de um atleta como Jorge Silva, expulso de forma abjecta por um árbitro manifestamente desonesto, com as consequências que tal comportam para o FCPorto, justificando a decisão por não terem recebido resposta do primeiro recurso enviado ao Conselho de Justiça sem ensaiar outras alternativas, é o mesmo que dizer: vá lá, continuem, podem roubar à vontade! Isto é um baixar de braços pusilânime que nada empolga quem trabalha no clube, nem quem é seu adepto. Uma vergonha para o FCPorto!

Às vezes, pergunto-me se a insanidade mental invadiu a SAD portista, ou se é apenas uma consequência da terceira idade. Se não há dinheiro para defender o clube, mais vale fechar a loja. Isto é miserável!

04 janeiro, 2018

À atenção do Programa Universo Porto da Bancada

É este o rosto do Nuninho (a senhora está a mais).  Ele bem se
esconde, mas a Net tem destes inconvenientes...

Não sei se é por ingenuidade, ou para não perder totalmente a "atenção" do Jornal de Notícias - que já não é muita -, tanto Francisco J. Marques como os responsáveis pelo blogue Baluarte Dragão, parecem andar distraídos com o alinhamento editorial deste diário portuense. Não é a pluralidade de opinião que aqui está em causa, é o critério com que é usado. Critério esse que só ainda não copia absolutamente o padrão da imprensa centralista de Lisboa porque ainda é cedo, mas já deram passos enormes nesse sentido (desonra lhes seja feita).  

Como é sabido, o JN é o único jornal nacional sediado no Porto que durante anos se afirmou de norte a sul do país, sem precisar de se descaracterizar. Lastimavelmente, começou a perder essa peculiaridade há uma dezena de anos, sem deixar de "privilegiar" o Porto e o Norte, como é natural a um jornal fundado nesta região.  Para os portuenses, pelo menos para aqueles que sentem os malefícios do centralismo, a última remodelação directiva (e administrativa)  piorou em todos os sentidos, principalmente o político. Como raposas matreiras, logo trataram de ampliar a cobertura a outras regiões mais a sul, com Lisboa à cabeça, sem deixar obviamente (para já...) de atender o Porto e o Norte. Assim, enquanto os deixarmos seguir esta estratégia, até podem gabar-se que descentralizaram mais o jornal, e que até aumentaram as vendas. Mas isso, será sempre um argumento pervertido e mercantilista, porque parte de quem o dirige é completamente alheio à região e aproveita-se de uma estrutura criada de raiz no Porto, por gente do Porto, para dela tirar partido em benefício dos interesses egocêntricos da capital.

A última intervenção de um dos traidores do JN (jornal da cidade que lhe deu emprego), de seu nome Nuno Miguel Maia, um obcecado a quem Pinto da Costa supostamente terá feito muito mal, tal é a perseguição que lhe anda a fazer há anos, é bem reveladora. Lá vem ele assinar o artigo abaixo plasmado, sempre, sempre a apoiar o Benfica e a procurar prejudicar o FCPorto. Não ficarei nada espantado se um destes dias vier a público o seu nome como mais um avençado do Benfica. 

É tempo, de Francisco J. Marques, assim como o Baluarte Dragão se deixarem de salamaleques com o JN, porque já não é um jornal de portuenses. Longe disso, é mais um jornal capturado por centralistas que, como se constata, nada de útil trazem à cidade.  E só se atreve a abordar o caso dos emails para não perder clientela, mas nem por isso deixa de publicar aberrações como a do energúmeno Nuno Miguel Maia. Muito do que agora é confirmado no Universo Porto da Bancada já eu percebia, mesmo sem elementos comprovativos de índole jurídicos. Regi-me por algo mais pragmático, que consiste em saber ler muito bem a diferença entre o ser, e o parecer. Não me enganei. Fosse isto sorte, estaria multimilionário! Confirmem-no aqui, se assim entenderem (Data de 08/11/2012)...

Como é possível conviver tão bem com o lixo?

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03 janeiro, 2018

Benfica, o clube mais corrupto do planeta

Podemos dizer, sem corrermos o risco de falhar, que a teia mafiosa montada pelo actual presidente do Benfica no futebol nacional, é o maior escândalo a que o mundo assistiu desde que este desporto existe. Já aconteceram outros casos, inclusivé nos próprios órgãos dirigentes da FIFA (7 elementos, em Maio de 2015), mas nos campeonatos europeus, apenas se conhecem esquemas de corrupção com a Juventus, Lazio e Fiorentina, em Itália, e em França, o Marselha. Nenhum deles teve a dimensão e a a vaga de cumplicidade que se está a detectar com o Benficagate.

Na Itália, país conhecido por habituais tendências mafiosas, todos os clubes implicados foram despromovidos, a Juventus também com a perda de títulos conquistados nos dois anos anteriores, só o Milan se safou por falta de provas, e no caso do Marselha, foi-lhe retirado o título de campeão e o seu presidente preso. Não obstante a gravidade destes casos, nenhum tinha uma rede de poderes e de influências tão grande e tão diversificada como a que tem o Benfica. Isto, é assustador para os portugueses de bem, e uma vergonha incomensurável para um universo enorme de figuras públicas tidas como respeitáveis.

Não imagino como isto irá acabar, porque dada a enormidade das figuras envolvidas no escândalo, será praticamente impossível punir todos os que cooperaram directa e indirectamente com esta rede de chantagistas. Porém, algo terá de ser feito por quem de direito (investigadores e juízes) para salvar o país da vergonha mundial. Um dia, que não imagino quando será mas que terá fatalmente de acontecer, quer o senhor primeiro ministro, quer o senhor presidente da República - contrariados ou não -, lá terão de sair a terreiro para tentar convencer-nos que são aquilo que não são, isto é: homens superiores. Não vale a pena. Só lhes pedimos é que pelo menos deixem a Justiça trabalhar, e que não interfiram.

Mais que o mundo pestilento do Benfica contemporâneo, importa acreditar que ainda haja no país meia dúzia de homens e mulheres de honradez inequívoca, com autoridade moral para o limpar. Pena é, que uma justiça tão lenta vá permitindo aos bandidos continuarem na senda do crime, e a competirem com quem trabalha honradamente.

Além de imoral, é uma injustiça dobrada.

31 dezembro, 2017

Senhor Pinto da Costa, decida-se e defenda o clube com dignidade!


Continuo a pensar que para agilizar a resolução do escândalo dos emails será preciso algo mais que denunciá-los. Não se trata de pressionar os investigadores, porque é importante que a investigação seja feita com o maior dos rigores, e para isso é preciso tempo. No entanto, tendo em conta a dimensão deste caso e as influências que com certeza estão a ser movidas para o abafar, é fundamental que o FCPorto assuma uma posição mais determinada para o evitar, ou no mínimo, para bloquear a sua profusão.

Não duvido que dentro do clube haja gente com experiência jurídica para escolher a melhor estratégia para casos desta natureza, mas também não podemos esquecer que a liderança do presidente não é mesma de outros tempos, e que a sua capacidade de antecipação de prevenir os problemas agora deixa muito a desejar. Se a liderança pessoal de Pinto da Costa não é a mesma (e não é, de facto), então que haja o bom senso entre os elementos da SAD para a partilharem, no sentido de ajudar o presidente a encontrar a solução mais indicada para o FCPorto. Repito, para o FCPorto, ou seja, para o universo portista. Todo!

É preciso não esquecer que este escândalo tem contornos mafiosos gigantescos, com gente mal formada e intelectualmente corrompida, disposta a tudo para manter o poder e respectivos privilégios. Por isso, continuam activos e confiantes na sua missão, e não vão parar enquanto não forem detidos pelas autoridades. Atenção que isto não é só no futebol que acontece, é em todas as modalidades praticamente, como pudemos ainda ontem confirmar no jogo de hóquei, onde os jogadores do Benfica só conseguiram ganhar com a ajuda preciosa de um árbitro descaradamente corrupto. Digam o que disserem, os pontos da victória do Benfica já ninguém os tira, pelo menos em tempo útil...Não são as denúncias dos emails isoladas que vão restituir ao FCPorto os pontos perdidos por influência dos árbitros, até porque como atrás referi, ninguém pode dar como garantido que a resolução deste escândalo seja concluída a tempo de travar os danos entretanto causados ao  FCPorto.

Até a RTP, e o exército de chulos (e chulas) que ali fingem fazer serviço público, não teve problemas para justificar a não transmissão do jogo com o Paços de Ferreira, lançando as culpas para a Liga de Clubes, o alvo a abater do Polvo dos cartilheiros...  Enfim, tudo isto é tão vergonhoso, que me faz corar, só de imaginar o que vão pensar deste país os cidadãos estrangeiros de países civilizados! Então, quando souberem que os media e o próprio governo corroboram num escândalo destas dimensões, não apenas por omissão, mas também com cumplicidade. Insisto nesta tecla: o FCPorto tem motivos fortíssimos para desafiar o Governo a explicar-se, mas com respeito e seriedade. Porque, o secretário de Estado do Desporto que o representa, está provado e comprovado, é absolutamente disfuncional, e desonesto! Se eu neste espaço público não me privo de o afirmar - e não é por má educação -, por que é que o FCPorto, com um afamado departamento  jurídico, não obriga o Governo a retratar-se? 

Resumindo e concluindo: se chegados ao fim da temporada desportiva tivermos sido outra vez ludibriados, com perdas e danos, porque nada fizemos para acelerar o processo das investigações, confiando demasiado na celeridade da Justiça, de nada irá adiantar a lamúria, e outros responsáveis terão de se retratar, coisa em que não acredito no FCPorto dos últimos anos...

PS-Não quero fazer de ave de mau agoiro, não senhor.  Quero apenas seguir o exemplo do seguro que morreu de velho...

BOAS SAÍDAS DE 2017, E MELHORES ENTRADAS PARA 2018!

29 dezembro, 2017

Não adoto este silêncio

Rosário Gamboa 

"Não adoto este silêncio" é o lema do movimento de denúncia de um sistema internacional de adoções ilegais, que emergiu com base em peças de jornalismo de investigação (Alexandra Borges; Judite França). Mas devia ser um lema geral. *Calar perante a injustiça ou o sofrimento é demissão, negação de si mesmo na negação do outro.
Há muitos silêncios nascidos da omissão da nossa voz, diluída na massa anónima da desresponsabilização coletiva - se o mal é do sistema, a minha palavra não fará a diferença!
Ignorância, falta de desenvolvimento moral e cívico, cansaço, desilusão?... Não há uma causa única, nem simples e as responsabilidades dividem-se, indubitavelmente, entre o sistema, onde as condições de produção do medo, do desconhecimento, da indiferença, da má vida são geradas, e a responsabilidade individual que cabe a cada um.
É certo que a turbulência dos dias agita-nos num precipitar de necessidades, num esgotar permanente de tarefas, onde o tempo escoa e a consciência é um pequeno crepúsculo fugaz antes do adormecer. Tudo parece concorrer para esse indolente entorpecer: consumimos, produzimos e consumimos mais, num ciclo frenético, onde inscrevemos a vida sem grandes interrupções, pois também o lazer se organiza e regula pelo consumo, e as mais ingénuas distrações estão por conta de uma indústria de entretenimento que nos entra em casa com ideias "criativas", jogos lúdicos, onde o prazer leve nos embala o cansaço. No alinhamento dos telejornais as notícias sucedem-se velozes e indiscriminadas, navegando entre os dramas mais intensos e os faits divers cor-de-rosa - um jogo cénico onde a sua relevância mutuamente se anula, até ao suave esquecimento.
As sociedades contemporâneas, abertas e globais, alicerçadas num modelo de desenvolvimento neocapitalista que democratizou o consumo como modo de estar, trazem, na sua imensa complexidade, o vírus da passividade, do individualismo hedonista, da indiferença moral.
É neste presente que temos que pensar e agir. Entre o poder do "sistema" e nós mesmos há um continuum onde, formalmente, se funda a natureza comunicativa das nossas sociedades democráticas. E é pela compreensão e comunicação que se abre o sentido capaz de romper o silêncio - formar posturas de reflexão contra a tirania do imediato, desconstruir falsas evidências e factos, demonstrar ideias que mobilizem a sociedade e permitam uma "viragem cognitiva", educativa, apoiando a formação do juízo cívico e moral.
PRESIDENTE DO POLITÉCNICO DO PORTO
(JN)
* Nota do RoP: O silêncio do medo e da cumplicidade intraquila. Sempre ele. O sublinhado é do RoP.

28 dezembro, 2017

Uma coisa chamada João Paulo, com nome de pessoa

É isto, um secretário de Estado?

Olho para esta imagem, e o que vejo? Um rapazinho com cara de sonso, insignificante, igual a tantos outros,  ou um chico esperto a quem alguém convenceu que a melhor forma para subir na vida era engajar-se num partido político do círculo da governação?

Resposta: vejo tudo isso, mas também um elemento da cartilha benfiquista com responsabilidades governativas, mandatado pelo Governo para proteger um clube liderado por um ex-presidiário. 

Para ele, e para todos os que o apoiam, os meus votos de um ano novo cheio de desgostos e de muito sol aos quadradinhos. Não merece menos! 

20 dezembro, 2017

PSP como o IPDJ: a moda de brincar às instituições públicas


O comunicado da PSP em resposta à menção do nome da instituição num e-mail enviado pelo diretor de segurança do Benfica a um administrador só pode ser lido assim: como é que nos safamos de perguntar, pela via oficial, ao Benfica por que diabo está o nosso nome metido numa suposta estratégia para retardar a entrada dos adeptos do FC Porto no Estádio da Luz? 

A conclusão atingida pela Polícia de Segurança pública foi, curiosamente, a mesma a que chegou o notável Instituto Superior do Desporto a respeito das claques do Benfica: falar de uma realidade alternativa, fingir com o mesmo descaramento do IPDJ que não há factos, nem indícios, à vista de toda a gente, e desconversar. 

A PSP é metida ao barulho no caso dos e-mails porque consta de um e-mail, não porque o FC Porto a acuse ou deixe de acusar. Está metida ao barulho, porque trabalha para nós, contribuintes (todos, de norte a sul), e porque não é suposto que participe em estratégias de clubes de natureza alguma. Portanto, se não participou, não tem de repudiar acusações: tem de perguntar ao Benfica por que razão a "estratégia incluía a participação da PSP". Gostava de escrever agora "chega de brincar às instituições públicas", mas não escrevo, porque sei que vamos continuar a brincar às instituições públicas. E aos secretários de Estado, e aos ministros, etc.


José Manuel Ribeiro 

O JOGO)

O Benfica vai enterrar o PS e o Governo. A menos que este assuma a ditadura instalada

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Como é? Agora, a promiscuidade vai morrer solteira?
Outra vez?

Não sou dos que se deixam levar facilmente pelo paleio dos políticos. Tenho da classe a pior das opiniões, o que não significa que não esteja atento ao que vão fazendo de positivo, e não venha um dia a mudar de opinião se fôr caso para isso. 

Numa primeira fase, comecei por apoiar a ideia da "Geringonça", e a admitir que as coisas viessem a mudar com António Costa, mais que não fosse para purgar o Partido Socialista da vergonha que José Sócrates lhe deixou como herança. Falsa, espera! António Costa, ao contrário do que cheguei a admitir, tem-se mostrado um desastre, uma decepção. Falhou, no modo como resolveu o drama dos incêndios, falhou no modo de reagir ao problema, e falhou no modo como apresentou a solução. Primeiro, e como tem sido habitual nestas situações, também com outros governos, veio logo com a conversa dos equipamentos de combate (helicópteros, carros e aviões), e só muito de empurrão com a prevenção. Ainda ontem, disse aquilo que devia ter dito logo após os incêndios, como seja: "A reforma da floresta tem de avançar já".  Neste momento já devia ter passado à accção, porque parece que ainda não percebeu que os portugueses estão cansados de processos de intenção, e já não acreditam nos discursos, querem ver accção. Obra controlada, com divulgação pública e regular do seu andamento! Coerência, traduzida em práticas seguras. Só assim se regenera a confiança. 

A. Costa falhou com a presidente da IPSS "Raríssimas". Mais uma vez, mesmo sabendo que o escândalo de Sócrates em nada credibilizou o Partido Socialista, reagiu de forma demasiado proteccionista para com a suspeita, como se  fosse um caso isolado de corrupção. Finalmente, A. Costa continua a falhar (para nossa desgraça, temos de incluir aqui todos os partidos), no mais escândaloso crime do futebol português, pré e pós 25 de Abril, que é o caso do Benfica/Emails, vulgo "Polvo Encarnado"!

Ninguém, de boa fé, acredita que António Costa não saiba o que se está a acontecer, e a dimensão da gravidade que este tipo de crimes comporta (são vários). Em vez de procurar acelerar as investigações, chamando o Secretário de Estado do Desporto, obrigando-o a dizer o que sabe e a tratar do assunto com a imparcialidade a que está obrigado, e  o momento requer, meteu a viola no saco, colando-se implicitamente à estratégia do suspeito. Isto é, nem nega, nem assume. Logo, optou pela irresponsabilidade!

Mas, aconteça o que acontecer, o PS vai pagar muito caro este acto abjecto de irresponsabilidade política, em que mais uma vez deixa a nu a verdadeira face do Estado de Direito português. 

Salazar, faria muito melhor, sem precisar de apelar à democracia.  


19 dezembro, 2017

Viva a equipa do FCPorto, e viva Marega!


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Xiu!!! Isto é só  cá entre nós, para portistas de bancada (e de sofá)... Vou-vos confessar uma coisa que sei não ser consensual, e que não convém que se saiba nos bastidores do plantel do FCPorto: aprecio mais as qualidades do Marega do que as do Brahimi! Tenham paciência se vos choquei, mas se pensarem bem, vão ver que não cometi nenhuma heresia.

Já sei que as características entre um e outro, são diferentes, mas porque este argumento é habitual quando fazemos comparações deste tipo, antecipo-me já a rebatê-lo porque não se trata de reduzir um à insignificância e o outro à magnificiência. Nada disso.

O Brahimi é um jogador talentoso com a bola nos pés, com uma capacidade invulgar de drible cuja vantagem principal é arrastar consigo dois ou três defesas adversários, e assim abrir espaços para os colegas poderem penetrar, e fazer golo. O problema de Brahimi é não saber gerir equilibradamente os momentos, entre quando deve parar de fintar para daí tirar partido para si próprio, ou para os colegas, e quando está em posição vantajosa para prosseguir sozinho.   É desse equilibrio que Brahimi precisa para ser um jogador sensacional. Quando não decide bem, faz com que a equipa se desiquilibre e seja apanhada em contra pé gerando situações iminentes de perigo. Quando quer fazer tudo sozinho e tem colegas em melhor posição para concluir as jogadas, sinceramente, não o aplaudo... Quando usa o talento e olha para os jogadores melhor colocados e decide endossar-lhes a bola (como foi o caso de ontem com Marega), enche-me as medidas.

Já Marega tem outras características, não propriamente idênticas a Brahimi. Parecendo um tôsco, é voluntarioso. A maior virtude de Marega é a vontade que tem de se superar. Nota-se, que se esforça por fazer sempre melhor. Ajuda a equipa, no ataque, mas também na defesa. Corre como uma gazela, tem a força de um touro, e espanta pela evolução técnica que foi conquistanto (faz golos de craque). Não duvido que Sérgio Conceição tenha a sua cota parte de sucesso nessa evolução, como aliás teve também com a evolução de Brahimi, só que - sem querer ser injusto com este último -, acho que a progressão de Marega foi muito mais intensa e abrangente.

É um jogador de equipa, trabalha para ela, sem pensar apenas em si próprio, e brilha por ser assim.

PS-Se encontrarem aqui um comentário meu a criticar o Marega, façam o favor de comentar. Estejam à vontade.


  

18 dezembro, 2017

Cheira-me a esturro...


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Afirmo-o aqui, sem qualquer rebuço: quando Nuno Miguel Maia assina um artigo sobre casos de polícia, podemos ter a certeza que o nome de Pinto da Costa vem logo a seguir. Ele  próprio (NMM),é um caso de Polícia, mas ainda não percebeu...Ou também sofre de uma grave patologia mental, tal é a obsessão que tem pelo presidente do FCPorto.

Como não escreve uma linha sobre o traficante de emails (e não só), a razão é inquestionável: é mais um cartilheiro do Benfica, no JN.




Talvez haja aqui motivo para desconfiarmos destas alterações nas chefias da PJ...

Off Topic:

Relembro, a quem tiver esquecido, que avisei em vários posts, que a  entrega à PJ dos e-mails suspeitos do Benfica pode não chegar para bloquear as vigarices que conhecemos. Disse, e repito, que a matéria de prova é suficientemente poderosa para legitimar o FCPorto do direito a uma exposição ao Governo. Desde o início deste processo, os órgãos que tutelam o desporto nunca estiveram à altura do caso, revelando, mais que incompetência, cumplicidade com os transgressores. Resultado: o Benfica continua impune, a amealhar pontos não só à custa dos favores dos árbitros, como dos clubes "satélites".

Com tudo o que tem de ilegítimo, este caso pode custar ao FCPorto a perda de outro campeonato, e nesse caso, não podemos só atribuir aos vigaristas o nosso eventual insucesso, mas também à SAD portista, por cobardia, ou ingenuidade. Espero sinceramente estar enganado. Caso contrário, também perderei como portista. Indignamente. 

16 dezembro, 2017

Raios partam a porcaria do fado! Hoje, como ontem.

Nós Estamos num Estado Comparável à Grécia

Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte.
Eça de Queirós, in 'Farpas (1872)' 

Nota do RoP:
Ainda bem que no tempo de Eça não existia o Benfica... 

15 dezembro, 2017

Ditadura antiga, e ditadura moderna. Qual é que prefere?

Descubra as diferenças!

Vamos supor que ainda há gente honesta em Portugal. Que entre os 10 milhões de portugueses espalhados pelo mundo,  há meia dúzia dispostos a inverter a desproporção entre os honestos e os desonestos, e que desse pequeno grupo exista alguém com capacidade e coragem para o fazer. Tudo isso, partindo do princípio que essa figura não era silenciada, ou  mesmo abatida, como fazem as ditaduras.

Que destino seria reservado ao magote incalculável de biltres que dominam o país? Deixá-los em liberdade, quando está provado que não merecem viver em liberdade? Deixá-los viver tranquilamente, depois de andarem, anos e anos a minar os valores fundamentais da sociedade, impedindo que uma minoria decente tenha o merecido prémio por saber viver em sociedade sem a conspurcar, nem optar  pela via fácil do crime? Devíamos continuar espectadores passivos desse filme de terror, deixando escancaradas as portas do paraíso a quem nos anda literalmente a chular? 

Que se saiba, ainda não foi constitucionalmente decretada a inversão dos princípios éticos, e dos bons costumes. Não se riam se vos parecer muito púdico, se vos convencer que me imagino no século XIX, porque não quero regressar a esse tempo. Só não me parece normal nem decente que sejam os maus cidadãos a decidir o destino dos melhores, dos mais civilizados. Foi baseado nessa premissa, tão natural como respirar, que questionei mais atrás o que podemos fazer com quem anda a dar cabo do país, e da nossa vida. Apenas isso.

Sem querer pôr-me em bicos de pés, com loas aos meus parcos méritos, far-me-ão justiça se reconhecerem alguma razão naquilo que aqui venho escrevendo dos políticos, e da nossa democracia. Podia-vos parecer algo exagerado, radical até. Como podem agora confirmar, as coisas ainda estão piores do que pressentia. Muito piores, e mais graves! Não se tratava de pressentimentos intuitivos, eram convicções baseadas e consolidadas pelo comportamento leviano da classe política, com responsabilidades acrescidas dos que governaram o país e destruíram o motor da Democracia, que como aqui tenho reiterado, é a Liberdade regrada.

Infelizmente, houve quem andasse anos a fio a defender ideias antagónicas. Nunca me esquecerei dos que andaram durante anos a apregoar que a Liberdade não tem limites. Tudo tem limites! Só para dar um exemplo, recordo uma figura pública relevante como  foi o falecido Mário Soares. Figura que admirei nos primeiros anos de democracia, e que deixei de admirar quando desautorizou publicamente um agente da autoridade que procurava ordenar uma confusão numa estrada. Na altura, dei comigo a pensar  que se estivesse no lugar do agente, talvez o Dr. Mário Soares não saisse de cena sem lhe entregar a farda e lhe pedir para me substituir, mas isso é outra história...

Hão-de observar, se é que ainda não observaram, que é a classe política, e outras que vivem de os bajular, quem repete sempre o mesmo tipo de discurso, os mesmos chavões, de forma a torná-los verdades indiscutíveis e assim desmotivar concepções diferentes das que estão estabelecidas. A espaços, gostam de citar a célebre frase de Churchill sobre a Democracia, como se fosse comparável a época e o contexto em que foram ditas, com a nossa, e a experiência que temos da mesma. Isto, não é mais do que oportunismo político-intelectual. 

Outra dessas "verdades", que pelos vistos dispensam «manutenção», das quais discordo absolutamente, é a questão polémica sobre a Liberdade. Quem é que não gosta da Liberdade? Haverá alguém com carácter e ideias próprias  que se recuse a viver em Liberdade? Só um louco. Maior  loucura é acreditar que um regime realmente democrático sobreviva a uma liberdade despojada do respeito pela Lei. Estas duas vertentes, são almas gémeas que, ao contrário do que certos «democratas» apregoam, só robustecem a saúde de qualquer sociedade livre, não a adultera. O que mata, e corrompe moralmente uma democracia, é o desprezo pela ordem e pelo cumprimento da Lei.  Portugal, deixou-se de práticas legais benéficas, preferiu sempre a solução teórica que sustenta o mal. 

Nada é garantido. Se é prudente acautelar-mo-nos com apelos populistas à ordem e ao excesso de obrigações de certos oportunistas, não é menos importante desconfiarmos da Liberdade sem ética  que temos,  porque foi esta mesma que nos levou ao pântano gigante em que se tornou o país. Que diferença haverá entre a hipocrisia do Estado Novo, e a deste regime? Será preciso vivermos mais tempo para concluirmos, que ambos são ditaduras? Se o primeiro tinha a PIDE, este tem a Comunicação Social. Assim, nem precisam de nos mandar prender (ou assassinar). e sempre podem fingir que são bons democratas.  Talvez agora, aqueles que discordavam de mim por ter deixado de votar reconheçam que a razão estava do meu lado.  


14 dezembro, 2017

Francisco J. Marques, chama os bois pelo nome! Só se suspeita de quem se esconde.

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FJMarques


Compreendo que Francisco J. Marques se contenha na linguagem, quando levanta questões aparentemente ingénuas mas visivelmente incómodas para os destinatários, que continuam sem  lhe responder (F.P.F., C.A., LIGA,IPDJ). Compreendo o estilo, mas não concordo. 

Não concordando, também não ignoro os poderes limitados que tem dentro do clube, e que isso o obrigue a acatar recomendações superiores. 

Valorizo o que Francisco J. Marques está a fazer, porque, mesmo sendo pago pelo FCPorto, está a realizar um trabalho importantíssimo, não só para o clube como para a própria sociedade, pelo menos para aquela parte que convive mal com a canalhice. Outra condicionante, que convém não esquecer, consiste em evitar dizer algo que possa comprometer o andamento das investigações. Mesmo assim, depois de revelada documentação abundante com indícios comprometedores para os órgãos que tutelam a disciplina do futebol, sem que estes tenham mostrado a mínima disponibilidade para esclarecer a sua posição, ou colaborar com a investigação em curso, é inútil continuar a apelar ao bom senso, porque está visto que é coisa que não têm. 

Daí, que o FCPorto não tenha razões para se preocupar se, pela boca de Francisco J. Marques, levantar suspeitas sobre a idoneidade da Comissão de Disciplina e da APAF. Como cidadão, digo aqui e sem qualquer receio, que o comportamento destes organismos se assemelha mais ao de cúmplice (do escândalo dos emails), do que de uma autoridade reguladora, e ainda menos, de uma entidade disciplinadora. As responsabilidades são para assumir, não são para fugir. Pior: as responsabilidades não são para intimidar quem tem o direito de as exigir. E é só isso que, a tutela tem feito. Intimidar.

Gradualmente, o Francisco J. Marques vai chamando os bois pelo nome, é verdade. Estou atento, e também aceito a sensatez estratégica, só que às vezes, é preciso "picar a caça" para a forçar a sair da toca. Enquanto se espera que ela saia pelo seu  próprio pé, vamos dando tempo aos "coelhos" para procurarem outra lura, e daí quem sabe, para nunca mais serem vistos.  

Lá diz o refrão: há momentos em que a melhor defesa é o ataque.  Sobretudo quando sabemos que nada fizemos de condenável.      

12 dezembro, 2017

Símbolos do ""orgulho"" nacional, com uma curiosidade...

BPN (assalto laranja ao país)
fundado por ex-governantes do PSD serviu de plataforma para branquear capitais e distribuir dinheiro pelo círculo próximo do partido. Foi entregue ao capital angolano a preço de saldo. Quem paga? Os contribuintes (cerca de 7.000 milhões de euros).

BCP (OFFSHORES):
Banco falseou as contas e escondeu a atividade de dezenas de offshores controladas por testas-de-ferro e usadas para comprar ações próprias (buraco de 600 milhões de euros). 

PORTUCALE (Submarinos, e financiamento partidário)
A primeira passagem de Paulo Portas pelo Governo ficou marcada pelas suspeitas de pagamento de luvas em negócios onde o Grupo Espírito Santo marcava presença, quer como parte interessada, quer como intermediário. Os escândalos ficaram impunes e há um milhão de euros depositado na conta do CDS no BES cuja proveniência continua em segredo.

CTT (administração PSD acusada de fraude)
vendido duas vezes no mesmo dia, deu origem a uma investigação à gestão de Horta e Costa, nomeada pelo Governo Durão/Portas.O rasto da corrupção nos CTT também passou pelo BPN e abriu um buraco de 13,5 milhões nas contas da empresa pública.

CASO SÓCRATES (biografia que dispensa comentários)

BPP (lucros para accionistas, buraco para os contribuintes) 
arruinado pela incompetência dos administradores, que "transferiram" as perdas dos investimentos para as carteiras dos clientes. Antes de falir, o banco pagou milhões a accionistas como Balsemão, Saviotti e João Rendeiro.

Lamento confirmar um facto doloroso: Portugal, é um país altamente profícuo, em matéria de escândalos. É essa a razão porque não tenho tempo para falar de muitos outros casos igualmente vergonhosos.

Apesar disso, a democracia supera tudo. É implacável  e não perdôa trafulhices. Os media, zelosos do serviço público, não deixam passar nada. Nada? Nada? Não! Segundo fontes fidedignas parece que há uma adenda no código deontológico da classe,  que a obriga ao silêncio se as notícias a divulgar tiverem contornos criminosos num caso excepcional. A adenda tem o Nº. 18,e na capa tem uma Porta que  reza assim: é proíbido dizer mal do Benfica.

Como bons profissionais que são, os jornalistas obedecem.


11 dezembro, 2017

Nacionalismo em Portugal, só se fôr o bacôco lisboeta

Quero lá bem saber se os piores centralistas do país são os lisboetas de Lisboa, ou se são de outras origens. Considero estas observações perfeitamente inconsistentes. Já ouvi opiniões com esta bizarria algumas vezes, saídas da boca de nortenhos, e  portuenses, como se as pudessem fundamentar em dados fiáveis. Ser lisboeta, ou ser portuense, não se mede apenas pela origem da natalidade, mede-se também pelo tempo de vida que alguém passou  numa, ou noutra cidade. E mede-se principalmente, pelo modo afectivo como se absorveu essa vivência. Todos nós, portuenses ou lisboetas, temos alguém na família nascido noutras cidades, ou vilas.  

É verdade que não há, em parte nenhuma do planeta, povos exclusivamente virtuosos e povos exclusivamente maléficos. Isso não existe. Mas, já podemos dizer com alguma margem de segurança, que cada povo tem as suas características próprias. O cosmopolitismo de uma cidade tem um grande inconveniente, que é precisamente correr o perigo de se descaracterizar. Penso que foi isso que aconteceu com Lisboa. Talvez seja por essa razão que torço o nariz aos excessos das ondas cosmopolitas, como parece estar a suceder agora com o Porto. O turismo é algo positivo, dá-me muito gosto ver a cidade cheia de gente de todo o mundo, e de saber que alguns deles se instalaram por cá, mas receio que acabemos por perder o que nos distingue dos outros. Se calhar, é uma inevitabilidade, a que o camaleónico progresso obriga.

Esquecendo as características particulares de portuenses e lisboetas, há duas causas que distinguem as principais cidades do país que não devem ser  ignoradas, sob pena de compararmos o incomparável. A primeira, é sem dúvida o poder político estar concentrado em Lisboa. A outra, é o poder mediático, também concentrado na capital. Ambos os poderes são propriedade pública e privada de Lisboa. Só isto devia bastar para que os inimigos da regionalização percebessem as diferentes forças, entre uma e outra cidade,  de forma a acabarem de vez com terminologias manhosas como por exemplo o velho argumento do "porto-centrismo"  e patetices do género que nada os dignifica.

Aliás, fosse o poder político mais descentrado da capital, talvez esta guerrinha tivesse impacto menor e pudéssemos estar hoje a dizer que o poder económico estava maioritariamente no Norte, mas nem isso é verdade, porque até as grandes empresas nortenhas se viram forçadas a passar as suas sedes para Lisboa.  O mesmo aconteceu com a rapinagem levada a cabo pelo centralismo com as estações de rádio e com as sedes de jornais do Porto para a capital. Discutir em Portugal a bondade da regionalização com os centralistas, é portanto um acto inglório, uma espécie de luta entre David e Golias. Concluindo, para os defensores da Regionalização, há um dado adquirido que se pode interpretar de uma forma simples: em Portugal, será impossível obter democraticamente a realização tranquila da Regionalização. 

Voltando à capital, ao impacto extremamente negativo que decorre da sua política centralista, e muito estranhamente com o Porto, é impossível evitar sentimentos profundos de hostilidade que incitam ao separatismo. Sim, têm sido os Governos anteriores e o actual quem, com as suas políticas hiper-centralizadoras, mais contribuíram para a crispação instalada entre Lisboa e Porto. E, é impossível dissociar toda esta profusão de asneiras com o que está a acontecer com o futebol, com o tratamento de excepção dado ao Benfica pela comunicação social, que em vez de informar com isenção todos os portugueses, se presta ao desprezível papel de cúmplice e protector de uma escandaleira monstruosa.

Não podendo adivinhar o número, e a identidade, dos lisboetas cultos,  e bem formados - nem mesmo através dos seus incontáveis canais de televisão -, porque nunca tive o prazer de ver um único, a apoiar publica e frontalmente as nossas causas, como cidadãos de um verdadeiro Estado Unitário, tanto politicamente, como desportivamente, só é possível pensar que dessa gente não podemos esperar nada de sublime.



10 dezembro, 2017

Muita garra, discernimento e... sorte! O homem do apito chama-se Tiago Martins, não se esqueçam!

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Tiago Martins???

Espero que o Sérgio Conceição tenha preparada a equipa para o desafio desta noite, em Setúbal.

Não é o aspecto técnico, táctico ou físico que me preocupa, é outro, muito mais difícil de controlar: o anímico. No caso concreto, o ânimo nada tem a ver com o opositor propriamente dito, porque para esses, a equipa do FCPorto vai chegando para as encomendas. Nas competições europeias o FCPorto só tem de se preocupar consigo próprio, mesmo que casualmente lhe possa calhar na rifa um árbitro desastrado. Já nas competições nacionais, o problema tem outra dimensão e gravidade, e a garra não chega. Um grande número de árbitros está comprometido, ou coagido (não sei), com a rede de influências do Benfica e, neste caso, por mais esforçados que sejam os jogadores, por mais golos que marquem, de pouco adianta se os árbitros não quiserem validá-los.

Vale isto por dizer que o árbitro nomeado pela C.A. da Federação para o jogo desta noite, é Tiago Martins, um árbitro conhecido por prejudicar frequentemente o FCPorto que, "só por acaso" também  é um dos que Luís FilipeVieira, pediu publicamente ainda há poucos dias para arbitrar o Benfica. Como se tal não bastasse, isto é, o descaramento, os mandantes do apito fizeram-lhe a vontade.

Portanto, caros amigos, não estranhem que mais uma vez este mercenário se sinta confortável para fazer a cama ao FCPorto. Se não acontecer, tanto melhor, se acontecer, não estranhem.

Mas, vamos ver. Depois, cá estaremos para voltar ao assunto.

Felicidades, e muita sorte para o Sérgio Conceição e sua equipa.

PS-Falta pouco mais de hora e meia para o teste desta noite...

Nota Pós-match: 

Vá lá, vá lá, desta vez Tiago Martins portou-se como um homenzinho, apesar de alguma passividade com o jogo demasiado agressivo do Victória de Setúbal. De qualquer modo, foi curioso finalmente que o VAR tenha sido consultado após a marcação do pénalti do árbitro... 


Grande Aboubakar e belo golo de craque de Marega, esse, a quem muitos chamaram côxo.