09 março, 2018

Se...


 

... em 1974 me dissessem que o 25 de Abril ia acabar com a censura política, e com a liberdade de opinião, mas que essa liberdade não privilegiaria o direito a ninguém de conspirar, e caluniar publicamente terceiros, eu teria apreciado, e agradecia.

Mas, se me tivessem prevenido que não ia ser assim, que até os políticos iam poder comentar futebol nos mídia como qualquer non-name boy fanático, sem serem imediatamente irradicados da política, teria preferido que a revolução não tivesse acontecido. 

Da mesma maneira, nunca ia acreditar em tal "democracia", se, tal como hoje acontece, me  avisassem que a cidade do Porto nunca mais ia ter direito a jornais, rádios (e televisões) autónomos e ser espoliado dos poucos que ainda tinha. A isto juntaram-se sedes de bancos (e ainda há quem acredite no regime actual)...    

Ontem, pela primeira vez, ouvi Francisco J. Marques chamar à liça o Governo, responsabilizando-o por tudo o que está a acontecer no futebol e de não responder às exposições que o FCPorto  tem dirigido ao IPDJ e à Secretaria de Estado do Desporto.

Pouco a pouco, acabam por fazer aquilo que já ando a propôr há mêses...

Ainda bem. Vale mais tarde que nunca.

Portugal devia chamar-se bagunça


Não é fácil ter um espaço de opinião aberto ao público. Há momentos que me pergunto se vale a pena escrever sem me sentir preso a preconceitos. Escrevo o que penso, sem me preocupar em agradar a gregos e troianos, ou qualquer interesse de cariz comercial. Sou livre, muito mais livre do que muitos que ganham a vida com a escrita. Sobre  isto não tenho dúvidas. 

A balbúrdia instalou-se neste país, e por mais que queiram ostracizá-la ao mundo do futebol, é impossível, porque os noticiários do dia a dia provam o contrário. Há banqueiros, políticos, juizes, advogados, médicos, jornalistas, enfim, gente de todas as classes sociais e com altas responsabilidades metida nas mais escabrosas delinquências, incluindo o próprio homicídio. Poder-se-ia dizer, mas isso acontece em todo o lado, é uma inevitabilidade. Okey, acontece. Sucede, que para a dimensão de Portugal a desproporção criminal entre nós e os países maiores é descomunal, e tende a aumentar.   E isto acontece por quê?  Porque não soubemos educar o novo regime com o cuidado devido. A liberdade toldou-nos a lucidez, e aqui, lamento dizê-lo, um dos responsáveis pela degradação da democracia já morreu, mas deixou progenitores. 

Passaram 44 anos desde a revolução de Abril, a euforia provocada pela liberdade não foi moderada por qualquer governante atento aos perigos dos excessos, apesar de começarem a surgir sinais. Os programas ditos desportivos começaram a ser difundidos pelas televisões sem acautelar o verdadeiro fair-play entre clubes. Os líderes dos partidos políticos não souberam disciplinar os militantes estabelecendo códigos de conduta condizentes com a função. Durante anos a fio permitiram que alguns deles se comportassem pior do que os mais fanáticos dos adeptos, sem qualquer intervenção pedagógica dos líderes. A opinião pública calou-se, foi incapaz de reagir negativamente a esta aberração social. 

Neste momento está a ser denunciado um escândalo vergonhoso para o país. O Benfica está nas bocas do mundo e os mídia sentem-se comprometidos. No entanto, persistem em encobrir o escândalo, e isto diz quase tudo.

Repito: nada nem ninguém resiste à bandalhice. Seja a Liberdade, seja a Democracia adulta.

07 março, 2018

Cínicos!


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Está-lhes na massa do sangue. A tendência do Benfica é sempre a mesma, quando se mete em alhadas e é apanhado com a boca na botija, transfere para outros a culpa das suas próprias trafulhices, e esses outros, são, por escala de preferência, o FCPorto e o Sporting. E ainda se orgulham disso. O que é bem mais grave, é que o país lisbonário segue-lhe o exemplo, começando pela comunicação social, e acabando no poder político. 

Ninguém tenha ilusões, isto não é de agora, e só ainda acontece porque, como podemos finalmente constatar, toda esta gente passou estes anos, quer a proteger Benfica, como a promovê-lo. Foi assim que conseguiram intoxicar os milhões de adeptos que dizem ter. Mas, não há volta a dar, eles são mesmo ordinários. Só lhes falta dizer que Pinto da Costa encarnou no Luís Filipe Vieira, e que a Porta 18 da Luz está no Estádio do Dragão.

Não é por acaso que os jornais (incluindo o JN) já estão a enfatizar o facto de Paulo Gonçalves ter passado pelo FCPorto, tratando-o como "portista ferrenho e fanático".  Isto só vem  confirmar uma coisa: nos tempos de hoje, se queremos viver descansados, temos de escolher muito bem as nossas companhias, porque vigaristas neste país, é o que não falta.

É indisfarçavel o esforço dos media, essa tão nobre área social, de tentar "afastar" Luís Filipe Vieira e o Benfica de Paulo Gonçalves, seu assessor jurídico, como se tratasse de coisas diferentes. Um esforço desesperado que só os denuncia. O país, é isto, esta vergonha profunda que nem a risível entrevista de António Costa à RTP do alto da Torre dos Cléricos consegue disfarçar. 

06 março, 2018

Cá se fazem, cá se pagam, seus pulhas! A procissão ainda vai no adro!



Em comunicado, a Polícia Judiciária esclarece que na operação "e-toupeira", feita através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), "deteve dois homens pela presumível prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, acesso ilegítimo, violação de segredo de justiça, falsidade informática e favorecimento pessoal."
A PJ esclarece que na investigação, "iniciada há quase meio ano, averigua-se o acesso ilegítimo a informação relativa a processos que correm termos nos tribunais ou Departamentos do Ministério Público a troco de eventuais contrapartidas ilícitas a funcionários."

outro detido é Nogueira da Silva, técnico do Instituto de Gestão Financeira e Equipamento da Justiça. intercetado no tribunal de Guimarães às primeiras horas desta terça-feira.

A PJ também efetuou buscas em casa de Júlio Loureiro, funcionário judicial a exercer funções no tribunal de Guimarães, embora pertencendo aos quadros do tribunal de Fafe, tendo levado um portátil e um telemóvel. Júlio Loureiro é também observador de árbitros.

Segundo fonte judicial disse à Lusa, a detenção de Paulo Gonçalves está relacionada com a passagem de informação sigilosa para o Benfica por funcionários de vários organismos da Justiça.

05 março, 2018

Portistas, sejamos mais solidários com as modalidades!

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Ser portista, não é o mesmo que ter gostos iguais em tudo que há na vida. Há portistas que, como é o meu caso, gostam de "tripas à portuguesa" (prato autóctone do Porto), e outros preferem outras iguarias. Também há os sedentários e os que adoram viajar. Enfim, tudo isto é normal, tudo faz sentido, salvo gostarmos de outro clube que não seja o FCPorto. Neste âmbito, apenas nos é consentido simpatizar com outros clubes locais, mas nada mais que isso, porque o FCPorto não só representa a mais bela cidade do país, como as melhores pessoas, as mais terra a terra. Actualmente, andam um tanto adormecidas no que à gestão do clube concerne, e demasiado indiferentes às causas públicas, mas ainda tenho fé que isso venha um dia a mudar. Temos sido tão desconsiderados, tão prejudicados, que é inevitável retomarmos a fibra que sempre nos caracterizou, e lutarmos contra os escolhos que certos escroques nos colocam pelo caminho. 

Não tenho a certeza se é pelo efeito monopolista provocado pelo futebol, ou se por outra razão, o certo é que parecemos mais portistas com o que sucede no futebol, do que com o que se passa nas outras modalidades, e isso é também uma forma de discriminação, e de injustiça. Não me excluo dessa responsabilidade, mas reconhecê-lo, é já um progresso.  

Faço esta chamada de atenção, por uma razão muito simples. Focados que estamos, quase obcecadamente, no futebol, talvez, sem darmos muito por isso, estejamos a corroborar com as piores sacanices dos nossos adversários de "estimação". Por aquilo que tenho visto e lido, as vigarices do clube mais vergonhoso do país, o Benfica, não se praticam apenas no futebol, intensificam-se com maior desaforo ainda nas modalidades.

No hóquei em patins, eu mesmo já me a percebi dos métodos batoteiros do Benfica, e não diferem muito do futebol. Quando os jogos começam a complicar-se, a táctica é sempre a mesma, imprimem mais velocidade, lançam-se contra os adversários que estão defronte da baliza, simulam quedas teatrais, e o árbitro faz o resto, marca penalti. Foi assim que fizeram o ano passado até ao último jogo do campeonato, e pelos vistos, é assim que continuam a proceder este ano.   Nas outras modalidades, a tendência é idêntica.

Este, é mais um problema que caberia à administração do clube resolver, mas pelo que se constata, para a dita cuja, tudo parece rolar dentro da normalidade, e não rola. Não é assim que se reconquista a confiança dos adeptos mais atentos, porque não ficam prisioneiros de gratidões caninas. A gratidão humana é tão temporal quanto arrogante é o seu destinatário.  


04 março, 2018

Só dependemos dos jogadores e de Sérgio Conceição


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Depois de uma preciosa victória do FCPorto contra um adversário directo, conseguida com mais suor que cabeça, vai-nos faltar a sorte para o que resta do campeonato. Sorte para que a passividade do gabinete jurídico do FCPorto não se volte contra nós, e sorte para que Sérgio Conceição consiga gerir com sucesso as lesões que têm vindo a importunar os jogadores. 

O principal senão do futebol de Sérgio Conceinção e talvez o único, é este. O FCPorto tem-se destacado por praticar um futebol pressionante e veloz, e isso acaba mais tarde ou mais cedo por resultar em lesões. O treinador portista tem sabido gerir bem até agora esta situação, mas se o plantel começou curto e só foi remediado a meio da prova, acaba por ser insuficiente para suprir todas as dificuldades. Estamos praticamente sem os homens mais combativos da frente de ataque, só nos resta o Gonçalo Paciência um jogador com qualidade, mas que ainda não deve estar bem adaptado ao actual futebol do FCPorto. 

Como disse, até ver o Sérgio Conceição tem feito autênticos milagres, proeza que tanto Lopetegui como Nuno E. Santo não ousaram conseguir. A fase que se segue do campeonato não vai ser fácil, vai requerer muito mais empenho e concentração dos jogadores, porque vai ser sem dúvida explorada pelos adversários à exaustão. No jogo com o Sporting, Brahimi livrou-se de ser crucificado por ter tido a fortuna de marcar o golo da victória, caso contrário todos se iam lembrar da forma negligente como perdeu a bola que resultou no golo de empate do adversário. É um jogador demasiado frágil para o actual futebol, cai ao primeiro toque. Pessoalmente, acho que o balanço das suas prestações em campo têm mais de negativo do que de positivo, porque é demasiado individualista e frágil para ser olhado como um jogador à Porto. Prefiro mil vezes o malogrado Marega, esse sim vai fazer muita falta porque é um jogador intenso e rápido, uma espécie de bólide com tracção à frente disposto a "morrer" em campo, não obstante as pontuais limitações técnicas que mesmo assim bastam para o tornar mais rentável ao FCPorto que Brahimi. Não me deslumbro com as habilidades de Brahimi, nem com a vulnerabilidade física e mental de Corona. Herrera é um pouco bipolar, mas ao menos esforça-se, dá o "litro". Este palntel do FCPorto tem meia dúzia e pouco de jogadores de top, mas está longe de ser uma equipa homogénea, e de nível superior. Tem equipa para ganhar este campeonato, se não nos armarem as ratoeiras do costume, mas não tem a solidez que tivemos no passado.

Tenho confiança em Sérgio Conceição, e espero que ele consiga gerir bem a preparação física dos restantes jogadores, sem que tal implique uma alteração brusca nos métodos do jogo. Só ele, o esforço dos jogadores e dos próprios adeptos podem decidir. Da parte administrativa já sabemos com o que podemos contar: o silêncio.  

01 março, 2018

Quando o dinheiro falta, que não falte a coragem


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Sou de convicções fortes. Tudo o que escrevo, mesmo quando estou completamente transtornado com a bandalhice que impera neste país, é suportado por factos, mesmo os que acabam na lavandaria dos mariolas. Há coisas que são tão óbvias, tão reais, tão estupidamente evidentes que nem o melhor dos advogados é capaz de as desmentir convictamente. 

É por serem fortes essas convicções que desafiava qualquer político, do 1º. Ministro ao Presidente da República, a provarem-me, sem recorrerem à ardileza que os caracteriza, que quando digo ser uma mentira afirmar que Portugal é um regime democrático, sou eu quem está a exagerar. É que, tenho um grande defeito, gosto muito de ouvir, e não me esqueço do que ouço para mais tarde comparar o que foi dito com o que é feito. Esse exercício de rotina já é antigo, tem tempo que baste para não duvidar das conclusões daí decorrentes. Apesar disso, gostava de estar enganado, de ter o prazer que uma dessas figuras [Ministro ou PR] tivesse a nobreza de desmontar com argumentos sérios aquilo a que alguns [como eles] chamam "radicalismo" [sem aspas]... E quem diz políticos, diz figuras públicas com mentalidades semelhantes.

Os elementos da SAD portistas, uns mais, outros menos, são também figuras públicas, malgrado a invisibilidade porque optaram nos últimos anos, incluindo o presidente. Em certos aspectos parecem ter muitas semelhanças com os políticos [coisa que detesto], e é aqui que a demagogia surge como barreira entre os interesses de uns e de outros. Quem se trama, no meio disto tudo são os adeptos, os mais genuínos dos interlocutores de um clube como o FCPorto. 

É relativamente simples de apresentar casos onde o fosso entre o dever de defender o clube e o modo como ele é feito, é por vezes dissonante e curto. Não se percebe, por exemplo, como é que a SAD portista aceitou que o líder dos SuperDragões fosse proíbido de frequentar recintos desportivos numa situação que não pôde controlar [os cânticos da claque alusivos ao acidente de aviação da Chapecoense], quando todos sabemos que a claque portista está devidamente legalizada e tem um líder devidamente identificado, ao contrário do Benfica que tem uma claque com um cadastro manchado pela MORTE de adeptos rivais e vive há anos a funcionar fora da Lei! É assim tão difícil lutar contra tamanha vergonha?  É aqui que não cabe na minha compreensão o modo de funcionar da SAD portista, não na perspectiva pessoal, que é negativa, mas na perspectiva dos dirigentes portistas, mais formal, até porque convive com deputados, e parece acreditar na eficiência desta postura lenta, e quase sempre tardia de defender o FCPorto. 

Sei que o clube não nada em dinheiro por esta altura, mas também sei que esta situação devia ter sido evitada e não foi. E sei que apesar disso os elementos da SAD continuam a auferir salários demasiado elevados, e que qualquer país terceiro-mundista teria capacidade para defender um clube de critérios de justiça tão obscenos e discriminatórios como estes. O castigo aplicado a Fernando Madureira e o fechar de olhos permanente, repito, permanente, às vigarices e atropelos à Lei dos amigos do Benfica, são uma verdadeira certidão da lixeira aberta que os políticos e  quem neles vota, fizeram do país. O FCPorto, só pode mesmo contar com os jogadores e com Sérgio Conceição! O resto, se não está morto, está moribundo.

Por isso, não serei eu quem estenderá a passadeira ao Sr. Presidente & Compª., no caso de ganharmos o Campeonato, ou mesmo a Taça de Portugal. Serão os adeptos, a equipa técnica e os homens do campo a colher os louros, porque esses sim, lutaram contra tudo e contra todos. Sem demagogia.

    

28 fevereiro, 2018

Preferia a versão: mais vale prevenir que remediar"

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Tribunal Europeu dos Direito do Homem

Agora, que a seita Benfica mexeu os cordelinhos junto do tribunal para proibir o Francisco J. Marques de divulgar as vigarices dos emails, é que o FCPorto e o Porto Canal decidiram recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Entre o refrão "mais vale tarde que nunca" e o "mais vale prevenir que remediar", eu teria optado pelo segundo, por uma razão muito simples: teria ganho tempo,e assim, quem sabe, talvez dissuadido parte considerável das trafulhices que os gangsters vermelhos, entretanto foram enredando. Esta, foi apenas a mais recente, mas ninguém nos diz que a cena da "bancada do Estoril" que obrigou o FCPorto a jogar duas vezes o mesmo jogo, não tenha sido outra marosca, já para não falar das mais vulgares protagonizadas pelo árbitros e vídeo-árbitros. Enquanto nós  fomos prejudicados, os gangsters vermelhos acumularam falsas victórias e pontos indevidos, isto, ninguém pode negar.     

Talvez não falte dinheiro ao FCPorto (consta que falta), para se dar ao luxo de agir ao retardador, correndo tantos riscos. Se a liberdade de expressão ainda faz escola em Portugal, e o direito ainda funciona, que risco podia o FCPorto correr, se apresentasse ao 1º. Ministro um voto de desconfiança contra a Secretaria de Estado de Desporto - que tutela também o futebol -, se dispõe de tantos e credíveis argumentos, verdadeiros elementos de prova? Na pior das hipóteses, obrigaria o 1º. Ministro a tomar uma decisão, mais que não fosse recomendar "cuidados" acrescidos ao seu secretário, o que podia fazer toda a diferença. Se ainda assim, nada fizesse, era ele próprio (o 1º.Ministro) quem arriscaria a pele, coisa que podia vir a ser politicamente explorada mais tarde, pela oposição...

Sempre venho alertando para a importância de sabermos com que tipo de gente estamos a lidar. Uma seita de bandidos, camuflada ou não de clube desportivo, é sempre uma seita de bandidos. O bom senso é virtude que não possuem, por isso só podemos esperar desta gente o pior, sobretudo quando na sombra têm gente muito influente a branquear-lhes as golpadas. Continuo portanto a achar errado o silêncio do FCPorto no mais alto nível da sua hierarquia! Enquanto a seita Benfica não fôr intimada pela Justiça, ou pela Polícia Judiciária, eles vão continuar a fazer o que sempre fizeram. Em Portugal, a Liberdade é demasiado vulnerável para se proteger desta escumalha gigante.É a Liberdade que eles gostam, já que não podem restaurar a da PIDE de Salazar. Mas, andam lá perto,

    

26 fevereiro, 2018

O mimetismo da comunicação anti-social do regime

É extraordinário, o modo mimetista como os jornalistas comentam os jogos de futebol. Não acredito que o façam por défices intelectuais, porque quando querem, esperteza (saloia) é coisa que não lhes falta. Agem assim por corporativismo sistémico, e falta de seriedade. O pior, é que este hábito tem contagiado os próprios treinadores, e até alguns jogadores que, por falta de humildade, preferem copiar o que vem nos jornais (quando lhes convém), do que reconhecer mérito aos adversários. Então, quando se trata dos jogos contra o FCPorto, tornou-se moda humilhar as equipas que perdem, com o intuito de desvalorizar os sucessos do nosso clube.

Senão, reparem, no JN de hoje vem publicada na coluna negativa, a opinião de Ewerton, jogador do Portimonense, nestes moldes: "Ewerton disse que o Portimonense saía com um sentimento de vergonha, e a verdade é que a equipa algarvia pouco fez na partida. Mostrou-se atrevida no ataque quando teve espaço para o fazer, mas a fragilidade da defesa deitou tudo a perder". Quanto ao técnico do Portimonense, o discurso não foi muito diferente, apenas mudou no estilo: "Falhou tudo! Não conseguimos fazer uma oposição forte ao FCPorto. Perdemos muitas bolas. Tudo saiu bem ao nosso adversário na fase inicial".   

Quando lemos este tipo de discurso, que interpretação se pode fazer senão uma tentativa orquestada de depreciar o trabalho dos jogadores do FCPorto, e ao mesmo tempo provocar os seus adversários para «morrerem em campo» quando jogam contra nós. Sim, porque quando se tenta humilhar o trabalho dos jogadores do Portimonense, que tão boa réplica deram e tão bem jogaram, imprimindo um ritmo elevadíssimo ao jogo, obrigando a nossa equipa a manter uma elevada concentração durante todo o jogo, não pode ser por acaso.

Pela minha parte, digo sem qualquer exagero, que apesar da goleada, o Portimonense jogou muitíssimo bem, e se falhou na defesa não foi por demérito, foi porque os ataques do FCPorto foram extremamente rápidos e letais. Digam-me se houve equipa da dimensão do Portimonense que tivesse jogado melhor, que tivesse sido tão perigosa, tão batalhadora? Honestamente vos digo que, apesar da grande exibição do FCPorto, e mesmo com os 2 golos de vantagem, este foi talvez o único jogo que menor tranquilidade me deu, precisamente pela forma combativa e veloz como o Portimonense jogou! Aliás, não foi por acaso que só conseguiram marcar o golo de honra nos descontos, quando a defesa do FCPorto já estava relaxada. Mas, marcaram, ou não? Os golos do FCPorto, foram oferecidos? A defesa dos algarvios, abriu-se, não fez tudo para evitar os golos? Ou estavam à espera de cacetada, de situações que promovessem dúvidas? Como ousam crucificar o Portimonense se teve a coragem de não se remeter à defesa sem recorrer como a maioria das equipas pequenas, à manha e à sarrafada?

Esta é a realidade, e não o que é dito na imprensa! Já usaram o mesmo estratagema noutros jogos, o mais recente foi com o Estoril, entre outras cenas próprias de vigaristas! A postura do Portimonense só a dignifica, e acentua a grande jogataina do FCPorto.

A inveja do regime, é isto.


23 fevereiro, 2018

Mais um desabafo

Entre viver manifestamente numa ditadura e viver num regime de voto livre - que é diferente de uma democracia  - não sei se haverá assim tantas diferenças. Tenho como certa a convicção que o nosso regime político aponta mais para o intermédio, o voto livre, uma espécie de nim, muito adequado às características portuguesas. Nem é preto, nem é branco, é cinzentão nebuloso, como manda a tradição. Quanto menos visível fôr, melhor para manobrar...

Em Portugal, o voto serve praticamente e apenas para dar emprego à classe política, e para enganar os eleitores através de um regime regrado pelo texto de uma Constituição, permanentemente transgredida, e sujeita aos caprichos dos partidos, (a Regionalização foi a 1ª facada). Uma vez eleito o Governo, o eleitor não tem qualquer outro tipo de poder, nem forma de exprimir o  que pensa da política e dos políticos. Escrever , é um simples desabafo, não chega para mudar o regime.

Depois do voto, segue-se a liberdade de opinião, algo que devíamos considerar natural e positivo, mas que de nada vale quando essa liberdade não estabelece diferenças entre a verdade e a calúnia.  Por isso, não surpreende que haja cada vez mais gente ligada ao mundo do crime e que os maiores protagonistas sejam precisamente os mais poderosos. É irónico e dramático ao mesmo tempo, mas é a realidade que só o bom povo está à altura de ajuízar. Os outros, os poderosos, entre os quais se inclui a comunicação social, gostem ou não, são os principais responsáveis. Para eles, a liberdade não tem limites. Podem caluniar, perseguir, inventar, mentir às claras, que o patoá da liberdade serve para tudo.

Não admira que tenhamos chegado a um ponto tal, que já nem confiamos em ninguém (como é o meu caso).   Durante estes 44 anos de voto livre, não houve um único homem previdente que acautelasse as fragilidades da liberdade, desaconselhando comportamentos desviantes, e promovendo os bons exemplos. As televisões, algumas propriedade de políticos, foram os primeiros a prevaricar, a eleger a bagunça, a confusão, o deboche, para a sua programação. Alguma vez serão responsabilizados?

Tenho dúvidas. Há demasiada gente metida neste barco imenso de anarquia e corrupção.

22 fevereiro, 2018

É proibido proibir...

Bela expressão esta, talvez a mais utópica e venenosa da Democracia. Senão vejamos: são, ou não são os jornalistas quem mais se agarram a esta treta, e simultaneamente quem mais a usa como ferramenta chantagista para fazerem o que bem entendem?

Ainda só passaram poucos dias, lá estavam eles, em uníssono, em todos os canais de tv a fazer o choradinho do costume, acusando o presidente do Sporting de ditador, de ser contra a liberdade de expressão, quando todos sabemos do currículo corporativista e anti-democrático que lavraram pela sua mão , ao fazerem do resto do país uma colónia de Lisboa.

Não é que Bruno Carvalho seja para levar a sério, porque é mais um vigarista disfarçado de homem de barba rija, mas os jornalistas não são mais respeitáveis. Vejam lá a diferença que há entre a forma como abordam os casos relacionados com o FCPorto comparados com os clubes de Lisboa. Aliás, por que se admiram que a má reputação de que gozam esteja tão radicalizada na sociedade se os melhores profissionais não ousam demarcar-se dos que os envergonham?

O caso mais recente saiu hoje nas 1ªas capas dos jornais com a decisão do Tribunal da Relação considerar ilícita a divulgação dos emails benfiquistas como se tratasse de uma absolvição. O JN, o mesmo jornal que serve de cópia ao telejornal do Porto Canal trazia este título: "Juízes calam FCPorto no caso dos emails". Estão a perceber o sentido destas aberrações entre a fonte de informação e o destinatário? Será que o FCPorto não tem nada a ver com o Porto Canal? De onde vem o capital do Porto Canal, quem paga os salários ao pessoal? Será o Jornal de Notícias? Responda quem sabe, e explique quem pode. 


21 fevereiro, 2018

Francisco J. Marques, é director de Comunicação do FCPorto, não é Presidente!

Não conheço pessoalmente o Francisco J. Marques, nem qualquer dos colaboradores do programa Universo Porto da Bancada, e afins.

Feito o esclarecimento, suponho ficar descartada qualquer suspeita de proteccionismo da minha parte sobre a(s) pessoa(s) em causa, ou interesses de outra ordem.

O que sei (e só posso falar daquilo que sei), é que, goste-se, ou não, Francisco J. Marques é a única personalidade da direcção intermédia do FCPorto que vem dando a cara na defesa do clube.

Vou-me cingir apenas à sua figura, sem qualquer motivação protagonista, porque ele não precisa, nem tão pouco desvalorizar a colaboração dos demais comentadores (que é também importante), mas apenas para simplificar o texto. Seja como fôr, é ele o principal responsável pelo que é divulgado. F.J.Marques, não defende o clube  ao mais alto nível, mas defende-o indirectamente com as revelações das ilegalidades do principal adversário do FCPorto, o que já não é pouco.

Se venho alertando para a possibilidade de o programa UPB correr o risco de banalização, a culpa não é de Francisco J. Marques, é de quem tem a autoridade máxima do FCPorto, e essa pessoa é o presidente Pinto da Costa. Quem se recusa a aceitar a realidade dos factos e aponta para outros alvos a responsabilidade do que está a acontecer, é porque recusa também obedecer à ordem natural das coisas: a  hierarquia das competências. Para mim, a escala não pode ser outra, é a que referi.

No programa de ontem, aconteceu o mesmo que vem acontecendo desde o início, vimos Francisco J. Marques apelar (quase suplicar) mais uma vez ao próprio Governo, e também à Ordem dos Advogados, sabendo  de antemão que não é ele, nem ali, que compete apresentar as devidas reclamações, o que indicia um certo desespero, e alguma impotência. Se há quem o critique por não querer ultrapassar competências que não são suas, não serei eu quem o vai imitar, porque essa é uma maneira mesquinha de atirar FJMarques para a fogueira.

Sou incapaz de fazer juízos de valor enquanto não tenho razões ou indícios para o fazer. Até ver, Jota Marques merece-me consideração e respeito, tanto mais quanto nos tempos de hoje é raríssimo encontrar pessoas dispostas a dar o corpo às balas, como costuma dizer-se. Pelo contrário, nesse triste papel estão a colocar-se figuras com responsabilidades de tôpo no clube, que poucos têm a coragem de censurar. 

PS-Grande victória do FCPorto! Grande bofetada de luva branca no sistema, na bagunça que é o futebol português. A parte negativa foi a lesão de Alex Telles, o melhor jogador do FCPorto, para mim 10 vezes melhor que Brahimi (o menino querido de alguns).           

19 fevereiro, 2018

A hipocrisia dos media lisbonários e o dorminhoco Porto Canal


Quem tem espírito crítico e capacidade para não misturar a crítica construtiva, que busca sempre a perfeição consciente e impossível, sem a confundir com o bota-abaixismo, devia ficar grato, em vez de ficar melindrado. 

Júlio Magalhães, é o Director-Geral do Porto canal, mas não gosta de ser criticado, mesmo que seja pela positiva. Foi nele que apostou o presidente Pinto da Costa para liderar o Porto Canal, e não consta  que lhe tenham sido impostas restrições no alinhamento programático e editorial da empresa, ou  qualquer outro tipo de reservas. Do que não terá sido impedido de fazer, imagino, são  programas de qualidade, de grandes audiências, distantes do lixo big-brotherista dos canais lisboetas. 

Costuma dizer-se que a sorte protege os audazes. Às vezes, é preciso ousar desafiar o déjà vue para fazer dinheiro.  Para o efeito é preciso um pedacinho de coragem e outro tanto de paciência. Há negócios de retorno um tanto lento, mas que dignificam, ao contrário de outros (como as Quintas dos Segredos e os Big-Brothers), que prostituem. Vou sugerir um,  sem estar à espera de receber comissão nem agradecimento, relacionado com a comunicação social. É de borla, mas requere um ingrediente sem o qual não vingará: autenticidade. Quarenta e cinco por cento dos programas de TV são politicamente correctos, o que em português autêntico significa: fictícios. Os outros 45 por cento são socialmente degradantes (mas dão dinheiro), e os 10% residuais, positivos e pedagógicos (uma miséria).   

É o seguinte: num momento em que a Comunicação Social de Lisboa decidiu apresentar um protesto de suposta (digo eu) indignação, contra as declarações polémicas de Bruno de Carvalho (presidente do Sporting) que desaconselhavam a aproximação dos adeptos com a comunicação social, não seria um excelente mote para um programa/debate? Por que não ousar fazer o que ainda nenhum canal português fez sem cuidados corporativistas nem perfídias? Alguém acredita que um programa deste tipo, composto por jornalistas corajosos e íntegros e com um excelente pívôt ia ter pouca  audiência? Que estaria condenado ao fracasso? Eu, não acredito. Só que, atingi um nível de descrença tão grande na classe (como na dos político) que, para mim, o mais difícil é saber se ainda existem em Portugal jornalistas corajosos, mas sobretudo íntegros! Essa, é a minha grande dúvida! Se ainda existirem jornalistas independentes (não à moda de Lisboa, claro), penso que um programa desse tipo só podia ser bem sucedido, sobretudo no Porto (no Porto Canal). Havia tanto, mas tanto mesmo para discutir e esclarecer! Bem organizado, frontal e descomprometido, podem ter a certeza que era um programa de audiência nacional e de verdadeiro serviço público!

A outra dúvida, consiste em saber se o actual Presidente do FCPorto, e seus colaboradores próximos, estariam dispostos a conviver sem preconceitos nesse mundo tenebroso e arrojado chamado frontalidade.  

PS: Não gosto do estilo tresloucado e bronco do presidente do Sporting, e muito menos almejo alguém parecido para o FCPorto. Mas, não deixo de lhe reconhecer alguma razão nas queixas dirigidas à comunicação social. Muitas e mais fundamentadas razões, tem o FCPorto. Daí a ideia de realizar um programa no Porto Canal sobre o jornalismo em Portugal.