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| António Pedro Vaidechinelos |
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| Rui Gomes da Selva |
Paz, harmonia e amor. Bonitas e sonantes palavras! Juntas, formam a tríade, talvez mais idealizada de qualquer ser civilizado. Antes porém, importa não esquecer, que para se almejar tal desiderato, são necessários certos requisitos, como sejam: o pleno emprego, justiça social, e salarial... Sem eles, tudo não passará de ilusórios processos de intenções.
Paz, harmonia e amor. Bonitas e sonantes palavras! Juntas, formam a tríade, talvez mais idealizada de qualquer ser civilizado. Antes porém, importa não esquecer, que para se almejar tal desiderato, são necessários certos requisitos, como sejam: o pleno emprego, justiça social, e salarial... Sem eles, tudo não passará de ilusórios processos de intenções.
Vale isto por dizer, que fica muito bem mostrarmo-nos defensores da pacificação social, principalmente junto dos microfones da rádio, ou perante as câmaras de televisão, mas tal surtirá sempre efeitos antagónicos se desprezarmos as condições necessárias para lá chegarmos. Daí que, considere estranho que, havendo tanta gente a criticar os recentes actos de violência entre adeptos do Benfica e a Polícia de Segurança Pública, haja tão pouca a censurar aqueles que passam o tempo a alimentá-la. Émuito fácil criticar as massas com as costas quentes, quando sabemos que temos a opinião pública a dizer amém connôsco. Só tarados aplaudem a violência como forma primeira de resolver os problemas. A violência gera violência.
Para variar, e passar para a crítica construtiva, gostava era de ouvir classificar de energúmenos, e de atiçadores de violências, alguns comentadores desportivos, como Rui Gomes da Silva e José Pedro Vasconcelos, que mesmo perante os moderadores [que não moderam nada] e companheiros de debate, não fazem qualquer cerimónia em destilar ódios fomentando a revolta nos adeptos rivais, com as maiores manifestações de fanatismo a que o país assistiu desde o 25 de Abril a esta parte!
Os principais responsáveis pela violência no futebol, são todos aqueles que, com ligações ao Governo e a instituições do Estado, se passeiam impunemente pelos bastidores e bancadas do Benfica, com total à vontade, num estado de perfeita inconsciência de classe. Esses sim, são os piores incendiários. Era a esses, a quem em primeira instância, a Polícia devia lançar balas de borracha, já que no país, parece não haver outra autoridade com coragem para os chamar à ordem de forma mais cortez. Afinal, são eles o espelho fiel da bandalhice a que hoje o país chegou.
Os principais responsáveis pela violência no futebol, são todos aqueles que, com ligações ao Governo e a instituições do Estado, se passeiam impunemente pelos bastidores e bancadas do Benfica, com total à vontade, num estado de perfeita inconsciência de classe. Esses sim, são os piores incendiários. Era a esses, a quem em primeira instância, a Polícia devia lançar balas de borracha, já que no país, parece não haver outra autoridade com coragem para os chamar à ordem de forma mais cortez. Afinal, são eles o espelho fiel da bandalhice a que hoje o país chegou.
Se queremos acabar com a violência no Estádios, então comece-se pelo tôpo, pelos mandantes, e acabe-se com os discursos moralistas mal direccionados.







