27 novembro, 2017

Nuno Miguel Maia, é o cartilheiro do JN

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Caros amigos,

digam lá, se publicar uma notícia destas, ocorrida em Maio de 2015 por "atentado" à circulação rodoviária dos SuperDragões, contra os No Name Boys, em vésperas de um derby entre os respectivos clubes é uma mera casualidade, e contribuir de forma séria para a pacificação do futebol português!?

Se não se importam, eu dou a resposta: não, não é! Bem pelo contrário. Porque, a ser verdade que a fonte da não notícia vem do Ministério Público, é não só inoportuna como insensata. De mais a mais, quando o Ministério Público tem em mãos assuntos muito mais recentes e de gravidade incomparavelmente maior e não tem coragem para se pronunciar sobre a ilegalidade das claques do Benfica! É ums vergonha, sobre outra vergonha, cada qual a mais repugnante.

Acreditar no Estado de Direito português não é ingenuidade, é estupidez!

Caso aconteçam cenas de violência no próximo Porto-Benfica, o JN, o cartilheiro Nuno Miguel Maia e também alguém dentro  do Ministério Público, serão corresponsáveis pelo que vier a acontecer. Isto sim, é uma provocação, uma cínica declaração de guerra,



26 novembro, 2017

Rui Costa além de cartilheiro, é cego!

Rui Costa (o desárbitro)

Estas opiniões já não me aquecem, nem arrefecem, porque a certeza que tenho sobre a corrupção de grande grupo de árbitros em Portugal, e a determinação com que prejudicam o FCPorto chegam para tirar as minhas conclusões. Assim mesmo, aqui vai o parecer crítico de árbitros sobre o lance de pénalti claro negado ao FCPorto, numa falta nítida na grande área do Aves cometida sobre Danilo. Todos eles, consideraram que foi mesmo pénalti :

  • Jorge Coroado
  • José Leirós 
  • Marco Ferreira
  • Fortunato Azevedo
  • Jorge Faustino
  • Duarte Gomes
Sobre o jogo propriamente dito, considero que o FCPorto jogou muito mal. De tal modo, que me fez recordar o passado recente que já julgava ultrapassado. O individualismo excessivo (Brahimi) e desconcentração (Felipe) - só para dar dois exemplos -, voltaram no momento menos indicado. Tendo consciência plena das limitações que Sérgio Conceição dispõe para gerir melhor o plantel, que como é sabido, é curto e tinha alguns dos seus jogadores mais influentes lesionados, acho que mesmo assim podia ter tomado outras opções. Mas, não quero entrar por aqui, até porque continuo a admirar o seu trabalho com tão poucos recursos. Ainda assim, achei Sérgio Conceição algo apagado em comparação com outros momentos.

Agora, voltando aos aspectos mais gravosos do futebol, volto a insistir que é um erro continuarmos à mercê do resultado das investigações policiais sobre esta pouca vergonha das arbitragens. Ainda por cima quando trazem acompanhadas uma hipocrisia suprema como os apelos à pacificação do futebol português. Ainda no post de ontem, critiquei  o director do Porto Canal pelas opções que vem tomando com os convidados que escolhe para certos programas, pelo facto serem, em muitos casos, pessoas pouco fiáveis aos nossos desígnios. 

Ouvir árbitros cartilhados, ou semi-cartilhados, falar de pacificação pela voz dos próprios, quando são alguns deles os instigadoras da revolta que leva à violência, é colocar ainda mais achas na fogueira, é uma dupla provocação. É como ouvir um criminoso queixar-se da vítima, na presença de testemunhas dos seus próprios crimes, que somos todos nós portistas. Neste momento, já será algo tardia qualquer queixa que a SAD do FCPorto possa apresentar junto do Governo, porque com investigação policial, ou não, a verdade é que eles (do Benfica) continuam a agir arbitrariamente como se nada tivesse acontecido.

Mesmo admitindo honestamente que ontem jogamos mal, e que não merecíamos ganhar, nada, nem ninguém, nos pode tirar o direito de reclamar e exigir a quem de direito tratamento igual, porque se o pénalti de ontem fosse marcado como era obrigação do árbitro (com, ou sem vídeo-árbitro) talvez ganhássemos mesmo assim. O pénalti  foi cristalino como água, e por isso mesmo não nos devemos intimidar com as ameaças dos árbitros, ou mesmo da Federação, pela simples razão de não nos oferecerem garantias de isenção. Nenhumas! 

Ora, se nós temos razão, uma razão tão forte como a necessidade que temos de respirar, porque raio é que os responsáveis máximos do FCPorto (e não falo só do Presidente) hesitam em defender o clube com mais veemência? A postura de Pinto da Costa já não me admira, porque envelheceu e foi nos últimos anos causticado por problemas de saúde. E os outros, o que estão lá a fazer para além de ganharem chorudos salários? Não têm coragem para mais? Então, paciência, mas façam o favor de se retirarem do clube.

Eu queria lá saber do polvo, da Federação, do IPDJ, ou destes proxenetas de árbitros, o meu maior prazer é testar a integridade daqueles que constitucionalmente são obrigados a tê-la e a provar que o país ainda não está totalmente entregue aos corruptos, e saber como reagiria o GOVERNO!

É que, meus amigos, a brincar a brincar, ontem esse homito ignóbil chamado Rui Costa, já ofereceu de bandeja 2 preciosos pontitos para a aproximação do Benfica ao primeiro lugar. Se hoje forem ajudados, como é quase certo que aconteça, por outro árbitro cartilheiro, serão mais 3 pontitos... E nós (FCPorto) à espera de sermos comidos outra vez... O Corona foi expulso, e bem, mas também alguns jogadores do Aves deviam ser, e... não foram. Como é? Vamos deixar correr o marfim outra época?

Tudo isto, repito, apesar de termos jogado mal. 


23 novembro, 2017

Os estranhos gostos de Júlio Magalhães

Lamento ter de o dizer, mas não gosto mesmo nada do director geral do Porto Canal. E não gosto, por variadas razões. Em primeiro lugar, porque como director-geral revela pouca imaginação para preencher o espaço vazio da programação fora do âmbito desportivo. Em segundo, porque sinceramente não lhe reconheço perfil para o cargo. É a minha opinião.

Creio mesmo, que só os conteúdos desportivos do FCPorto disfarçam a pobreza programática e informativa do Porto Canal. As repetições, são a norma da casa. Aos fins de semana ninguém trabalha, a avaliar pelo que vemos (excepto o desporto). Quem consultar na televisão o guia da programação extra futebol, cedo se aperceberá do desnorte que por lá vai. Raramente diz a cara com a careta. Em estúdio, observam-se erros de imagem que podiam já ter sido corrigidos há muito, como o excesso de luz ou de sombra no rosto das pessoas, assim como as distracções do camara-men nos movimentos da câmara, sendo frequente surpreender os convidados a olhar para zonas fora do enquadramento do que está a ser transmitido.

Pode dizer-se que  são detalhes, mas é nos detalhes que se revela o rigor e a competência do gerente-mor de uma empresa, particularmente se estivermos a falar de televisão. Como já disse noutras ocasiões, os melhores programas do Porto Canal e de quem os realiza acabam por ser prejudicados com a bipolaridade contrastante entre a área desportiva e a generalista. A programação continua a ser pobre demais para que tal passe despercebido. Juca Magalhães bem pode agradecer aos conteúdos desportivos as "excelentes" audiências" que muito o envaidecem.

Mas, a pior faceta do director do Porto Canal é ter ficado refém do complexo lisboeta, de por estranhas razões que só ele poderá explicar, teimar em chamar ao estúdios personalidades da capital pouco relevantes para os portuenses,  que nem sequer alguma vez mostraram especial interesse pela nossa cidade. O Porto, infelizmente, não tem motivos nenhuns para estar grato às gentes da capital, em nenhum aspecto. Não é só no futebol, é em tudo. Ainda agora tivemos oportunidade de ver como em Lisboa reagiram à eventual deslocação da INFARMED para o Porto, isto, independentemente de se concordar ou não, com o timing da decisão do Governo.

Pois acabei de conhecer agora a cereja que  Júlio Magalhães entendeu colocar no cimo do bolo dos seus amores alfacinhas. O convidado eleito para o próximo programa "Júlio Magalhães, é, imaginem, Freitas do Amaral, o mesmo que há uns anos atrás deu um parecer favorável ao inquérito da reunião do CJ da FPF que confirmou os castigos ao Boavista e a Pinto da Costa. Ou sou eu que estou a ficar tolinho, ou é Júlio Magalhães que não conhece o histórico Apito Dourado e seus macabros episódios. Freitas do Amaral? Para quê? Que prestígio vê JM neste homem? O que é que ele fez de relevante pelo Porto e pelo país?

Estou curioso de saber se o Juca o vai receber "com muita honra", como costuma dizer a todos os convidados (excepto ao Tino de Rãs)... Como a recepção honrosa é logo no início, não vou precisar de ver o programa. Era o que me faltava. Vá de retro Satanás!

PS-Sugestão: e por que não convidar o filho?



22 novembro, 2017

"Acho sinceramente que o país se está a suicidar"



Numa iniciativa promovida pelo CDS, o presidente da câmara do Porto lançou o repto à regionalização, porque "o país se está a suicidar".

Rui Moreira considera que Portugal vive um tempo de "descoesão territorial" e lança um repto: "É preciso ter coragem. É preciso perceber que não vale a pena continuar a falar na reforma da administração se não fizermos a reforma do sistema político que permita de facto que o reduto rio seja ocupado duma forma razoável".

O autarca do Porto usa uma imagem. "Se pensarmos na nossa casa, aquilo que estamos a fazer é concentrar a cozinha, a casa de banho, a sala de estar e os quartos apenas numa pequena divisão. E quando fazemos isso, se prensarmos sob o ponto de vista social, da qualidade de vida e da sustentabilidade do país, acho sinceramente que o país se está a suicidar".

Rui Moreira falava numa iniciativa organizada pelo CDS chamada "Ouvir Portugal", na qual Assunção Cristas ouviu várias personalidades da sociedade civil para recolher ideias programáticas para o partido.
Assunção Cristas, que esteve em Serralves para ouvir opiniões, deixou uma pergunta: saber como se encontram "formas de levar as pessoas para o interior".
Na resposta, Moreira lembrou que o problema é que o país empurra as pessoas do interior para o litoral, à procura de empregos.
Nota de RoP:
A resposta de Rui Moreira à pergunta de Cristas teve uma grande virtude: esclareceu,  quem ainda tivesse dúvidas, que Assunção Cristas é mais uma lisboeta que não conhece o país, para além da capital.

20 novembro, 2017

Ou acabámos com o centralismo, ou o centralismo acaba connôsco!

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É um facto, que os portugueses de um modo geral ainda não perceberam a importância sócio-política dos seus direitos de cidadania.

Somos mais sensíveis à solidariedade, quando acontecem catástrofes, do que com as causas de cariz político. E não estou bem certo se essa aparente solidariedade é mesmo uma expressão sincera, ou se não passa de manifestações vaidosas com carências de protagonismo na expectativa que as televisões os tornem famosos. É mais comum que as pessoas generosas sejam discretas, e não gostem muito de palco. 

No que respeita a hábitos de cidadania os portugueses só quase se  mobilizam com greves e por motivos salariais. Mesmo assim, fazem-no a reboque dos sindicatos, alguns deles sem terem as respectivas cotas em dia... Até nos assuntos que mais os apaixonam, como é o caso do futebol, preferem empurrar os outros para resolver problemas que são de todos, e mesmo assim não deixam de criticar quem tenta fazer alguma coisa. Tudo isto frequentemente, no anonimato. Somos assim. Muito exigentes, mas pouco cooperantes.

Inevitavelmente, o futebol também sofre dess praga. A história do FCPorto é um paradigma de luta desigual, contra a descriminação centralista da capital, mas também de alguns portuenses e nortenhos, que estúpida e traiçoeiramente, fazem côro com ela. Independentemente de serem portistas, ou não, traem a cidade onde vivem e nasceram, permitindo o desvio permanente de recursos e verbas para a capital, empobrecendo a região, esvaziando com isso o acesso a empregos e negócios aos seus próprios filhos e familiares. 

Mas, o problema dos portuenses não se limita a isso, deve-se também à inércia das chamadas elites, que conquanto tenham razões para gozar desse estatuto, não têm sabido usá-lo para ajudar a cidade e a região tanto quanto podiam. Temos reputados reitores universitários, desportistas, bons colégios, cientistas, empresários, artistas, arquitectos, médicos especialistas, gestores hospitalares, e no entanto não temos massa crítica. Ouvimo-los, e lemo-los de modo avulso, a tecer comentários tímidos sobre o centralismo, mas nem o Porto Canal foi capaz de promover debates alargados sobre a matéria agregando essas pessoas no mesmo objectivo para consolidar massa crítica. O Porto Canal, e o seu infantil director-geral, parece contentar-se com visitantes lisboetas que nunca ninguém ouviu, ou viu defender o Porto, a juntar todos esses portuenses na mesma causa.

Assim, vai ser complicado acabar com o centralismo. Quanto mais frágeis nos mostrarmos, mais Terreiro do Paço vamos ter de suportar nas nossas vidas, com os efeitos altamente perversos que isso implica. A timidez revelada pela administração do FCPorto com as vigarices inomináveis do Benfica, é um sintoma de fragilidade angustiante incompreensível. Tão óbvio, que os próprios criminosos (a tribo benfiquista) dela procuram tirar partido, ensaiando todo o tipo de ataques e ofensas ao FCPorto como se fosse este o autor das suas próprias ilegalidades.

Sentem-se assim à vontade, porque, até ao momento, os dirigentes portistas não souberam estar à altura para defender o clube como ele merece. E veremos se não vamos pagar caro tanta passividade (que é o adjectivo mais brando que se pode aplicar)...
  

19 novembro, 2017

Vergonha lisbonária!

Isto, é o espelho do país! Louvar
a corrupção com o país todo a ver
Acredite quem quiser. 

Não acrescenta nada de dignificante à minha liberdade pessoal, a faculdade de escrever aqui o que convictamente penso  deste país e dos que o representam (sem nível) ao nível mais alto, o que é de per si uma contradição sem fundamento possível. 

Este blogue está aberto aos olhos do mundo. 

Neste espaço, posso e devo afirmar, que somos um país governado por corruptos. E os destinatários tanto podem ser os leitores comuns, como o presidente da República, ou o 1º. ministro. A diferença, é que a responsabilidade do leitor comum é incomparavelmente menor à destas últimas figuras públicas, que gozam de privilégios que os primeiros não têm, ou seja, da legitimidade para prevenir e combater a corrupção a que me refiro. 

Não o fazendo, estão a desrespeitar-se a si próprios, e - o que é mais grave -, a trair o povo, assumindo-se implicitamente como cúmplices. 

Marcelo Rebêlo de Sousa, parece que também não sabe o que se está a passar...

PS-Ontem, o padre Capela virou as costas nitidamente às suas responsabilidades. Foi não só cartilheiro,como gangster, ao sonegar um penálti cristalino ao Victória de Setúbal. Comigo, já estava na cadeia há alguns anos, a marinar...  

17 novembro, 2017

Humor negro de Camilo

Germano Silva
Germano Silva

A história é conhecida, mas vale a pena relembrá-la. Camilo Castelo Branco conheceu Ana Plácido, a sua “paixão fatal”, por 1850, aqui no Porto

"Era num baile. Ondulava / d’ouro e sedas o salão…” Ela, “ beleza de Rubens, colo de jaspe, talhe de haste flexível que o mais leve sopro derruba “ tinha, então, dezassete anos e estava noiva de Manuel Pinheiro Alves, um homem bastante mais velho, quadragenário, rico comerciante da rua do Almada.
O casamento realizou-se em setembro daquele ano. Durante nove anos Ana Plácido, culta, romântica, idealista, resistiu ao fogo da paixão. Mas em 1859 deu o passo fatal: abandonou o marido e foi refugiar-se nos braços de Camilo levando com ela o único filho ainda pequeno.
O resto é por demais sabido: um ano depois de ter abandonado o lar conjugal (26 de março de 1860) Ana Plácido foi presa na Cadeia da Relação do Porto, onde Camilo também daria entrada, uns meses depois (5 de maio), acusados, ambos, do crime de adultério.
O caso subiu a tribunal onde veio a ser julgado pelo juiz José Maria de Almeida Teixeira de Queirós, pai do nosso grande Eça de Queirós que, no princípio não quis intervir no caso, “ por razões de consciência”, mas acabou por presidir ao julgamento de que os réus saíram absolvidos.
Três anos mais tarde (15 de julho de 1863) Pinheiro Alves estava às portas da morte. Vivia, então, hospedado num hotel de Vila Nova de Famalicão. Pediu que lhe levassem um confessor ao leito da morte. A ordem foi cumprida e lá compareceu o padre para assistir aos últimos momentos do moribundo. Confessou-se e no final o sacerdote advertiu-o de que só lhe podia dar a absolvição se ele perdoasse quantos o haviam ofendido.
Ofegante, Pinheiro Alves condescendeu. Que sim, que perdoava a todos, incluindo à mulher adúltera, “ exceto àquele homem…” – frisou. Aquele homem era Camilo. O sacerdote insistiu: Tem que perdoar a todos senão… Resposta pronta do moribundo: “ A esse não perdoo…” Então não o absolvo”, tornou o confessor. “ Irei para o inferno, retorquiu Pinheiro Alves, mas não perdoo…” E não perdoou.
Coisa curiosa. No dia e à hora a que Pinheiro Alves expirava, no silêncio de um modesto quarto de um hotel de Famalicão, Camilo, recostado no leito de um hospital de Lisboa, onde fora procurar solução para os seus muitos achaques, lia um romance. A Alberto Pimentel, um dos seus biógrafos, contou mais tarde que, exatamente à hora em que Pinheiro Salves morria, sentiu, de repente, “ um aperto misterioso e inexplicável nos gorgomilos, como se uma hercúlea mão invisível o estivesse a estrangular.” Ele há coincidências…

15 novembro, 2017

Benfica, fica mal e porcamente! E o Estado, também!


Não tenho filiação partidária, tenho sim uma simpatia quase endémica por concepções políticas de esquerda. Melhor falando, por doutrinas verdadeiramente humanistas, que não é bem a mesma coisa. Os extintos países comunistas da Europa, colapsaram pela forma pidesca como combateram e perseguiram os opositores do regime,  hipotecando a componente humana da doutrina. Esse, foi talvez o calcanhar de Aquiles de todos os regimes comunistas, e continuará a ser, caso não tenham capacidade para os reinventar. Mesmo assim, derrubados que foram os muros com os países capitalistas, hoje, não são mais felizes do que antes. Na própria Rússia de Putin, há uma grande comunidade de comunistas que já estão arrependidos pelo fim do regime anterior, mesmo os que lhes reconhecem falhas.

Desprezo o capitalismo selvagem das sociedades contemporâneas, e jamais as defenderei como paradigma de sociedade. São sistemas corruptos por natureza, e corruptíveis por contágio. É a certeza da vida que mais se aproxima da certeza da morte, nem sequer é um efeito colateral.  O fenómeno Bilderberg ganha cada vez mais pragmatismo, ainda que poucos se apercebam da sua monstruosidade para a o homem. José Saramago bem dizia: "Não são os políticos os que governam o mundo. Os lugares de poder, além de serem supranacionais, multinacionais, são invisíveis".

Enquanto outros ventos não chegam, e a própria União Europeia não se mostra interessada em fugir destas tentações, que mais a tornam uma cúmplice da "bilderberguização" global, do que vítima, já me contentava em viver num regime capitalista moderado, do tipo escandinavo. A Escandinávia é seguramente a única região do planeta onde as populações menos motivos têm para se envergonhar, enquanto tal. Como sistemas capitalistas que são, sujeitam-se aos consequentes surtos de corrupção, só com uma sintomática diferença por comparação com Portugal, são poucos, e quando detectados, pagam contas à Justiça.

Em Portugal, ou expressando-me melhor, em Lisboa, cultiva-se e protege-se a corrupção. Em Lisboa, governantes, partidos-políticos e comunicação social, orgulham-se de serem cúmplices de um clube de futebol com claques ilegais e assassinas. Sim, assassinas! Não, não estou a delirar, é verdade!

Chama-se: Sport Lisboa e Benfica.   

14 novembro, 2017

Ter catraios no Governo dá nisto

Jõao Paulo Rebêlo
O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, frisou, esta segunda-feira, que não existem "tratamentos diferenciados" no futebol português e referiu que nenhum clube pode prestar apoio direto a grupos afetos de adeptos não registados.

"Não é aceitável saber que há, ou imaginar que possa haver, um tratamento diferenciado. Somos todos rigorosamente iguais à luz da lei. O Instituto português do Desporto e da Juventude está a trabalhar e isso deve deixar descansados todos os que seguem o desporto", começou por sublinhar João Paulo Rebelo.

À margem do lançamento da bandeira da Ética, que decorreu no complexo desportivo da Academia da Estrela, em Lisboa, o secretário de Estado deixou claro que "não há clubes de clubes de primeira nem de segunda", alertando que a "lei é para ser aplicada a todos de forma inequívoca".

Questionado sobre os eventuais apoios prestados pelos clubes aos grupos afetos de adeptos não registados, a resposta foi clara, garantindo que "não podem existir".

Nota de RoP:

Estas reacções são acepipes muito difíceis de digerir. Bem sei, que um catraio, é um catraio, que quem o nomeou para o cargo de Secretário de Estado do Desporto, ainda mais catraio é. Só ao fim de quase meio ano, é que este Chico-esperto se decidiu a pôr o pescoço de fora? E ainda por cima para fazer de nós colegas de creche?
  
Estas declarações pecam por tardias e por razões obscuras... É que, mesmo sendo tardias não acrescentam nem esclarecem nada. E, das duas, uma,ou é gato escondido com o rabo de fora,ou  uma provocadora resposta cheia de nada. Talvez me engane, mas cá para mim, cheira-me a lexívia.

Caros leitores: estou disponível para encabeçar uma petição a exigir a demissão imediata deste miúdo.  

PS-Na impossibilidade de publicar um artigo de Álvaro Almeida, ex-candidato à Câmara do Porto, referente à independência da Catalunha/Regionalização portuguesa, deixo aqui o link cuja leitura recomendo:

10 novembro, 2017

Pérolas a porcos, é generosidade que abomino

Mesmo um cantinho a dizer
que Pinto da Costa e Antero Henrique
foram absolvidos deve provocar azia


É natural, e perfeitamente compreensível, que o que vou dizer a seguir seja também um pensamento comum a outros portistas. Penso não cometer nenhuma asneira se der como certo, que o nosso estado de espírito comum já passou daquela fase inicial do choque, para  a fase seguinte da expectativa, sem por isso deixarmos de desconfiar do rumo que a Justiça dará ao caso "Cartilha Encarnada". 

Como é do vosso conhecimento, há já alguns anos que me inquieto com o alinhamento editorial do Jornal de Notícias. Sem nunca ter baixado para o nível de pasquim (como alguns da capital), foi mesmo assim perdendo o timbre tripeiro que o caracterizava. Jornal de distribuição nacional, orientou-se para o Porto e toda a região do Norte, de forma a compensar o excesso de informação desde sempre concentrado em Lisboa. Outros jornais da cidade entretanto foram desaparecendo, como o Comércio do Porto, Primeiro de Janeiro e Norte Desportivo. Curiosamente (ou, um sério caso de estudo), todos estes jornais acabaram com o advento desta falsa democracia. Se assim não fosse, tivéssemos nós a sorte de sermos governados por grandes estadistas e verdadeiros democratas, hoje o Porto não estava metido no colete de forças em que os vários governos centralistas pós Abril/74 o meteram. 

A verdade, é que se antes já andava desconfiado com a brandura do JN face a um centralismo galopante, fiquei ainda mais céptico com o seu novo rumo editorial e a nova administração. Para director, escolheram um tipo que poucos no Porto conhecem, de seu nome Afonso Camões, albicastrense e benfiquista... Mudaram um pouco a imagem, e acrescentaram-lhe mais Lisboa. Com a cumplicidade do "nortenho" Rolando Oliveira (filho de Joaquim Oliveira), e de outros administradores da capital, como o advogado Proença de Carvalho, foram assentando arraiais  na cidade, invadindo-a com luvas de pelica, para o transformarem em mais um jornal centralista.

Os centralistas, não são burros, mas também não se pode dizer que sejam inteligentes, porque todo o cuidado é pouco quando se tenta enganar gatos escaldados (como é o meu caso), só porque não despediram alguns dos jornalistas antigos com simpatias regionalistas, como é o caso de David Pontes, sub-director, e o ex-director de informação do Porto Canal, Domingos Andrade. 

Pessoalmente, a manutenção destes jornalistas nos quadros da empresa não me convence, nem assegura que o perfil centralista do JN não seja o objectivo principal. Tal como o DN, o Público, o "I", e demais pasquins, o JN continua a tentar branquear o mais que pode o caso "Cartilha Encarnada", e ainda hoje não deu o destaque devido à absolvição de Pinto da Costa e Antero Henrique no (não)  caso "Operação Fénix" como faz quando é para publicitar o Benfica ou para denegrir o FCPorto.   

Pergunto: o que pensará o FCPorto/Porto Canal sobre isto? Como tenciona lidar com um jornal que lhes tem servido de guia para os noticiários, e que ao mesmo tempo trabalha, com subtiliza grosseira, para a corte centralista? E o que terá a dizer Domingos Andrade? Nada? Não terá opinião, ou também obedece à voz do dono, como todos os cartilheiros da comunicação social dominada pelo nacional-benfiquismo? Já repararam como estes dois horrorosos monstros parecem almas gémeas? Centralismo, e benfiquismo?

Termino, confessando uma fraqueza que ainda não consegui superar totalmente, e que me está a incomodar.   A falta de um jornal credível do Porto tem-me coagido a comprar o JN, dia sim, dia não. Não o leio aos fins de semana. Antes, e durante anos a fio, comprava-o todos os dias. Mas esta dieta já é um progresso, para quem se habituou a rotinas de leitura diárias.

Como já aqui referi, não gosto de ser coagido, mesmo que seja por um vício que durante anos supunha saudável. É uma questão de tempo, e de alternativa... Não suporto a ideia de estar a dar pérolas a porcos.

09 novembro, 2017

Os rostos dizem um pouco, mas não dizem tudo

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João Paulo Rebêlo
(Sec.Estado da Juventude e Desporto)


A primeira decisão a tomar por quem de direito (que em Portugal não faço ideia o que seja) para acabar com a violência no futebol português, é dar um ponta-pé no traseiro destes dois cromos. 

Se não forem capazes de os despachar para o futebol do Burquina Faso, que então os mergulhem nas cloacas da terra. Mas não se esqueçam de tapar o nariz. 



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Augusto Baganha
(Presidente do IPDJ)

07 novembro, 2017

Apontamento em modo de alerta

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Impostores e vendidos

É claro que o post de ontem era ironia, apesar de realista. Às vezes, é preferível levar estas imundices públicas para o lado do sarcasmo, e impedir que a revolta  nos mate, do que sofrer pela consciência de não estarmos a sonhar.

As cenas de violência sempre que joga o Benfica, continuam com a cumplicidade inqualificável da comunicação social e do Governo. No domingo foi em Guimarães, com os media mais uma vez a trocarem o nome ao clube responsável.

Nem vale a pena falar da FPF, ou da Liga, porque já provaram ser uns incompetentes. Mais uns mercenários do mundo do futebol. Os jornalistas, os poucos que ainda possam ter uma pequena ideia do que é a dignidade, homens e mulheres, não podem queixar-se, se alguma vez sofrerem as consequências pela omissão do que se está a passar. Vão ficar conhecidos na história pelos profissionais da comunicação mais fanáticos do século XXI. Da fama já ninguém os livra.

Pela enésima vez, deixo o aviso: se o FCPorto não reclamar para si justiça, a quem de direito, sujeita-se a ser (mais uma vez) cilindrado por uma seita de mafiosos.

Se isso acontecer, não esperem pela minha compreensão, porque tudo tem limites. 

06 novembro, 2017

Sou eu que estou errado, peço desculpa aos ofendidos

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Tudo gente virtuosa...


Hesito, se o deva dizer, mas começo a pensar que os partidos políticos e os governos que sucessivamente juraram fidelidade à Constituição, foram todos muito sérios, muito competentes, e por isso sou eu que tenho uma perspectiva equívoca das responsabilidades.

Em síntese, concluí:
  • que é digno, e requintadamente pedagógico para os cidadãos, que os Governos, bem como os partidos políticos, não repudiem programas desportivos que passam o tempo a insultar e a conspirar contra os adversários. Mea culpa, que sempre pensei ser impossível usufruir da verdadeira Liberdade sem a contenção de respeito que os bons costumes recomendam.

  • que é natural, e profundamente eficaz para a união do país, permitir a deputados no activo, a participação nesses programas, tratando clubes de outras regiões com o fanatismo de verdadeiros jihadistas. Afinal, estava errado quando pensei que posturas dessas podiam gerar divisões separatistas e a perda de confiança na classe política. Afinal, incitam à paz e à união.  

  • que é normal, que todo o universo da comunicação, dos jornais às rádios, e às televisões, famosos por serem autênticos predadores de escândalos e desgraças, em Portugal tenham estabelecido um pacto de não agressão (informação) em relação a ilegalidades relacionadas com o Benfica. Fiquei portanto a saber, que o Benfica beneficia de um estatuto de impunidade, até para crimes homicidas, mesmo que tal privilegio não conste em nenhum artigo da Constituição.

  • que em Portugal, é um abençoado sinal de racionalidade, presumir que a multidão ligada, directa ou indirectamente, às instituições aqui referidas, é tudo gente séria, e de  convicções muito fortes.

Chiu! Não digam a ninguém, estou a pensar seriamente em assaltar um banco e convidar toda a família a participar. Que diabo, também tenho direito a ser respeitado. Acho que vou mudar de clube...


Sofia Coppola no arranque do Porto/Post/Doc


Image de Sofia Coppola no arranque do Porto/Post/Doc
Nicole Kidman

‘The Beguiled’ será exibido no grande auditório do Rivoli, pelas 21h30.
A sequela do filme promovido por Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA durante os mandatos de Bill Clinton, sobre alterações climáticas e um documentário sobre a cantora e modelo Grace Jones são outros dos destaques do Porto/Post/Doc deste ano citados pelo organizador Dario Oliveira.
‘Uma Sequela Inconveniente: A Verdade ao Poder’, de Bonni Cohen e Jon Shenk enquanto sequela do premiado ‘Uma Verdade Inconveniente’, é exibido no dia 30 de novembro e trata-se de “um filme que urge ver”, segundo Dario Oliveira.
O documentário ‘Grace Jones: Bloodlight and Bami’, de Sophie Fiennes, que passa dia 2 de dezembro, às 21h30, no Rivoli, é outro dos filmes apontados por Dario Oliveira e que aparece na secção Transmission (cinema cruzado com a música), sendo “muito mais do que um ‘biopic’” da cantora.
‘The Unseen’, do checo Miroslav Janek, exibido dia 1 de dezembro, pelas 16h30, no pequeno auditório do Rivoli, é outro dos destaques.
“É um filme inesquecível em que o Miroslav Janek acompanha uma escola de cegos a quem é distribuída uma máquina fotográfica e os miúdos fazem o registo diário das suas atividades. Como eles dizem, em determinado momento do filme, para que as outras pessoas saibam o que é o dia-a-dia deles. É um filme que retrata um quotidiano com uma poética de cinema e com uma franqueza impressionante”, resume Dario Oliveira.
O Porto/Post/Doc conta com uma competição internacional com 12 filmes e vários programas paralelos a decorrerem no Rivoli, no Passos Manuel, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e no Maus Hábitos.
No âmbito do programa ‘Highlights’, é exibido também em antestreia um dos filmes-sensação de Cannes deste ano: ‘120 Battements par Minute’, do marroquino Robin Campillo.
Há ainda um programa especial dedicado ao tema do Arquivo e Memória, criado em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, para exibir filmes recentes que utilizam material de arquivo, de onde se destaca o foco dedicado ao centenário da morte de Jean Rouch, “o revolucionário e grande amigo da cidade do Porto e de Manoel de Oliveira”, explica Dario Oliveira.
Com um orçamento atual que ronda os 130 mil euros, o festival espera agora pelo resultado dos apoios para o triénio 2018-2020.
Apostar na programação e, particularmente, num projeto educativo são outras prioridades, porque a “alfabetização a partir das imagens é fundamental neste momento”, afirma Dario Oliveira.
(Porto24)

05 novembro, 2017

Um Porto sólido, e solidário, bebe-se sempre bem


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Não faz o meu género deitar foguetes antes das festa, mas pelo que até ao momento foi capaz de fazer, em comparação com o que (não) fez Nuno Espírito Santo, tanto em termos de resultados, como no aspecto técnico e anímico, Sérgio Conceição deu passos de gigante.  Desse ponto de vista, o metro e noventa e um de NES, é de pigmeu ao lado de Sérgio.

Um homem que tem a coragem de lançar um guarda-redes novo e praticamente desconhecido como José Sá, e deixar a suplente uma vedeta de créditos firmados como Iker Casillas, sabendo o que isso significa num país como Portugal onde impera a má língua, só pode ser um homem de carácter. Aconteça o que acontecer, estarei sempre a seu lado.

Conceição, soube transformar uma equipa tímida e desmoralizada, por factores endógenos e exógenos, num conjunto de jogadores resistentes e combativos como já não havia memória. Pena é que o plantel seja curto, mas disso ele não tem culpa absolutamente nenhuma. Foi o que lhe deram para trabalhar. Mesmo assim, estou convencido que vai conseguir ter sucesso e ganhar troféus. E se tal não acontecer, é porque outros obstáculos se levantaram.

O que lhe desejo, assim como aos jogadores, é que sejam felizes, porque quem luta como eles têm lutado, é isso que merecem. E os adeptos também.