Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
O senhor Procurador não viu, não ouviu nem quer saber
É o JN ainda um jornal do Porto?
Há uns meses atrás li algures um post que inumerava instituições nortenhas consideradas de referência nacional. Aí eram citadas a Sonae, a Cin, a Rar e mais algumas, entre as quais o Jornal de Notícias. Mas será este um genuíno representante da nossa cidade? Tenho fortes dúvidas, pois tornou-se aparente uma deriva que puxa o jornal para o sul.
Na edição de ontem, duas notícias são profundamente irritantes pelo aspecto de nítida propaganda a valores sulistas.
A primeira é um artigo a duas páginas, ilustrado com numerosas fotos, com todo o aspecto de peça publicitária. Aliás já na véspera tinha sido publicada outra peça do mesmo teor. Enaltecem a Expo-98 com um tom exageradamente entusiasta, gabando todos os equipamentos criados e tentando mostrar como eles são vantajosos e agradáveis para os utilizadores (quase exclusivamente lisboetas, por certo!). É também largamente enaltecida a recuperação daquela zona ribeirinha, explicando como foi louvável e benéfica para a cidade. O título é bem elucidativo: "A herança de um evento que marcou o País". É óbvio que se trata de "cobra mandada". Querem-nos fazer engolir que o governo vá dar 400 milhões de euros para nova recuperação em Lisboa, agora na frente Cais do Sodré-Santa Apolónia, enquanto nos atira uma migalha de um milhão para a Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto. Não pretendo comentar este facto em si mesmo, aliás já muito comentado. De resto acho mesmo que nem merece comentários, tão miserável ele é. Apenas deve ser registado e nunca esquecido.
O meu propósito é outro. Como leitor do JN sinto-me profundamente insultado por esta tentativa de me atirarem areia aos olhos e quererem tomar-me por atrasado mental. E o caso é tanto mais grave quanto estou profundamente convencido de que a ordem para esta descarada decisão editorial não partiu da direcção do Porto. Isto vem com certeza do centro máximo de decisão, localizado, como é sabido, em Lisboa. Como "cesteiro que faz um cesto faz um cento" prevejo que a independência editorial do JN tenha terminado.
O segundo artigo a que me referi aparece na secção desportiva, a propósito da selecção de futebol. Os títulos não enganam ninguém: "Talentos de Alvalade dominam equipa das quinas" e depois " Leão é o rei de Portugal". Trata-se de tremendo elogio às "escolas do Sporting" que "continuam a formar talentos em série" e portanto " as garras do leão estão bem expostas na equipa das quinas". Segue-se referência à " fábrica de craques leonina" onde se formam "referências do futebol mundial".
Esta descarada e parcialíssima prosa sectária teria lugar apropriado no boletim do Sporting. No JN, nunca. Se toda a comunicação social de Lisboa nos despreza e ataca do modo mais vil o clube mais representativo da cidade, justifica-se que um jornal supostamente do Porto actue deste modo? É do domínio público que o big boss da empresa jornalística, é lagarto. Será que isto explica alguma coisa? E será que, como pergunto no título, o JN ainda é um jornal do Porto?
Os escolhos que podem afundar o referendo (2)
O grande escolho à regionalização é indiscutivelmente o prórpio governo. Os sucessivos governos não a têm querido, por muito que hipocritamente digam o contrário, ou então inventam alternativas, como a chamada reforma Relvas, para enganar os incautos. O próprio referendo de 1998 foi uma fraude, porque todos os partidos fizeram, o PS encapotadamente, tudo o que puderam no sentido de o sabotar. Outra técnica utilizada pelos governos há mais de 20 anos, é a invenção de pretextos que pretendem explicar que "naquele momento" o referendo é "inconveniente". Estou convencido que irá acontecer o mesmo em relação ao referendo prometido para a próxima legislatura. Qualquer desculpa servirá. Pode ser a crise monetária, o preço do petroleo ou o tamanho do buraco na camada de ozono.
Não me canso de lembrar que regionalizar é abdicar de poderes que hoje pertencem a um reduzido núcleo que é a essência do centralismo. Nenhum partido o fará a menos que a tal seja obrigado. Estou convencido que os nossos políticos conhecem perfeitamente as vantagens, para o país, decorrentes da regionalização ou da autonomização, mas a grande maioria deles põe em primeiro lugar os benefícios próprios, tendo chegado à conclusão que manter o status quo lhes é vantajoso. Assim como há o GQT (Governo Que Temos) há também os PQT (Políticos Que Temos).
Há outro tipo de obstáculo. A insuficiente divulgação do estatuto das regiões, dos critérios geográficos da sua divisão, do binómio regionalização-autonomização são, entre outros, obstáculos invisíveis mas reais. As pessoas não se sentirão motivas a votar se não se sentirem elucidadas. Tentarei falar disto num próximo post.
A minha alienação com o futebol é tal, que...
... o campeonato da Europa nem sequer começou e já estou enjoado.
E mudar as coisas?
A propósito da belíssima crónica do Manuel Carvalho abaixo publicada, o grande problema é que diz-se, escreve-se, protesta-se com base nas verdades mais elementares e não acontece nada. É tudo inconsequente. O Terreiro do Paço já está habituado aos nossos queixumes ou mesmo explosões justificadamente coléricas. Ri-se ou encolhe os ombros. Acham a coisa mais normal do mundo, ser o país a pagar as obras na cidade de Lisboa por ser a capital, como acharão natural que o investimento público previsto seja de 35% para Lisboa, 6% para o Porto, 5% para Braga, 4% para Aveiro. Acham a coisa mais normal do mundo encherem os ecrãs do espectro televisivo nacional com os seus problemas locais. Os seus problemas locais não são locais, são nacionais, pela razão simples de aquilo não ser um local, ser a nação. Como acharão normal que se diga que chove porque lá chove independemente de fazer sol em todo o país. O problema não é a constatação desta evidência. Nem sequer percebermos que o centralismo é o responsável primeiro pela desgraça da economia compensada pela impetuosidade do fisco, que o centralismo está a destruir este país, que todos esses usufrutuários dos desvios dos fundos nacionais para os locais dos seus interesses são autênticos autores de crimes de lesa-pátria.
O problema é como acabar com este estado de coisas! Como passar do queixume ao protesto! Do protesto ao clamor! Do clamor à vitória, salvando o país, do abismo ou do caixote de lixo para onde se dirige inexoravelmente... Nós sabemos como é. O que é preciso, é que todos o saibam também, sem ser preciso vir dizê-lo. Apenas por pensá-lo, por senti-lo e, consequente, por agir. Por agirmos, unidos por uma vez, como já não acontece há tantos anos, talvez há quase um século...
Pedro Baptista
(Blog Servir o Porto)
Lisboa e Paisagem
O que se discute é se a frente de obras da ribeira do Tejo é um projecto de interesse nacional capaz de justificar que todos os contribuintes do país as paguem, em vez da Câmara de Lisboa.Claro que é, como todas as requalificações de frentes ribeirinhas de Melgaço a Vila Real de Santo António.Só que para essas não há ajudas do Governo.
Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
Declarações irresponsáveis
*("não se pode exigir uma certeza absoluta aos jornalistas porque senão não há notícias").
Foram estas as declarações do Sr. Procurador. É caso para perguntarmos: terá o senhor Procurador acções de alguma empresa de notícias?
O despertar tardio de Rui Rio
Apesar de não ter passado a usar óculos, nem ter sido operado às cataratas, Rui Rio passou, de repente, a ver melhor. Descobriu que o Governo Sócrates concentra os grandes investimentos públicos na região de Lisboa e faz vista grossa ao Norte. Foi a frente ribeirinha, que Sócrates quer que seja a obra emblemática do seu consulado, que fez acordar Rio, que não leva bem que o Turismo de Portugal contribua com 70 milhões de euros para esta empreitada.
“Quantos anos são necessários para o Turismo de Portugal dar 70 milhões ao Porto? Se calhar 70 anos”, ironizou.
Rio acordou tarde, Mas, como diz o povo, mais vale tarde do que nunca. Qualquer ainda o apanhamos a fumar (não num local proibido, como o outro, porque o autarca é um cidadão cumpridor da lei), a defender a Regionalização e a frequentar o Estádio do Dragão.
Para o ano há eleições autárquicas.
Jorge Fiel
"Os números não enganam"
Para recolocar uma velha discussão no seu devido lugar aqui vai, segundo o Site Futebol Finance, o verdadeiro nº de adeptos que os clubes portugueses têm. Como sabem, futebol não é apenas o conjunto de pessoas que se reúnem nos estádios para assistir a um jogo: além das óbvias conotações políticas em volta dos clubes símbolo, também há muita economia e negócio. E neste campo a cidade do Porto tem um enorme potencial que continua a ser teimosamente ignorado pela Câmara.
PORTUGAL - Liga Portuguesa de Futebol Profissional, 2003*:
1. Benfica - 4,1 milhões (38,8%)
2. Porto - 2,6 milhões (24,4%)
3. Sporting - 2,1 milhões (20,2%)
E também o nº total de espectadores na última Bwin Liga:
1º Porto 579.481
2º Benfica 563.368
3º Sporting 440.712
4º V.Guimarães 293.671
5º Braga 234.211
6º Académica 103.087
* Sendo estes números de 2003, é provável que o FC Porto tenha até melhorado ainda mais o seu desempenho no que toca à popularidade.
Publicado na Baixa do Porto
por António Alves
Venham mais vozes
Dois exemplos:
"Goste-se ou não de Rui Rio ele tem sido um voz inconformada com a situação subalterna a que o Governo tem remetido o Porto em relação a Lisboa, veja-se o arrastamento da segunda fase do Metro, a indecisão sobre a questão do aeroporto Sá Carneiro, o tempo que demorou a "montar" a SRU, a falta da Autoridade Metropolitana de Transportes e outras pequenas questões avulsas mas que, tudo somado reflectem uma atitude mental e política que não deveria ser denunciada só pelo presidente da Câmara portuense e por figuras da sociedade civil fora dos partidos".
Terça-feira, 20 de Maio de 2008
O Português da Galiza
Milhares de manifestantes percorreram ontem as ruas de Santiago de Compostela, na Galiza, em defesa da língua galega, criticando a alegada tentativa estatal de impor o uso do castelhano naquela região autónoma espanhola. Sob o lema "Pelo direito de vivermos em Galego", os manifestantes, cerca de 25 mil de acordo com a organização, não temeram o fim de manhã chuvoso e responderam ao apelo lançado pela Mesa pela Normalização Linguística.
De Lisboa, o Govêrno empenha-se em criar a discórdia e o divisionismo, na Galiza aproximam-se e reivindicam a língua portuguesa. Não era mais fácil para ambos decidirem em que país querem ficar?
Manoel de Oliveira
Talvez mais do que o próprio visado, faço questão de realçar que é um homem do Porto, o cineasta mais idoso do mundo (velhos são os trapos) ontem homenageado em Cannes. Por razões óbvias, teve de montar casa no estrangeiro próximo, num país chamado Lisboa que a par de Taiwan ainda não foi reconhecido pelas Nações Unidas.
Lá fora, são-lhes reconhecidos os méritos. Por cá, refinam-se as invejas do costume, tenta-se minimizar o êxito dos melhores ao mesmo tempo que se promove e enaltece os medíocres. Como no futebol...
Nem sempre o que é comercial é bom, e porque é essa a bitola que rege erradamente a qualidade, há quem se aproveite desse conceito ilusório para acinzentar as qualidades dos que saem do padrão ordinário. À imagem do realizador sueco Ingmar Bergman, Manoel de Oliveira foge aos padrões bélico-pornográficos de Wollyood, mas a verdade é que - sem presunção de fingido intelectual -, gostava muito de ver os seus filmes. Faz todo o sentido a expressão de Jean Luc Godard sobre este cineasta, quando disse : "o cinema não é um ofício, é uma arte!"
Parabéns portanto a Manoel Oliveira, pelos seus produtivos e tenros 100 anos de vida.
Sr. Pacheco Pereira, há promiscuidade na Câmara de Lisboa?
Como devem saber, a SIC Notícias costuma transmitir às quartas-feiras a "Quadratura do Círculo". com Lobo Xavier, o intelectualóide Pacheco Pereira e - agora - o caloiro António Costa.
Recomendo portanto que amanhã, dêem uma olhadela ao programa (não que ele sirva para algo de relevante), para verem se Pacheco Pereira vai ou não fazer qualquer referência à tal promiscuidade entre a política e futebol que tão mal estar lhe provocava quando o FCPorto festejava na Câmara as suas vitórias.
Pode até ser que me engane, mas palpita-me que se vai esquecer...
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
O Dia Seguinte da SIC
Não resisto, é impossível deixar de observar a baixeza de carácter e desonestidade intelectual dos opositores do Dr. Guilherme Aguiar no programa "O dia seguinte", na SIC.As falsas ofensas
SOBRE A VITÓRIA DO SPORTING NA TAÇA DE LISBOA
Ponto 1
Ponto 2
Ponto 3
PS-Tenho sérias dúvidas que o FCP consiga vender Quaresma pelo valor da cláusula dos 40 milhões de euoros ou (como PdC ironiza, mais euro, menos euro). Suponho que vamos ter mesmo de ficar com ele para a próxima época. A não ser que o FCP baixe a fasquia para metade. Mesmo assim, a ser tão intermitente como foi (sobretudo esta época), duvido que Quaresma se aguente muito tempo num clube de top. Lá fora não querem génios em part-time.
Domingo, 18 de Maio de 2008
Luís Filipe Vieira, o gangster protegido do regime!
Esta notícia saiu na última página do JN de ontem e por esquecimento não lhe fiz referência.
AVISO À NAVEGAÇÃO

Ponham algodão nos ouvidos ou cortem simplesmente o som.
Em alternativa, se não quiserem abdicar do som, façam de conta que estamos no tempo do Salazar... Talvez seja a atitude correcta.
Sábado, 17 de Maio de 2008
RELAÇÃO DE MARCAS DE LIXO TÓXICO
Estranha-se e depois repugna
Tal como eu tenho vindo a alertar, também José leite Pereira, no seu estilo discreto, vem afirmar que o que se está a passar é bem mais do que futebol.Mas está na hora de começar a reagir e começar a fazer pagar todos aqueles que de um modo ou de outro potenciam e beneficiam desta vaga de portofobia em curso. A começar, por exemplo, pela empresa detentora de um dos pasquins que mais se tem notabilizado pelo ódio que nutre à cidade do Porto. Por estranho que pareça, essa empresa, a COFINA, tem até sede nesta cidade. Julgo que é chegada a hora de sentirem na carteira a nossa repugnância. Todos os produtos desta empresa renegada devem ser boicotados pelos portuenses. São eles:AutoMotor Correio da Manhã Destak Máxima Máxima Interiores JNegócios PCGuia Record Rotas & Destinos Semana Informática
Publicada por António Alves
Comentário sério de um anónimo não portista
# autor desconhecido
17 de Maio de 2008 14:12
O Portugal em que vivemos hoje
Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode por um piercing.
O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno. Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida do trabalho.
Um marido oferece um anel à mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro. O Estado que gasta 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos porque não tem dinheiro. Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; cada Ministro tem 4 polícias guarda-costas; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza. Num café, o proprietário vê o seu estabelecimento ser encerrado só porque não tinha uma placa a dizer que é proibido fumar. Um cão ataca uma criança e o Governo faz uma lei.
Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é de causas sociais. O IVA de um preservativo é 5%. O IVA de uma cadeirinha de automóvel, obrigatória para quem tem filhos até aos 12 anos, é 21%. Numa entrevista à televisão, o Primeiro-Ministro define a Política como 'A Arte de aprender a viver com a decepção'. Estaremos, como Portugueses, condenados a aprender a viver com este Primeiro-Ministro?
Renato Oliveira
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Multar ou Caçar Multas?
Declaração de interesses. Há umas semanas atrás, fui apanhado à vertiginosa velocidade de setenta e tal km/hora, na Circunvalação, a meio da manhã de um dia útil, em zona sem tráfego significativo, sem peões a circular, sem ruas transversais ou saídas de prédios. Paguei uma multa exagerada e arrisco-me a ficar sem carta de condução por um período de 1 a 12 meses.
Hoje, há bocado, lá continuava a prestimosa corporação, na mesma Circunvalação e praticamente no mesmo local, a caçar incautos.
Não tenho nada contra a PSP, pelo contrário. Também não alinho naquela vulgarizada opinião de que toda e qualquer coima por infracção rodoviária, ou de outra natureza, é uma "caça à multa". Simplesmente é verdade que a caçã à multa existe e este é um desses casos. Pergunto em que é que a segurança da circulação rodoviária, isto é a segurança de bens e pessoas, melhora pelo facto de se "caçarem" condutores apanhados a circular, naquela quase auto-estrada, a 70 ou 80 Km/h. Pergunto também se esta atitude da PSP contribui para o prestigio da corporação.
Em contra-partida, precisamente também hoje, eu e muitos outros condutores ficamos parados na faixa descente da Av.da Boavista, por duas vezes, ambas nas cercanias de dois estabelecimentos de ensino, e isto porque as pressurosas mães que vão buscar as suas criancinhas às referidas escolas, param e esperam por elas em plena faixa de circulação, muitas vezes fechando-a totalmente. As buzinadelas são o único recurso de que os "engarrafados" dispõem, mas revelaram-se de pouco efeito. Enquanto esperava que a condutora dum flamejante Mercedes (nada contra!) resolvesse acabar por encostar à direita ( em segunda fila, claro) assim desentupindo a avenida, pensei se os polícias entretidos a multar gente na Circunvalação, não seriam melhor empregues naquele local, a impedir que pessoas provavelmente com muito dinheiro mas com pouco civismo ou pouca inteligência, complicassem a vida dos outros. Será tão difícil as chefias da PSP perceberem isso?
Peço desculpa pela falta de originalidade deste post, mas é a forma que encontrei de aliviar a minha indignação.
p.s. Depois de se saber que a ASAE impõe aos seus funcionários quotas de multas e quejandos, estou a admirar-me de quê?
Maldito futebol
Em Portugal, é comum ser adepto de futebol, e essa é uma condição que tolhe a racionalidade. Em Portugal, que tem, cada vez mais, um só centro de decisão, os cordelinhos são maioritariamente movidos por gente que, mais do que nas virtudes da pátria ou no milagre de Fátima, acredita nas propriedades patogénicas do presidente do F. C. Porto. Ou seja, como os que mandam e julgam, regra geral, odeiam mais o Pinto da Costa do que amam as próprias mães, é impossível que haja equilíbrio. Adeptos que são - e essa é a camisola que mais custa a despir -, agem como tal, mesmo que escondidos atrás do diáfano manto da incorruptibilidade.
P.S. - E mais, não posso deixar de dizer mal desse "Lone Ranger" fanhoso que encheu os programas televisivos, dizendo que é bom todos os dias e que, fizesse ele as leis, mais implacável e justiceiro seria.
O meu comentário:
Só não concordo com o chavão de "o futebol tolher a racionalidade". O que tolhe a racionalidade não é a paixão clubística ao futebol, é outra coisa muito simples que se esconde atrás dela: a desonestidade moral e intelectual dos indivíduos.Muitos outros padecem desse mal e não querem saber do futebol para nada. Estou a lembrar-me de um autarca...
Procuram-se, procuradores sérios
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
PLACA TOPONÍMICA DA RUA CORONEL ALMEIDA VALENTE
-------Mensagem original-------
De: Rui Valente
Data: 07-05-2008 16:13:07
Para: Direcção Municipal da Via Pública (CMP)
Assunto: PLACA TOPONÍMICA DA RUA COR. ALMEIDA VALENTE
À ATENÇÃO DO EXMO. SR. ENGº., SÉRGIO BRANDÃO
Exmos. Senhores,
Faz hoje exactamente 48 dias (19-03-2008), que o Sr. João Aguiar, coordenador desse departamento, me telefonou a informar que o assunto supra referenciado seria resolvido com toda a diligência, ainda que sem me ter apresentado qualquer prazo. Pela atenção e simpatia demonstradas, aceitei dar mais algum tempo, procurando compreender, tanto quanto possível as v/ dificuldades para resolver um problema simples, como este deveria ser. Desde então, nunca mais me foi dada qualquer informação sobre o andamento do processo e a placa continua por substituir.
Muito antes dessa data (19-03-08), já me tinha desdobrado em contactos (e-mails) para vários dos v/ departamentos camar









