Houvesse um pouco mais de arrojo, muito tínhamos para desmascarar do profundo cinismo que se alojou no país a partir de Lisboa. Podia ser o Porto Canal a realizar esse trabalho, esse verdadeiro serviço público, promovendo debates onde prevalecesse a frontalidade e a honradez.
Estamos num beco aparentemente sem saída apenas porque nos deixamos enclausurar nas redes de um poder que sendo real, é ilegítimo e nebuloso, e isso faz toda a diferença para nada termos a temer. Nada justifica tanta parcimónia por parte do FCPorto e do Porto Canal. Pelas piores razões, é certo, sermos desconsiderados e prejudicados por gente desta igualha devia ser uma motivação acrescida, e não o contrário. Recorrendo directamente ao Governo, alegando falta de confiança nas instituições desportivas, obrigava-o a retratar-se, e dependendo da resposta, decidir-se-ia então a solução adequada. Isto podia ser o suficiente para pôr em sentido os incompetentes da FPF e da Liga.
Estou ciente das dificuldades que há para lidar e combater todos aqueles que têm contribuído para este estado de coisas. Nas prioridades das prioridades dos responsáveis, coloco sempre o poder político, os Governos, a Assembleia da República e os Presidente da República (os contemporâneos, e os mais antigos). Além destes, contam-se os advogados, as instituições policiais, e mesmo os da Justiça. Perguntam-me a identidade e o número dos suspeitos? Não posso assegurar, são muitos, mas não são todos, como é expectável. Todos nós sabemos que é assim, mas não podemos aceitar isto como natural. Aliás, são eles próprios que, com as suas decisões incoerentes, e discriminatórias, promovem as suspeitas. Se houver coragem, e se essa coragem assentar em alicerces de íntegridade, não há tribunal que intimide. Os tribunais a sério não foram inventados para intimidar, foram feitos para fazer Justiça.
Partindo dessa premissa, só teme a Justiça quem teme os maus juízes, em poucas palavras, os inimigos da verdadeira Justiça, e esses são para descartar. Quem quer que me esteja a ler, depreenderá naturalmente que não esqueço as excepções, mas não é aos impolutos que me refiro, é aos maus profissionais de todas as áreas.
Partindo dessa premissa, só teme a Justiça quem teme os maus juízes, em poucas palavras, os inimigos da verdadeira Justiça, e esses são para descartar. Quem quer que me esteja a ler, depreenderá naturalmente que não esqueço as excepções, mas não é aos impolutos que me refiro, é aos maus profissionais de todas as áreas.
É sustentado neste pensamento que me questiono como é que um clube com a dimensão e popularidade do FCPorto, depois de ter conhecimento das vigarices praticadas pelo Benfica e de ser um dos principais lesados, aguardou tanto tempo para anunciar a pretensão de levar uma queixa ao Tribunal dos Direitos do Homem, quando devia saber do que aquela gente é capaz para atingir os seus objectivos. Mesmo a serem investigados, eles continuam a mexer os cordelinhos e só vão parar quando [e se] forem detidos. Não se compreende tanta apatia e a ingenuidade de acreditar que o TDH será célere a decidir. Foi importante recorrer ao TDH, foi melhor que não reagir, isto admitindo que a queixa já seguiu o seu destino, mas duvido que tenha sido a melhor decisão.
Primeira questão: como é possível aceitar-se obedientemente a decisão do tribunal da Relação do Porto de proibir Francisco J. Marques e o FCPorto de falar dos emails do Benfica, quando é do conhecimento público que os mesmos foram entregues à Alta Autoridade Contra a Corrupção da Polícia Juduciária, a partir dos quais foram iniciadas as investigações?
Segunda questão: tendo a AACCPJ avaliado e aceite os emails para investigação, não estará implicitamente o tribunal da Relação do Porto a desautorizar a Polícia Judiciária profanando a principal fonte do seu trabalho? Há aqui claramente uma contradição entre poderes distintos que se chocam, quando o que seria normal era colaborarem entre si. Esta proibição é no mínimo estranha, e não abona nada a favor da Justiça.
Este modo de actuação pela parte do Tribunal, é tudo, menos coerente, particularmente se nos lembrarmos que no caso do Apito Dourado houve uma autêntica devassa da vida privada de Pinto da Costa em todos os canais de televisão, rádio e imprensa, sem que os tribunais tivessem mexido uma palha para impedir de falar de um caso inventado que mais tarde resultou na inocência do presidente portista.
Portanto, a ser normal o que o tribunal da Relação do Porto agora decidiu, a questão que o FCPorto tem o direito de levantar, é saber por que é que os tribunais estiveram tão passivos no processo Apito Dourado. Terá sido por que o FCPorto não tomou por iniciativa própria a decisão de solicitar aos tribunais uma centena de rolhas para silenciar os betinhos de Lisboa? Ou, será por que, também para a Justiça, há filhos e enteados?
O que acabo de expôr, sem receio de ser notificado, porque para me prenderem não basta ter uma toga, é preciso merecer vestí-la, também o FCPorto e o Porto Canal podiam e deviam fazer, sob pena de um dia virem a ser acusados de prestar vassalagem a uma cambada de criminosos. E por quê? Porque ainda estão à solta. E não pode ser esse o seu habitat natural.
A liberdade é para quem a merece.
Este modo de actuação pela parte do Tribunal, é tudo, menos coerente, particularmente se nos lembrarmos que no caso do Apito Dourado houve uma autêntica devassa da vida privada de Pinto da Costa em todos os canais de televisão, rádio e imprensa, sem que os tribunais tivessem mexido uma palha para impedir de falar de um caso inventado que mais tarde resultou na inocência do presidente portista.
Portanto, a ser normal o que o tribunal da Relação do Porto agora decidiu, a questão que o FCPorto tem o direito de levantar, é saber por que é que os tribunais estiveram tão passivos no processo Apito Dourado. Terá sido por que o FCPorto não tomou por iniciativa própria a decisão de solicitar aos tribunais uma centena de rolhas para silenciar os betinhos de Lisboa? Ou, será por que, também para a Justiça, há filhos e enteados?
O que acabo de expôr, sem receio de ser notificado, porque para me prenderem não basta ter uma toga, é preciso merecer vestí-la, também o FCPorto e o Porto Canal podiam e deviam fazer, sob pena de um dia virem a ser acusados de prestar vassalagem a uma cambada de criminosos. E por quê? Porque ainda estão à solta. E não pode ser esse o seu habitat natural.
A liberdade é para quem a merece.

