14 outubro, 2007

Ministro das Finanças, zeloso da injustiça fiscal

Nós contrapomos…
Errado, senhor ministro!
Não serão todos, mas muitos funcionários no activo têm possibilidades de auferirem outros rendimentos com os chamados "ganchos" ou "biscates". Os que têm essa possibilidade são constrangidos a recorrer a esses expedientes para fazerem face às deficientes condições de vida que enfrentam e que decorrem das desacertadas políticas dos sucessivos governos.
Geralmente, também dispõem de melhores estados de saúde do que os idosos reformados, não estando sujeitos a tantas despesas com os cuidados médicos.
Os aposentados, pela ordem natural das coisas, gastam mais – e muito – em tratamentos médicos. O que não é despiciendo, atendendo ao facto de, ultimamente, o Governo lhes ter retirado várias regalias e reduzido as comparticipações e as pensões. Até os puseram a pagar o imposto IRS sobre o valor da reforma que, em bastantes casos, nem assegura condições mínimas de subsistência diária. Pagamento de imposto – algo inconcebível, que nem o regime de Salazar ousou impor. Um caso que destaca a falsidade do publicitado sentir fraterno de governantes que, sem consciência e pudor, se contemplam a propagandear os valores da solidariedade, da igualdade e da liberdade.
Os idosos aposentados, na sua maioria, estão cingidos aos valores pecuniários das reformas. Muitos não têm outros rendimentos. Sem dúvida, que não têm hipóteses de obter outros proventos extras.
As orientações políticas que o senhor ministro das Finanças e o governo estão aplicando relativamente aos idosos aposentados é extremamente gravosa e muitíssimo os prejudica e afecta em vários domínios físicos e no equilíbrio psíquico. É uma inaudita violência! É uma arbitrariedade inqualificável! É indecente desumanidade! Uma vergonha nacional!
Igualmente, um procedimento obsceno do Governo, no quadro de desperdício, de esbanjamento dos serviços estatais e dos governantes e, ainda, de exploração do Erário, por parte de inúmeros indivíduos que acumulam rendimentos fabulosos e pensões de reforma milionárias. O que, para além de serem casos ofensivos da dignidade do desprotegido cidadão comum, sobremodo, contribuem para a insolvência da Segurança Social.
E neste aspecto, de permissividade face aos abusos e de desigualdade de tratamento e consideração devidas ao ser humano, o Governo e o ministro das Finanças esquecem as apregoadas "preocupações" com a distribuição equitativa da justiça fiscal.
Não há pachorra para aguentar tanta hipocrisia!
Sobretudo, irrita-nos e não admitimos que nos tratem como morcões que, facilmente, se deixam enganar e de quem pretendem fazer gato-sapato.
BASTA!
SIM, SENHOR MINISTRO DAS FINANÇAS! BASTA!
Repetimos: B A S T A!!!
Brasilino Godinho (Autor do texto)

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