31 maio, 2014

O FCPorto estará mesmo sintonizado com o Porto Canal?

É praticamente consensual que a política de comunicação actual do FC Porto não corresponde às expectativas da maioria dos adeptos e associados. O descontentamento é quase geral e patente em todo o lado, tanto na blogoesfera e redes sociais, como nos espaços públicos.

No passado recente todos compreendiam a necessidade do clube se fechar, devido ao aproveitamento sectário e desonesto que a comunicação social fazia de qualquer assunto relacionado com o FCP, por mais comezinho que ele fosse, transformando-o logo em  intrigas, ou mesmo em casos de polícia, com o único objectivo de desestabilizar o clube. Essa discriminação ainda se mantém, e até se intensificou, mas também é verdade que as condições do clube hoje são outras. Se no passado o FC Porto dependia apenas da voz de Pinto da Costa para se defender desses ataques, hoje com o Porto Canal, já não faz muito sentido a estratégia do silêncio, nem se recomenda. No entanto, é aquela que continua a ser usada, para desespero e espanto dos adeptos...

Se politicamente o Porto e o Norte se queixam (com razões) de serem discriminados, de não terem um líder, desportivamente as coisas parecem ir na mesma direcção, coisa que paradoxalmente não acontecia antes da parceria com o Porto Canal. Ninguém compreende esta aparente contradição. Nem eu. Muito menos se compreende certas opções da direcção do Porto Canal. Uma, talvez a que me tem causado mais estranheza e que não tem merecido qualquer explicação da referida direcção, é a ausência de Rui Moreira, o Presidente da Câmara do Porto, sobretudo depois de lá terem estado todos os autarcas do grande Porto e de outras cidades do Norte e Centro do país. Júlio Magalhães nada diz sobre o assunto e o FCPorto também não lho pergunta. E a meu ver devia, quando não sujeita-se a que alguém ou algum órgão de comunicação social centralista o faça por ele...

Outra opção, para mim completamente inaceitável, é o critério de avaliação e selecção usados com alguns convidados para debates e entrevistas. Já referi alguns desses convidados em posts anteriores, portanto não vou repetir-me, agora o mais recente foi precisamente o mesmo a quem Pinto da Costa se referiu em moldes pouco simpáticos (mas merecidos), que foi António Mexia o manda-chuva da EDP.

Todos se devem ainda lembrar do que disse este cavalheiro há poucos mêses, mas não me importo de reproduzir.  Com a leviandade que tem (des)caracterizado as figuras de "relevo" deste anedótico país (incluindo a do sr.Presidente da República), afirmou publicamente que [cito]: "seria bom para a economia NACIONAL que o Benfica fosse campeão". 

Ora, se Pinto da Costa disse, à laia de resposta, que tencionava mudar de fornecedor de energia por causa destas infelizes declarações, o que terá levado Júlio Magalhães a aceitar a sugestão de Luís Filipe Menezes para bajular nos estúdios do Porto Canal aquela criatura, como se os portugueses lhe devessem gratidão pelos preços acessíveis a que pagam a electricidade?

Podem-me dizer o que entenderem, mas estas contradições só servem para atear mais fogo às fogueiras conspirativas dos inimigos de Pinto da Costa e do FC Porto. A não ser que, como já aqui admiti, Pinto da Costa não acompanhe, ou não se interesse pelo trabalho que é produzido no Porto Canal, e se assim fôr, faz mal, muito mal, mesmo.

27 maio, 2014

De cidadão para cidadão...



...gostaria de dizer o seguinte: apesar de em democracia os partidos políticos se constituírem por grupos de cidadãos legalmente organizados para influenciar e tomar o poder, e de até ao momento ainda não ter sido inventada outra forma legítima de organização democrática para esse fim, não devemos nunca desistir de procurar novos caminhos para lá chegar.

Sabemos que a vida está em constante mutação. Na ciência, nas artes e até o próprio planeta, tudo tem sofrido mudanças. Umas ocasiões para melhor, outras para pior. De tão habituados estamos à mudança que às vezes até nos esquecemos que a tuberculose já foi uma doença mortal, que só o vírus da SIDA veio levantar novas suspeitas sobre a estabilidade da sua cura. Picasso e Dali romperam com a tradição conservadora do realismo e revolucionaram completamente a arte. Hoje, os seus quadros valem verdadeiras fortunas... Só uma coisa parece ser avessa à evolução: a democracia. E sabem quem mais tem feito por isso? Sabem, não sabem? Os próprios políticos.

Pela importância social que têm,  são as pessoas mais solicitadas pela comunicação social, portanto, aquelas que mais oportunidades têm para influenciar o povo. Povo esse que, curiosamente, e ao contrário deles, só é chamado a opinar para actos eleitorais, para colocar na urna o papelinho que os fará chegar ao poder com o respectivo cheque de cada voto nosso. Não admira pois, que sejam eles quem mais se insurgem contra os abstencionistas e que tudo fazem para banalizar a sua opção democrática, legítima. Pena é, que muitos de nós ainda não tenhamos percebido isto e nos deixemos influenciar com estes mitos, esta demagogia. com esta falta de respeito pelos cidadãos. Gostava, era de os ver honestamente preocupados com as causas substantivas do abstencionismo e a admitir que os patamares de exigência político-partidária têm de mudar em duas direcções básicas: seriedade absoluta e competência.

Para terminar, e para não ser mal interpretado, porque há sempre quem só leia a parte e não o todo de um texto, quero dizer o seguinte: os políticos são necessários em democracia, pelo menos, enquanto vigorar no léxico nacional o adjectivo, é assim que devem ser tratados. Não temos culpa é que eles próprios, por irresponsabilidade pessoal e partidária, tenham deixado cair tão baixo a reputação. É que, qualquer um de nós se um dia entender militar num partido e se tornar figura relevante, corre o risco de se tornar num deles: político. E só de imaginar a colagem com os que nos precederam é desmoralizante. E essa, é também uma factura cruel que os políticos do passado e do presente estão a passar aos vindouros.

Nota:
São conhecidos alguns bons exemplos de actividade política, principalmente ao nível das autarquias, e em quase todos os partidos, mas infelizmente não são esses que governam o país...

26 maio, 2014

66,1 de eleitores conscientes

TODO O PAÍS

  • 3092 de 3092freguesias apuradas
  • 4.42%votos brancos
  • 3.07%votos nulos
  • 65,34%abstenção
PSPPD/PSD.CDS-PPPCP-PEVMPTB.E.LPANPCTP/MRPPPNDPTPPPMPNRMASPPVPDAPOUS
31.5%7 
27.7%6 
12.7%2 
7.2%1 
4.6%1 
2.2%
1.7%
1.7%
0.7%
0.7%
0.5%
0.5%
0.4%
0.4%
0.2%
0.1%


Cada cidadão faz o que entender da sua consciência cívica. Na Alemanha de Hitler houve também quem apoiasse (e votasse, sim) a ascensão ao poder do maior facínora da história europeia, e não foram poucos... Esses, estavam convencidos que só um mão de ferro iluminado podia colocar o país nos eixos e terminar com os abusos usurários dos judeus, como se os judeus fossem os únicos usurários...

Vale isto por dizer, que nos tempos que correm talvez seja mais prudente filtrar e dispensar todas as "recomendações" políticas para aquilo que devemos fazer com o nosso voto, porque os partidos - como os altos níveis de abstenção indicam -, estão ainda muito longe de se poderem arrogar ao direito de passar por provedores dos cidadãos.

Se há ilação que se deve extrair das últimas eleições autárquicas e  europeias, é que as pessoas estão cada vez mais decepcionadas com os partidos políticos, porque, como antes escrevi, a crise ultrapassa a Europa, e tenderá a expandir-se, caso os líderes europeus não arrepiem caminho e corrijam o que é preciso corrigir para salvar as democracias. Ontem, os grandes "vencedores" foram os abstencionistas (66,1%), embora esta seja uma victória de pura repulsa à actual partidocracia.

O drama é que os políticos nunca mais aprendem. Mesmo com estas grandes lições, mesmo sabendo que as suas irresponsabilidades tem permitido às direitas e esquerdas mais extremistas um crescimento até aqui inimagináveis. Os políticos, continuam a errar sem quererem assumir que são eles os principais culpados pelas abstenções. Continuam a querer tapar o sol com a peneira e a procurar responsabilizar a abstenção pelos maus resultados dos seus partidos, o que significa que nem sequer capacidade têm para admitir as suas próprias asneiras.

Se há coisa que me repugna, são as generalizações oportunistas. Não contentes com as humilhações sofridas, os partidos do arco do poder preferem certificar os abstencionistas (entre os quais me incluo) de que a decisão que tomaram foi a correcta, caso contrário não se agarravam ao discurso demagógico de quererem convencer o povo que as pessoas não votam porque não querem sair do conforto da casa... Este discurso só prova a profunda falta de respeito que sentem pelos cidadãos. Eu, quando votava, até gostava de me levantar muito cedo para ser dos primeiros a colocar o papelinho na urna, convencido que estava a tratar dum assunto sério... Regressava a casa com a noção do dever cumprido. Mas se o fizesse hoje tenho a certeza que me ia arrepender mais tarde.    

Se votasse, teria votado em Marinho e Pinto, como tal, não me desagrada que tenha conseguido um lugar no Parlamento Europeu. Mas, como prometi a mim mesmo nunca mais voltar a votar enquanto não tivesse provas das qualidades cívicas e intelectuais dos candidatos, traduzidas nas suas acções, aguardarei para ver se fiz bem, ou mal. Que diabo, se os políticos não são sentenciados quando erram (e erram demais), por que raio teria eu (e outros abstencionistas),  de o ser por não querer errar? Acresce que, políticos e respectivos aparelhos partidários não perdem a credibilidade apenas porque se enganam, mas essencialmente porque enganam compulsivamente os seus eleitores. A gravidade está aí, mas eles recusam-se a compreender.

Outra conclusão a tirar destas eleições, é que os eleitores têm mais confiança hoje nas candidaturas individuais (independentes nunca serão) do que nas promovidas pelos partidos, o que acentua a má reputação destes últimos. Pode ser que esta situação conduza os partidos a uma grande inflecção de conduta, mas a avaliar pelas últimas reacções tudo me leva a crer que nada vai mudar... 


O seu voto vale 12 euros, o apoio público 70 milhões

por SUSETE FRANCISCO [14 de Maio de 2009, DN]


Cada partido vai receber, nas próximas legislativas, 3,15 euros por cada voto individual. Nos quatro anos da próxima legislatura as várias forças partidárias vão receber do Estado um valor global de mais de 70 milhões. Um montante destinado às despesas correntes, a que acrescem as subvenções às campanhas e verbas para os grupos parlamentares.
Nas próximas eleições legislativas, quando votar num partido, estará a dar-lhe não só a sua confiança política, mas também três euros e 15 cêntimos - é o montante que valerá cada voto individual no escrutínio para a Assembleia da República. A multiplicar pelos quatro anos da legislatura, dado que a subvenção do Estado é atribuída anualmente: no total terá contribuído com 12,60 euros para os cofres partidários.
Em termos de valor global, o próximo quadriénio valerá aos vários partidos uma subvenção estatal próxima dos 70 milhões de euros. Isto considerando o valor de cálculo actual - mas que terá actualizações anuais, que se reflectirão em mais dinheiro para os partidos.
De acordo com a lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, as várias forças recebem por cada voto 1/135 do salário mínimo nacional, no valor fixado para o ano de 2008 (426 euros). Feitas as contas, para estas eleições são 3,15 euros, um acréscimo de 40 cêntimos sobre os 2,75 que receberam nas últimas eleições, em 2005.
Se as próximas legislativas se aproximarem das últimas no número de votos expressos (5,5 milhões) os vários partidos vão receber nos próximos quatro anos qualquer coisa como 69,8 milhões de euros. Durante a última legislatura o PS recebeu anualmente 7,1 milhões; o PSD 4,5; a CDU 1,19; o CDS 1,14; o Bloco de Esquerda um milhão.
Além destes cinco partidos, as próximas eleições legislativas podem trazer uma novidade em termos de financiamento partidário. É que, com as alterações agora introduzidas à lei do financiamento, os partidos que obtenham mais de 25 mil votos podem aceder à subvenção estatal - até agora a barreira estava nos 50 mil. 

O que significa que se o PCTP/MRPP de Garcia Pereira e o Partido da Nova Democracia (PND) repetirem os resultados de 2005, terão direito a financiamento. Os 48 mil votos do PCTP valem este ano 151 mil euros; os 40 mil do PND darão direito a 127 mil euros.


25 maio, 2014

Resultado provisório das eleições europeias




  • 3047 de 3092freguesias apuradas
  • 4.43%votos brancos
  • 3.08%votos nulos
  • 65,52%abstenção
PSPPD/PSD.CDS-PPPCP-PEVMPTB.E.L
31.6%6 
27.9%5 
12.5%2 
7.1%1 
4.5%
2.1%
Última actualização às 22:30

22 maio, 2014

A abstenção é um acto de independência cívica


Eu sei que a Europa está em crise. Já quis ser Comunitária, e agora tudo tem feito para não consolidar a União (a Alemanha de Merkl que o confesse). Mas sei também que a crise não é uma crise, são vários géneros de crises, e não se limitam à Europa. Podemos dizer, sem risco de exagerar, que as crises são globais. Até o clima no planeta parece ter entrado em crise... Abordemos a mais importante: a crise de valores.

Nos ideários político-partidários, fora dos dossiers programáticos, não se vislumbram preocupações genuínas com as questões éticas e sociais. Os partidos de esquerda conhecem-nas, é verdade, mas nunca como agora tiveram oportunidade para delas se servirem e poderem afirmar-se como alternativa aos vetustos e viciados partidos do chamado arco do poder (PS, PSD e CDS). Comentam com pertinência, mas são incapazes de fazer aquilo que lhes competia, que era persuadir o eleitorado, através de propostas de compromisso realistas, provando que possuem capacidade para governar o país com competência e seriedade. Mas para isso resultar, deviam tentar a "utopia" de encaixar no regime actual sem assustar os eleitores com as fórmulas caducas (comunistas) que os condenam à condição exclusiva de partidos de oposição. Pode-se-lhes louvar a coerência doutrinária, mas não se lhes pode reconhecer a objectividade como alternativa ao poder que, com razão, criticam. Isso, torna-os uma espécie de figuras decorativas da política que pouco mais servem do que para roubar alguns votos à direita conservadora, sem no entanto a poder substituir.

Outro ponto que me faz desconfiar dos partidos da oposição, é o silêncio cumplíce com os partidos do Poder nessa questão tão importante para o país, e para o Norte em particular, como é a Regionalização. Mostram estrategicamente o mesmo oportunismo que os partidos de governo, ou seja, preferem abdicar do potencial eleitorado, esclarecendo, desmistificando fantasmas, e alinham com a mesma hipocrisia e o mesmo conservadorismo daqueles que dizem combater. E a desculpa é sempre a mesma: não é oportuno. A ladaínha é sempre igual, o que para mim é suficiente para concluir que naquelas cabeças não há luras donde possam sair coelhos... E portanto, eu não arrisco a dar-lhes o meu voto só para lhes satisfazer as vaidades pessoais.

O Manuel Serrão é um portista castiço, a quem até acho piada, que não é burro, mas não consegue ocultar a veia ultra-conservadora dos seus escritos. Ontem, decidiu lançar areia para os olhos dos leitores do JN quando, pegando numa frase do seu amigo Miguel Esteves Cardoso - "quem se abstém dá um voto de confiança nos que votam para decidirem por ele" - decidiu enfatizar a tese . Fazer tal afirmação é tão absurdo como dizer que quem não frequenta como eu as redes sociais (porque não gosto), é porque estou a querer dinamizá-la. Não pode haver maior contradição e falta de respeito pela opinião de alguns que confundí-las com a opinião de todos. É misturar a árvore com a floresta.

A abstenção lamenta-se, mas não se discute, porque é uma atitude tão válida, ou mais, que outra qualquer. E ao dizer que se lamenta, digo-o exactamente porque gostaria mesmo muito de votar. Mas para mim o voto é uma coisa demasiado séria, não pode servir para satisfazer o ego e os interesses de alguns. O voto para mim tem obrigatoriamente de ter retorno. Sem isso, não há voto. Ora, quando no passado o retorno dos meus votos teve como resposta a abdicação sucessiva de promessas, quando retratou como nenhuma outra coisa a falta de honradez de quem deles beneficiou, a minha decisão para com os líderes dos partidos está tomada: hipotequem a palavra, dêem-me garantias (como os bancos, sim), e depois conversamos.

Só assim me disporia a arriscar. Até porque o voto de um cidadão nunca devia ser uma decisão de risco, e lamentavelmente é.

Espero ter sido suficientemente eloquente. Se não fui, paciência, porque vou continuar neste caminho. Gostem ou não.

20 maio, 2014

Votar ou não, a questão é: não! E voto obrigatório, nunca !


O jornalista Paulo Ferreira apresentou no JN de hoje, a sua versão sobre esta questão  com a qual, exceptuando o timing, estou, diga-se, totalmente de acordo. Enfim, vale mais tarde que nunca... Cá o rapaz, que jura não ser nenhum iluminado, já chegou à mesma conclusão do senhor jornalista há muito, mesmo, muito tempo...  

Paulo Ferreira pergunta-se, com toda a naturalidade, por que é que "o cidadão eleitor há-de sair de casa para escolher uns tipos que mal conhece, para ocuparem um cargo numa instituição (distante) que mal conhece, que é o Parlamento Europeu?" Pessoalmente, há longo tempo que levanto a mesma questão aqui no Renovar o Porto em relação às eleições legislativas nacionais e não percebo por que é que ainda ninguém se lembrou disso mais cedo. É que, comparativamente falando, em termos de proximidade com os eleitores noutros actos eleitorais que não estes, o único momento em que os candidatos se aproximam do povo é  durante as campanhas, nos mercados, ou seja, quando lhes interessa. Com beijinhos e tudo... Depois disso, eclipsam-se. Ou não será verdade?

Não têm sido afinal os aparelhos partidários a impor ao eleitorado os seus candidatos sem previamente os darem a conhecer? Como é que apareceram Cavaco, Guterres, Barroso, Sócrates, Coelho e todos que os precederam? Acrescento: os próprios partidos saberão o suficiente do perfil intelectual e humano dos seus candidatos, ou estarão sequer interessados nisso antes de os elegerem? Cá para mim, as nomeações nos partidos funcionam mais em sistema de "combustão espontânea" e por puro servilismo, do que sustentadas em profundas reflexões dos militantes.  

Agora, que paulatinamente o rabiote dos políticos se desnuda, chega Marcelo Rebelo de Sousa (esse sim, um iluminado) com os resquícios genéticos do passado, a querer "sugerir" a obrigatoriedade do voto! Só nos faltava esta. Roubam-nos os ordenados, roubam-nos as reformas e já querem roubar-nos o direito de votar, ou não? Pela parte que me toca, caro Marcelo, levas um grande manguito! E mais, nem o voto em branco me dá qualquer confiança. Nunca sabemos o destino que lhes dão. É melhor não facilitar.

Caros leitores: há-de chegar o dia em que algum jornalista se lembrará, como se lembrou (só) agora o Paulo Ferreira do JN, que é preciso reformular a qualidade do voto, para melhorar a qualidade da "vindima" eleitoral (como os vinhos).

É só uma questão de tempo, eles chegam lá...



16 maio, 2014

CONCESSÕES DA STCP E DA METRO PORTO TERÃO “CONCURSOS SEPARADOS”

“A nossa intenção sempre foi que houvesse concursos separados para a STCP e para o Metro do Porto, nunca foi nossa intenção um concurso conjunto em que a um operador se atribuíssem as 2 concessões”, afirmou Sérgio Monteiro quando questionado sobre a recomendação do Conselho Metropolitano do Porto no sentido da separação dos concursos das 2 concessões.
Segundo o secretário de Estado – que falava no Porto, à margem da cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP) – “pode até ser que o mesmo operador ganhe os 2 concursos em separado, mas isso é o resultado normal do concurso”.
“Serão sempre concursos separados, quer a STCP [Sociedade de Transportes Colectivos do Porto] e o Metro do Porto, aqui no Porto, quer a Carris e o Metropolitano de Lisboa, em Lisboa”, assegurou.
De acordo com Sérgio Monteiro, o processo de concessão dos serviços públicos de transportes de Lisboa e Porto “é irreversível” e “seguirá nos calendários que estavam estimados”, o que significa que haverá “decisões relativamente ao caderno de encargos até final do mês de Junho”, de forma a que “o processo siga durante o segundo semestre de 2014, para se ter até ao final do ano a decisão relativamente a quem presta o serviço”.
Relativamente ao modelo de concurso a adoptar, o secretário de Estado disse estar ainda a ser trabalhado, salientando que “o importante é que os contribuintes saibam que o objectivo de indemnizações compensatórias zero no próximo ano para os operadores de transporte é certo, independentemente do que aconteça nos próximos meses”.
Concessões concluídas este ano
O Documento de Estratégia Orçamental (DEO) refere que a concessão dos serviços públicos de transportes de Lisboa e Porto deve estar concluída até ao final de 2014.
O lançamento dos processos de concessão da operação da Carris, Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto e STCP está “em preparação” e deve ser efectuado até Junho, prevendo-se a sua conclusão até final de 2014, lê-se no documento.
No caso da Carris e do Metro de Lisboa, a Câmara de Lisboa aprovou em Abril uma deliberação que mandata o presidente, António Costa, a negociar com o Governo a passagem da gestão destas 2 empresas de transportes públicos para o município.
Aquando da aprovação pela autarquia, António Costa indicou apenas que a gestão do Metro e da Carris será feito por um período entre 5 a 10 anos, defendendo, depois desse período, o regresso da titularidade destas empresas para o município.
O autarca socialista admitiu também o financiamento da gestão destas duas empresas de transportes públicos com receitas provenientes do estacionamento e de contra-ordenações de trânsito.
Já quanto às empresas a operar no Porto, o Conselho Metropolitano do Porto recomendou no final de Abril ao Governo a separação dos concursos das concessões da Metro do Porto e da STCP, considerando que não devem arrancar sem a devida informação aos municípios sobre os cadernos de encargos.
A recomendação surgiu após uma reunião tida entre aquele órgão metropolitano e Sérgio Monteiro no início de Abril, na qual ficou assumido o envio de uma tomada de posição dos 17 autarcas da Área Metropolitana do Porto (AMP).
Na carta que foi enviada ao Governo, o Conselho Metropolitano do Porto salienta ainda ser “imprescindível realizar um conjunto de estudos, neste momento inexistentes e/ou desconhecidos, sobre a mobilidade na AMP, quer nas áreas cobertas pela Metro e STCP, quer nos demais concelhos, numa perspectiva metropolitana integrada”.
Quanto à concessão do serviço de metro, “deve assentar na incorporação dos créditos da concessão com vista ao alargamento da rede”.
[do Porto24]

15 maio, 2014

Aliança com Lisboa contra o centralismo, utopia, ou genialidade?

RUI MOREIRA

Para mim, portuense e portista dos sete costados, ouvir alguém dizer que "quem não é benfiquista não é bom chefe de família", é tão, ou mais ofensivo que digerir essa patranha politiqueira que anda a apregoar no plural que temos de pagar a crise por "andarmos a gastar mais do que podíamos". 

Informo, a propósito, aqueles que pensam que estou a inventar um sinónimo abusivo e a confundir as coisas, misturando o Benfica com o Centralismo, que sei muito bem o que estou a dizer, não me enganei. E nem mesmo o facto de saber que no Porto, como no resto do país, há gente capaz até de matar a família para conseguir um lugar ao sol nas cadeiras do Poder me desviará um milímetro da convicção de que o Benfica é o espelho fiel do que é o centralismo e do que ele tem de mais xenófobo. Se dúvidas houvera, os dias encharcados de propaganda vermelha que antecederam e sucederam o jogo da final da Liga Europa terão bastado seguramente para as dissipar. Se não bastaram, é caso para duvidar da inteligência. Comparar a publicidade, o apoio e a informação dada pelos media (incluindo os públicos) ao Benfica, com o que se tem feito com o FCPorto em situações semelhantes é de persi uma aberração moral. 

Por isso, é que, compreendendo embora as boas intenções de Rui Moreira de querer combater o centralismo numa aliança com Lisboa, pode ser tempo perdido. Já o revelei aqui várias vezes que nutro particular simpatia por Rui Moreira, mesmo não estando sempre sintonizado nas suas ideias, porque acima de tudo o considero um homem sério, e sobretudo por acreditar ter uma propensão natural para negociar e atenuar conflitos.

Sei que não é fácil governar, tanto um país como uma Câmara, de ter de lidar com oposições por vezes mesquinhas e com assuntos comezinhos, mas acredito que Rui Moreira saberá cumprir o seu mandato com o rigor e a isenção que se espera. Estrategicamente, louvo a ideia de puxar Lisboa para o combate contra o centralismo, mas receio que consiga congregar à sua volta os apoios suficientes para o derrubar. As máquinas partitárias estão lá, e são todas dominadas pelo clientelismo, e quem se meter pelo meio sem se orientar pela mesma cartilha arrisca-se a ser triturado.

Espero contudo que Moreira me contrarie os presságios, ficaria mesmo muito contente. Há já uma mão cheia de iniciativas suas que me agradaram e que me dão a esperança de que algo estará a mudar na forma de administrar a Câmara. Mas ainda há muito por fazer. O caminho é longo, e cheio de escolhos, sendo a paranóia do centralismo o mais duro de ultrapassar.  Aguardemos.  


14 maio, 2014

Sevilha - 2 Centralismo - 1. E o centralismo vergou


Um refinado sentido de cidadania, mais o desprezo profundo pelos representantes do centralismo que tão maltratam o resto do país, obrigam-me a confessar publicamente o meu sentimento de profunda felicidade por saber que os arrogantes morreram na praia. Mais uma vez! 

Parabéns, Beto! A vitória é sobretudo tua! 

Viva o FCPorto!

12 maio, 2014

Da política à irresponsabilidade

É extraordinária a ausência de honradez da classe política. Agora, e sempre que se aproximam as campanhas eleitorais, é vê-los a prometer mundos e fundos, dizer que se forem eleitos, que vão fazer isto, e acabar com aquilo, e a colarem confortavelmente os seus discursos histéricos às reivindicações populares. Foi assim com Sócrates (e antes dele), piorou com Coelho, e tudo aponta para continuar com Seguro (se for eleito). São todos iguais. Então, em questões de carácter, é uma miséria, parecem clones uns dos outros.

À medida que os anos avançam na idade, mais se consolida em mim a ideia regressiva da humanidade. Até o progresso científico e tecnológico de que tanto nos orgulhamos se tem revelado impotente para evitar os males terríveis dos seus efeitos colaterais. Há sempre soluções (dizem os parvos dos optimistas), mas até as "soluções" têm efémera duração  e arrastam consigo mais problemas. Para termos uma pequena ideia, basta calcular o número de vezes que cada cidadão se desloca ao supermercado durante um mês, pelo número de produtos não recicláveis consumidos (sacos de plástico, pilhas,etc.) e multiplicá-los por milhões de cidadãos do mundo a fazer o mesmo, que depressa nos arrependemos de tentar fazer as contas. Só um saco de plástico leva mais de 400 anos a decompor-se na natureza. Uma pilha, cerca de 450 anos! E não se iludam, porque a reclicagem que se começa a fazer de alguns desses produtos jamais acompanhará o ritmo sôfrego da ganância capitalista. 

Bem sei que aqueles que tal como eu hoje vivem e aqueles outros que estão ainda para nascer não vão ficar cá para sementes para poderem contar como estará o mundo daqui a umas centenas de anos, mas, e daí? Teremos nós o direito de dar cabo do planeta apenas porque não somos eternos?

E os homens que lideram o mundo, que ideia terão sobre este grande dilema? Cá para mim, por aquilo que vou observando, acho que se estão completamente nas tintas. Mas não deviam. Até porque a incapacidade que demonstram em governar com justiça e respeito pelos semelhantes tem sido tão tristemente vincada e duradoira que não lhes dá qualquer atenuante. Mesmo que fossem capazes de produzir riqueza e de a distribuir melhor em qualidade de vida, não tinham nunca o direito de deixar o planeta apodrecer em nome de um progresso cego, indiferente ao destino das gerações futuras.

Que sonhador eu sou... Há que repor os pés na terra. Nesta terra desses animais selvagens  chamados homens, onde as espécies sem escrúpulos predominam. Banqueiros e políticos são os abutres desta selva, os que se alimentam  da luta pela sobrevivância dos outros.

Quando será que esses outros decidem mover-lhes caça cerrada? Acordem!


11 maio, 2014

A lição da SRU



O folhetim da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto (SRU) parece ter chegado ao fim. Pelo caminho, desde que em 2011 o Governo recusou cumprir com as suas obrigações, escreveu-se uma longa história de irresponsabilidade e baixa política, em que o poder central procurou vergar o poder local. O Porto não cedeu e fez-se justiça. Uma lição para o futuro.

Comecemos pelo fim. O acordo que sanou o conflito assenta num compromisso entre Governo e autarquia, que permitirá reequilibrar as contas da SRU e aportar, em partes iguais, dez milhões de euros nos próximos cinco anos. Nova administração e algumas alterações no domínio das competências para o licenciamento permitirão, espera-se, regressar à estabilidade e à missão.

Este final feliz não deve, contudo, fazer esquecer o que se passou, porque os projetos estruturantes, desenhados e assumidos por responsáveis eleitos, não devem nem podem estar sujeitos a arbitrariedades cujas motivações nada têm a ver com o interesse público.

Ao longo destes últimos anos, procurando perceber se existia um racional na ação do Governo, equacionei três questões que, a meu ver, exigiam respostas claras e que passo a expor.

A missão da SRU foi cumprida e a sua existência deixou de fazer sentido? A esta primeira pergunta, a resposta que encontro é "não". O estado e extensão da degradação do centro histórico do Porto é ainda muito preocupante, apesar do meritório trabalho já realizado. Foram demasiadas décadas sem investimento, com a degradação física dos edifícios e do espaço urbano a induzir também fenómenos de degradação social. Há ainda muito a fazer e o caminho terá sempre de passar por uma conjugação do investimento público com o investimento privado, pelo que a SRU é ainda e por muito tempo um veículo necessário.

O papel e a responsabilidade do Estado na SRU esgotou-se? Também aqui, a resposta é "não". A ausência de políticas de reabilitação e de instrumentos financeiros de apoio está no cerne da degradação dos centros históricos das maiores cidades portuguesas. Convém recordar que a manutenção do congelamento das rendas, decidida centralmente desde o tempo da ditadura, resultou na total incapacidade de os proprietários procederem à mais básica manutenção. Até recentemente, existiam no centro histórico do Porto casas alugadas por valores absolutamente irrisórios. O Estado não pode fugir às suas responsabilidades.

Havia evidências de irregularidades ou má gestão? A esta última questão, a resposta é também "não". Aqui, o poder central recorreu a um dos truques mais infames a que está habituado. Deixou no ar dúvidas sobre a ação de Rui Moreira, presidente da SRU até 2012, e mandou fazer uma auditoria às contas, devidamente acompanhada pelos adiamentos das assembleias gerais da sociedade e mesmo por um chumbo das contas anuais. Auditoria que, não surpreendentemente, não revelou nem más contas, nem má gestão.

Face a estes três "nãos", torna-se difícil compreender a ação do IHRU, acionista maioritário que representava o Estado. Só mesmo um fundamentalismo doentio, de um governo que desde 2011 tudo sacrificou em nome da austeridade, pode justificar tamanha guerra por causa de um par de milhões de euros de investimento.

Averdade é que, normalmente, é o elo mais fraco que acaba por ceder, seja uma câmara municipal, uma junta de freguesia ou qualquer outra entidade "menor" do setor público. Só que, desta vez, o Porto não cedeu, primeiro por Rui Rio e depois por Rui Moreira, sendo que este foi alvo de uma retaliação extra quando se deu a conhecer como candidato a presidente da Câmara. Todos se recordarão que o relatório da auditoria às contas foi metido na gaveta até depois das autárquicas de 2013, não fosse o candidato Rui Moreira ganhar as eleições ao candidato do partido do Governo.

A solução consensual a que se chegou agora só foi possível porque o Porto não desistiu e porque mudaram os protagonistas. Assunção Cristas nunca compreendeu o que estava em causa. Jorge Moreira da Silva, mais político e bem mais letrado nas matérias do território, percebeu rapidamente que nada disto fazia sentido. Do lado da autarquia portuense, todo o mérito vai para a persistência e capacidade de negociação de Rui Moreira, que teve ainda a classe de não manifestar qualquer ressentimento.

09 maio, 2014

CIENTISTAS APRESENTAM DESCOBERTAS SOBRE CANCRO NA CÂMARA DO PORTO



Investigadores do IPATIMUP suspenderam o trabalho de laboratório durante uma semana e transferiram-se para a Câmara do Porto onde até segunda-feira estão disponíveis para falar das suas descobertas na área do cancro, esclarecer dúvidas e encaminhar quem necessitar.

Os visitantes poderão ficar com “uma ideia do que fazemos no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) no domínio do cancro e das doenças pré-cancerosas, assim como conhecer pessoalmente as pessoas que trabalham no Instituto”, explica Sobrinho Simões, director do IPATIMUP.
“As pessoas do Porto podem vir cá. Eu estou o dia todo, as pessoas podem tirar dúvidas. Hoje [sexta-feira], abordamos o cancro familiar, com o Sérgio Castedo, que é um dos maiores especialistas do mundo nesta área. As pessoas podem expor o seu problema, não fazemos consultas, mas podemos fazer a ligação para que a pessoa possa fazer uma consulta detalhada no hospital”, sublinhou.
No caso do cancro familiar foi apontado como exemplo o caso de uma jovem a quem foi detectado um cancro na mama. Márcia Pereira contou que a sua história começou em 2009, aos 31 anos. O tumor estava ainda numa fase inicial. Cinco dias depois, foi diagnosticado o mesmo tipo de cancro na sua mãe.
Embora tenha perdido as 2 mamas (que entretanto reconstruiu), uma por necessidade, outra por prevenção, Márcia Pereira disse que nunca deixou de fazer o que gostava. “A minha vida continuou igual. Ter ou não ter um pedaço de mim não me impediu de continuar a viver a vida da mesma forma”, disse.
“O tumor estava numa fase inicial, mas como tinha antecedentes familiares aconselham-me a mastectomia bilateral. Tive dúvidas, mas hoje sei que foi a decisão mais acertada, porque tenho a alteração genética e tinha mais de 80% de probabilidade de o mesmo voltar a acontecer no outro peito”, acrescentou.
O cancro familiar “é uma situação em que se pode ter uma vitória absoluta ou uma derrota vergonhosa. Se houver alteração genética e ainda não tiverem cancro, esses indivíduos devem integrar um programa de rastreio e realizar vigilância apertada. Muitas vezes é necessário ‘mutilar’ essa pessoa, como aconteceu com a actriz Angelina Jolie”, explica Sobrinho Simões.
Na exposição “Os passos da ciência nos Paços do Concelho” as actividades estão organizadas de forma a permitir usar a história do IPATIMUP e as descobertas dos seus investigadores no sentido de esclarecer as causas e as características dos vários tipos de cancro, assim como as características genéticas e os hábitos da população portuguesa que se podem relacionar com a ocorrência dessas patologias.
O objectivo fundamental da exposição é aumentar a literacia das pessoas em relação aos problemas da saúde e do cancro e, deste modo, estimular a prevenção e o diagnóstico precoce.
Sem pôr em causa o valor de curar e de cuidar, os investigadores consideram que a solução para o problema do cancro passa sobretudo pela prevenção e pelo diagnóstico precoce.
“O grande avanço no cancro são os tratamentos que são cada vez melhores, mas a luta só se vai vencer com a prevenção e o diagnóstico precoce”, sublinha Sobrinho Simões.
Para o responsável do IPATIMUP, “não são só as pessoas que desvalorizam a prevenção, o próprio Estado também. Veja que do orçamento da saúde, só gastamos 5% em prevenção e gastamos 95% em tratamento”.
Contudo, o investigador reconhece que a prevenção é difícil em alguns casos como, por exemplo, nos tumores do pâncreas, sistema nervoso central ou do sangue.
O caso de Bárbara Machado, uma jovem de 26 anos, a quem foi diagnosticado um linfoma, foi também relatado, na primeira pessoa, nesta iniciativa do IPATIMUP.
Bárbara jogava futebol, era socorrista na Cruz Vermelha e frequentava a universidade, quando aos 22 anos lhe foi detectado o tumor maligno no sangue, no estádio 3 (numa escala de 4). “Foi uma luta difícil, tive de abandonar o futebol e o socorrismo, mas sempre encarei a doença com vontade de a vencer”, referiu.
Actualmente, com 26 anos, a jovem é também apontada como um exemplo de sucesso e é convidada para contar a sua história em vários encontros sobre o tema.
(Fonte: Porto24)