28 outubro, 2009

Ridículo

Quantas vezes teremos nós reflectido seriamente sobre a razoabilidade das críticas que dirigimos aos políticos? Quantos de nós nos demos ao cuidado de fazer uma introspecção quanto à forma, à frequência e ao conteúdo do que criticamos?

Aparentemente, estas são questões embaraçosas que podem servir a todos, mas nem por isso temos de ficar constrangidos com a parte que nos toca. Os políticos, são pessoas como as outras antes de o serem. Ou seja, desde o momento que alguém decide entrar na vida activa da política, é obrigado a perceber a dimensão da responsabilidade dessa decisão e da exposição inerente às figuras públicas.

Não faz qualquer sentido portanto, que um profissonal da política se lamente da falta de compreensão popular para com a classe, porque costuma partir dela própria a mais grave das imcompreensões: não perceber que a política é uma missão de carácter público.

Motivou-me este reparo, a insólita presença de Marcelo Rebêlo de Sousa no programa Trio de Ataque de ontem. É que, por todas as razões, éticas, sociais, políticas e clubísticas, um homem como Marcelo, putativo candidato a "líder!" do PSD, não devia prestar-se a estes papéis, sob pena de esvaziar completamente a dignidade já tão depauperada dos políticos.

Se preciso fosse, esclarecer aqueles que insistem na tese alienatória do futebol /versus/ povo, bastaria elencar os programas [ditos] desportivos, onde, indevidamente, figuras ligadas à política no activo e com altas responsabilidades, participam: Fernando Seara [Presidente da Câmara de Sintra], Guilherme Aguiar [verador da Câmara de Matosinhos], só para citar os mais mediáticos.

Provavelmente, serei eu que estarei errado. A verdade, é que discordo absolutamente da inclusão de políticos em programas de lazer ou desportivos. Sou contra. Só aceitaria [numa escala bem mais discreta], situações semelhantes, caso os nossos representantes tivessem atingido um nível de excelência tal que se repercutisse proporcionalmente na qualidade de vida dos cidadãos.

Digamos que, consideraria esse mediatismo discreto, como uma forma de satisfazer a curiosidade pública em conhecer um pouco melhor, alguém que presta, ou prestou, com dedicação e competência, o tal serviço público que acima já referi.
Por enquanto não, não merecem o relevo. É que, ainda não tiveram tempo para fazer bem, o «trabalho de casa» e o lazer pode por isso esperar...

2 comentários:

Anónimo disse...

Eu desconhecia que ele fosse
braguense !...
Ainda bem pelo menos, de tantos
anos que estve em lisboa:- não se
deixou contaminar pela doença das
aves.

O PORTO È GRANDE VIVA O PORTO.

dragao vila pouca disse...

O futebol dá popularidade e como acho que ele vai ser líder do PSD já está capitalizar...Alías e nesse aspecto, honra seja feita a Marcelo, que nunca se inibiu de falar e discutir o desporto-rei sem qualquer complexo, ao contrário de alguns adiantados mentais, que acho o futebol uma coisa horrível só para gentinha...coitados!


Um abraço