13 fevereiro, 2009

Para que serve, esta Procuradoria?

Há dias, em conversa pessoal com o amigo e colaborador do RoP, Rui Farinas, dizia-lhe que não queria "futebolizar" demasiado este blogue, ao que ele me respondeu, certeiramente, para não me preocupar com isso, porque o futebol é tão importante como outra coisa qualquer, e que nunca devíamos desistir de falar em tudo o que nos parecer injusto e relevante para os portuenses. E o Futebol Clube do Porto, goste-se ou não, é a instituição mais agregadora e heterogénea da cidade do Porto.
Pensando bem, não só concordo com o Rui Farinas como considero que a nossa contestação, apesar de frequente e corrosiva, peca por defensiva. Nós, devíamos questionar com mais frequência, os orgãos de soberania e as pessoas que lhes estão ligadas, porque é neles que os portugueses confiam para resolver certos assuntos. Os tribunais, em última instância, apesar de lentos, ainda vão, a espaços, e com alguma dificuldade, impondo a sua justiça. Afinal, neste país desgovernado, também eles sofrem as consequências da bandalhice instalada.
Não será chegado o momento de exigirmos a demissão do Sr. Procurador da República e das equipas de Investigação nomeadas para acompanhar o Processo Apito Dourado? Não está nas barbas de todas as pessoas integras e com algum sentido de decência, o sectarismo e os sinais persecutórios evidentes, demonstrados pela procuradora Maria José Morgado? Será preciso que ela mostre o cartão de sócia do Benfica (se é que o tem), para que o senhor Procurador Geral perceba que ela não tem perfil ético para aquela missão?
Será indispensável evidenciar um elevado quociente de inteligência, para se perceber que há uma manifesta intenção de forjar provas contra Pinto da Costa depois de se recorrer ao testemunho de uma mulher sem escrúpulos como é Carolina Salgado? Por que persistem então em manter a «confiança» nos «testemunhos» de tal pessoa*, o Sr. Procurador e sua estimada adjunta? Por quê? Alguém será capaz de compreender isto, sem duvidar da idoneidade destas pessoas? Aquela velha história do "parecer sério", não se lhes aplica, por quê? Por pensarem que os seus magnanimos estatutos as isenta absolutamente de quaisquer suspeitas? Os tiques salazarentos ainda não desapareceram, meus senhores?
Estão na moda as Petições. Pois então, usemos esse instrumento de cidadania para movermos uma a favor da demissão destas pessoas. Já vai sendo tempo.
*O acórdão assinala ainda que a acusação não teve sequer "o cuidado de purgar os erros técnico-jurídicos, na medida em que articula supostos e duvidosos factos", assim como "também não leva em conta as demais orientações e esclarecimentos dados pelos peritos quando dizem que os erros assinalados não o são".O acórdão dos desembargadores, cujo relator foi Coelho Vieira, acolhe ainda a tese de que não houve qualquer tipo de favorecimento por parte do trio de arbitragem constituído por Jacinto Paixão, Manuel Quadrado e José Chilrito. "Numa perspectiva geral e objectiva, verifica-se que houve erros de análise de lances de jogo para cada equipa" e que "nenhum dos lances que originaram os golos do FCP foram precedidos de erros de arbitragem". Por isso, nunca a acusação poderia deduzir "que os erros de arbitragem são causa adequada do resultado final quando favorecem o FCP e completamente inócuos quando favorecem o Estrela da Amadora".
(Texto parcial dos juízes desembargadores do Tribunal da Relação que ordenaram o arquivo do processo, extraído do Público)

3 comentários:

Jose Silva disse...

Caro Rui,

Você não está a falr de futebol !

Está sim a falar de política.

Futebol seria se estivesse a discutir o penalti ou afins.

Abraços

dragao vila pouca disse...

Vamos esperar por 3 de Março e depois no final do julgamento, vamos dizer o que temos a dizer.

Um abraço

Rui Valente disse...

Eu sei, eu sei, José, mas mesmo assim, às vezes, receio que seja contraproducente.

Abraço