16 outubro, 2019

Sou regionalista, sempre fui e serei. Desprezo o centralismo!

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Esta senhora é mais que uma ex-juíza,
é uma mulher íntegra. Fez cair a
máscara da "justiça" lisbonária

Aos opositores da abstenção, especialmente a determinados "portistas", dirijo esta singela pergunta: por que razão optaram por votar em partidos políticos de ideologias teoricamente diferentes, se essa opção não lhes dá qualquer garantia que o partido escolhido levará a cabo os seus projectos? Projectos esses ambíguos, e praticamente semelhantes a outros? Nem depois de andarem há décadas a ser humilhados por um regime que os ignora, e discrimina, são capazes de perceber que os partidos só querem  votos para poderem atingir objectivos meramente pessoais? 

Será que nem o futebol os ajuda a compreender que em Portugal a política, antes de mais, serve uma cáfila de oportunistas e cobardes? Então, não lhes chega constatar que, da esquerda, à direita, não há um único partido que tenha tido a dignidade e coragem, de abordar o escândalo do "Benfica" no Parlamento?  Então não sabem que num país normal, democrático,  era isso que já tinha sido feito? Que já tinham obrigado o Governo a debater o caso, como fazem com outros? Nem  o conluio do Ministério Público lhes diz nada? Não sabem que isso é uma postura própria de gente de baixa categoria, ou, no mínimo, suspeita? Acham isso normal ?

E já pensaram na palhaçada circense que foi a chegada dos novos candidatos à vida política, esses partidos nazis que agora chegaram à política?. Que dizer dos que votaram no partido "Chega", desse cartilheiro assumido chamado André Ventura? Terão sido úteis os votos colocados na urna desses gajos? Gajos destes chegam ao poder pelo voto, não pelas abstenções. Em que base de confiança sustentam a importância do voto? Na credibilidade, ou na fé? E por que não podemos votar contra? Já pensaram nessa possível opção? Não convém aos políticos, pois não? E por que será, já pensaram? Aqui o espírito democrático desaparece, o voto do não é proibido. Já o voto em branco é muito pragmático, e útil...

Mas há tipos que mesmo assim são contra a Regionalização, e que agora se agarram à Catalunha para a envenenar. São tão estúpidos, e sectários, que não ousam falar dos países regionalizados que evoluíram sem quaisquer problemas. A maioria desses países regionalizados progrediram, os outros, como Portugal, são os piores. O problema da  independência da Catalunha, é antigo, histórico mesmo. A Catalunha, assim como o país Basco, lutam há muito pela independência, e não foi por terem autonomia que reclamam a independência. Ambas as culturas são totalmente diferente da castelhana. Só não sabe, quem não quer. É chocante imaginar que ainda haja portistas contra a regionalização, depois de estarem a ser roubados, chulados, e discriminados pelo centralismo! É espantosa a estupidez  desta gente, é masoquismo puro! 

Eu assumo o que escrevo. Se alguma vez fôr chamado a depôr pelo que penso e escrevo, cá estarei para o confirmar. Ninguém me rouba o pensamento, é meu, é sagrado. Estou-me a marimbar para os críticos do tipo NIM. Não são carne, nem peixe. São nada. 

Só assim se percebe por que é que vendo o seu clube, o FCPorto, a ser tratado e prejudicado infamemente, evitam falar do governo e dos partidos políticos, como se eles nada tivessem a ver com o futebol. Preferem apontar o dedo aos adversários, como se fossem eles os governantes. Parecem, mas não são.

PS-Aos portistas que não se revêm nestes a quem me dirijo, as minhas cordiais e solidárias saudações. 

Aos outros, só posso aconselhar isto: definam-se, mas antes esclareçam-se!    
  

15 outubro, 2019

Pela boca morre o peixe





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É só para que os portugueses de boa índole não tenham qualquer dúvida sobre a hipocrisia da RTP, e da comunicação social lisboeta, de um modo geral.

Então, não é que um jornalista da RTP 1, do noticiário desta tarde, quis dar uma de gajo civilizado, como compete a um funcionário de Estado, e decidiu censurar alguns adeptos búlgaros por terem lançado gritos xenófobos contra jogadores da equipa inglesa? Sim senhor, assim é que é, temos gente! Afinal, estamos enganados, aquela gente é mesmo democrata! Às tantas, eles são mesmo gente de bem, e aquilo que os tornou surdos, cegos, e mudos, com as ocorrências facínoras do Benfica, foi um qualquer síndrome de negação desconhecido que os contagiou e impediu de informar. Claro que só podíamos estar enganados, eles são mesmo anti-racistas, eles gostam muito de nós portistas, e portuenses, não nos discriminam coisa nenhuma. 

Bem, agora só falta dizer na RTP o que aconteceu a seguir, e não foi dito. É que na Bulgária, pelos vistos, selvajarias destas não se perdoam, sejam elas cometidas pelos adeptos do clube A, ou do clube B, como no nosso lindo país, à beira mar plantado. Não! Por aquelas bandas a lei é para cumprir, e como o exemplo tem de vir de cima, o Presidente da Federação Búlgara foi hoje mesmo despedido...

E esta hein? Ó Costa, estás a ler? Ou ainda não recuperáste  do síndroma? Coitado.  

13 outubro, 2019

Quem abusa da confiança de outros, não a merece


Ando há tempo demais a chamar a atenção dos portistas para a importância de porem um travão à forma negligente de Pinto da Costa gerir o FCPorto. A principal causa para mim, consiste no facto de não ter nunca mostrado qualquer determinação, ou vontade, para assumir frontalmente a defesa do FCPorto dos perversos ataques a que tem sido sujeito (para não dizer, subjugado) pelo clube do regime.

Como já devem ter observado, o nosso presidente adoptou, estranhamente, a mesma estratégia que os corruptos vermelhos adoptaram, sempre que se trata de falar dos crimes de que são acusados: o silêncio. Só com uma diferença. Os vermelhos sabem do que são acusados, e por isso calam-se, enquanto Pinto da Costa é o representante mor do clube que mais tem sido prejudicado por aquela gente, o que justificaria, não  o silêncio, mas uma visibilidade contundente (e corajosa) a quem de direito: não às instâncias desportivas, porque essas fazem parte do problema, mas ao Governo, ou, em última análise, ao próprio Presidente da República. Se houve razão para o FCPorto protestar (e em voz alta mesmo), foi agora, e este agora já dura há uns anos, com todas os danos que isso nos causou. Não se entende, que nunca tenha ido sequer ao Porto Canal, falar sobre o assunto com toda a liberdade, mais que não fosse para dar um sinal de presença aos adeptos, e sobretudo de consideração. A liderança é tanto mais necessária nestes momentos, quanto se impõe a quem comanda. Não foi isso que fez, delegou a terceiros o papel de denunciantes, não o de presidente de um clube lesado, desportiva, e financeiramente. 

Pois, bem. Se essa situação parece não ter sido suficientemente gravosa para levar os associados a insurgirem-se contra a postura passiva do presidente, faço votos para que os resultados do Relatório e Contas do FCPorto onde constam salários, e prémios, demasiado elevados para a situação económica actual do clube, os conduza finalmente a uma reacção. Sendo certo que tal exposição de protesto será apenas permitida em Assembleia Geral de sócios, então que lhes sejam garantidas condições e ambiente para a apresentarem, de modo a evitarem eventuais altercações. Tal convocatória deve de ser apresentada quanto antes, e ter uma resposta concreta em tempo útil. Os sócios, insisto, têm direitos, e o mais importante deles é o respeito. É mais que tempo, de tirarmos as dúvidas, e saber se ele (o respeito pelos portistas) realmente existe, ou não.    


12 outubro, 2019

Ai,ai, Rui Pinto, porque vieste tu perturbar a geringonça dos poderosos*



Rui Pinto diz ter provas de desvio de 600 milhões de euros no BES
Rui Pinto diz ter provas de desvio
de 600 milhões euros no BES
"É o mesmo Ministério Público que se recusa a investigar as minhas denúncias", disse Rui Pinto na conta do Twitte "Não é normal, que, num estado de direito, superiores hierárquicos condicionem a fluidez de um inquérito e prejudiquem a investigação apenas para não incomodar certas personalidades", escreveu na conta do Twitter.

Rui Pinto, colaborador do Football Leaks, foi acusado pelo Ministério Público de 147 crimes, 75 dos quais de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência, sete deles agravados, um de sabotagem informática e um de tentativa de extorsão.
Além dos acessos ilegais aos servidores do Sporting e da Doyen Sports, fundo de investimento alvo da tentativa de extorsão, a acusação agora deduzida também abrange crimes envolvendo outros organismos.

*Se Raul Solnado fosse vivo (e não estivesse proibido de falar), diria:
estávamos nós a gamar muito quentinhos, quando aparece um gajo chamado Rui Pinto...

Ah! Não relevem os dois últimos parágrafos, que não passam da comissão devida dos media ao regime. Convém sempre juntar ao nome de Rui Pinto o apelido de pirata. Aqueles que ele denunciou, são uns santos, claro. 

10 outubro, 2019

Já chega de calimerice, porra!

Fernando Gomes

Fernando Gomes, administrador da SAD do FC Porto, refere que não gostaria de ver a sociedade azul e branca na situação presente do Sporting

A SAD do FC Porto anunciou esta quinta-feira um resultado líquido positivo de quase 10 milhões de euros, o que contrasta com o resultado negativo de pouco mais de 28 milhões de euros apresentado no exercício passado. Apresentados, os números, Fernando Gomes, administrador da SAD do FC Porto, aceitou comentar a situação financeira do Sporting, designadamente o acordo alcançado com a banca para a reestruturação financeira, anunciado na noite de quarta-feira.
"Não queria estar na situação financeira do Sporting e, felizmente, não estamos; estamos tranquilos. Que eles façam tudo o que for possível para resolver rapidamente a sua situação, mas é evidente que o Sporting está a ser beneficiado com um conjunto de apoios, dada a sua dificílima situação, que não são permitidos aos outros clubes. Isso é evidente.", concluiu.

Questionado, a fechar, sobre os custos do pessoal apresentados pela SAD do FC Porto, Fernando Gomes apontou no sentido de que continuará a figurar entre os 80 milhões de euros. "Os custos vão manter-se por aí. Se houver agravamento, será por boa razão desportiva, será sinal que pagaremos prémios aos jogadores. Nesse sentido, até esperamos que venha a agravar-se".
Nota de RoP:

Declarações deste calibre, revelam bem a facilidade com que o FCPorto se habituou ao conformismo com as ilegalidades impunemente praticadas a favor da concorrência. 

Fernando Gomes, foi político do PS, antes de fazer parte da SAD portista, o que torna ainda mais inaceitável "chorar", em vez de refutar radicalmente os benefícios atribuídos ao Sporting. Isto para mim, é incompreensível. Há no FCPorto uma aceitação implícita pela condição de vítima, que não condiz em nada com o "contra tudo e contra todos". Talvez seja mais coerente optar por uma treta assim: "A favor de todos, e contra nós"! Não seria  mais coerente?

Consta mesmo que Fernando Gomes já foi Sportinguista. Eu não sei se é verdade, mas que bate a bota com a perdigota, bate. Os calimeros gostam de chorar, mas o que é grave, é que nem todos são sportinguistas...

09 outubro, 2019

Francisco J. Marques denuncia, mas o alvo está errado

Francisco  J. Marques alimenta a Federação com multas
ao FCPorto que deviam ser aplicadas à própria Federação

"O que temos visto é uma subserviência [de Luciano Gonçalves] às posições do Benfica e uma extrema agressividade às posições de outros clubes, particularmente às posições do F. C. Porto. Quando o Benfica critica a atuação de um árbitro, das duas uma: ou o senhor Luciano Gonçalves não surge a reclamar ou, se fala, vem com paninhos quentes, quase que a assumir a legitimidade da crítica desde que ela seja educada", começou por afirmar Francisco J. Marques, esta terça-feira, no Porto Canal.

E prosseguiu no mesmo tom: "O caso mais recente foi a ausência de defesa do árbitro Tiago Martins, ferozmente atacado pelo Benfica, de uma forma que não há memória na história do futebol português. É um clube a dizer que um árbitro está a mentir. Já vimos dirigentes dos mais variados clubes a reclamarem contra o trabalho do árbitro, ninguém está inocente nisso, mas nunca tínhamos visto um clube a pôr em causa a idoneidade do árbitro, acusando-o de falsificar um relatório. Foi isso que o Benfica fez. Uma acusação excepcional deveria merecer também, do presidente da APAF, uma defesa excepcional do árbitro Tiago Martins. E o que aconteceu? Publicamente nada".

Numa recente entrevista ao jornal "O Jogo", na resposta a uma questão sobre os ataques que Francisco J. Marques lhe tem feito, Luciano Gonçalves garantiu que o Benfica também já o acusou de defender os interesses do F. C. Porto. O diretor portista não deixou de comentar essa afirmação do presidente da APAF.

"Deve ter sido uma acusação em privado, porque se formos à internet não encontramos nada. O Benfica não acusa nem pode acusar o Luciano Gonçalves, porque o senhor Luciano Gonçalves tem feito sempre a defesa certinha do Benfica, até neste caso em que o Tiago Martins é protagonista involuntário, porque leva com uma moeda e o Benfica acusa-o de mentir", devolveu J. Marques.

Por fim, sobre o facto de Luciano Gonçalves se ter mostrado arrependido, na mesma entrevista, de ter pedido bilhetes ao Benfica, Francisco J. Marques reagiu assim: "Eu não sei se não é por causa de tudo isto que tem este comportamento, não sei se está refém de todas as ofertas que o Benfica em tempos lhe fez. Agora vem assumir a culpa, a dizer que agora não o faria. Falta aqui a consequência. Em qualquer país decente, a consequência só poderia ser a demissão. Há dois anos e meio, que na minha opinião, o senhor Luciano Gonçalves está a mais na APAF. Está ferido de morte".
Nota de RoP: 

Digam o que disserem, para mim, os argumentos de Francisco J. Marques, perdem a força da autenticidade que de facto têm, por  ficarem cingidos a uma mera divulgação pública. É que, não se trata de divulgar uma opinião incómoda sobre o visado - no caso em apreço, o presidente da APAF -,   trata-se de denunciar comportamentos contrários à lei, perpetrados por quem a devia cumprir, e isso justifica toda a contestação. Além de causarem imensos prejuízos ao FCPorto. Num país decente, este indivíduo já teria sido demitido.  

Não ousando dar o passo que falta, que é desafiar o Governo a cumprir com os seus deveres, a denúncia acaba por ser ignorada, e os visados agradecem. A autonomia dos orgãos de disciplina do desporto não podem superintender o Estado, principalmente quando são parciais ou incompetentes. Quem representa o Estado é o Governo, e em última instância o Presidente da República.

08 outubro, 2019

Ex-juíza francesa critica justiça portuguesa por causa de Rui Pinto

Ex-juíza ataca Portugal por ter detido Rui Pinto. "Um péssimo passo"
Eva Joly diz que Portugal tem o sistema judicial à moda antiga

Portugal não está a fazer nada para combater a corrupção no futebol

Eva Joly, ex-juíza de instrução que chegou a candidatar-se à presidência francesa em 2012, falou sobre este caso num comentário assinado no jornal norueguês VG, com o título “O que Portugal está a fazer para combater a corrupção no futebol?”, e criticou a atuação da justiça portuguesa no que toca a este processo, referindo mesmo que a legislação lusa "devia ser atualizada".
"Numa altura em que a União Europeia adotou uma diretiva com vista à melhoria da proteção de 'whistleblowers', Portugal está a tomar a direção errada ao tratar Rui Pinto desta forma. Enquanto Rui Pinto está na prisão em Portugal, procuradores de nove países (incluindo França, Bélgica, Espanha, Holanda e Inglaterra) abriram investigações baseadas nas revelações do Football Leaks", escreveu a antiga magistrada.
A antiga magistrada francesa destaca que o Football Leaks permitiu descobrir práticas suspeitas no desporto-rei, com interesse público, que "foram investigadas por grandes meios de comunicação social europeus, incluindo o Der Spiegel, Mediapart, El Mundo, Expresse, Le Soir, Falter, NRC, Política, The Sunday Times, Reuters e aquele jornal norueguês, também de grande dimensão.
Eva Joly detalha ainda que Rui Pinto colaborou ativamente, por exemplo, com o Ministério Público Nacional de França, que até lhe deu oportunidade de se "candidatar ao programa de proteção a testemunhas". Aliás, a "Signals Network, uma organização sem fins lucrativos que apoia denunciantes, incluindo Rui Pinto, estima que 35 milhões de euros em multas já foram aplicadas a infratores graças às informações reveladas pela Football Leaks".
"É um facto que a cooperação de Rui Pinto com os procuradores estrangeiros parou desde que foi preso em Portugal. A detenção atrasa o trabalho que outros países estão a fazer na luta contra a corrupção no futebol", acrescenta Joly, antes de 'atacar' a justiça portuguesa.
"O que é que Portugal está a fazer para combater a corrupção na indústria do futebol? Nada? Portugal está a investigar a corrupção revelada através do Football Leaks? A resposta curta é não. As autoridades portuguesas sublinham que não pdoem usar as revelações do Football Leaks, uma vez que consideram terem sido obtidas ilegalmente. Quando o enquadramento legal não é suficientemente bom para combater a corrupção, é hora de Portugal pensar se a legislação não deveria ser alterada. É hora de Portugal se desenvolver", assevera a ex-juíza, antes de concluir.
"Portugal devia atualizar a sua legislação para que consiga combater a corrupção no futebol de forma eficaz. Caso contrário, Portugal só será visto como um país com um sistema legal ultrapassado, que protege os poderosos e os corruptos e prende os que escolhem falar."

Nota de RoP:

O sistema judicial português é pidesco. Uma humilhação. Haverá dúvidas? Então, e os novos partidos, não têm nada a dizer sobre esta pouca vergonha? E a comunicação social? Os eleitores "bem comportados", estarão de consciência tranquila?

Votem, votem imberbes!

Algumas das causas do abstencionismo

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A página Correio do Leitor é talvez o melhor que se aproveita do Jornal de Notícias. Desse ponto de vista, evoluiu. Os cidadãos estão hoje bem mais atentos à demagogia e às constantes contradições dos governantes, e já não vão em cantigas. Ainda não são suficientes para que os destinatários ganhem juízo, mas só assim nos respeitam. Ninguém gosta de pôr o seu emprego em risco... 

Duvido, por isso, que este leitor pertença ao clube dos votantes.


07 outubro, 2019

Eleições e abstenções...


Se juntarmos aos 45,5% de abstenções deste ano os parcos 2,54%  de votos em branco, concluímos que 48,04% de potenciais eleitores recusaram-se a votar. Com uma pequena diferença: os votos em branco não dão grandes garantias de impossibilitar a adulteração. A inexistência dos votos dos abstencionistas, não garantem absolutamente, mas refreiam essa possibilidade. 

Em 2015, contaram-se 2,09% de votos em branco, e 43,00% de abstencionistas, o que totaliza 45,09% de eleitores zangados com os políticos... Para além disso, concluiu-se mais uma vez, que ainda há muitos portugueses descrentes da credibilidade desta democracia.

Há quem ache muita gracinha a este despontar de novos partidos, e vá a correr às urnas, oferecer-lhes o voto. "Gostei" particularmente dos resultados do CHEGA, que lá conseguiu garantir o "tachinho" ao seu principal representante: o honorável André Ventura...   

O mais curioso, no meio disto tudo, e com tantos meios de comunicação, não houve um único que se lembrasse de questionar os vários candidatos se tinham alguma ideia das causas que motivam tanta abstenção a tantos portugueses. Se os políticos se deixassem de corporativismos, se em vez de ameaçarem esses cidadãos com a obrigatoriedade do voto, pensassem um pouco até admitirem que a hipótese para tanto desprendimento pode dever-se simplesmente à perda de confiança no regime, ou nos próprios políticos, talvez começassem a inspirar alguma confiança. Assim, é que não vão lá.

Em suma, pela minha parte, só acreditarei num partido disposto a responsabilizar-se seriamente dos compromissos com os eleitores. Mas, não bastará limitar o compromisso de honra ao tradicional pousar de mão no papel (do honro, e honrarei) para fazer valer a palavra, porque já é tempo de entenderem que hoje a cerimónia  pouco ou nada vale. Se fôr necessário explicar porquê, estou à disposição dos ingénuos. Até faço um desenho, se  preciso fôr.

PS-Eu sei que anda por aí muita gente com carências oculares, e auditivas. Coitados, como os compreendo. O SNS  que o diga.


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06 outubro, 2019

Foi o Porto Canal que contagiou o FCPorto, ou o contrário?

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Por onde andas, Susana, que ninguém sabe de ti?

Se alguém ainda tiver dúvidas da incompetência instalada no universo portista, que tire o cavalinho da chuva, se não quiser acumular decepções. Não duvidem que lamento muito ter de o reconhecer, mas é uma realidade. 

Para não ser injusto, mal grado  os factos, cabe-me prestar justiça a todos os responsáveis pelas modalidades, como o Andebol, e o Hóquei em Patins, que tão bons resultados conseguiram nos últimos anos. Têm sido fantásticos, comparados com a trapalhada que paira no futebol sénior. E não apenas. A equipa B, está de rastos, e o Rui Barros não tem culpa de não conseguir ser tão bom treinador como foi jogador, a culpa é de quem persiste em mantê-lo no cargo. Ponto. 

A propósito, ficamos sem saber o que terá levado Mário Silva a deixar o FCPorto, depois de ter conseguido tão bons resultados na formação. Enfim, parafraseando Bernardino Barros, é "normal"... Se há coisa em que o FCPorto falha, além do futebol, é a comunicação. Uma pobreza. Às vezes, a nossa obsessão pelo futebol (o FCPorto é um clube de futebol), leva-nos a esquecer que o nosso clube é proprietário maioritário do Porto Canal, e não devia, porque é, antes de tudo, um negócio, e como negócio, tudo aponta para andar perto do fracasso.

Vamos lá ver. Como é possível sermos optimistas se os únicos sinais que conseguimos captar do Porto Canal apontam para o fracasso, quiçá, para a falência? Permitam que me repita, porque é imperioso questionar isto de novo: nos media, é, ou não é, uma vantagem chegar ao público antes da concorrência? Então, como se compreende que uma estação de tv, em vez de variar e intensificar os noticiários, os reduza? Passa de cavalo para burro, atrasando o noticiário das 20 para as 21H00 horas, apenas para transmitir informação corriqueira do tipo faca e alguidar?

As repetições enfadonhas de entrevistas, e de programas antigos, continuam a aumentar, os (e as) colaboradores tanto desaparecem como passado algum tempo regressam, e outros somem de vez, sem que haja dada a mínima explicação.  Lembram-se da Susana Cunha? Uma das pioneiras do Porto Canal, jornalista polivalente, capaz, e grande portista?  E que dizer do rigor da informação? Não dá para acreditar que haja supervisão por ali! Os (ou as) cameraman(s) cometem erros de palmatória com frequência, desviam as imagens dos objectivos principais, e são apanhados a oscilar abruptamente a camera para um lado e para outro, não raras vezes, o que traduz uma inexistente liderança.   

Lamento que alguns dos poucos (mas bons) programas, acabem por desaparecer, por não inspirarem confiança aos protagonistas, ou mesmo por acabarem por ser cobiçados pela concorrência, tal é o marasmo a que se chegou. É miserável! Ainda há dias andaram a publicitar o regresso do programa dominical "A falar é que a gente se entende", e subitamente deixaram de o fazer! Ninguém percebe o que aquela gente  quer !

Será um efeito colateral do FCPorto da actualidade? Os patrões são quase os mesmos. 

Off the record:

hoje, é dia de ir a votos. É dia de os portugueses brincarem à democracia, isto é, fingirem que acreditam no que  o substantivo significa:  sistema político em que o poder emana do conjunto dos cidadãos.

Ora, que poder terá um cidadão impossibilitado de votar, por não dispôr no quadro partidário de candidatos, um único partido capaz de lhe garantir o que ele mais precisa num hipotético governo, que é tão simples como competência, e sobretudo honra? 

Competência desleal é incompetência. E honra, é respeitar, não é? Depois, há que cumprir, não será? Caros, se nem a Lei se cumpre em Portugal, como podemos esperar essa integridade dos partidos políticos? Já é tempo de nos deixarmos de fantasiar com assuntos sérios. 

04 outubro, 2019

FCPorto desperdiçou oportunidades por rematar mal

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Holandeses mostraram ser tecnicamente
mais evoluídos


Antes de mais, retomo a questão do sistema de jogo do Sérgio Conceição. 

Basicamente: pressão alta, posse de bola, e defesa global, ou seja, todos os jogadores com obrigações defensivas. Conceição, terá certamente partido do velho princípio, que dita ser a partir da defesa que se ganham jogos. Não tenho nada contra esta opinião, pelo contrário. Mas a questão não é tão simples como parece. Recordemos: esta ideia de jogo não foi inventada pelo Sérgio. 

Julen Lopetegui também apostou na posse de bola, e na pressão alta. De início, até criou algumas expectativas, mas cedo começou a cansar, a partir do momento que a posse de bola abrandou, sem profundidade, transformando o jogo num fastidiante passe para trás, e para o lado. Depois, já sabemos como foi. À medida que nos apercebemos das desvantagens desta forma de jogar, começamos também a perceber que o plantel de Lopetegui carecia de um défice de jogadores com qualidade técnica, quer no passe, quer no remate. Este problema ainda existe, de momento, embora alguns jogadores contratados recentemente estejam a um nível um pouco superior.  

No pequeno grupo de jogadores contratados esta época, o Nakajima é para mim o que melhor remata e passa. Além disso, é rápido. Contudo, não creio que o FCPorto venha a tirar vantagem das suas qualidades se o treinador continuar a exigir dele o que não tem para dar. Nakajima tem qualidades, mas a pujança física não é uma delas. Ele tem vontade, esforça-se, mas não tem cabedal para andar para trás e para a frente. Considero um erro, se o treinador continuar a exigir isso do rapaz. O próprio Marega, que tem bom físico, já tem acusado o toque. O Corona não jogou ontem por quê? Porque joga muitas vezes, está tocado, porque não tem substituto à altura. E isto vai acontecer mais vezes com os jogadores mais utilizados, não duvidem.

A ideia de futebol pressionante tem as suas vantagens mas carece de rotatividade. Se Conceição quiser mantê-lo sem reformular o seu critério e opções, terá de rodar mais os jogadores, se não, voltamos a entrar no ciclo das lesões, e nos momentos chaves claudicamos.

O jogo de ontem voltou a denunciar o que aqui já referi outras vezes. Alguns jogadores do FCPorto, comparados com os holandeses, voltaram a dar provas de não terem grande capacidade de passe e de remate. O controle de bola, como o drible, são igualmente importantes.

Danilo, é um jogador empenhado, tem arcaboiço, mas é muito irregular a passar e a acertar com a baliza. Ontem, ofereceu o 1º. golo ao adversário. Asneiras destas também contagiam, é muito negativo mesmo para os jogadores tecnicamente superiores. É no que dá, andarmos há anos a remediar o plantel com metade dele constituído por jogadores apenas medianos . E (lá estou eu a ter de me explicar outra vez), é apenas a minha opinião, não tem nada ver com simpatizar ou antipatizar com os jogadores A ou B. Podemos apontar erros pontuais, porque não são graves quando causados por jogadores assertivos. Graves são os erros frequentes, e Danilo comete-os vezes de mais. Alexe Telles não esteve muito bem, ontem, mas a esse temos de lhe dar esse direito, porque foi um dos que descansou menos vezes, e um dos que melhor jogam normalmente.

Comparemos a qualidade tècnica dos holandeses com a dos nossos jogadores, quer no passe, quer a chutar, e concluiremos que não chega termos uma equipa combativa, pressionante, que cria muitas oportunidades de golo, mas com um baixíssimo défice de eficácia. Seria bom que Sérgio Conceição se voltasse para essa vertente do treino, e a melhorasse.

Lá diz o ditado: quem não marca, arrisca-se a perder. Foi o que sucedeu. Carpir máguas, pouco adianta.      

01 outubro, 2019

Um Portugal, sem honra nem civilidade

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Qual é a diferença?


Não vale a pena fecharmos os olhos, e taparmos os ouvidos à realidade do país.  É uma irresponsabilidade.

A história pode adulterar-se agora, mas é difícil de branquear com o decorrer dos tempos. Factos, são factos, negá-los é apenas a reacção cobarde de quem quer à viva força ocultá-los. 

Não temos governantes, temos péssimos actores, com uma sórdida inclinação para a marginalidade. A justiça foi invadida por oportunistas, em vez de tonificada e privilegiada com homens dignos, e eticamente superiores. Nos tempos que correm, tal desiderato tornou-se numa utopia. Decididamente, ser juiz, hoje, é correr o risco de passar por um tipo suspeito, como um banqueiro, ou um político, por exemplo... Enfim, actividades outrora nobres são agora básicas, e completamente desprestigiadas. 

Estamos a passar talvez uma das fases mais indecorosas da história contemporânea. Contrariamente ao que podíamos supor, a tecnologia da comunicação não nos tornou melhores cidadãos, mais civilizados, mais pacíficos. Actualmente, o carácter do individuo quase se eclipsou. A universalidade, transformou-nos em clones, e fez o mundo andar para trás. E que dizer da cultura?

Noventa por cento dos filmes americanos, que ocupam parte importante das nossas televisões e cinemas, apostam na violência ou no sexo, como se fossem almas gémeas. Um livro, como um filme, para serem culturalmente úteis têm de ser realistas, não devem fugir de factos. A ficção distrai, mas também ilude. Adulterá-los, ou deles fazer uma espécie de pastilha elástica, é a antítese da cultura. 

E, por falar em cultura, talvez seja eu que me deixei ultrapassar pelos "novos" tempos, mas ainda não consegui perceber a obsessão dos americanos pela linguagem grosseira, agora tanto na moda. Em cada 3 palavras, uma tem de ser ordinária. As mulheres perderam em charme o que ganharam em vulgaridade. Os diálogos não conseguem completar uma frase sem lhe incluírem um fuck you, ou puxar o tema sexo completamente a despropósito. Fica-nos a ideia que, para eles, ainda existem preconceitos àcerca do sexo, e que só lhe juntando  grandes palavrões se sentem realizados.

Já fui um admirador da América, hoje nada me diz, e o cinema  que exportam para o mundo inteiro muito contribuiu para isso.  O pior, é que estes hábitos perniciosos, e de baixo nível, estão a influenciar grande parte da humanidade.  Portugal (como não podia deixar de ser), país vocacionado para a imitação rasca, agradece a pedagogia. 

Ontem, curiosamente, vi um filme de um realizador italo-germano (Giullio Ricciarelli) que me fez lembrar uma grave ocorrência no nosso país, pouco diferente na brutalidade, mas semelhante no desfecho. O filme consistia em julgar os carrascos nazis de Auschwitz que serviram Hitler, da forma mais cruel que se pode imaginar. O julgamento executou-se numa época em que a Alemanha queria esquecer o passado da guerra que promoveram. Ocorreu em 1969 (mais ou menos), cerca de 50 anos após o fim da guerra. Entre a semelhança  deste caso e o de Portugal do pós 25 de Abril, há um denominador comum: derrubadas as ditaduras (de Hitler e Salazar), na Alemanha os nazis ainda escaparam à Justiça, mas outros foram julgados e condenados. Em Portugal, alguns colaboradores da PIDE ainda estão em liberdade, deixando descendentes. Muitos deles escaparam ao castigo, e andam por aí (isto, não vos faz lembrar nada, agora?). Aqui, o crime compensa. É um facto, mas só para alguns...  

Olho neles, amigos.  As coisas não acontecem por acaso...

29 setembro, 2019

As modalidades do FCPorto prometem, e cumprem

No hóquei em patins, mesmo com uma equipa recentemente renovada, 
o FCPorto continua altamente competitivo, e já está na final da Taça 
Continental, onde irá enfrentar o Sporting, depois de ganhar o 
Lérida por 8-2.
FCPorto está muito bem nas modalidades. No Andebol,
conseguiu bater o poderoso Vive Kielce da Polónia (actual campeão
Europeu), por 33-30. Fantástico!

Nem tudo vai mal no reino do Dragão. Felizmente, nas modalidades, a máfia parece mais inofensiva, 
particularmente a nível internacional. Por enquanto... Não é por aqui que temos razões de queixa. 
A equipa de basquete de Moncho Lopez, deste ano, parece também mais competitiva.