09 junho, 2017

O que devemos esperar das denúncias dos emails vermelhos

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Todos os episódios que pudemos observar ao longo dos últimos 4 anos de verdadeiros assaltos à mão armada  executados pelos árbitros contra o FCPorto, e o respectivo lucro a favor do Benfica, tinham fatalmente de ter uma explicação. Esse momento chegou. Primeiro sorrateiramente, na forma de vauchers, e depois de modo petulante compilado em cartilha e agora corrobado pela troca de emails entre um ex-árbitro e o director da Benfica TV. Nada que não suspeitássemos.

Desde que o FCPorto decidiu denunciar publicamente estas, e outras vergonhas, através do Porto Canal, fui de opinião que não devíamos ficar por ali e entregar discretamente estes casos às autoridades civis, alegando a perda de confiança nos órgãos deportivos que tutelam a justiça. Basta identificar o dirigente do Conselho de Disciplina da Federação, o benfiquista José Meirim, para podermos ter uma ideia do rumo que vai dar a estas coisas... Aliás, até agora tem estado calado que nem um rato, e não devia.

Os outros departamentos, alinham pelo mesmo diapasão. Só Fernando Gomes é portista, mas esse, foi lá colocado para compor o ramalhete desde que não levantasse ondas (é um Durão Barroso do futebol). Deve ser o único portista, e os benfiquistas estão-lhe gratos pela forma pacata e indiferente como tem lidado com o chamado colinho. Isto, resolvia-se facilmente. Vedava-se o acesso a estes cargos a quem tivesse simpatias clubistas. Podem crer que não era impossível, porque ainda há muita gente que não gosta de futebol.  

Uma vez que a opção do FCPorto foi outra, veremos no que isto vai dar. De todo o modo, os elementos da denúncia são demasiado consistentes para serem forjados. Nem estou a ver o Francisco J. Marques a meter-se numa embrulhada dessas se não tivesse dados muito fortes nem a certeza da garantia das fontes. 

Agora, nós já sabemos como aquela gentinha funciona. São "bons" na arte de negar as evidências, de difamar e mentir. Vão usar os seus cães de fila da comunicação social, para continuar a manobrar as massas. Vão fazer tudo para inverter a situação, para fazer do FCPorto o mau da fita, enfim todo aquele jogo sujo repugnante a que nos habituaram (salvo-seja!). Isto, em si mesmo devia ser considerado pela justiça, o problema é saber como ela irá reagir perante factos tão evidentes. Comparados com o Apito Dourado, são tsunamis !

Mesmo assim, o FCPorto pode estar a prestar um serviço precioso ao país e particularmente aos outros clubes. Este trabalho devia competir à Polícia Judiciária, que não fica nada bem na fotografia se estas provas forem (como creio que são) credíveis. Os políticos, empresários, banqueiros, agentes de investigação, o Ministério Público e o próprio Governo, vão esgotar o cinismo todo se tentarem encobrir esta lixeira a céu aberto instalada no futebol. 

Os portistas receiam, e com razão, que tudo isto venha a ser abafado, mas isso só acontecerá se o FCPorto baixar a guarda. Isto não pode ser encarado com ligeireza. Não devemos permitir - porque isso vai de certeza acontecer - que façam de nós parvos, alegando que as denúncias se devem à perda do campeonato. Todos nós portistas sabemos separar as águas. Todos reconhecemos que não jogamos bem, que o treinador falhou e que o presidente já anda a falhar há 4 anos. Mas uma coisa não anula a outra. Isso é o que eles querem. Mas, sinceramente, eu não quero mesmo acreditar que Pinto da Costa se negue a defender o clube no contra-ataque feroz e fanático que nos espera. O que se está a passar não é só grave para o futebol, é igualmente grave para Portugal.

Faites vous jeux messieurs les magistrats!  

Um país que não existe

David Pontes

Acreditem que ele está lá, mas não existe. Ou se existe, é como se não estivesse lá. É enquadramento, paisagem, figura de estilo, casa de férias, a terra dos meus avós, a propriedade que ficou de herança, o caminho para Espanha, o deserto, a gente tão típica, os de lá de cima, os de lá de baixo... Eles não formulam desta forma, mas é a isto que, com a sua atitude, muitos governantes e políticos portugueses reduzem o país que fica para lá da capital.
Um país que está lá, mas que para eles não existe, pelo menos no que respeita à presença de instituições do Estado e às escolhas que são feitas de investimento. O último de uma longuíssima série de episódios de esquecimento e desprezo é a saída da Agência Europeia do Medicamento (EMA) do Reino Unido que o Governo de António Costa decidiu, desde a primeira hora, que não seria uma candidatura de Portugal mas de Lisboa.
Não vale a pena argumentar que deveríamos deixar de ser o contrário dos restantes países da Europa, onde há muitos organismos públicos fora das capitais. Não vale a pena lembrar exemplos anteriores de países em que as cidades competiram para que fosse escolhido o local onde ficariam as agências europeias que albergam. A presidente do Infarmed foi categórica: "É preciso uma infraestrutura hoteleira enorme, um aeroporto com capacidade, escolas, jardins de infância de língua estrangeira". E onde é que há isso? Em Lisboa.
Nota de RoP: Hoje comemora-se na nossa cidade o Dia de Portugal. A Comunicação Social lisbonária devia ser apupada, vaiada, e só não digo maltratada por ainda conservar algum sentido cívico. Mas, era o que aquela canalhada merecia.

08 junho, 2017

Mais depressa se apanha um vigarista que um caracol

Luciano Gonçalves
O Lucas vai apresentar queixa. Fujam! 

O presidente da Associação Portugesa de Árbitros de Futebol (APAF),  senhor Luciano Gonçalves, é a prova acabada do que não deve ser um dirigente. 

Infelizmente, é o típico oportunista dos tempos modernos, reune as condições ideais - segundo o padrão actual - para subir na vida. Agora, é assim, que querem, a honra não conta para quase nada.

Em vez de se manter prudentemente calado, mais que não fosse por uma questão de bom senso, de alguém com a noção (ainda que rudimentar) do que é desempenhar um cargo de elevada responsabilidade, decidiu passar ao ataque, ameaçando com uma queixa o director de comunicação do FCPorto, Francisco J. Marques pelas declarações produzidas no último programa Universo Porto da Bancada. Grande palerma! 

Então, um gajo a quem foi dado tanto poder reaje desta forma? Então, não é capaz de perceber que o nervosismo o pode trair? Esqueceu-se da função que lhe incumbe, que ele não deve reagir como um adepto do Benfica, ou como juiz em causa própria, mesmo que seja para defender outros árbitros (suspeitos)? 

Este cavalheiro ainda não aprendeu que todos os suspeitos de um crime, culpados ou não, declaram-se sempre inocentes, até prova em contrário? Calma amigo, agora vais ter que aguentar a pressão! Olha, pessoalmente já não dou nada por ti, só pela forma comprometida e suspeita como reagiste. Aguarda, pá, que ainda a procissão vai no adro. Lembras-te do Apito Dourado? Talvez tenhas de gramar um vermelhucho, quem sabe? A vida dá tantas voltas...
  

07 junho, 2017

Não, Portugal está longe de ser um oásis

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Na última segunda-feira fiz algo que há muitos mêses não fazia, que foi ligar para a RTP 1. Estava a ser transmitido o programa Prós e Contras, da Fátima C. Ferreira. O tema era qualquer coisa pirosa como isto:  "Portugal, porque te quero". Deixei-me levar pela curiosidade de saber o que ia sair dali, e decidi manter-me ligado, sobretudo para ouvir a plateia e os convidados, os estrangeiros que por cá entenderam viver. Mais adiante, os leitores vão pensar que estou a contradizer-me mas à medida que vão lendo, compreenderão (espero) que assim não é.

Sempre achei o Prós e Contras uma mescla de lavandaria para gente "graúda" com pretensões a debate democrático, e deixei de o ver por isso. O programa de 2ª.feira foi diferente. Como disse anteriormente, alguns dos convidados (três) eram estrangeiros, e todos eles, sem excepção, disseram maravilhas do nosso povo, coisa que muito me agradou, apesar de sentir que a simpatia exteriorizada não correspondia muito à realidade. Mas pronto, se eles continuarem a pensar assim daqui a uns anos, quando nos conhecerem melhor, é sinal que algo mudou, ou que sou eu que avalio mal as coisas. Naturalmente que há gente fantástica no nosso país, mal seria se assim não fosse, e eu conheço alguma, mas isso também podemos encontrar noutros países. De uma coisa contudo tenho a certeza: em ambos os casos, são uma minoria.

Eu vivi uns anos em França, e também lá se encontra de tudo. Os piores franceses, os mais antipáticos, eram os parisienses. Isto, é reconhecido pelos próprios franceses de um modo geral. Por isso, quando precisava de me informar recorria aos gendarmes que naquela época eram muito prestáveis.

Conheci pessoas formidáveis que muito me ajudaram e trataram quase como familiar. Naquela altura (1964/67) os automobilistas franceses, já paravam nas passadeiras e os ciclistas também... Em Portugal, o uso regular da bicicleta é relativamente recente. Há ciclo-vias em muitos locais, mas mesmo assim não lhes basta, usam os passeios dos peões, e até  circulam em contra-mão (estou farto de ver). Somos um grande povo,realmente... Por cá, só há 23 anos começamos a usar o cinto, e teve de ser obrigatório. Só com multa lá fomos.

Mas, há outra coisa que não quero deixar de recordar, a bem do nacional-porreirismo. Nós fomos, e infelizmente ainda somos, um país de emigrantes (o que para alguns é motivo de orgulho). Contudo, a alma generosa de alguns conterrâneos meteu férias quando, ucranianos e brasileiros, vieram para cá ganhar a vida (não por sermos um país de pleno emprego, que não é, nem nunca foi), e começaram a olhar para eles como para alguém que lhes estava a roubar o pão... Amnésia, é também um problema nosso.

Nas filas dos supermercados encontramos gente muito simpática, que nos cede a vez quando temos poucos produtos, mas também ainda vislumbramos aqueles e aquelas espertinhas mortinhos por nos passarem à frente sem darmos por ela... Nas ruas de algumas localidades, continuamos a estacionar em plenas curvas, obrigando outros a circular contra a mão sujeitando-os a baterem no carro que poderá surgir pela frente. A má educação está a fazer escola. As mulheres emitam os homens, e decidiram também falar mal, proferir asneiras do mais ordinário que há em plena via pública, ou no Metro. Muita gente (jovens sobretudo), acham que não têm de pedir licença para passar à nossa frente, no Metro, ou nas escadas rolantes. Isso, é para totós, pensam eles. Agradecer, é uma chatice. Enfim, que mais posso eu dizer para evocar o fantástico civismo dos portugueses?

É que, quando acabei de ver o referido programa da RTP 1, disse cá para mim que devo andar a precisar de rever a minha saúde mental, porque vivo num oásis e ainda não dei por ela. Já quando há uns bons anos António Guterres se lembrou também de inventar o país-oásis agora ressuscitado, fiquei de boca aberta, mas agora que ainda há pouco tívemos a troika à perna, sempre a ameaçar-nos, agora que continuamos sem empregos para os nossos filhos e netos, que somos o país da UE com salários mais baixos e a pagar a electricidade mais cara, estaremos assim tão bem? "Estamos, sim senhor!"

Mas onde vive a Fátima C. Ferreira e toda aquela gente para fazer de uma fase meramente ocasional de alguma estabilidade (a inflacção subiu), um país tão fascinante? Por que temos sempre de fantasiar com piropos exagerados a realidade portuguesa? Isto, é tipicamente lisboeta. Mas o pior, é que por cá temos gente que se deixa iludir com estes actos teatrais.

Poder-me-ão dizer que ouvimos estrangeiros a falar bem de nós, e isso é sem dúvida reconfortante. Eu gostei do que ouvi, mas pensei cá para mim: fossem mesmo assim os portugueses... Pergunto: será que alguém que é bem recebido num país que não é o seu, se atreveria a ir para um programa daqueles para nos maltratar?

Meus caros, não vou decepcionar-vos porque sois tão portugueses como eu e não quero desapontar-vos. Mas, se vos lembrar que boa parte desses portugueses, da televisão, das rádios, dos jornais, nos andam a discriminar nas barbas dos próprios estrangeiros, acham que eles conhecem bem o país para onde decidiram vir e viver?

06 junho, 2017

Revelações selectivas


OS FAMOSOS CMEC
Quando a EDP era pública investiu na construção e manutenção de várias centrais elétricas. Quando preparava a venda da empresa a privados, o Estado criou os Contratos de Aquisição de Energia (CAE), que obrigavam à compra de toda a energia produzida naquelas centrais e barragens.
Depois da privatização, a propaganda do capitalismo popular depressa terminou (chegou a ter 800 mil pequenos acionistas) sob a pressão dos grandes interesses financeiros e a empresa acabou nas mãos do Estado chinês. Mais, a liberalização do mercado que, garantiam, ia trazer a Portugal as maravilhas da concorrência, não resolveu nenhum problema. O mercado continuou concentrado, dominado pela EDP, e a conta da luz astronómica. Porquê? Porque os donos da EDP instalaram-se no melhor de dois mundos: lucros privados com subsídios públicos. A partir de 2007, por ação de governos do PS e depois do PSD, os CAE dão lugar aos Custos de Manutenção de Equilíbrio Contratual (CMEC) a pagar pelos consumidores para sustentar os lucros da empresa. Em poucas palavras, são contratos que garantem que a rentabilidade daquelas centrais da EDP não será inferior a 14% ao ano.
Descobrimos então o segredo do sucesso da EDP, a empresa que lucra mil milhões ao ano, e do seu supergestor milionário, António Mexia. O truque são estas rendas excessivas que a EDP coloca na fatura com a cumplicidade dos governos. Os CMEC já chegaram a atingir um terço dos lucros da elétrica. É também por isto que pagamos uma das eletricidades mais caras da Europa. A promessa de "capitalismo popular" da privatização da EDP mostra a sua verdadeira face: os cidadãos são postos a pagar o suposto sucesso dos gestores no mercado livre.
A investigação judicial que agora decorre, e que constituiu como arguidos o superadministrador Mexia e outros três altos responsáveis da EDP e da REN, é mais uma página desta longa história. Da justiça só podemos esperar que faça o seu trabalho, de forma isenta e célere. Do ponto de vista político, o essencial mantém-se: as rendas da energia são excessivas, resultam da promiscuidade entre política e negócios e têm de ser finalmente cortadas. O acesso automático à tarifa social, proposto pelo Bloco, pôs a EDP a assegurar um desconto significativo para mais de 700 mil famílias carenciadas. É um passo, mas está muito longe de ser suficiente. Basta olharmos para o peso dos custos energéticos na economia das famílias e das empresas. É preciso coragem e vontade política para cortar nestes subsídios e colocar um ponto final no rentismo do setor elétrico.
(de: Mariana Mortágua, no JN)
Nota de RoP: Esta menina, como toda a gente ligada aos partidos, da esquerda à direita, às vezes dizem coisas interessantes e fortemente credíveis. Só têm, um problema: todos sofrem de amnésia quando o vigarista se chama Orelhas. Por que será? Penso, penso, e volto a pensar, e não consigo imaginar... 

04 junho, 2017

A gratidão não é um cheque em branco


A resiliência dos atletas é igual à do presidente, ou
talvez um pouco melhor...
Perdi     o     respeito   pelo senhor  Pinto   da  Costa. E perdi-o porque ele também o perdeu por mim. 

Nestas coisas, não gosto de ficar  atrás.  Que  hei-de  eu fazer,   sou   mesmo  assim. Gosto de retribuir. E pouco me   importa   que    outros portistas gostem  mais dele do que do FCPorto, porque não   só  não  confundo   as coisas,  como  não me sinto confortável   na    pele    de adepto  condicionado   pelo estigma da gratidão... Como não gosto de ser tomado por parvo, devolvo-lha a palha,  sem precisar  de anunciar  redundâncias, como  aquelas que fez quando afirmou que o FCPorto tínha batido no fundo.

Quando leio  comentários de certos portistas, receosos do que possa acontecer se Pinto da Costa deixar o clube, lembro-me logo daquela anedota do miúdo que está horas parado numa rua sem a atravessar, e quando um curioso lhe pergunta por que está ali há tanto tempo o rapaz responde que a mãe lhe tinha dito para só a atravessar quando tivessem passado todos os carros, e que só não o fez porque ainda não tinha passado carro nenhum...   

Vá lá! Será assim tão difícil perceber que, em termos práticos, Pinto da Costa já saiu do clube? Já não está lá na pele de líder, pelo menos há quatro épocas! Temem o caos? Mas ele já está quase instalado! Ou, o que é que imaginam ser o seu papel no FCPorto? Limitar-se a ganhar a vida (e bem) sem fazer o que é preciso para justificar o vencimento milionário que recebe? Não ter uma palavra de consideração e respeito, sobretudo pelos sócios e toda aquela mole humana que se endivida para apoiar as equipas, dentro e fora de casa? Ainda bem que agora não sou sócio , porque se calhar retirava a minha inscrição.

Não vou repetir o que já escrevi várias vezes, mas só deixo isto à reflexão dos leitores: acham que sou bruxo, que descobri algo que ninguém informado não saiba, quando temia que a postura encolhida e permissiva de Pinto da Costa, copiada pelo próprio treinador NES, tivesse efeitos secundários nas diversas modalidades? Bolas, mas não é isso que está a acontecer?

Até no basquete, fomos humilhados no Dragãozinho e  praticamente afastados do título? Querem alma, garra, valentia, quando o comandante se esconde, se demite das suas responsabilidades? Quando limita a "sua" intervenção através de terceiros com a publicação de imagens televisivas dos abusos das arbitragens, sem se dignar levá-los a prestar contas com a justiça que era o mais importante? Mas, o que esperam os portistas deste FCPorto? Disse FCPorto, não disse de Pinto da Costa. São coisas distintas. Importa não esquecer que foi ele quem tratou de separar as águas (dividir), não eu, nem qualquer adepto sem vínculos extra associativos.

Não mudarei o discurso, mesmo que Sérgio Conceição venha a fazer milagres. Se tiver sucesso, será ele o felicitado, não o actual presidente. Estou esgotado de ver este clube a definhar, a cada ano que passa, ser cada vez mais humilhado, e com Pinto da Costa a sorrir.

Para mim, acabou. 


Serralves num domingo à tarde




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01 junho, 2017

FCPorto, uma família de barões e súbditos?

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É difícil encontrar uma única explicação para a forma como os adeptos do FCPorto sentem e vivem o clube.

A situação deprimente que se instalou de há quatro anos a esta parte, não é a mais indicada para a concórdia. A vertente gregária do futebol, por vezes é volátil e enganadora. Quando as coisas correm bem durante longo tempo, instala-se o optimismo, o espírito de confraria, a comunhão de afinidades de que falei há uns dias atrás. Mas quando os momentos de tormenta se instalam, deixam de ser momentos para se contarem por anos. Aí, ninguém tem autoridade para negar aos adeptos o direito de questionarem o que aconteceu. Nem mesmo o presidente!

E questionar, é isso mesmo, procurar saber através das fontes possíveis, as causas que podem estar por detrás destas repetidas crises. Saber o que se passa através das fontes possíveis, não é o mesmo que saber de fonte segura.

Para evitar problemas, devia ser o presidente a explicar o porquê de tantas falhas, mas como ele pensa que não tem de o fazer, deixa o terreno livre à especulação. Pergunto: de quem será a culpa, se amanhã lhe chegarem informações falsas? Confundirá o senhor Pinto da Costa o FCPorto com uma empresa familiar? Se confunde, tem de haver alguém que o esclareça, porque os sócios pagantes têm direito a saber como anda a ser gerido o clube!

O FCPorto é uma sociedade anónima desportiva, com responsabilidades de gestão e organização, mas inclui outro tipo de sócios com objectivos distintos não menos relevantes, como apoiar as equipas e dar mais voz ao clube. Merecem pois mais respeito.

Não adianta, e cai muito mal, andarmo-nos a enganar uns aos outros. Nestes momentos (anos) menos bons, é natural que se criem clivagens e preconceitos. O Porto Canal é propriedade do FCPorto, e os colaboradores da área desportiva são seus assalariados. Daí compreender-se que preservem uma certa moderação crítica no que toca a gestão do clube. Mas já não se aceita que se dirijam aos adeptos para lhes sugerir como devem, ou não devem apoiar o clube, que blogues, ou que rádios devem seguir. Porque antes de serem adeptos são cidadãos livres. Pela minha parte, e sem falsas modéstias, posso mesmo garantir, sem risco de me enganar, que sou bem mais criterioso e exigente nas minhas escolhas do que muita gente que serve o FCPorto e o Porto Canal.

A blogosfera portista é mais antiga e diversificada do que Francisco J. Marques imagina. Por muito bem intencionadas que sejam as recomendações, como foi a de José Cruz no último programa do Universo Porto da Bancada, ela podem soar a "encomenda" nos espectadores mais atentos, e até nos adversários. Pode mesmo passar a ideia de cartilha com cores azuis e brancas... É preciso pensar melhor... 

Confesso que este desencontro entre gente que devia estar unida no que é essencial, por partilharem os mesmos gostos (já não digo interesses), tanto pelo clube como pela cidade, me deixa algo decepcionado. Tudo por uma tremenda falta de sensatez, e uma mal disfarçada soberba.

O FCPorto e o Porto Canal, não estão tão bem como se  imagina, marcam passo e estão a vulgarizar-se. O patrão é o mesmo, e isso explica tudo, ou quase tudo o que vem acontecendo.   

31 maio, 2017

O que me preocupa para lá dos bastidores do FCPorto


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Uma questão de Justiça

O que me preocupa e também muito me desgosta tem um nome, chama-se Portugal.

Um país, cujos representantes máximos teimam em perpetuar o clima de mediocridade cívica e intelectual de onde nunca chegou a sair, e que ainda por cima se gaba disso, nunca será um país evoluído.

Nem o 25 de Abril de 1974 serviu para aprendermos a valorizar a liberdade e a perceber a vulnerabilidade de uma democracia pobre de valores. Não soubemos robustecer a coesão nacional, nem tão pouco soubemos eliminar os fragmentos da sociedade pidesca que precedeu a revolução.

Portugal é um país habituado a auto-elogiar-se quase sempre à sombra do êxito individual de terceiros, talvez para encobrir as suas vulnerabilidades enquanto comunidade. O pior de Portugal não é a pequenez territorial, é a pequenez da mentalidade dos governantes e do consequente contágio popular. Da política, o composto que melhor souberam absorver foi a hipocrisia.  Não querem desistir dele...

Compreendo que, ditas assim, estas palavras possam transmitir a quem as lê sentimentos pouco simpáticos, mas a intenção não é essa. Não podemos avaliar um país movidos por rasgos de nacionalismo infantis, na maior parte das vezes forjados e veiculados pela classe política. A par disso, temos os media, os principais artífices, os veios transmissores de toda a demagogia. Ser patriota, não pode ser o que eles querem que seja, mas sim um conjunto idóneo de valores e percepções que depois de bem pesado, só a cada um de nós compete avaliar. 

Importa portanto reter, que quando falamos da trilogia dos três éfes (fado, futebol e fátima) não estamos simplesmente a citar rifãos do passado, estamos a afirmar uma prática de métodos pidescos que ainda hoje são postos em prática pelos governantes. Do segundo éfe da trilogia, ainda é no Benfica, que os regimes lançam âncora para alienarem parte considerável da população de forma a manterem-na devidamente embrutecida e controlada. É precisamente isso que ainda acontece hoje, e que a extraordinária visibilidade do futebol não pode mais encobrir. Que o diga o FCPorto...

Há uma agravante em relação ao passado fascisante no actual regime. A trilogia adquiriu um novo e poderoso parceiro. Não tem éfe, mas tem um C e um S e chama-se comunicação social. Quadrilha, assenta-lhe que nem uma luva. É outro monstro a combater, mas em democracia, democracia mesmo, é combatível. Assim queiramos nós.

Regressemos agora aos bastidores do FCPorto. Sendo o que atrás foi descrito pura realidade, grave, e facilmente comprovável com factos, continuo a pensar que o nosso clube não deve condicionar os seus legítimos protestos a uma denúncia pública num programa televisivo, por mais pertinente que ela seja (e, é). O FCPorto pode fazer a revolução sem revolucionar, desde que esteja disposto a tal e leve o caso às instâncias mais dignas da Justiça. Cá dentro, ou na comunidade europeia se preciso fôr, pois é a Democracia e os padrões elementares da ética que estão em causa.

Convém também tornar claro, que o FCPorto na sequência do logro em que se transformou o futebol português,  foi assaltado também na sua tesouraria como empresa e local de trabalho para muita gente.

Pessoalmente, encaro este caso como um crime de lesa-majestade praticado a céu aberto. Mantê-lo apenas enquadrado num programa televisivo arriscamos a banalizá-lo e a esvaziá-lo da muita razão que tem.  

30 maio, 2017

Mais do mesmo na próxima época, ou o sangue na guelra vai ressuscitar?

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Não batemos no fundo, pois não?
Escrevi aqui,  e  reiterei várias vezes,   que  a falta de liderança no FCPorto era um  facto consumado, e que o presidente Pinto da Costa já não era a mesma pessoa enquanto líder. Não o fiz de supetão,  mantive  a  moderação que entendi  adequada durante as duas primeiras épocas falhadas, na expectativa que  tudo  não  passasse de um mau momento, de uma fase menos feliz. Enganei-me.

Nos últimos anos, e em função do que pude observar, como contratações de treinadores sem perfil (nem currículo) para treinar o FCPorto, como a aquisição cara de alguns jogadores que nunca chegaram a provar qualidade que justificasse o seu preço, comecei a reforçar a ideia de que o problema estava no homem do leme. Finda esta época, não só reforcei essa convicção, como a tomei como dado adquirido indiscutível. Que me desculpe o homem que tão bem soube gerir o FCPorto, mas parafraseando as suas próprias palavras, o clube está primeiro.

Também falei de algo relacionado com as consequências da perda de líderança num grande clube como FCPorto. Uma delas, foi recear que o efeito dominó contagiasse as modalidades e a formação, e foi isso mesmo que acabou por acontecer. Tivemos resultados decepcionantes nos juvenis. O contrário, é que seria de admirar. Curiosamente, a equipa B só se sentiu confortável fora de portas, a ponto de conquistar um troféu europeu, e não foi pela falta de qualidade dos adversários, foi porque em Inglaterra os árbitros, arbitram mesmo... 

Ninguém me convence que um líder passivo e sombrio, como é hoje Pinto da Costa - com 4 campeonatos seguidos falhados -, possa ser uma boa fonte de inspiração "guerreira" para atletas e treinadores. De mais a mais quando as estruturas federativas e disciplinares do futebol profissional (e não apenas) foram ocupadas de forma ostensiva e provocadora, por membros afectos ao Benfica que nem sequer se deram ao cuidado de dissimular ao que iam. Em quem se podiam os jogadores inspirar, se viam o clube a ser prejudicado em todas as modalidades e escalões, jornada pós jornada, se o comandante da "fortaleza" não abria a boca para a defender?

É isto que muitos adeptos parecem ainda não ter entendido, o que pode ser muito negativo para o FCPorto. Há ainda alguns portistas, que lá no fundo preservam a réstea esperança de na próxima época as coisas poderem voltar à normalidade, e às victórias. Mesmo com o presidente alheado da liderança efectiva...

Os portistas esquecem-se, que os slogans não se inventam porque sim, tem de haver um líder a alimentá-los, a dar-lhes pragmatismo. Num passado relativamente próximo, a expressão "contra tudo e contra todos", só ganhou alma porque o líder tratava de a transmitir, mas isso agora acabou. Percebo a tese de alguns que dizem, que mesmo assim, com os árbitros contra nós, podíamos ganhar. Eu corroboro nisso, mas só em parte. Para tal acontecer, devíamos pelo menos ter tido a sorte de ter um bom treinador, e nem isso tivemos. E também, porque não se pode considerar bom treinador um homem que falhou repetidamente  quando era fundamental ganhar, e quando o adversário directo perdia pontos. Um treinador que, com razão para protestar muitas arbitragens, consentiu-as com o seu silêncio. Se a tudo isto juntarmos o principal problema (a falta de liderança no tôpo da pirâmide), convenhamos que é profundamente irrealista esperar dos jogadores a força e a determinação que o líder desistiu de transmitir.

Salvo uma súbita volta de 180º, palpita-me que nada irá mudar. Nem mesmo o programa Universo Porto da Bancada terá qualquer utilidade se continuar no registo que sabemos, que é constatar factos de gravidade extrema para o FCPorto sem os apresentar a quem de direito, que é a Justiça civil. Às vezes, deixa-nos a impressão que aquilo não é para levar a sério. Hoje à noite, talvez tenhamos a confirmação.

OBS-
No início da época, achei que todas as modalidades, à excepção do Basquete, tinham bons planteis e treinadores, incluindo Moncho Lopez que admiro particularmente. Mantive essa opinião até há pouco tempo. O basquete que me parecia pior apetrechado de jogadores, foi sempre em subindo e está qualificado para a final. Tanto o andebol, que para mim tem o melhor plantel nacional, bem como o hóquei, pareciam-me sérios candidatos ao título, no entanto as coisas parece terem-se complicado. Será tudo azar?


29 maio, 2017

Os bons conselhos do Presidente da República pecam por defeito e demora

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Sorrir não chega senhor Presidente 

Foi sem grande surpresa, mas com algum desapontamento, que há poucos dias ouvi o senhor Presidente da República, proferir estas palavras àcerca do assassinato (leu bem, assassinato) de um adepto do Sporting:  "o futebol tem de ser um palco de civismo!". 

Foi lindo, sim senhor, mas não chega. Pessoalmente, considero demasiado supérfluas estas palavras, sobretudo tratando-se de (mais) uma morte provocada por um adepto benfiquista.

Se Marcelo Rebelo de Sousa tem surpreendido pela positiva grande número de portugueses, não se pode dizer que neste caso tenha sido feliz. Aliás, acho mesmo que, tanto ele, como o próprio primeiro-ministro António Costa, já tiveram muitas oportunidades para exercer a chamada magistratura de influência e pôr côbro à pouca vergonha que grassa no futebol português, mas infelizmente, nenhum a quis aproveitar.

Por quê, excelências? Nem a morte de um ser humano vos desperta para a realidade do país? Apelar ao civismo chega a ser provocatório em determinadas situações, como me parece ser o caso. Meus senhores, neste caso concreto para V. Exas. dou nota zero! Se a morte tivesse sido causada por um adepto portista o comportamento seria o mesmo? Pergunto.

Quantas pessoas mais terão de morrer para V.Exas. finalmente começarem a encarar estes casos com a gravidade que eles justificam? E o que têm a dizer sobre a prostituição que invadiu os órgãos de comunicação social, onde, entre outras coisas, se promove a insídia que conduz à violência? Estarão aí os palcos de civismo que o senhor Presidente reclama? Ou já terá falado com Pinto Balsemão e demais congéneres, no sentido de reverter a situação? Algo me diz para não acreditar nesta hipótese... Por que será? Eu respondo: é que, a ambos falta coragem, e verdadeiro sentido de Estado, para tanto. 

Valem, o que valem, consoante o gosto, e grau de exigência dos avaliadores. Os meus, no que aos atrás citados protagonistas respeita, anda cada vez mais por baixo.

Por que será que ninguém consegue convencer-me que o país onde nasci se chame Lisboa? 


26 maio, 2017

E depois do adeus?

Imagem de marca de NES

Era mais que previsível: Nuno Espírito Santo deixou o FC Porto. Fomos daqueles que de há muito criticava seriamente a competência e perfil do treinador para dirigir uma equipa da grandeza do FC Porto.
Isto quando a sua estrutura e funcionalismo adjacente se mantinha muda e queda em relação à eficiência do técnico. Esta, optou por uma estratégia cega de apenas insistir nos desmandos da arbitragem, desfocando o núcleo da acusação que era uma incapacidade quase congénita de entender que um qualquer treinador não pode orientar uma equipa da grandeza do FC Porto como se o fizesse com uma que lute para não descer ou que combata pela Liga Europa.
Os resultados estão à vista: mais uma época sem ganhar nada! Isto embora o próprio técnico clamasse pela necessidade imperiosa de vencer algo.
Ou seja, como S.Tomé, os adeptos deviam olhar para o que ele dizia e não para o que fazia…
Mas foi só ele o culpado? A responsabilidade recai, em primeiro lugar, para quem o escolheu, pois devia saber que não tinha o perfil para vingar no FCP. Devia saber que em época e meia no Valência obteve 25 empates!
Ora, nos dragões, um empate equivale a uma derrota. E nunca o avisaram que sem esta ideia não pode liderar o clube!
Assim, sendo este o seu perfil, dificilmente servia para liderar os dragões. Noutros tempos, o líder portista não autorizaria esta contratação. Agora, não sabemos o que se passa na direção do clube…Por isso, nos abstemos de tecer comentários.
O próximo treinador terá de ser alguém com títulos ou que tenha dado provas de ser um ganhador. Exibições e resultados é o que se exige!
Não pode é, como aconteceu com o agora ex, jogar às arrecuas no último jogo quando nada havia a perder nem a ganhar.
Mais que Espírito Santo o FC Porto precisa de alma. Ao fim e ao cabo, a tal mística que só os títulos dão. E que se perdeu.
Será que vai voltar? Aguardemos…
(de: Manuel L. Mendes/Porto24)

25 maio, 2017

Palpita-me que a inveja da partirarite não vai compensar...

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Obs. de RoP:
Quero-me rir se o cerco cerrado que os dignos autarcas da CMPorto estão a montar a Rui Moreira não passar de um grão de areia a querer parir uma formiga... 

24 maio, 2017

Baluartes tardios é melhor que nada, mas não brilham

Resultado de imagem para universo porto da bancada, ontem
Numa época em que a tecnologia  da comunicação atingiu padrões nunca antes imaginados, é lamentável e um tanto paradoxal que a vertente humana da proximidade esteja a perder o melhor que ela pode dar, que é a genuidade. 

Com todos os inconvenientes que o clubismo do futebol comporte, isso também também pode funcionar como factor congregador. É talvez o único fenómeno global capaz de dissipar, ainda que por momentos, as assimetrias sociais. Creio não me enganar se disser que todos nós, portistas, vemos espontaneamente um amigo em cada pessoa vestida com a camisola do FCPorto, sem nos ralarmos com o seu estatuto social.

O contrário também é verdade, olhar na rua para um tipo vestido de vermelho, faz-me logo mudar de passeio. Assim como ver alguém a ler A Bola, me leva a concluir tratar-se de alguém intelectualmente limitado e de formação duvidosa. Que querem, é o fruto dos anos que essa gente mesquinha consumiu a semear ódio. De uma coisa podemos estar certos, são eles que nos discriminam, são eles que injuriam, e é por causa deles que os incompetentes dos políticos nos desgovernam. Mas, há entre nós quem não seja muito diferente...

Como ontem foi dito no Porto Canal, no programa Universo Porto da Bancada, os portistas e os adeptos de outros clubes nacionais - à excepção do clube beneficiado -, andam a pagar as falcatruas do presidente do Benfica quando (digo eu) deviam unir-se para acabar com essa brincadeira. Brincadeira é como quem diz, com essa humilhação nacional.

É neste ponto preciso que encontro algumas divergências com o que Francisco J. Marques tem vindo a fazer ultimamente. A época terminou, e não me parece que faça sentido continuar com aquele modelo de programa. O campeão, está encontrado, com as tropelias que sabemos. Por isso, só fará nexo manter o programa se fôr para lhe acrescentar qualquer coisa, por exemplo, para comunicar aos adeptos o que pensa o FCPorto fazer para se defender dos danos causados.

Estou-me a repetir, mas a culpa não é minha, é do FCPorto, mais precisamente de quem o dirige. Salvo melhor interpretação, os factos que sustentam as queixas portistas não são para esquecer, nem muito menos para conceder aos transgressores mais uma época de tolerância, porque aqui não existe o benefício da dúvida, como aliás provam, e bem, as imagens do Porto Canal.  E, das duas uma, ou estamos a falar a sério de coisas sérias, ou o programa UPB não vai passar disso mesmo, apenas um programa.

Os jovens do site portista Baluarte, tão veemente elogiados por Francisco J. Marques, são benvindos à comunidade, mas não descobriram a pólvora, porque na blogosfera não faltam blogues que se anteciparam na denúncia destas poucas vergonhas. E não creio que fique bem a alguém com a responsabilidade de FJMarques tecer loas à formação académica dos autores do Baluarte, quando o que está em causa é a defesa do FCPorto, e não um concurso de bloggers portistas. Pela mesma ordem de ideias, também os bloggers teriam legitimidade para escolher outro juri. Agindo desta maneira, um tanto incauta, FJMarques está a discriminar todos os bloggers portistas que gratuitamente, repito, gratuitamente, passaram anos a defender o clube e... o seu PRESIDENTE!

São atitudes desta natureza que nos devem fazer reflectir sobre o que descrevi no início deste artigo, quando expus a ideia, algo ingénua, é certo, de pensar que o clubismo é um fenómeno que efemeramente atenua certos tiques elitistas... Diga o que disser, Francisco J. Marques não foi correcto com muitos portistas, entre os quais me incluo. Por mais voltas que dê, duvido que algum dia o programa UPBancada permita uma crítica frontal e construtiva ao presidente do FCPorto, porque pelo que me é dado perceber, não há liberdade para tanto.