Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Totoloto - a vigarice do costume. Jacpots destes ninguém quer

Totoloto

Sorteio: 009/2012 - Quarta-Feira Data do sorteio: 01/02/2012

Chave: 7 9 23 27 43 + 1 Ordem Saída: 7 23 43 9 27 + 1




Prémio Acertos Número de vencedores Valor


1.º Prémio 5 Números + Nº da Sorte 0 (1)


2.º Prémio 5 Números 1 € 26.493,15


3.º Prémio 4 Números 279 € 118,69


4.º Prémio 3 Números 9.518 € 3,47


5.º Prémio 2 Números 124.397 € 1,59


Nº da Sorte Nº da Sorte 60.850 Reembolso do valor da aposta de Totoloto


Estatísticas


Nº de Bilhetes/Matrizes 535.742


Nº de Apostas 1.486.709


Receita ilíquida apostas € 1.338.038,10


Montante para prémios € 662.328,86


(1) Previsão 1º Prémio c / Jackpot € 3.200.000,00





Lucho Gonzalez, um Senhor

LUCHO GONZALEZ, UM LÍDER
A menos que me escape qualquer coisa, eventualmente obscura, a decisão de Lucho Gonzalez regressar ao FCPorto, abdicando de 6 milhões de euros a que teria direito no final do contrato com o Marselha, de desistir de vários prémios, e de se disponibilizar a ganhar no FCPorto menos de metade do que ganhava, a atitude deste excelente e honrado jogador, é, a todos os níveis digna de louvor. É um "Comandante" no futebol, é verdade, mas mesmo assim, atribuía-lhe de bom grado a Torre de Espada, a condecoração mais prestigiante que se pode entregar a um militar. Isto, diga-se de passagem, já não se usa...

Mesmo admitindo que o FCPorto o possa recompensar com qualquer prémio extraordinário, a decisão do Lucho, para além de sensibilizar os adeptos que já nutriam por ele uma admiração especial, vem de certa maneira também pôr o dedo na ferida ao patriotismo de alguns nativos [e não são assim tão poucos] que gravitam no nosso futebol. Que me lembre, até hoje, ainda não tive o prazer de ver exemplo semelhante, em termos de desprendimento ao vil metal, da parte de jogadores portugueses. Pelo contrário, o que temos visto, são Figos a trocar de clube por uma paixão cega, mas às pesetas [no Barça foi apelidado de pesetero], para depois de terminada a carreira e de engordada a conta bancária ceder à hipocrisia de discordar da representação na selecção nacional de jogadores estrangeiros legalmente nacionalizados... Este, é o tipo de"patriotismo" mais cobarde, bacôco e contraditório que alguma vez se pôde imaginar. Mas, em Portugal, fez, e continua a fazer, escola [que o confesse Scollari].

Mas, Luís Figo, nem sequer é quem fica pior na fotografia, até porque, ganância à parte, como profissional, foi um jogador modelar, em termos de aplicação nos jogos, tanto nos clubes onde jogou, como na selecção. Como tal, é justo destacar-lhe a competência que enquanto futebolista justificou o bom dinheiro que ganhou.

O mesmo já é impossível dizer de quem devia dar o exemplo e nunca o dá: os senhores políticos. Esses, a avaliar pelo resultado prático do seu "futebol" - que é a governação do país -, nem sequer foram homens para mostrar capacidade para jogar numa "liga de honra", nem muito menos numa "profissional"...  Os resultados são desastrosos e fracos, e quanto à  honra ou à dignidade, estamos conversados.

Lucho, em comparação com a escumalha política, é sem dúvida de outra dimensão, um exemplo para guardar e mais tarde recordar.

Neo-liberalismo

O actual governo liderado pelo pseudo social-democrata Passos Coelho é, sem sombra de dúvidas, o mais liberal de todos os governos que têm passado pela democracia portuguesa (com ou sem troika). Tem vindo a criar todas as condições para uma vaga de privatizações nas mais diversas áreas (saúde, educação, transportes, etc.), cortando serviços em todos os sectores de modo a que os cidadãos procurem agilizar a sua vida recorrendo por necessidade aos privados.

É o maior retrocesso civilizacional, sem precedentes, o que se está a passar actualmente em Portugal, especialmente nestes sete meses de governação dos partidos neo-liberais no poder. (Nunca Sá Carneiro fez tanta falta como agora)! 

Andamos quase todos a pagar impostos, cada vez mais elevados, para ter serviços destinados aos cidadãos, mas os iluminados que governam o país acham que se os trabalhadores portugueses trabalharem mais horas, com menos dias de férias e menos feriados, fica o problema resolvido, enquanto os lucros das vendas de empresas públicas e o apuro dos impostos cobrados, continuarão a ser geridos para pagar a troikas, a boys e afins, sobrando os trocos para os poucos serviços sociais que vão resistindo.

A redução dos défices público e privado tem sido paga pelo português comum, que depende do seu salário ou da sua pensão para viver, além dos mais desfavorecidos que vêem o S.N.S. ser desmantelado aos poucos, os aumentos dos transportes serem brutais, a energia ser cobrada aos prêços mais elevados da Europa (onde o salário mínimo é 4 vezes superior ao português), etc.etc.
 
Não foi o povo que governou este país ao longo dos últimos 38 anos de democracia. Os que governaram e governam estão muito bem na vida. Mas é o povo que se torna sempre o “bode expiatório” e que tem que pagar as crises.

“Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição”! Governam-se!
 
Renato Oliveira

(Porto)



Nota de RoP:
Este post foi enviado pelo Renato Oliveira para o Correio do Leitor do Jornal de Notícias

O JN e os tiros nos pés

O JN de hoje mostra-nos - sem emitir opinião -, um vídeo alegadamente de cariz sexual, da Fundação Leizaola para promover a língua basca. Depois de ter vizualizado o referido vídeo, devo confessar que esperava outra coisa, mais hard-core,  menos púdica... Aliás, pessoalmente, até achei as imagens algo inocentes para terem causado tanta polémica em Espanha. Mas, conhecendo a realidade espanhola, até se compreende, dada a resistência que o governo central espanhol tem colocado a todas as lutas pela independência de um povo que, linguística e etnograficamente nada tem a ver com o castelhano. Se o governo espanhol nunca mostrou o mínimo interesse em negociar a independência  com os bascos, quer pela via do diálogo, quer por cedência à pressão subversiva e violenta da ETA, onde está a maldade deste vídeo? 

Já agora, seria interessante saber se a administração e a directoria do "nosso" JN têm opinião formada sobre este assunto, e se aplaudiriam o Renovar o Porto se decidisse divulgar as três ou quatro páginas diárias com imagens de publicidade à prostituição, sem um outro objectivo, que não, o comercial. Se o fizessem [por exemplo], para promover a Regionalização, talvez nem fosse má ideia. Pelo menos, mais digerível e objectiva, era certamente.

PS-Impossível ler o texto deste post em qualquer jornal nacional. Espero que já tenham percebido porquê...

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Benfiquistas acusam o toque quando ouvem a verdade

Se há coisa que me dá particular prazer, é fazer  com os centralistas o mesmo que eles fazem com o resto do país, isto é, ignorá-los, fazê-los passar - ainda que por breves momentos -, pelo garrote da censura, deixá-los entregues à sua própria pequenez . 

Hoje, deparei na caixa de comentários com um dessas criaturas, toda melindrada com o que escrevi sobre o Eusébio, tentando injectar-me aquelas "verdades" fabricadas à medida das suas conveniências e dos seus esfarrapados valores. Tão grande é o desprezo que essa gentinha me infunde, que nem sequer me dei ao trabalho de ler o comentário até ao fim, pois já conheço, de cor e salteado, a megalomania ancestral do discurso. Mas, confesso que me dá um certo gozo confrontá-los com a realidade de uma democracia falsa e falida, feita à medida dos seus interesses, que nem mesmo Salazar ousaria praticar. 

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

A justiça sem papas na língua do nosso procurador-geral




A entrevista que o procurador-geral distrital do Porto concedeu e o JN publicou na edição de ontem é enorme demonstração de cidadania.

Se o bem e o serviço públicos estiverem nas mãos de homens como Alberto José Pinto Nogueira. Um procurador frontal, que não se refugia no cargo para se inibir de testemunhar e clarificar o que a maioria dos portugueses intui mas não entende as razões de fundo. Ou seja: que os mais graves problemas de que sofre a justiça têm origem na política. Seja por deficiente ou excessiva legislação, seja por abuso de poder, geralmente associado à ideia de que as funções e cargos de serviço público podem ser um guarda-chuva para comportamentos pessoais postos em causa e susceptíveis de escrutínio judicial. E judicioso.

Para aqueles que, em Portugal, defendem com unhas e dentes a necessidade de aceitarmos, todos, a avaliação contínua como forma de implantação da meritocracia, as respostas que Pinto Nogueira dá às questões que ensombram a nossa sociedade deveriam constituir a magna carta da reforma das reformas: a da justiça. Porque sem ela, e com a crise a vergastar--nos, dificilmente nos uniremos e mais dificilmente ainda seremos solidários.

O mais entusiasmante do que pode ser esta reforma das reformas é que ela requer austeridade. Exactamente! Austeridade nas leis, por exemplo. Que é o que responde Pinto Nogueira quando lhe perguntamos se também ele tem ideia de que os ricos se safam sempre: "Têm dúvidas de que se eu tiver um processo desses, ele nunca mais acaba? Para combater é preciso leis mais simples".

Austeridade também na resposta à questão de sabermos se faz sentido combater a corrupção criando um novo crime de enriquecimento ilícito: "Esse novo crime partiu da cabeça de uma pessoa que andou a investigar a Câmara de Lisboa [...] e no fim disse: Não acusamos porque não é crime".

Ainda austeridade quando responde sobre o receio do que a política ainda possa vir a fazer à justiça: "Tenho medo é dos telefonemas dos políticos. Já houve um que telefonou para cá porque uma procuradora do DIAP o acusou. Queria que eu demitisse a procuradora... E, não contente, telefonou ao procurador-geral".
Austeridade, por fim, quando aborda o problema da mediatização da justiça a propósito da "Operação Apito Dourado", uma das mais badaladas: "[...] perguntaram-me o que achava da ideia de formar uma equipa especial. Quando saí do gabinete, já estavam a anunciar na televisão. Sem um único magistrado do Porto. Porquê. Eram especiais de quê? Ressuscitaram processos de forma infundamentada que nem chegaram a julgamento"

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Se os media andam a dormir, nós não andamos!



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 Totoloto
Sorteio: 008/2012 - Sábado Data do sorteio: 28/01/2012
Chave:1528333642+2Ordem Saída:1536423328+2
PrémioAcertosNúmero de vencedoresValor
1.º Prémio5 Números + Nº da Sorte0(1)
2.º Prémio5 Números0(2)
3.º Prémio4 Números165€ 476,90 
4.º Prémio3 Números6.857€ 6,37 
5.º Prémio2 Números107.408€ 2,44 
Nº da SorteNº da Sorte88.382Reembolso do valor da aposta de Totoloto
Estatísticas
Nº de Bilhetes/Matrizes665.761
Nº de Apostas1.962.554
Receita ilíquida apostas€ 1.766.298,60
Montante para prémios€ 874.317,81
(1) Previsão 1º Prémio c / Jackpot€ 2.900.000,00
Observações
(2) Nos termos do Regulamento, o montante do 2º prémio acresce ao montante do 3º prémio.


Ainda espero da Santa Casa da Misericórdia uma resposta clara e transparente, sobre as dúvidas que aqui tenho levantado e lhe tenho comunicado. Na prática, o que conta são os resultados, e os resultados, neste novo ciclo de concursos [que se prevê longo], continuam a dar-me razão: não há prémios, e sem premiados, [com o 1º. prémio], não vale a pena mesmo jogar. No sorteio de ontem, inclusivé, também não houve apostas premiadas com o 2º. prémio... 


Tirem as vossas próprias ilações e passem-nas a amigos e familiares que costumem desperdiçar dinheiro neste jogo.

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

O Estado caloteiro


Sem grande dificuldade, seria possível encher o espaço desta crónica com números que atestam uma das maiores vergonhas da nossa República - os calotes que o Estado prega, ao mesmo tempo que, sem corar, apregoa ser uma pessoa de bem. Como esse seria um exercício aborrecido para o leitor, a introdução deste texto pode resumir-se usando palavras de Miguel Cadilhe: "Um Estado 'caloteiro' é absolutamente condenável do ponto de vista da ética da República, envergonha-nos a todos. Mas em tempos de crise isso ganha uma outra gravidade do ponto de vista da economia", disse o ex-ministro das Finanças ao JN (ver edição de ontem).

É difícil contrariar a opinião de Cadilhe. Mas é fácil acrescentar-lhe outra "gravidade": aquela que afecta os trabalhadores e respectivas famílias. É ver, na mesma edição deste jornal, o caso da PMH. A empresa fornece material hospitalar a todos os hospitais públicos. Tem 900 funcionários: 560 em Samora Correia e 340 em Penafiel. Está à beira de mandar os trabalhadores para casa, porque o Estado lhe deve 8 milhões de euros. Quer dizer: como o Estado não é pessoa de bem, arrisca-se a ter quase mais um milhar de portugueses a engrossar as já volumosas listas do desemprego.
O exemplo é grave, se pensarmos no número de famílias que podem ser afectadas (muitos dos companheiros das funcionárias da PMH estão igualmente sem trabalho). Mas é apenas uma pequenina ponta (com o devido respeito pelos eventuais afectados) de um dos tremendos icebergues que gelam a nossa economia.

As causas primeiras deste estado de coisas são tributárias de um modo de vida muito português: aquele que se agarra ao facilitismo, ao laxismo e ao chico-espertismo para escapar por entre os pingos da chuva. Que atire a primeira pedra aquele que, perante uma exigência do Estado, não procurou ziguezaguear para tentar escapar à dita cuja.

Verdade: os portugueses têm suficientes razões de queixa do Estado para procurar vingança. Verdade: o Estado arranca-nos o couro e o cabelo sem sequer pedir licença. Verdade: as coisas vão piorar antes de melhorar. Desconfio, no entanto, que mesmo quando melhorarem, as coisas, estas coisas dos calotes, manter-se-ão mais ou menos como estão.

Estamos a falar de um terrível círculo vicioso em que (quase) ninguém paga o que deve a tempo e horas. O Estado não paga às câmaras, que por sua vez não pagam às empresas, que por sua vez não pagam ao Fisco, à Segurança Social e aos trabalhadores, que por sua vez não pagam impostos e somam despesa... E por aí fora até à asfixia do sistema. Numa economia sem liquidez como a nossa, esta é a verdadeira morte do artista. Até porque, mesmo quando o nó parece desbloquear-se, aparece sempre um burocrata a pedir mais um papel que faz o processo voltar ao início. Faz lembrar aqueles jogos em que o traiçoeiro dado nos atira para uma casa cuja penalização é regressar ao início. Sucede que, nos jogos, temos tempo e a coisa é a brincar. Na vida real, não temos tempo e a coisa é a sério.
Regresso a Miguel Cadilhe: "O Estado agrava a crise, em vez de a moderar".

[do JN]

Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

O pobre Cavaco...

O regresso da Velha Senhora




A Antena 1 acabou com a rubrica de opinião "Este Tempo" após, numa crónica de Pedro Rosa Mendes, aí ter sido criticado o servilismo do Governo face ao regime corrupto de Luanda e o tipo de jornalismo que, pago a peso de oiro com dinheiros públicos, sabuja, sob o diáfano manto da "informação", cada poder do momento.

A decisão recorda-me episódios idênticos vividos no JN antes de 1974. Um em que uma crónica de Olga Vasconcelos sobre Indira Ghandi, filha de Nehru (que ordenara a invasão da "Índia Portuguesa"), levou à ordem de encerramento da rubrica onde fora publicada; e um outro que pôs fim ao Suplemento Literário dirigido por Nuno Teixeira Neves por aí não ter sido devidamente louvado um medíocre romance do escritor do regime Joaquim Paço d'Arcos. Os dois jornalistas só não foram despedidos porque tiveram o apoio do então director Pacheco de Miranda e, no primeiro caso, também do chefe de Redacção Costa Carvalho.

As personagens são agora outras, ou as mesmas com outros nomes, mas as semelhanças são inquietantes (só não há na Antena 1 Pachecos de Miranda nem Costas Carvalhos). E vivemos, diz-se, em democracia, regime em que a Velha Senhora, a Censura, não tem, diz-se, lugar.

Mas por algum motivo 64,6% dos portugueses estão hoje, segundo o "Barómetro da Qualidade da Democracia" apresentado há dias, insatisfeitos com a democracia que temos, quando em 1999 mais de 80% a consideravam "boa" ou "muito boa".

A tendência do Totoloto é [de novo] acumular jackpots sem dar o prémio principal


 Consultar Sorteios
 
 Totoloto
Sorteio: 007/2012 - Quarta-Feira Data do sorteio: 25/01/2012
Chave:89152943+13Ordem Saída:29439815+13
PrémioAcertosNúmero de vencedoresValor
1.º Prémio5 Números + Nº da Sorte0(1)
2.º Prémio5 Números1€ 26.710,41 
3.º Prémio4 Números134€ 249,16 
4.º Prémio3 Números6.346€ 5,26 
5.º Prémio2 Números88.317€ 2,26 
Nº da SorteNº da Sorte139.872Reembolso do valor da aposta de Totoloto
Estatísticas
Nº de Bilhetes/Matrizes540.172
Nº de Apostas1.498.901
Receita ilíquida apostas€ 1.349.010,90
Montante para prémios€ 667.760,40
(1) Previsão 1º Prémio c / Jackpot€ 2.600.000,00



Recebi resposta da SCMisericórdia [em baixo] ao meu último e-mail, e como poderão constatar, continuam sem dar respostas concretas às questões que tenho colocado. Que esta situação é prejudicial ao apostador e altamente vantajosa para a Santa Casa, parece não haver a mínima dúvida.


Caro Apostador,


Agradecemos, desde já, o seu e-mail, o qual mereceu a nossa melhor atenção.
Relativamente à questão que nos colocou, vimos por este meio informar que, que tomamos devida nota das suas sugestões. Para nós são importantes os contributos de todos os nossos jogadores, porque só com este tipo de “feed-back” podemos trabalhar para uma melhoria constante da prestação dos nossos serviços.
Estamos disponíveis para qualquer esclarecimento adicional através da Linha Directa Jogos, 808 20 33 77 das 8h às 24h todos os dias da semana.

Boa sorte onde quer que esteja.

Stephanie Martins

Jogos Santa Casa

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Eusébio...e os oportunistas da capital do império

Eusébio
Para quem, como eu, teve oportunidade de ver Eusébio jogar e até congratular-se com os dois únicos êxitos europeus do clube que representou, por nessa altura me encontrar fora do país, não precisa - como tentam fazer certos fundamentalistas benfiquistas que nem sequer o viram dar um chuto -, de o meter à força pelos olhos e ouvidos do povo.

Eusébio não carece da hiper-propaganda centralista para ver reconhecido o seu valor, porque ela já foi sobejamente vendida. Nem tão pouco de enaltecer a sua qualidade enquanto futebolista, ou a sua dignidade, enquanto Homem. Bem pelo contrário. Ao querer impingir Eusébio ao país, de forma sensacionalista, como se fosse um ícone nacional, o centralismo mediático pode até estar a manchar a imagem do jogador. Sendo eu portista, como é público, digo aqui, sem sofismas, que admiro e gosto de Eusébio, sobretudo pela sua simplicidade, tão diferente do clube que representou, arrogante e desrespeitador...

Por isso, gostar e admirar Eusébio, não deve, nem pode ser confundido com o clube onde jogou e mostrou a sua grande qualidade. É que o centralismo, ao pretender elevar Eusébio à condição divina de património nacional, está a aproveitar o seu 70º aniversário para, através do homem glorificar o Benfica, tentando ofuscar o valor de jogadores igualmente talentosos de outros clubes.

Enquanto português, endereço os meus parabéns pessoais sinceros a Eusébio, porque não sendo ele português de origem [é Moçambicano], à época era cidadão do império colonial, podendo assim representar o país na selecção nacional.

Parabéns pessoais, foi o que atrás escrevi... Porque, ao Benfica e àquilo que esse clube representa, antes e depois do 25 Abril/74, não desejo nada de bom. Goste-se ou não, o Benfica como clube, simboliza o centralismo crónico e discriminatório de que o resto do país e o Norte em particular, tem vindo a ser vítima. A esse símbolo, desejo justamente o mesmo que o doente deseja ao mal de que padece: que morra no inferno. E se for no da Luz, tanto melhor.

Agora, leiam isto:

Já imaginaram a quantidade de programas ditos desportivos e de "verdade desportiva" se produziam nos vários canais das televisões e dos jornais centralistas, se em vez do Eusébio, fosse um jogador do FCPorto a fazer as mesmas declarações? Já? Vá lá, não é preciso queimar os neurónios...Você já sabe.

Não, não serei eu quem vai seguir o exemplo da má-língua e da sacanice lisbonária e começar a malhar nas palavras que Eusébio, na sua ingenuidade característica de homem simples proferiu há muito tempo. Mas, só de imaginar a bagunça, os processos e as ameaças que por aí andariam se o mesmo se passasse com alguém ligado ao FCPorto, dá-me vontade de os esganar...