11 fevereiro, 2009

FELÍCIA CABRITA-Grande mulher, grande jornalista!

"Dio estas senfine bona" (Deus é infinitamente bom). Eu, não sei se é, ou se até existe, mas foi esta frase em esperanto, que escolhi como exemplo para graduar um adjectivo no superlativo absoluto.

O superlativo absoluto, é um grau de apreciação muito perigoso, porque, tal como anda o Mundo e a decorrente degradação moral do Homem, é insensato aplicá-lo à toa, apesar de nos arriscarmos a passar por negativistas.

Não obstante, há que ser realista, e não ficarmos à espera de um permanente estado de graça em relação a alguém que num determinado dia e por uma qualquer razão apreciámos, porque todos somos imperfeitos, todos nos "distraímos" alguma vez.

Gosto de fazer estas prévias introduções aos meus comentários, para ver se evito ter de responder a certas perguntas básicas a que alguns espíritos de contradição e maledicência não conseguem resistir, embora saibamos não haver remédio que os cure.

Sim, porque hoje vou aqui elogiar a jornalista Felícia Cabrita, pela grande profissional que é, por ser mulher, e por ter já dado provas* suficientes de uma enorme coragem. Despoletou o processo Casa Pia que passados 7 anos ainda se arrasta nos tribunais, e soube desconfiar da campanha difamatória que foi (e continua a ser) estrategicamente movida a Jorge Nuno Pinto da Costa. Tal, como a jornalista (e nós mesmos), PdCosta não é o Cristo na Terra, mas nem por isso precisa que o transformem num demónio.

Felícia Cabrita, é o paradigma que contraria o princípio machista que apregoa a coragem como virtude reservada aos Homens. Felícia Cabrita, mete num bolso pequenino, batalhões e batalhões de jornalistas de aviário, de cobardes sem tomates, moços de recado, sem coragem para remarem contra a corrente do oportunismo instalado. De «freteiros», como diz (e bem) um certo dragão...

F. Cabrita, é o exemplo que muitos deviam procurar seguir, porque, isto de querer estar sempre de bem com Deus e com o Diabo, raramente resulta numa boa fotografia. Dá até direito a despedimentos colectivos. Ou, quase...

*Reportagens sobre o Ballet Rose, Capitão Roby, e o livro que serviu de tema ao filme que ela agora alega estar a ser plagiado (que é, o que está a dar, agora).

2 comentários:

dragao vila pouca disse...

Meu caro Rui, triplamente de acordo: Manuel de Oliveira, Mário Soares - o "velho" Marocas continua em forma - e Felícia Cabrita.

Ai o BPN...Minha Nossa Senhora!
É um fartar vilanagem que até os amigos se sentem incomodados...

Um abraço

Rui Valente disse...

Caro Vila Pouca,

O "Marocas" continua em forma? Acha? Eu penso que ele fala, fala, fala, e ... nickles! Então, em relação ao Porto, tem andado mesmo muito distraído. Será da idade?

Também não é agora que se vai incomodar connosco, não é?