12 abril, 2017

Jornalistas que não merecem respeito

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Carlos Daniel, funcionário público do clube
 regime
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João Gobern, banha vermelha

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Rui Gomes da Silva, o embuste na forma
de humanóide ou a vergonha dos políticos

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Paulo Garcia, matreiro e venenoso



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"Portista" vendido ao regime
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Pedro Guerra, vigarista
compulsivo

OBS: Lamentamos informar que o sexteto da lista, é só uma pequena amostra

11 abril, 2017

Respeito!

Por certo..críticas e insinuações maliciosas destrói vilmente...não edifica!
Pois... político pensa assim


Por norma, respeito toda a gente, e gosto de proceder assim. Mas também gosto de ser respeitado, na volta. A educação começa por respeitarmos as pessoas que mal conhecemos, partindo do princípio que são pessoas de bem, até prova em contrário. Em resumo, creio pensar como a maioria das pessoas. 

Se as figuras públicas seguissem este paradigma, talvez começassem a dar mais valor às aparências e passassem a ter mais cuidado, tanto com aquilo que dizem, como sobretudo com aquilo que fazem. Porque, para essas pessoas, por aquilo que deixam perceber, a imagem pessoal é o lado que importa das aparências. Mas não é. É o que fazemos com ela.

Quanto menor fôr o contraste entre a teoria das ideias e a eficiência da sua prática, mais perto estamos de merecer o respeito de todos. Desprezivelmente, não tem sido esta a opção de vida de muitas figuras públicas, como políticos, banqueiros, empresários e jornalistas.   

Pelo que vamos observando, nem o sábio refrão da mulher de César funciona, quando até as aparências se contradizem. Então, se juntarmos os exemplos atrás referidos com a total inoperância da Justiça, já pouco sobra de respeitável. 

Com isto termino, sem deixar de reforçar uma convicção: actualmente, não há político governante que mereça o meu respeito. Até porque, cada vez me convenço mais da incapacidade de  regeneração dos partidos políticos. No seu seio há gente, e essa gente continua a ver neles, exclusivamente, meras agências de negócios para o futuro das suas vidas.

10 abril, 2017

Recomendação à SAD do FCPorto/Direcção do Porto Canal

Livre libertinagem
Uma vez que está lançado o alerta, já não pode haver volta atrás. O programa Universo Porto da Bancada, agora só tem de continuar a ingrata missão de denunciar o proteccionismo que as autoridades desportivas continuam a dar ao Benfica. As imagens não enganam. Gostamos delas ao natural, porque num Estado de Direito, só essas devem valer como prova. Isto, obviamente, se o Estado de Direito não tiver também batido no fundo...

Bernardino Barros terá de prosseguir com o árduo trabalho de desmistificar na TVI24 as verdades feitas à la carte, mesmo tendo que argumentar contra gente sem espinha dorsal, assim como no Porto Canal, Francisco J. Marques, tem de continuar desmascarar com imagens as causas das nossas queixas.

Não devemos nunca hesitar, agora é andar para a frente. Mas, há aqui um perigo que não podemos correr, que é permitir a banalização das denúncias, entrando no jogo sujo dos cartilhistas, como ontem pudemos constatar no programa Campeonato Nacional. A estratégia daquela gente é sempre a mesma, limita-se a negar os factos, por mais evidentes que sejam. Eles estão todos sintonizados, por isso, entrar neste tipo de jogos será mais do mesmo se não acrescentarmos nada aos factos. 

Os últimos incidentes em Moreira de Cónegos, sendo lamentáveis, abonam a nosso favor, se soubermos cavalgar sobre as pistas que os vermelhos inescrupulosamente continuam a deixar. As agressões, no jogo de ontem, de Samaris, Luisão e Pizzi, assim como a prestação miserável do árbitro Tiago Martins,  não podem passar imunes.

Como já aqui escrevi, o FCPorto deve exigir respostas atempadas e inequívocas, já não à Federação, ou à Liga (porque não respondem, nem actuam), mas sim ao Secretário de Estado do Desporto, com conhecimento ao Presidente da República, e à própria Procuradoria Geral. De outra forma, qualquer dia começam a falar do FCPorto como o mau da fita, como o clube instigador da polémica, como se tivesse começado a reclamar desde o começo do campeonato, que como sabemos, não foi o que aconteceu...

Isto para eles, são peanuts. Mentir, deturpar e negar o que não lhes convém, é a praia daquela gente. Eles têm carta-branca para fazer aquele trabalho, facto que urge esclarecer, porque a dita justiça o permite. Se lhes dermos corda nos programas desportivos, passamos a fazer parte da "seita" e isso é o que menos nos interessa.

Mais do que alimentar o programa, importa reinvindicar o funcionamento da Justiça. O Sporting está a fazê-lo, por que não nós, se temos mais razões para isso? Percebo que queiramos evitar especulações, mas elas vão sempre existir. Ainda ontem o filho do freteiro de pareceres jurídicos (que vontade de rir) nos deu provas que a especulação é um (talvez o único) dos seus pontos "fortes".

A não ser que da parte da Federação a boa conciência fale mais alto, e as decisões subsequentes satisfaçam, então podemo-nos ficar pela evidência dos factos, deixando a justiça fazer o seu trabalho. O óbice, é que poucos portistas, neste momento, acreditam na justiça desportiva, pela simples razão de já ter tido muitas oportunidades para mostrar o que vale, e os resultados mostrarem que vale pouco.   

09 abril, 2017

Sobre o FCPorto-Belenenses (futebol) e FCPorto-Sporting (andebol)

Um começo de jogo enfadonho, com os costumeiros excessos defensivos, um meio campo muito pouco pressionante, quase sempre longe da primeira linha adversária, contribuiram para o resultado curto da primeira parte.

Valeu, a mudança de atitude na segunda metade, jogando com mais velocidade e maior pressão, para o espectáculo passar do marasmo ao entusiasmo. A confiança instalou-se e de repente, os golos deixaram de ser um bicho de sete cabeças. Nuno Espírito Santo parece ainda não ter encontrado a chave do segredo para acabar com esta mania de perdermos demasiado tempo com trocas de bola lateralizadas, tornando o jogo aborrecido e consumindo esse tempo sem marcar golos.

O golo de Danilo foi marcado aos 37' do primeiro tempo e isso diz tudo.  Não sei se não seria mais vantajoso procurar retirar da cabeça dos jogadores as preocupações de perderem a bola, e mentalizá-los para uma atitude mais pressionante e ofensiva, tendo sempre como objectivo marcar logo na 1ª. parte o segundo golo da tranquilidade. Era essa a norma do saudoso Boby Robson, grande mestre em transmitir confiança e ambição aos seus atletas. Essa é a melhor receita para acabar com a ansiedade, sobretudo em jogos na nossa casa.

Desta vez as coisas foram corrigidas a tempo e ainda bem. É no entanto preocupante continuarmos a ver estas oscilações entre o jogo pastoso e o jogo dinâmico. Estamos numa fase crucial do campeonato e não devemos dar-nos ao luxo de entregar as meias partes dos jogos aos adversários, sob pena de deixarmos perder esta oportunidade de estarmos só a um ponto do rival, ainda que não dependo apenas de nós.



Uma palavra de regozijo para o Andebol! Impróprio para cardíacos o jogo de ontem! Contra um adversário de igual craveira como o Sporting - que chegou a ter 6 golos de vantagem ao intervalo -, fomos gigantes mais uma vez e conseguimos acabar com uma victória e dois golos de vantagem. Confesso que, quando começou o jogo notei alguma displicência nalguns jogadores (como o jovem Miguel Martins) com erros infantis, traduzidos em vantagem no marcador para o Sporting logo no início do jogo. Foi um jogo intenso e correcto, em que ambos os clubes tiveram um comportamento exemplar.

E, mais uma vez, um público maravilhoso!

06 abril, 2017

Quem supervisiona o Porto Canal?

Entretenimento
Haja paciência, às vezes penso não pertencer a este planeta!

Já não tenho a certeza se o defeito é meu, se terei
noções bizarras de coerência, ou se são os outros.

Após ter assistido com agrado ao programa  Nas 4 Linhas, moderado pelo Director do Porto Canal, e de ouvir as palavras sensatas dos convidados residentes, Henrique Calisto, Aníbal Styliano e  Rui Cerqueira, relacionadas com os casos de violência de um jogador do Canelas a um árbitro, fiquei com dúvidas se Júlio Magalhães percebeu as mensagens que os convidados, comedida e inteligentemente, procuraram transmitir.  

Um dos convidados, Aníbal Styliano, foi bem explícito sobre o tema, quando afirmou que o problema da violência se combatia com prevenção e antecipação, e que devia ser a Liga e a FPFutebol a fazê-lo. Mas adiantou também que os órgãos de comunicação social, particularmente as televisões, deviam evitar transmitir cenas de violência, tal como está estipulado nas televisões de muitos países, porque está provado que em vez de inibir emitações, estimulam-nas. Pelo que me diz respeito, estou absolutamente de acordo com esta opinião. 

Ora, o que nunca esperava, é que depois de ouvir pareceres tão atinados, fosse rever no Porto Canal essas imagens de violência, uma vez antes do Jornal Diário, no programa Desporto Directo, e a outra no fim do telejornal. E não se limitaram a passar as imagens do Canelas, foram repassar uma outra em que se vê um tipo com um pau a tentar agredir um suposto árbitro junto de um carro. Fará algum sentido esta contradição, ou as normas das televisões são incompatíveis com a coerência?

É isto que não tenho capacidade para compreender. Ou seja, quando tudo levava a crer que o director do Porto Canal tinha assimilado as palavras sensatas do Aníbal Styliano como um exemplo a seguir, não, repetiu hoje as imagens que tinham sido alvo de crítica preferindo dar corda à violência...

O problema, deve estar comigo... 

PS-Sugiro que oiçam aqui as referidas palavras de A. Styliano a partir do minuto 56, até ao 58.

05 abril, 2017

Os puritanos portugas


Photo published for Dijsselbloem acusa países do sul de gastarem o seu dinheiro em “álcool e mulheres”
Jeroen Dijsselbloem (o monstrinho)

É muito dúbia a reacção dos políticos portugueses às palavras infelizes do presidente do Eurogrupo... Dava um tema interessantíssimo para estudo da psicologia humana e suas contradições.

Pessoalmente, nem foi tanto a deselegância do que disse sobre os países do sul que me desgradou, mas mais a assiduidade com que (como é o caso) pessoas desempenhando cargos relevantes na política fazem afirmações tão imprudentes. Primeiro, porque não é nenhuma mentira que os povos latinos são mais entusiastas do sexo e da balbúrdia que os nórdicos, e depois, porque os políticos portugueses não são exemplo para ninguém, basta ver o que dizem de outros portugueses com gostos diferentes, para terem de fechar a boquinha de vergonha antes de censurarem o ministro das Finanças holandês. Não estou a defendê-lo, estou apenas a dizer que não são os políticos portugueses que podem falar de ética.

É isso mesmo, subitamente deu-me para chamar à liça o futebol, esse vil desporto cujo maior dão é fazer cair a máscara dos nossos governantes e de quem vive à sombra deles. Aqui chegados, a tese da hipocrisia perde eficácia se comparada com as expressões repulsivas dirigidas a Dijsselbloem, acusando-o de xenófobo, racista e sexista.  Agora pergunto: não será algo muito semelhante ao racismo e à xenofobia aquilo que se está a passar no futebol e na comunicação social portuguesa, permitir que um clube do mesmo país continue a ser perseguido, discriminado e prejudicado em benefício de outro? Não será esse, um acto de cumplicidade por omissão, senhores deputados?

Onde páram esses princípios, a deontologia, essas palavras pomposas que tanto nos emocionam? Tudo espremido, qual é a diferença entre as declarações do político holandês, e as (in)acções miseráveis dos nossos políticos? Tanto alarido, tanta indignação, e cá dentro até se dão ao desplante de participarem em programas desportivos com afirmações mil vezes mais ordinárias que as Dijsselbloem? Tenham juízo!

Alô! Alô! Está alguém desse lado? Haverá por aí (Terreiro do Paço) quem me explique onde está a diferença?

Haver não há, diferença, reconhecê-lo é que é mais complicado.  


04 abril, 2017

Recado à turbe anónima vermelha

Se todos os anónimos que aqui entram para comentar com insultos pensam que o anomimato lhes dá o direito de plasmarem o fel de uma cobardia assumida, ficam a saber que o saco do lixo é o seu destino.

Não quero saber da vossa opinião para nada, porque nada sois. Zero!Entendido? Pensando bem, acho que não entendem nada, porque a burrice é a composição básica dos vossos neurónios (se é que os têm).

03 abril, 2017

Bernardino Barros, um comentador à Porto

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Bernardino Barros
Se deixei de acreditar na rectidão dos jornalistas e generalizo demais essa ideia, foi porque eles se puseram a jeito, anos e anos a fio. E com isto, não quero repetir-me, porque já exemplifiquei o que os bons jornalistas podiam ter feito, e não fizeram, para se demarcarem do lixo fétido produzido por alguns (muitos) dos seus colegas de profissão. É assim, na permissividade, que se "destroi" a reputação de uma classe. Tal, como os políticos...

No que compete o acesso à comunicação, se há profissão privilegiada, é evidentemente, a de jornalista. Usá-lo para o mal é o que os oportunistas fazem, mas para o bem, só depende da vontade de cada um, porque meios é coisa que não lhes falta.

Da televisão à rádio e aos jornais, é por aí que eles passam a mensagem das suas ideias, e até hoje ainda não vi um único* a opôr-se claramente ao trabalho soez e anti-democrático que esses seus companheiros de profissão vêm públicando, sobretudo em Lisboa... E não é de agora, acontece há muitos anos. Daí que, por mais que tente compreender a costela corporativista, é difícil acreditar numa classe que vivendo da informação a coberto dos valores da democracia e da liberdade, pactue com esta situação que só pode ser explicada numa palavra:  medo. Um medo que ultrapassa a minha compreensão, por não ver nele algo que possa perigar a sua integridade física. A outra versão, pode atribuir-se ao comodismo, à remissão, ao deixar correr o marfim, de molde a assegurar a manutenção do posto de trabalho, mesmo que num clima de paz pôdre. Enfim, algum dia terão de mudar as coisas, é insuportável "respirar" a plenos pulmões a vida inteira num ambiente tóxico. Esperemos que esse dia esteja a chegar. 

Vale isto por dizer que no mundo do jornalismo desportivo, e dos comentadores de futebol, um oásis parece estar florir, tráz o nome de um jornalista: Bernardino Barros. Dos comentadores desportivos portistas da actualidade é o único que corresponde àquilo que se espera de um comentador sério, acutilante e corajoso. Ontem, mais uma vez deixou o filho do freteiro de pareceres jurídicos, Domingos do Amaral, a fazer aquela figurinha de parvo, muito típica dos benfiquistas, com réplicas e argumentos impossíveis de contrariar, sem o recurso à táctica da perfídia.

Caro Bernardino, só espero que não seja o FCPorto a coartar-lhe a liberdade, porque neste momento está a ser preponderante o seu papel de portista num covil dos abutres. Bravo! Considere-se uma execepção à regra da opinião que mantenho sobre muitos da sua profissão. E, sem exagero, sinta-se honrado com isso. Mostre-lhes o que é a fibra de transmontano.

*   Só a partir da emissão do Porto Canal, através do programa Universo Porto da Bancada, é que começamos a ver jornalistas [Tiago Girão (moderador), Francisco J.Marques, e José Cruz e Bernardino Barros (comentadores)] a censurar o trabalho de jornalistas publicado n' A Bola, no Record e Correio da Manhã. Antes, não se disse nada, além de frases evasivas.

02 abril, 2017

Dar a outra face não é a solução

Ainda há no universo portista adeptos muito ingénuos. A continuarem neste registo complacente, qualquer dia só vão considerar más arbitragens quando forem os árbitros a marcar golos contra o FCPorto pelos próprios pés.

A pior coisa que pode haver numa sociedade - e o desporto faz parte dela -, é os cidadãos habituarem-se à sua degradação, qualquer que seja o sector onde está instalada.

Uma parte considerável dos árbitros portugueses são mesmo desonestos, mas não propriamente burros. A esperteza deles, diga-se, é do tipo saloio, mas em Portugal, pela tradição permissiva das suas gentes na coisa pública, é suficiente para serem bem sucedidos. Se há coisa que eles sabem fazer, é olhar pela sua vidinha, é agradarem de preferência aos poderes instalados ainda que isso lhes custe a má reputação que hoje têm. O lema instalado é: o que conta é o pilim... E assim é, porque quem devia dar o exemplo, faz precisamente o mesmo.

Dizem  os portistas mansos que o árbitro de ontem (Carlos Xistra)  não foi dos piores, mas falta-lhes explicar em que aspecto específico, porque discordo completamente se a referência tiver a ver com a arbitragem propriamente dita. A arbitragem foi má, porque não diferiu de muitas outras em que independentemente da evidência da falta, o árbitro não hesitou em apontar para a marca de grande penalidade (foi categórico) a uma simulação de Jonas. Agora, se se referiam à componente teatral, aí sim, podemos dizer que o árbitro foi um grande artista, sem que isso justifique os cartões amarelos mostrados exclusivamente a jogadores do FCPorto quando os batoteiros se fartaram de dar porrada. A isso não se chama boa arbitragem em país nenhum.

Se abomino a mentalidade vigarista e trauliteira dos benfiquistas e da turba que lhes dá corpo, não sou eu que vai pedir para os emitarmos, mas também não precisamos de fazer de passarinhos. O que gostaria de ver no Porto Canal, para além das reclamações legítimas que têm feito das arbitragens (já lá vão 3 anos de malfeitorias), era ver mover aos infractores as respectivas acções jurídicas daí decorrentes. Como é?  Vamos ficar-nos pela constatação de factos? De que provas mais precisaremos para além das imagens para metermos em tribunal esta gente?

Fico estupefacto quando vejo alguns comentadores do FCPorto lamentando-se, por exemplo, do tratamento dado aos adeptos portistas em certos estádios com as entradas tardias de uma, ou mais horas, e ficarem-se pelo lamento. Mas que raio de solidariedade é a do FCPorto que se basta em confirmar ocorrências, em vez de as contestar a quem de direito? Pergunto: se algum de nós, em vez de ir ao futebol, fôr ao teatro, ou ao cinema, pagar o bilhete, e nos fecharem as luzes a meio do espectáculo dando-o como terminado, não existirão leis neste "Estado de Direito" que contemplem a indemnização devida? Então, por que é que aceitamos ser tratados desta maneira? Acham porventura que é assim que nos vão respeitar?

Sinceramente não aprecio mesmo nada esta nova maneira  do FCPorto estar no desporto! Creio mesmo que este papel manso e vulnerável só nos tem trazido dissabores, que se reflecte até na forma de jogar dos nossos jovens atletas. Parece que lhe falta ambição, força física mesmo no sentido lato, ainda que o discurso pareça forte. Detesto a conversa politicamente correcta, a linguagem do dizer as coisas, e o seu contrário, para manter a reputação intocável e disponível para outros palcos (clubes, e estações media)... Não soa a nada, ou melhor, soa a oportunismo.

30 março, 2017

Homenagem visual à integridade vermelha








Querem mais? O stock é farto.

Malditos jornavígaros!

O Sindicato dos Jornalistas está para a classe, como o Sindicato dos Jogadores para estes: só aparecem, quando o alvo a abater é o FCPorto ou a própria cidade. Isto, traduz bem a integridade dos membros destas organizações.

Síntese do texto do JN de
29/03/2017
Antes de prosseguir, quero apresentar esta declaração de interesses: conheço mal Rui Moreira, nunca nos vimos pessoalmente, e nem sequer votei nele, pela simples razão de não residir actualmente na minha cidade, que é o Porto. Estou recenseado em Matosinhos, portanto mesmo que quisesse (e queria), não podia votar nele. O nosso conhecimento limitou-se apenas a uma troca de comentários aqui, no Renovar o Porto e noutro blogue portuense chamado A Baixa do Porto que suponho já nem estar activo. Para além disso, apenas trocamos uns emails de carácter particular, e foi tudo. Resta-me dizer que, embora o tenha como pessoa de bem, e o admire enquanto autarca, não hesitarei em censurá-lo se algum dia tiver fortes razões para isso.

Dito isto, sinto-me à vontade para prosseguir.

Talvez os leitores do RoP já saibam pelo jornal (JN) as causas que levaram Rui Moreira a insurgir-se contra a forma como foi publicada a notícia* plasmada à direita. Lamentavelmente, este tipo de incidentes são recorrentes na comunicação social portuguesa, mais pelo modo como são anunciadas, do que pelo conteúdo, e é disso que se trata, ao que parece.

Aliás, o JN costumava ser um jornal mais moderado do que é agora, desde que passou para as mãos da nova administração. Seguindo progressivamente os arquétipos editoriais centralistas, o actual JN, como já aqui afirmei, tornou-se um "sério" candidato a pasquim do Norte, do tipo Correio da Manhã, razão pela qual estranhei a exclusão feita pelo diretor de comunicação do FCPorto do lote de jornais capturados pelo nacional-benfiquismo (rima com nazismo).

Mas, independentemente do estilo, a mim, o que mais me revolta é o despudor como o Sindicato dos Jornalistas repete a cassete gasta e carunchosa de "apelar ao bom senso e ao nível democrático a que um Presidente da Câmara está obrigado", sem ponderar se os seus associadas cumprem esses mesmos critérios. É preciso ter lata! Esta gente, julga que os portugueses são todos aldrabões e atrasados mentais para não perceberem que a classe dos jornalistas é a mais traiçoeira e inconfiável que se conhece. O pouco de positivo que (alguns) conseguem transmitir é avassaladoramente destruído por uma maioria de crápulas "presos" a interesses e instituições que lhes arruina a credibilidade que pensam merecer.

Será que os sindicalistas nos querem convencer que não se deixaram seduzir por este regime político pútrido, hipócrita, de fazer ciúmes a Salazar? Só mesmo eles ainda acreditam nisso. Eles, os cidadãos burros, e todos os que vivem à custa das suas capas sensacionalistas. E o que terão a dizer sobre o assunto, os bons jornalistas? Este "bons" é uma forma simpática de querer acreditar que não são todos iguais, não é um afirmação de carácter, porque se fosse, esses "bons" já tinham todos saído da gaiola do medo para varrer a horda de malfeitores que lhes mancha a reputação e indigna quem não se deixa influenciar pela mediocridade.

Portanto, rapazinhos da escrita, cresçam, tornem-se homenzinhos, afirmem-se, que a puberdade tem o seu devido tempo. E deixem-se de arrogâncias, porque as coisas de repente podem mudar, e um destes dias ainda lhes acontece o que aconteceu à PIDE. Ainda há por aí alguns resquícios...

Residirá aí a causa para tantos medos?

*Que relação directa terá o Presidente da Câmara com o assédio de senhorios e imobilárias aos inquilinos? Não será antes um problema dos especuladores? E o governo central não terá forma de evitar esse assédio?

29 março, 2017

Um país desgovernado por um clube


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Sondando a blogosfera portuense, observa-se que apesar da fama bairrista das suas gentes, são poucos os blogues temáticos sobre a cidade do Porto. Além do Renovar o Porto/As Casas do Porto, A Cidade Surpreendente/A Cidade Deprimente, A Baixa do Porto, o Amar o Porto e pouco mais, todos os outros blogues têm como tópico o futebol. É de facto redutor, para uma cidade com uma história tão rica como a do Porto, que vai muito para além do campo desportivo.

Há no entanto uma explicação para esta preferência que é quase consensual, que deriva da paixão que grande parte dos povos do mundo têm pelo futebol e que até lhe valeu a fama de desporto-rei. Em  Portugal, particularmente, ao contrário do que alguns intelectuais defendem, o futebol não aliena absolutamente, o futebol serve também para esclarecer outras realidades, desde que lhe dediquemos o tempo necessário, e que saibamos refinar a nossa capacidade de análise sobre os seus protagonistas fora dos bastidores clubistas. Esses protagonistas (os + perigosos), jogam fora das 4 linhas. Encontram-se nos partidos políticos, na Banca, na Federação P. Futebol, na Liga, na comunicação social, e até nos órgãos judiciais do país.

O Benfica tem sido protegido por toda essas estruturas, não há como negá-lo, porque é com esse apoio sincronizado que consegue manter-se acima da própria lei e manipular o que bem entende. De resto, outra coisa não faria sentido nem se compreenderiam as causas para tamanho descuido, sobretudo por parte da Justiça e do Fisco... Portanto, os tentáculos do polvo são mais longos e mais sofisticados do que à partida podíamos imaginar. 

A nossa luta, como adeptos, e a do FCPorto, enquanto clube/empresa e mesmo a do Porto Canal, vai ser dura e demorada. O Benfica é, em poucas palavras, o clube que melhor espelha a realidade do país, com fraudes, promiscuidade, tráfico de droga, e corrupção por todo o lado, que vão da política, às finanças públicas e ao desporto. Todos os dias deparámos com novos casos, e outros que julgávamos arquivados, são reanalisados. É um sufoco de malandragem, e malandragem da pior espécie. 

A memória remete-me inevitavelmente para uma questão intrigante: como será que o impoluto Rui Rio avaliará hoje o quadro do país sem ter o FCPorto e a Câmara do Porto para acusar de promiscuidade?

Ah, acho que descobri: o ex-presidente da Câmara portuense, tal como certos intelectuais de aviário, não liga ao futebol fora da periferia do Porto. Também ele, não viu, não ouviu, nem leu, nem sabe.

O futebol não tem nada a ver com o resto...

Compreendido.   

28 março, 2017

Insuficiências

Mariana Mortágua*

Queriam que ficássemos mais pobres, e o país empobreceu. Queriam-nos mais flexíveis, mais baratos, e o país criou o seu batalhão de precários quinhentos-euristas. Queriam-nos mais dóceis, e o país aguentou. Aguentou a troika e o Governo Passos/Portas. Aguentou o ataque aos salários, os impostos e a humilhação. Porque em terra de cristãos a culpa não morre solteira, a preguiça é um pecado e os povos honrados pagam sempre as suas dívidas. Ou assim nos foi dito.
Tudo o que Portugal recebeu desta Europa na última década foi autoritarismo e austeridade. Uma terapia de choque sem qualquer fundamento económico ou racional. Puro radicalismo ideológico misturado com uma boa dose de preconceito. Afinal, as declarações de Dijsselbloem não são mais do que uma interpretação rasca do discurso oficial da irresponsabilidade dos países do Sul.
Se excluirmos os juros, Portugal tem hoje o saldo orçamental mais elevado da Europa. Demasiado foi sacrificado para obter esse resultado, mas dizem-nos que não chega. O Banco Central Europeu quer agora sancionar o país pelos desequilíbrios macroeconómicos. É claro que não importa para esta história que, segundo as regras, o BCE não possa interferir com o poder político. E também não interessa que, segundo o mesmo procedimento que o BCE invoca, a Alemanha deveria ser multada. Sim, porque é tão desequilibrado o défice comercial em excesso como é o excedente predatório. Não interessa nada. A Alemanha é Alemanha, a França é a França, e em Portugal não chega.
Não chega para o BCE nem para a Comissão Europeia, que veio ontem recomendar mais cortes, mais permanentes. E também no sistema financeiro não chega. Não basta vender uma parte do Novo Banco, querem garantir que o Estado não manda, mesmo quando paga. Não chega, nem nunca vai chegar.
Pois vai sendo tempo de dizer que uma Europa onde só cabe quem obedece é uma Europa onde a democracia não chega, nem nunca vai chegar. E esse, sim, é o défice mais insuportável de todos.
* DEPUTADA DO BE

27 março, 2017

Cuidado com os cadastrados

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O rosto da inocência
encarnada

Após dois anos de uma inexplicável renúncia à indignação, e concomitantemente à defesa dos seus legítimos interesses - com as consequências danosas que se conhecem -, o FCPorto lembrou-se de quebrar o silêncio para voltar à sua génese combativa, denunciando a situação indecente de impunidade e proteccionismo intolerável de que aproveita o seu principal rival de Lisboa.

Ainda assim, fê-lo tardiamente, numa fase já avançada da temporada em que esse mesmo clube voltou a amealhar pontos, com a cumplicidade das arbitragens, patenteada em benefício próprio, ou indirectamente em prejuízo do FCPorto. Quanto a isto, só gente estruturalmente desonesta terá estofo para o negar (em Portugal é o que mais há, infelizmente).

O programa do Porto Canal, Universo Porto da Bancada, foi o meio de defesa escolhido, e quanto a mim, bem, porque é sem dúvida o mais indicado para atalhar caminho, poupando tempo, comprovando e compilando factos das acusações que apresenta. Pessoalmente, gostaria de saber de quem partiu a iniciativa, ou quem influenciou os dirigentes do FCPorto/Porto Canal, a avançar com o programa e porque não o fizeram mais cedo. Mas isso, são outras questões que poderemos abordar noutra altura só por uma questão de transparência e rigor analítico...

Como era de prever, os resultados falam por si. Aqueles para quem tudo estava impecável, enquanto eram protegidos jornada após jornada, e o FCPorto altamente lesado, com esta pedrada no charco chamada Universo Porto da Bancada, os emissários do "fair play e da verdade desportiva", passaram, num ápice, de "pacificadores" a "revoltados", usando a manha e a hipocrisia muito próprias dos marginais, para se metamorfosearem em vítimas. 

É claro que estes estrategemas só têm resultado, porque a classe política, por culpa própria, se deixou tomar pelos votos maioritários de uma comunidade clubista que, através do seu presidente - cadastrado recidivo -, usa e abusa da chantagem eleitoral junto do poder político para conquistar títulos que não consegue de forma legal. E os governantes, tendo perfeito conhecimento do buraco financeiro que o Benfica deixou no BES, e da sua ligação a actos criminosos, pactuam com esta pouca vergonha e permitem-lhe tudo. Até um dia. 

O jogo que se avizinha, sem ser decisivo, pode comprometer as aspirações de ambas as equipas, em caso de derrota. Por isso, e tendo em consideração os sucessivos golpes de teatro que o antecedem, não me surpreenderei se acontecer alguma desgraça. O ambiente, está criado pelos mesmos de sempre. Aqui chegados, é à classe política, em primeira instância, que devemos atribuir a responsabilidade de qualquer eventual tragédia que possa acontecer. Pela experiência que temos, aos governantes da época não bastaram a morte de um adepto leonino, nem as agressões graves a um hoquista do FCPorto, ou o autocarro portista incendiado por benfiquistas, para se imporem como autoridade. Preferiram deixar às "autoridades" desportivas, cumplíces dos infractores, a responsabilidade e fazerem de conta que nada se passou.

Dados os factos, não deixa de estranhar um pouco que o responsável pela comunicação do FCPorto, Francisco J. Marques, depois de ter afirmado (e bem) que a comunicação social foi capturada pelo Benfica, tenha excluído o Jornal de Notícias e o desportivo O Jogo dessa condição, porque também eles foram já enclausurados, ou "seduzidos" pelo sistema.

Este assunto, dava aliás um excelente programa temático para debater no Porto Canal. Assim o queiram as partes (FCPorto/Porto Canal)... É que o Jornal de Notícias, para já, ainda não deixou cair totalmente a máscara, porque quem lá manda sabe como há-de fazer as coisas. Por enquanto, vai-nos fazendo o "favor" de nos dedicar algum espaço local, genérica e desportivamente. Com o passar do tempo, e se entretanto nada fizermos para o evitar, será apenas mais um jornal de Lisboa publicado e sediado no Porto (como o Público).

Portanto, senhores jornalistas do Porto Canal, não tenham medo de dizer tudo o que pensam, porque o panorama é bem mais negro e abrangente  do que julgam. O Porto, só depende dos portuenses legítimos, daqueles que se ofendem quando os aqui nascidos em vez de se juntarem a nós fazem coro com os que tudo fazem para nos prejudicar e humilhar. Por muitos argumentos que tenham, nunca, mas nunca mesmo, podem ser considerados tripeiros.

São antes uma espécie de cancro no corpo de uma cidade.