22 maio, 2010
21 maio, 2010
O semanário GRANDE PORTO e os seus inquéritos
O Grande Porto perguntou ao seu painel se é ou não favorável à existência de Partidos Políticos Regionais (PPR ). 55% responderam que NÃO são favoráveis. Surpreendente? Talvez não.
Penso que a pergunta, feita "a partir do nada", é infeliz e deslocada. A existência de PPR's não pode ser vista fora de um contexto concreto, em que lhe seja atribuída uma finalidade. Por
outras palavras, eles não são um fim em si mesmos, mas um meio para atingir um fim.
O país que fica fora dos limites geográficos daquilo que se chama " Lisboa e Vale do Tejo", não tem voz política, o que significa que todas as decisões tomadas pelo governo central têm basicamente como finalidade beneficiar a região em que a capital se insere, com prejuízo de todas as outras regiões. Deixem-me que fale apenas no Norte, a região que é a minha porque foi o meu berço e o dos meus mais próximos antepassados.
Está à vista o declínio desta Região, causado principalmente pelo centralismo que nos governa. Transformamo-nos numa das regiões mais pobres da Europa comunitária, a nossa taxa de desemprego é a pior do país, a grande maioria dos nossos jovens é forçada a ir para o estrangeiro ou para Lisboa, onde estão as oportunidades de emprego porque é lá que estão os grandes investimentos e é lá o único centro de decisão nacional, mesmo para as questões de lana caprina que deveriam ser decididas a nível local ou regional. É por isso que a actividade bancária - e não só - abandonou o Porto, onde outrora foi pujante, e se mudou para a capital, com repercussões negativas para toda a Região.
O Norte não faz chegar a sua voz aos centros de decisão. O Norte não tem quem o represente. Está mais que provado que os deputados que elegemos , não nos representam. Aliás é a própria Constituição que o diz no seu art. 152, alínea 2, quando decreta que os deputados representam o país todo e não os distritos por onde foram eleitos.
É neste contexto que penso que o GP prestou um mau serviço à causa regional e anti-centralista quando fez a pergunta que fez e como o fez. E atenção, um mau serviço a uma causa regional é também um mau serviço à causa nacional porque, queira-se ou não, o país não é mais que o somatório das regiões, o que significa algo que muita gente tem tendência para esquecer : não pode haver um país forte se as regiões constituintes forem fracas.
Do meu ponto de vista, o verdadeiro debate será sobre o melhor caminho a tomar para dar voz à nossa Região e inverter o ciclo de declínio em que nos encontramos. É neste contexto que a opinião sobre os Partidos Regionais virá a propósito, juntamente com muitos outros factores relevantes. Deve manter-se o num. 4 do art. 51 da Constituição? Regionalização? Em que condições? Que tipo de regionalização? Essa coisa híbrida e indefinida que consta da Lei, ou outra diferente? Regiões Autónomas, tipo Ilhas? Qual a representatividade que os deputados devem ter? Círculos uni nominais ou a continuação da fantochada actual?
É sobre estas e outras questões que poderia ser interessante saber a opinião do painel do GP, mas tendo sempre como pano de fundo a necessidade de inverter o nosso declínio e devolver ao Norte o lugar que já teve e que deveria recuperar. Já agora, se possível, um painel depurado e com mais figuras representativas. Será o GP capaz de o fazer?
Apalpa-me as mamas!
Apreciei a candura com que o secretário de Estado dos Transportes nos informou que afinal vai conseguir financiar a terceira travessia do Tejo aproveitando os dinheiros comunitários poupados com o adiamento para as calendas das duas linhas do TGV que ligariam o Porto a Vigo e Lisboa, e assim coseriam a segunda maior metrópole europeia (a seguir à Grande Londres), ao aproximar uma comunidade de nove milhões de pessoas que vivem a trabalham no eixo atlântico Corunha-Setúbal.
Como portuense senti-me apalpado pela simplicidade desarmante com que esse secretário (um tal Correia da Fonseca) expôs a questão, mas isso não é mau pois fez-me logo lembrar a anedota da mulher que ao aperceber-se que estava a ser ludibriada se virou para o homem que a estava a tramar e disse: “Apalpa-me as mamas!” - antes de desfazer o espanto dele, e de todos os outros participantes na reunião, ao esclarecer: “É que eu gosto que me apalpem as mamas quando me estão a foder...”
Terça à noite, o primeiro ministro foi à RTP tentar convencer-nos de que está inocente e que a culpa do actual cortejo de horrores é do resto do mundo e da conjuntura que mudou radicalmente nas últimas três semanas. Como sou hipertenso, para não me enervar, a partir de determinada altura deixei de o ouvir e distraí-me com o azul da gravata (bem bonita), o branco dos cabelos (tão excessivo que desconfio ser pintado...) e a curiosa forma do seu longo nariz, uma tentação que convida os cartoonistas a caricaturarem-no como Pinóquio.
Lamentavelmente o drama não está nas três últimas semanas. A culpa de uma década de estagnação, da maior recessão desde o 25 de Abril, do recorde do desemprego, da maior carga fiscal de sempre, não pode ser atirada para as costas largas dos tubarões especuladores que atacaram a nossa divida porque Portugal lhes cheirava a sangue. Quando uma ponte cai ninguém no seu perfeito juízo atribui a responsabilidade ao último camião que lá passou - mas sim aos engenheiros que a projectaram e aos empreiteiros que a construíram.
Um parágrafo de um relatório da União Europeia sobre o impacto dos fundos comunitários na última década, chega para passar um atestado de incompetência aos engenheiros e empreiteiros (Guterres, Durão e Sócrates) que projectaram e construíram o modelo centralista e falido de governo em que sobrevivemos:
“Portugal foi o país que mais verbas recebeu em peso no PIB e mais beneficiou desses fundos. Mas foi o país que menos cresceu e onde as disparidades regionais aumentaram mais”.
Se escrevessem isto sobre mim, eu cobria a cara com vergonha, fazia as malas e mudava de profissão.
Jorge Fiel
Esta crónica foi hoje publicada no Diário de Notícias
Nota do RoP:
Este post foi copiado do blogue Bússola.
A Constituição não é rolo de papel higiénico
O conhecido jurista Pedro Bacelar Vasconcelos referiu hoje no semanário Grande Porto que a cláusula constitucional que proíbe a criação de partidos regionalistas só lá foi introduzida por, em 1976, se falar em separatismo. Concluiu assim - e na minha opinião, muito bem -, que hoje não se justifica tal limitação.
Já lá vão mais de 30 anos, e por isso não posso garantir, com plena segurança, que esses rumores de separatismo tenham produzido junto das populações um impacto nacional [e mesmo regional], suficientemente estrondoso, que justificasse a aberração democrática do nº.4 do Artº.51, que diz textualmente: não podem constituir-se partidos que, pela sua designação ou pelos seus objectivos programáticos, tenham índole ou âmbito regional. Mantenho portanto a convicção de que não houve movimentações* nesse sentido, até porque não há documentação histórica credível para confirmar a tese separatista.
De qualquer maneira, se foi o receio de separatismo que esteve na base da decisão de alterar a lei, os resultados dessa decisão revelaram-se completamente contrários ao que se esperaria, isto é, decorridos 34 anos, as condições para o fomento do separatismo foram profundamente acentuadas por uma megalómana concentração de poderes na capital, agravadas pelos sucessivos desvios de fundos europeus das regiões mais pobres para a região de Lisboa. Há nestas acções claros sinais que atestam da irresponsabilidade de se recorrer à alteração da Constituição sempre que se encontram dificuldades que mais não são do que a manifestação de uma incapacidade continuada e crónica para governar o país.
É evidente que a Constituição de 1976 teria inevitavelmente de ser corrigida do seu articulado mais revolucionário, até porque ainda estava ligada ao Movimento das Forças Armadas e tinha uma carga ideológica demasiado romântica. Senão vejamos o que diziam os artigos 2º. e 3º. respectivamente:
- Estado democrático e transição para o socialismo
- Soberania e legalidade [alínea 2]
Como é perceptível pelo texto, esta Constituição tinha de ser adaptada à realidade europeia [como de facto foi], caso contrário, seríamos uma espécie de Cuba da Europa. Mas tal não justifica que, cada vez que se depara um obstáculo se tenha de recorrer sistematicamente à sua revisão. Esse trabalho devia ter sido feito com extremo rigor, ainda que calmamente, preservando o que se considerava bom e ajustável ao futuro e excluindo os paradoxos. Porque, se faz sentido retirar da Constituição termos do tipo: «assegurar a transição para o socialismo», por conter em si mesma uma conotação/opção política, já não faz sentido nenhum proibir a constituição de partidos políticos regionais. Neste caso está-se abusivamente a amputar o leque de opções democráticas aos cidadãos.
É à luz destas incongruências que tenho fortes suspeitas sobre a credibilidade política e intelectual daqueles que, passados mais de 3 dezenas de anos, depois dos dramáticos prejuízos económicos e sociais causados pelos sucessivos Governos centralistas à região Norte, ainda têm dúvidas sobre a bondade deste regime. Dá para presumir que precisam de outros 36 anos para as retirar... Ora, o povo é capaz de não ser tão paciente, por razões facilmente compreensíveis. E é neste ponto que entronca a grande realidade e se legitima esta questão: é, esperando em vão, continuando a empobrecer e ofender a população do Norte que se consolida a coesão nacional e se evitam movimentos separatistas?
É, senhor Presidente da República? Mas o senhor Presidente não ouve, nem quer saber, está entretido a ensaiar o próximo discurso...
* Apenas na Madeira e nos Açores houve esse tipo de ameaças, o que, ao contrário do que aconteceu no Continente, veio a revelar-se fundamental para a sua autonomia.
* Apenas na Madeira e nos Açores houve esse tipo de ameaças, o que, ao contrário do que aconteceu no Continente, veio a revelar-se fundamental para a sua autonomia.
Desculpem a brejeirice...
... mas, a aparente prudência dos anti-regionalistas e a sua fé cega num regime esclerosado, recorda-me uma velha anedota que simbolizava o cúmulo da paciência, que era assim: coloca um cagalhão [palavra horrorosa] numa gaiola e espera que ele cante.
... mas, a aparente prudência dos anti-regionalistas e a sua fé cega num regime esclerosado, recorda-me uma velha anedota que simbolizava o cúmulo da paciência, que era assim: coloca um cagalhão [palavra horrorosa] numa gaiola e espera que ele cante.
20 maio, 2010
Metro continua estrangulado
Porto Adiamento põe em causa serviço a zonas populosas e mantém constrangimentos
Clicar sobre imagem para ampliar
Coloquei a chamada rectangular a vermelho neste parágrafo do texto para referir que considero estes procedimentos entre entidades públicas, verdadeiros actos criminosos. Devia ser criada uma Lei que proibisse estes frequentes incumprimentos com punição severa para os respectivos responsáveis.
É como promover debates com banqueiros para discutir a crise económico-financeira, quando são eles próprios parte do problema.
Com exemplos desta natureza, não há substancia moral para criticar o cidadão comum que não paga as suas contas pessoais e os impostos ao Estado, porque é o próprio Estado que lhe serve a inspiração.
19 maio, 2010
Banqueiros
Estou impressionadíssimo com as preocupações dos banqueiros portugueses, com as suas chamadas de atenção à responsabilidade do sistema bancário, com os impactos sociais da crise financeira, etc., etc.
Mais impressionado fiquei com a argúcia dos órgãos de comunicação social pela diligência em auscultar os pareceres de tão magnas personalidades.
Ainda mais impressionado ficaria se tivesse a certeza que há um único português que os leva a sério.
O troca-tintas
Cada vez que ouço o 1º. Ministro falar consolido a convicção de que não há boa política que sobreviva à má formação dos protagonistas. É impossível almejar a um melhor futuro para o país com gente da qualidade do actual 1º. Ministro. Não é o único. Houve outros antes dele que não fizeram melhor, mas nunca como hoje se ouviu tantas vezes um 1º. Ministro afirmar categoricamente uma coisa num dia, e a dizer com igual determinação, o seu contrário, poucos dias depois. Falo do aumento dos impostos, como já perceberam.
Há muito que tenho concluído o diagnóstico sobre o perfil pessoal e político de José Sócrates, só continuo admirado é como a Democracia, da qual, todos tanto esperávamos, permite que alguém com as suas características se mantenha à frente do Governo. É esta vulnerabilidade perversa da Democracia que leva algumas pessoas a concluir que a solução está na Ditadura ou, como diria Manuela Ferreira Leite, a mandar a Democracia de férias durante uns meses para endireitar o país. O problema é que a "solução" podia fazer com que nunca mais regressasse...
É impressionante a naturalidade como José Sócrates procura convencer-nos da bondade das más notícias. É como ver alguém sorrir à devastação de um tsunami.
Sócrates, vive num mundo imaginário, provavelmente pela origem grega do nome, julga-se um dos doze Deuses do Olimpo. Sócrates é mitológico e irresponsável. A Democracia não pode servir-lhe de palco, tem de se expurgar. Para tanto, bastam duas premissas.
A primeira é respeitar piamente o articulado da nossa Constituição original [1976]. A outra, é encontrar um mecanismo célere e eficaz de exonerar do cargo qualquer governante que revele comportamentos desviantes como o do actual 1º. Ministro.
Sócrates, vive num mundo imaginário, provavelmente pela origem grega do nome, julga-se um dos doze Deuses do Olimpo. Sócrates é mitológico e irresponsável. A Democracia não pode servir-lhe de palco, tem de se expurgar. Para tanto, bastam duas premissas.
A primeira é respeitar piamente o articulado da nossa Constituição original [1976]. A outra, é encontrar um mecanismo célere e eficaz de exonerar do cargo qualquer governante que revele comportamentos desviantes como o do actual 1º. Ministro.
16 maio, 2010
Futebol Clube do Porto vence a 15ª.Taça de Portugal
Como era previsível o FCPorto venceu a 15ª Taça de Potugal, com uma victória de 2-1 sobre o aguerrido Desportivo de Chaves, que se bateu muito bem, embora abusando excessivamente do jogo duro.
O jogo foi extremamente monótono e sofrido. Alguns jogadores, entre os quais, o Bruno Alves e Raul Meireles estiveram demasiado nervosos e pouco concentrados. Valeu pelo troféu.
Parabéns ao FCPorto.
Esclarecimento
A política, de per si, não é propriamente perversa, nem sequer dispensável. Bem pelo contrário, é útil e necessária. Tivesse ela sempre sido desempenhada com competência e seriedade, não chegaria hoje aos nossos ouvidos com o terrível estigma das coisas más. A política, é a arte da administração das nações, é a ciência dos governos.
O grande drama da arte da política, não é a política em si, mas os políticos que a misturam com uma outra arte: o teatro, exactamente. Ora, como não é esse o verdadeiro papel da política, acaba por não ser uma coisa nem outra, e por isso tem obtido tão maus resultados para as populações. É também por essa razão que reconheço no nosso 1º Ministro um enorme talento para o teatro, mas reconheço nele igualmente um péssimo exemplo para os cidadãos e para a credibilização da Política. Ninguém paga para ver teatro, sem o desejar. Ninguém paga a um actor de teatro para jogar futebol ou elaborar um projecto de engenharia...
No que a mim me toca, talvez por considerar que o objectivo de quem se envolve na política é bem governar, e como acho que a responsabilidade de governar não é para qualquer um e exige uma competência e um sentido de missão extraordinários, nunca senti vocação para o ofício. No entanto, acho que é preciso acreditar na regeneração do sistema, que é preciso apoiar todos aqueles que se consideram à altura de assumir grandes desafios, de criar rupturas. O inverso também é necessário. Quem quiser avançar para a mudança tem de o demonstrar a cada minuto, tem de acautelar que o apoio dos cidadãos não será desbaratado no primeiro sentimento de Poder. Não lhe bastará prometer, terá principalmente de cumprir estabelecendo prazos para os objectivos.
Chegado aqui, quero deixar bem vincada esta ideia: a minha cooperação com o Movimento de Defesa do Norte, é meramente de apoio, de divulgação, e de mobilização de pessoas que, como eu, estão cansadas das más governações, das falsas promessas de descentralização e do crescendo de desconsiderações e injustiças tomadas contra todo o Norte e a cidade do Porto. Apoiarei até onde for possível, mas não estou disposto a constituir-me líder de coisa nenhuma . A minha cooperação será longe dos holofotes. É assim que gosto de estar.
15 maio, 2010
Reunião do Movimento pró Norte...
...está marcada para as 16H00 do dia 29 de Maio, no Clube Literário do Porto.
Se até lá houver alteração, avisaremos.
Bom Domingo
Se até lá houver alteração, avisaremos.
Bom Domingo
Mais "efeito difusor" ?
Parte das receitas do aeroporto Sá Carneiro (não é dos lucros, é das receitas ) vai ser desviada para ajudar a construir o aeroporto de Alcochete que, atente-se, não é do Estado mas sim de privados. Estes, por outro lado, estarão desobrigados de investir no A.S.C. os montantes necessários para que a sua operacionalidade acompanhasse o aumento de tráfego.
Afinal a terceira travessia do Tejo não irá ser adiada um par de anos até que a situação financeira do país a permitisse. O concurso foi anulado, sim, mas a obra seguirá em frente através de novo concurso a lançar nos próximos seis meses. Para ajudar a sua construção, o Estado desviará os fundos que estavam destinados aos troços Porto-Vigo e Porto -Lisboa. Estes troços aguardarão que eventuais fundos europeus sejam concedidos dentro de alguns anos. Entretanto não sairão do papel, mas Lisboa terá garantido a execução das suas obras.
A regra das admissões condicionadas no funcionalismo público - o 2 em 1 - será aplicada rigorosamente também à Saúde. O número de portugueses que já hoje não dispõe de médico de família, aumentará. Conseguir uma consulta ficará mais demorado. Quem não tiver meios para recorrer à medicina privada, pode morrer à vontade. Talvez o Estado até ache conveniente, pois talvez baixe o número de desempregados através do aumento dos óbitos!
O governo em exercício assim decreta e o maior partido da oposição (?) abana a cabeça e diz ámen. Os políticos além de serem de cada vez pior qualidade, enlouqueceram de vez. Ou então sou eu que não estou bom da cabeça. Já não sei!
Esta situação é uma nojeira que nem apetece comentar. Arrependo-me vivamente de ter regressado a este chiqueiro. Gostaria de ir embora novamente, mas a idade para isso já passou.
Resta contribuir para a criação de um movimento cívico-político que congregue as boas vontades existentes e seja capaz de originar uma vaga de fundo que contribua para a limpeza do ambiente político e sobretudo que seja capaz de constituir-se como a representação dos legítimos interesses do Norte, defendendo-o dos vorazes predadores do poder centralista que nos tem feito definhar continuamente nos últimos anos, e que parece não quererem parar até à nossa completa aniquilação, numa estúpida manifestação de cegueira política que os impede de perceber que, destruindo o Norte, estão a destruir o país e a contribuir para a desagregação nacional.
14 maio, 2010
Cucurrucucu/Pedro Infante
Este cantor mexicano é mais da geração dos meus pais, mas eu ainda o ouvi
Bom fim de semana!
Tributar impostos assim, é roubar
Tenho a certeza que não há um só portista que não tenha passado pelo mesmo. Ficar, quase em desespero de causa, à procura de um canal nacional que o libertasse da onda sufocante de benfiquismo fanático. Em Portugal, isso não é possível.
Só fugindo do país...
O desnorte das televisões privadas e públicas, em termos de probidade, é absoluto.
Não sabem o que é o respeito à diferença.
Mas os homossexuais já podem casar...
Muito prá frentex, esta Lisboa larilas.
Clicar sobre a imagem para ampliar
INFORMAÇÃO SOBRE O MOVIMENTO NORTE
Caros leitores,
É uma boa oportunidade para todos aqueles que estão descontentes com a discriminação que tem sido inflingida ao Porto e a todo o Norte poderem contribuir com a sua presença e colaboração.
Eu, juntamente com o Rui Farinas, participamos numa Reunião informal com vista à criação de um Movimento em defesa do Norte. A essa reunião compareceram outras pessoas, entre as quais, algumas destacadas figuras da vida pública e política da nosso paÍs, também descontentes com a situação do Norte. Por questões meramente estratégicas, por enquanto, ainda não podem ser identificadas.
Poucas coisas, para já, vos posso adiantar, a não ser que o Movimento se chamará: Movimento pró-Partido do Norte*. Há um Projecto de Manifesto e Estratégia praticamente prontos que serão discutidos e tornados públicos na próxima Reunião do dia 29 deste mês que terá lugar no Clube Literário do Porto, em frente à Alfândega [ainda não se sabe a hora].
É uma boa oportunidade para todos aqueles que estão descontentes com a discriminação que tem sido inflingida ao Porto e a todo o Norte poderem contribuir com a sua presença e colaboração.
Contámos convôsco
url do novo blogue em construção:
http://pelonorte.blogspot.com/
Nota:
*Este foi o nome escolhido na reunião de ontem, mas ainda será submetido a outras sugestões, não é, por isso, definitivo.
url do novo blogue em construção:
http://pelonorte.blogspot.com/
Nota:
*Este foi o nome escolhido na reunião de ontem, mas ainda será submetido a outras sugestões, não é, por isso, definitivo.
13 maio, 2010
Nem papista, nem lampião/Jorge Fiel
Como não sou lampião nem papista, estou neutral como a Suíça na teima sobre se o Bento XVI reuniu mais gente no Terreiro do Paço do que Jesus no Marquês do Pombal. Tratando-se de dois acontecimentos raros e extraordinários, estou-me nas tintas para os excessos em que têm tropeçado alguns jornalistas, levados pelo arrebatador entusiasmo e cega fé benfiquista e/ou católica. Para atravessar esta semana, não precisei de gastar alguma da paciência que tenho em armazém, pois sei perfeitamente que o enfado derivado da vitória do Benfica e da visita papal não é nada comparado com o sofrimento aguentado por Jó, por causa de uma teima entre Deus e o Diabo.
Até me tenho divertido! A manchete do Record “O Mundo é do Benfica” desopilou-me a figadeira e, sem tomar qualquer substância ilícita!, fez-me imaginar estar rodeado por seres iguaizinhos ao ET do Spielberg. Ao apostar com o meu filho sobre qual a palavra (histórico/a ou juventude) de que os comentadores televisivos iriam abusar mais, senti-me transportado aos tempos em que nas idas a pé para o liceu cada um escolhia as duas primeiras letras de matrículas que lhe achávamos iam aparecer mais frequentemente no percurso.
Mas aqui e ali há coisas que me maçam, como o elogio do celibato feito pelo cardeal Saraiva Martins: “O padre não é uma pessoa frustrada. Não há nada mais belo que o celibato”. Lembrei-me logo da enxurrada de membros do clero envolvidos em comportamentos pedófilos e que por isso não partilham desta opinião. E não me parece bem que um homem que nunca molhou o pincel se ponha opinar sobre o assunto. É como as crianças que dizem que a carne é melhor que o peixe - que não comem porque dizem que não gostam, apesar de nunca terem provado.
Irritam-me solenemente as excepcionais medidas de segurança que têm efeitos tão perniciosos como os idosos da freguesia da Sé, no Porto, irem ficar amanhã privados de almoço, por estar proibida a circulação no bairro da carrinha que distribui as refeições ao domicilio.
Mas tenho-me entretido a descobrir o lado positivo dalgumas idiotices. As restrições ao estacionamento e circulação podem entusiasmar lisboetas e portuenses a usar mais vezes os transportes públicos. Os ecopontos e os sítios à sua volta vão deixar de estar nojentos. O prejuízo (37 milhões de euros/dia) provocado pela tolerância de ponto é amortecido pelo incremento do turismo interno. E ficou cientificamente demonstrado que Bento XVI vende pior que João Paulo II. Para conseguir alugar amanhã os quartos com vista para os Aliados, onde o papa vai dar missa, o dono da Pensão Universal teve de baixar o preço para 80 euros. A 300 euros ninguém lhes pegava!
Jorge Fiel
É preciso que se saiba...
"... que os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham pouco mais
de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores
recebem, em média:
- mais 32% do que os americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos"
(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)
E são estas "inteligências" que chamam a nossa atenção, "os
portugueses gastam acima das suas possibilidades".
12 maio, 2010
SONDAGEM SOBRE MOVIMENTO PRÓ NORTE TERMINOU HOJE
Resultados finais:
Concordam, com carácter de urgência: 98%
Concordam, mas mais tarde: 0%
Não concordam: 1%
Subscrever:
Mensagens (Atom)







