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26 março, 2012

Quem quer afinal o insucesso do FCPorto?

Como é possível, a pretexto dos nossos afectos clubistas, ver uma equipa que o ano passado ganhou praticamente tudo que podia ganhar, interna e externamente, a praticar um futebol miserável, durante quase toda esta época, e imaginar que isso não está relacionado com a competência do treinador? Como é possível observar, jornada após jornada, o mau desempenho colectivo de uma equipa, espelhado no rosto impotente de um treinador, sem lhe apontar o dedo?  Só porque matematicamente ainda não perdemos o campeonato? Mas que masoquismo é este! Nem no futebol conseguimos ter sentido crítico? E o balanço do que entretanto já se perdeu esta época, não interessa? Será essa a melhor forma de darmos apoio ao nosso clube? 

Caros amigos, continuo a pensar que num espectáculo [e o futebol, é sobretudo um espectáculo], há os actores, e se uns, por serem bons, merecem ser aplaudidos, os maus não raramente justificam uns assobios. Caso contrário, deixa de fazer sentido a interactividade do público. Tudo isto, claro, não pode nem deve levar os espectadores a excessos, porque esses são sempre contraproducentes, mas entre uma assobiadela relaxante e o arremesso de pedras, ou very-lights, vai uma distância muito grande. A propósito, seria importante tentar perceber por que é que, agora, exceptuando as claques, muitos espectadores se tornaram aburguesados e tristonhos, para depois não nos queixarmos da falta de alegria no futebol.

Vão-me desculpar aqueles que não aceitam críticas objectivas a um treinador, só porque sim. Mas, por mais que a paixão ao clube nos possa tolher o espírito, antes de sermos adeptos somos pessoas, independentes, e não uma multidão acéfala de fanáticos da IURD. Todos os portistas querem o melhor para o clube, e tem de existir sempre essa premissa para aceitarmos as diferentes reacções. No que me diz respeito, nem Victor Pereira passará a ser um bom treinador, caso venha a ganhar este campeonato, nem quem o apoia perderá o estatuto de bom adepto, caso o perca. 

No final da época, ninguém gozará de privilégios especiais ou merecerá severas censuras pela forma como avalia as prestações do técnico do clube. Há quem não saiba quando deve criticar o clube e quando o deve apoiar incondicionalmente. Eu nunca o farei para dar trunfos aos nossos adversários. Esses, estarão sempre do lado de fora das minhas prioridades. As nossas críticas, têm de ser para o clube e para o bem do clube. No caso Victor Pereira, só me resta esperar que não afunde mais o "barco" FCPorto, porque confiar nas suas capacidades, francamente, já não confio há muitas e angustiantes jornadas. E não me interessa nada saber que o tempo me está a dar razão. Enquanto portista, ter razão neste contexto, é sempre uma perda.

21 março, 2012

FCPorto - Só nos resta o Campeonato, vamos lá vencê-lo!

A respeito do jogo de ontem na Luz para a Taça da Liga, entre o FCPorto e o Benfica, uma curiosidade: o resultado foi igual [3-2], mas o vencedor foi diferente. Ainda bem que o FCPorto venceu o do Campeonato, que é muito mais importante, e perdeu o da Liga, embora tenha alguma dificuldade em perceber porque é que um clube como o FCPorto se sente obrigado a participar nesta competição, com todos os riscos que tal acarreta e sem as vantagens proporcionais. Entrar numa competição para ganhar, e dizer previamente que ela não tem muito interesse para o clube, parece-me ser um tanto incoerente e pouco motivador para os jogadores. Por isso me surpreendeu a atitude dos atletas do FCPorto, que mais uma vez se auto-motivaram, confirmando a opinião daqueles que dizem que este ano só se sentem motivados para jogar contra o Benfica, na Luz... 

Já sabemos que não se pode ganhar tudo, e sempre. A questão é que este ano, exceptuando a Super-taça, o FCPorto tem vindo, paulatinamente, a ser afastado das competições de maior relevo em que estava envolvido, como a Champions, a Taça de Portugal, a Liga Europa, e agora esta, ainda que de menor estatuto. Já escalpelizei por demais a questão do treinador, mas ontem, fiquei com a nítida sensação que o veredicto que lhe fiz estava correcto. Victor Pereira não controla a sua equipa. 

Ontem, quando o resultado estava em 1-2 a favor do FCPorto depois de uma reviravolta promissora, aconteceu aquilo que tem sido a imagem de marca deste Porto de Victor Pereira, a equipa deslumbrou-se, abrandou o ritmo de jogo, começou a relaxar na pressão alta, deixando os adversários a uma distância de 2 e 3 metros, o que lhes permitiu a aproximação com perigo da nossa área. A partir desse momento, pensei, como noutros jogos, que mais uma vez o FCPorto estava a semear o veneno que o costuma matar, isto é, a criar condições para sofrer o golo do empate. E foi o que aconteceu. Quem estava comigo a assistir ao jogo pôde testemunhar que adivinhei o golo do Benfica, à semelhança do que aconteceu noutros jogos e com equipas mais fracas, e no entanto não tenho dotes premonitórios. Com Victor Pereira estas situações são recorrentes. Quando a equipa treme, mesmo depois de estar a jogar bem, de se auto-motivar, os jogadores parece que não têm ninguém no banco capaz de os acordar, que lhes dê um berro, que acene, que enfim, dê algum sinal de inconformismo, de modo a que o grupo se recomponha. A equipa fica orfã de liderança. Ontem, jogamos algumas vezes bem, outras até dominamos, mas voltamos a falhar na consistência de jogo e na concentração. Resultado: perdemos mais um troféu.

Desculpas, podemos escolhê-las às dezenas, e algumas pertinentes. Os árbitros, por sistema, preferem errar mais para o lado do FCPorto do que para o dos adversários, e então quando o opositor é o Benfica exageram. O país em que estamos não é só centralista e desonesto na política, é-o em tudo, e o futebol não podia escapar. Não lutámos politicamente contra estas discriminações pensando que o "contra tudo e contra todos" faz milagres, e o resultado é isto. Podemos dizer que alguns jogadores não estão rotinados nos lugares [como Alex Sandro e Mangala], mas são desculpas. O FCPorto vencedor da Liga Europa e do Campeonato Nacional e da Taça do ano passado dispõe praticamente dos mesmos jogadores. Só perdeu Falcao, embora não se tenha reforçado como se impunha para o seu lugar. Será que isso explica uma mudança tão radical? Villas Boas foi embora sem avisar atempadamente, isso pesa, é verdade. Pinto da Costa fez uma aposta de risco in extremis. A culpa será dele? Eu acho que este ano, é um ano para esquecer. A par de alguma deficiente programação, esta época caracterizou-se também pelo azar. Mas não foi tudo. Não houve uma voz a pôr ordem no balneário, a lembrar aos atletas que os comentários nos twitters e nos facebooks não eram recomendáveis, sobretudo os do âmbito profissional.

Até aqui dizíamos que ainda nada estava perdido, agora podemos dizer que o pouco que há para ganhar é muito: o Campeonato Nacional. É isso que como portista fervoroso ainda almejo. Mas, apesar disso, se ganharmos o campeonato, não creio que o FCPorto seja o clube ideal para Victor Pereira crescer enquanto treinador. Os riscos são demasiado elevados e o preço nem se fala.   

18 março, 2012

Basquete - FCPorto na final da Taça de Portugal


O norte-americano Robert Johnson foi este sábado decisivo a apurar o FC Porto para a final da Taça de Portugal de basquetebol, impondo-se nos instantes finais do triunfo 66-62 sobre o Benfica, num emotivo espectáculo em Fafe, onde estiveram cerca de 1.500 espectadores.
Johnson (19 pontos e sete ressaltos), o jogador mais valioso do desafio, decidiu quando a 10 segundos do fim converteu 2 lançamentos livres e, na resposta “encarnada”, roubou a bola a Theodore Scott, permitindo a Carlos Andrade sentenciar com mais 2 lançamentos livres, após a correspondente falta.
Apesar de nem sempre ter sido bem jogado, o desafio foi intenso e, além dos detalhes, o triunfo “azul e branco” (esta época tinham perdido os dois embates anteriores com o rival) foi consubstanciado na forma como conseguiu travar o forte jogo exterior do Benfica no segundo tempo: os pupilos de Carlos Lisboa não fizeram qualquer ponto desta forma, contra os 21 da primeira.
O Benfica pareceu adormecido nos instantes iniciais em que o FC Porto chegou facilmente aos 9-2, no entanto os “encarnados” despertaram para o jogo exterior (4/6 em triplos) e, com um parcial 11-0, passaram para a liderança (14-10) que foram mantendo.
João Gomes destacava-se com 8 pontos e 3 ressaltos, enquanto nos “dragões” a “estrela” Gregory Stempin chegou ao intervalo com apenas um ponto e sem qualquer êxito na luta das tabelas, que somente conseguiria aos 24 minutos.
A perder 21-15 no primeiro período, o FC Porto continuava sem conseguir estancar o jogo exterior “encarnado” (7/10, contra 4/13 do “dragão”) nem parar Betinho (15 pontos e seis ressaltos até ao intervalo), nem um líder em campo que lhe permitisse contrariar as mais consistentes soluções de banco do rival.
A equipa de Carlos Lisboa deteve sete de vantagem, permitiu reduzir até 2, mas chegou ao intervalo com os mesmos seis de avanço (38-32), no parcial mais equilibrado (17-17).
Os campeões nacionais recuperaram terreno no terceiro período, marcado por mais erros mútuos e com vigilância mais atenta a João Gomes, com apenas 2 pontos.
O jogo estava instável e Carlos Lisboa pediu tempo para serenar os seus pupilos (Theodore Scott chegava à quarta falta) que nos instantes finais mantiveram viram Diogo Carreira assegurar a vantagem magra (48-47) com que iniciaram os 10 minutos finais.
O comando no marcador foi sendo alternado e a 1.28 minutos do fim dos portistas tinham vantagem de quatro (57-61), mas a 15 segundos do “gongo” registava-se empate 62-62: foi então que Robert Johnson marcou 2, roubou a bola ao ataque encarnado e assim permitiu aos “dragões” esperarem agora pelo resultado do Sampaense/Académica para saber qual o outro finalista.
Presentes em todas as finais
No final do jogo, o treinador do FC Porto, Moncho Lopez expressou o seu contentamento: “Estamos muito contentes, porque ganhamos uma meia-final, mas nada mais do que isso. É uma satisfação jogar no domingo outra final, pois estivemos presentes em todas esta época.
Admitindo que na primeira parte a equipa não conseguiu travar “a ascendência do adversário”, o técnico portista explica que depois o FC Porto fez “um grande trabalho defensivo”, o que “permitiu equilibrar o marcador e, a pouco e pouco, construir a vitória”. “Gerimos muito bem as emoções”, sublinha Moncho Lopez.
“A vitória do FC Porto poderia ter sido nossa. Poderia ter caído para um lado ou outro. Foram detalhes. Uma bola que entrou e outra que não”, disse por seu turno Já treinador do Benfica, Carlos Lisboa.
“Além da grande disparidade em termos de lances livres (24-9 para o FC Porto), foi um grande jogo de propaganda para o basquetebol. A modalidade está de parabéns e nós tristes por termos perdido”, concluiu o técnico encarnado.
Este domingo, 18 de Março, o FC Porto defronta a Académica, que venceu o Sampaense. O jogo é às 15h30.

12 março, 2012

As decisões que tardam no FCPorto, mas faltam

Ontem, dei a minha opinião àcerca da capacidade de liderança de Victor Pereira, actual treinador do FCPorto,  esperando ter sido suficientemente explícito e correctamente interpretado, porque nada tenho de pessoal contra ele. Pelo contrário, embora não o conheça pessoalmente, a impressão que tenho é que se trata de uma pessoa estruturalmente honesta e dedicada ao clube. 

Hoje, tenciono dizer algumas coisas de natureza administrativa sobre o Futebol Clube do Porto, e daquilo que se podia ir fazendo, e ainda não se fez, para evitar que determinado tipo de problemas   contaminem o clube. Refiro-me a umas quantas medidas de carácter disciplinar, para pôr cobro a certas declarações proferidas por atletas no activo passíveis de gerar situações potencialmente nefastas ao grupo de trabalho.

As redes sociais, como o Facebook e o Twitter, são hoje em dia, uma forma de comunicação apreciada e usada por muita gente, incluindo os jogadores de futebol, às quais os clubes têm rapidamente de saber adaptar-se e proteger-se, sob pena de, se não o fizerem, poderem hipotecar a privacidade necessária ao seu bom funcionamento. Para tal, urge incrementar um conjunto de regras internas que devem ser transmitidas clara, e categoricamente, aos atletas mal chegam ao clube. Informá-los, que enquanto forem atletas ao serviço do FCPorto, e por este pagos, não serão toleradas afirmações públicas que possam interferir na estabilidade do grupo, como por exemplo, manifestar vontade de jogar noutros clubes.

Suponho que, se regras dessas forem devidamente apresentadas e implementadas, sem beliscar a liberdade pessoal dos jogadores, mas de forma assertiva, eles cedo se aperceberão que não estão num clube qualquer, que o FCPorto não é um simples apeadeiro para outras viagens, mas sim um clube respeitado, com um notável currículo nacional e internacional, tão bom ou melhor que outros, financeiramente mais ricos. Que é um clube onde quem chega, tem de chegar para triunfar, do primeiro ao último dia de contrato. Seria fundamental passar-lhes esta mensagem. Lembrar-lhes, que enquanto estiverem contratualmente vinculados ao clube, é sua obrigação estar com ele, de corpo e alma. Chegaram, assinaram com o FCPorto, a partir desse momento, são portistas! Terá de ser esse o chavão, ou parecido.   

Estranha-se pois que medidas deste tipo ainda não tenham sido traçadas num clube como o FCPorto, habituado a blindar-se como nenhum, contra todas as adversidades. Afinal de contas, a Net e as redes sociais não apareceram ontem. E o facto, é que alguns jogadores continuam a falar com demasiado à vontade para tudo quanto é media sobre eventuais saídas para outros campeonatos, contra aquilo que seria norma, em tempos idos...

Estranha-se ainda mais, que sendo o FCPorto o clube mais causticado do país por uma comunicação social  sectária, ostensivamente empenhada na produção de programas vocacionados para o prejudicar, tanto no plano ético, como no desportivo, não tenha ainda engendrado no Porto Canal [que gere], maneira de se defender em tempo útil desses ataques soezes, deixando transparecer [por omissão] para a opinião pública, uma postura subserviente e consentida. 

Este FCPorto anda de facto muito estranho. O que se estará afinal a passar? Temos uma ferramenta preciosa, como é o Porto Canal, e não queremos tirar partido dela? Ou, não sabemos? O que se passa?

23 fevereiro, 2012

E a razão mandou no coração

Imagens raras no FCPorto
Não gosto de exageros, e a crítica é frequentemente vulnerável aos exageros, mesmo quando pretende ser construtiva. Ninguém é tão bom como às vezes se pensa, nem tão mau como parece. No entanto, existem casos onde, na ausência de uma reacção atempada às críticas negativas se tem de tolerar algum radicalismo. Na política, por exemplo. Estamos cansados de saber que a Regionalização em Portugal não vai lá com falinhas mansas e que a competência dos políticos não se consegue por decreto. Daí só restar ao comum cidadão a crítica mordaz, o humor, ou a ridicularização dos actores políticos. A democracia em Portugal não oferece aos eleitores alternativas mais sérias para se livrar rapidamente dos maus governantes. 

No futebol as coisas já são um bocadinho diferentes. Ao contrário da política, há uma ligação de afectos dos adeptos ao clube mais do que uma ligação de interesses. Na política partidária, os lobbys predominam sobre todo o resto. Não devia ser assim, mas a realidade é essa.

Faço esta comparação, porque discordo das reacções apressadas, e às vezes agressivas, daquelas pessoas que começam a berrar para os jogadores ainda antes de estes tocarem na bola, e que lançam todo o tipo de afrontas ao treinador quando as coisas não correm bem. É preciso ter calma e dar tempo ao tempo.

Pois bem, de não ter tido tempo, é coisa que o actual treinador do FCPorto não se pode queixar. As responsabilidades que se lhe não podem assacar, são a saída inesperada de Villas Boas, a não contratação de um ponta de lança de qualidade para ocupar a vaga de Falcao, e a vinda extemporânea de Alex Sandro e principalmente de Danilo [que agora se lesionou].  Tudo mais, é da responsabilidade do treinador. Refiro-me, naturalmente às questões técnico-tácticas, físicas e psicológicas. 

Não vou especular muito sobre em qual dessas vertentes é que me parece que está a falhar Victor Pereira, mas há uma, da qual não consigo deixar de falar, porque salta aos olhos [e aos ouvidos] de quem está atento: o discurso. Victor Pereira, pode até ter a confiança de Pinto da Costa, mas seguramente que a tem hoje menos que teve ontem, e [a continuar assim], que terá amanhã. Terminado o descalabro de ontem, só lhe cabia a ele colocar o lugar à disposição, em vez de repetir um discurso de combatividade em que já ninguém acredita, incluído, ele próprio. Assim, deixaria a Pinto da Costa a responsabilidade do que acontecer no futuro, caso se mantenha agarrado ao lugar com os resultados que se adivinham. É verdade, que o momento recomenda algum bom senso, porque os vermelhos perderam 3 pontos e o FCPorto recuperou outros 3, deixando em aberto a luta pelo título. Mas, pergunto: terá Victor Pereira capacidade depois de uma derrota copiosa, para moralizar os jogadores de forma a ir ao "campo dos túneis" e discutir taco a taco o resultado?

Não, não precisam de responder, porque sei que neste momento não haverá nenhum adepto, por mais fervoroso que seja, que tenha muita esperança nessa possibilidade. Só resta mesmo a fé do coração, e essa às vezes, funciona, mas não foi só com esse tipo de fé que o FCPorto nos habituou a vencer e a ultrapassar os obstáculos mais difíceis, foi com a fé da competência. Se juntarmos a estes factores a protecção de que o clube do regime cronicamente beneficia dos árbitros, será mesmo muito complicado ultrapassá-lo na tabela classificativa. Isto, partindo do princípio que vamos ganhar domingo ao Feirense e que os vermelhos se safam em Coimbra, com a Académica...

Poder-me-ão acusar de pessimista, mas no íntimo, tenho a certeza que pensam como eu, o que não quer dizer que possamos prever com plena segurança o futuro. Tudo é possível, mas entre o possível e o provável, há uma distância sensata de realismo que não devemos desprezar. Há casos, em que um tiro basta para matar uma criatura e que, fazer-lhe o óbito só depois de lhe ver o corpo cravado de balas, tipo passador, já não é fé, é virar as costas aos factos. 

   

13 fevereiro, 2012

Victor Pereira

Victor Pereira
No dia em que deixar de pensar pela minha própria cabeça, perderei a minha liberdade, e se há coisa que eu não quero perder, é a minha liberdade. Até porque é a única coisa válida de que [ainda] podemos desfrutar, desta democracia apalhaçada.

Como qualquer portista que se preza, gosto do FCPorto, e detesto ver o meu clube e quem o representa, do Presidente, ao roupeiro, nas bocas do mundo, e dos seus inimigos [adversários era assim que se chamavam antigamente], que são muitos, como se sabe, fruto de campanhas difamatórias levadas a cabo há longos anos pelos media centralistas e por jornalistas mercenários, sem pingo de dignidade. A esses, jamais darei oportunidade de comentarem aqui. A porta está-lhes fechada. É como quem guarda a casa de ladrões...E é, ao mesmo tempo, a única arma que me resta para mostrar quanto é forte e convicto o meu desprezo por toda essa canalhada.

Dito isto, estou à vontade para dizer o que penso de Victor Pereira. Não acredito nele, enquanto treinador. Como pessoa, nada tenho a apontar, até porque não o conheço, mas enquanto treinador, faça ele o que fizer no futuro acho que já teve tempo de sobra para mostrar o que vale, e quanto a mim, as valias não se têm mostrado famosas.

Tenho consciência, que ao criticar Victor Pereira estou implicitamente a criticar Pinto da Costa, que foi afinal quem decidiu dar-lhe a suprema oportunidade de treinar uma equipa de top como é a do FCPorto, mas o certo é que ele não está a saber aproveitá-la. E quando digo que não acredito em VP, "faça ele o que fizer", não estou a dizer que se ele vier a ser campeão me recuso a reconhecer-lhe valor por mero capricho, estou a dizer apenas que para se ser um treinador de sucesso é fundamental que tanto os adeptos como, principalmente, os jogadores, sintam cedo essa liderança. E é isso que falta a VPereira.

Antes de prosseguir, importa-me salientar um detalhe. Pinto da Costa, não estava [creio], propriamente certo da saída de André Villas Boas, porque se o estivesse, se tivesse tido mais tempo para ir ao mercado à procura de um novo treinador, duvido que optasse pela opção Victor Pereira. Acontece aos melhores. Desta vez, as circunstâncias [e Villas Boas], empurraram Pinto da Costa para a decisão mais difícil, e consequentemente, para a mais falível. Mas Pinto da Costa pode falhar, porque o seu histórico enquanto dirigente fala por si, e não belisca em nada a sua competência. Portanto, apoiar o clube sim, esconder o que os meus olhos vêem das performances do actual treinador, é que já não consigo. É claro, a Pinto da Costa, na qualidade de Presidente, e enquanto for matematicamente possível, compete-lhe apoiar o treinador que ele próprio escolheu, mas ao adepto não se lhe pode exigir o mesmo. Eu sou tanto adepto, como sou cidadão. Se critico os maus governantes, também posso criticar  maus treinadores. Primeiro, está sempre o clube, esse permanece.

Vou directo ao assunto. Incluídas as vicissitudes da pré temporada [e foram muitas], que de facto não ajudaram muito à coesão e à preparação do plantel, a verdade é que Victor Pereira já teve tempo de sobra para afinar a equipa. Ontem, uma das coisas que mais me incomodou foi ver o grupo a jogar a passo de caracol, sem detectar sinal do treinador, no sentido de instruir os jogadores a imprimirem mais velocidade ao jogo. É confrangedora a dificuldade de VPereira para ler os jogos e agir em conformidade. Ontem, acima de tudo, pedia-se mais velocidade e mais pressão, coisa que durante a primeira parte não aconteceu. Depois, havia um jogador, Varela, que estava nitidamente em baixo rendimento, e que apesar de defender melhor do que aquele que veio a substituí-lo, James Rodriguez [só na 2ª.parte, e a mudar o rumo dos acontecimentos], há muito que vem dando sinais de instabilidade. Ora, se o treinador, aposta em Varela porque lhe dá mais garantias defensivas, será que não estará a fazer o mesmo com o James Rodriguez e a hipotecar as performances ofensivas? James, não será um relógio suiço, é verdade,  mas esta época quem o terá sido? Hulk? Maicon? João Moutinho? Álvaro Pereira? Guarín? Belluschi? Otamendi? Não será a equipa toda que está mal? De quem será essa responsabilidade? Dos jogadores? Então, os treinadores o que é que estão lá a fazer?

Há aspectos este ano, que estão a correr nitidamente mal, e é preciso falar deles. Mesmo consideradas as dificuldades próprias da gestão do sucesso, porque a época anterior foi sensacional, as desmarcações são imprecisas, revelam pouco treino, ou um treino defeituoso, senão já teriam sido aperfeiçoadas. Os passes são previsíveis, demasiado fortes, ou demasiado fracos, e demasiadas vezes errados, permitindo uma coisa que era impensável aqui há uns anos, que é ver as equipas visitantes no Dragão a circular demasiado a bola. A velocidade é inconsequente e as jogadas perdem-se com uma frequência exasperante . Enfim, subsiste no grupo, uma indisfarçável dificuldade em circular a bola, e em elaborar jogadas de ataque objectivas. A quantos jogos pudemos nós este ano assistir com alguma consistência técnica, do princípio ao fim? Para quem se deve virar o adepto se a equipa evolui pouco? Para o porteiro? Para o Presidente? Para a SAD?

Que diabo, quer queiram ou não, é ao treinador que compete alterar a produtividade do conjunto, e a mais ninguém. Não se trata de crucificar ninguém, é assim mesmo, e ponto. Então, como explicar o endeusamento que se faz a treinadores de top como Mourinho, Wenger e Guardiola?  Não é porque ganham, mas também porque produzem bom futebol? Alguém terá coragem para lhes retirar o mérito? Não! E nem sequer seria justo. Mas, o inverso também existe, por muito que isso nos custe.

As críticas valem o que valem, mas devem ser sempre entendidas com espírito construtivo. Mas, haverá algum portista que neste momento veja em Victor Pereira um treinador com futuro? Sinceramente, custa-me a acreditar. E juro que não é por má vontade. No entanto, como dizem que há quem já tenha visto uma bicicleta a andar de porco, tudo é possível, e Victor Pereira vir a ganhar o pouco [muito] que lhe resta esta época: Campeonato Nacional, Taça da Liga e Liga Europa. Se isso acontecer fica aqui uma garantia: nunca mais abrirei a boca para dar a minha opinião. Afinal, é apenas disso que se trata.

20 outubro, 2011

Crise no FCPorto? Ou ainda há remédio?


Para dourar o pessimismo aos portuenses, o FCPorto parece querer fazer companhia aos maus governos, coisa a que, felizmente, nós portistas não estamos habituados.

Algo de errado se passa no reino do Dragão. Curiosamente, a atribulada fase da pré-época, com a saída extemporânea e inesperada de André Villas Boas, pela primeira vez em muitos anos, gerou em mim alguma intranquilidade.

Foi a excessiva demora com as saidas dos jogadores, gerando na cabeça de alguns falsas expectativas em relação ao futuro. Foi algum azar  nas novas contratações, com alguns atletas a chegarem tardiamente [Iturbe] e lesionados [Alex Sandro] e outros que só cá chegam em Janeiro [Danilo]. Foi a saida de Falcao, não propriamente por ter saido, mas por a partir de determinada altura tudo ter levado a crer que acabaria por ficar mais uma época. E mais recentemente também o atraso do Atlético de Madrid no pagamento de Falcao que baralhou as contas à Tesouraria do clube gerando, por efeito de dominó, o atraso no pagamento de Defour e Mangala. Se juntarmos a isto, o problema familiar de Walter, a lesão de Kléber e agora também a do jovem Iturbe, é caso para ir à bruxa.

Mas, bruxarias à parte, o azar não explica tudo. Pinto da Costa, sendo o Líder incontestado do clube devia ser o primeiro a ser responsabilizado. Contudo, à luz de tudo o que aconteceu, seria injusto fazê-lo sem levar em conta os condicionalismos/contratempos acima apontados e aquele que para mim foi o principal motivo da actual instabilidade: André Villas Boas.

A saída abrupta de Villas Boas, mesmo aceitando a tese do efeito hipnótico dos milhões de Abramovich, foi algo com que Pinto da Costa não estaria a contar e que nenhum Presidente do Mundo teria o dom de adivinhar, depois das juras do treinador de amor eterno ao clube, razão pela qual decidiu apostar na prata da casa num daqueles golpes de asa em que é mestre. Só que, os mestres acertam mais vezes do que falham, mas também falham. Tudo indica por isso, que com o decorrer do tempo e pela forma como Victor Pereira está a treinar a equipa, Pinto da Costa tenha desta vez tomado a decisão errada. Acontece. 

Sem retirar uma vírgula ao mérito desportivo de André Villas Boas e a respectiva gratidão, sou daqueles que discordam da entrega do Dragão de Ouro ao actual treinador do Chelsea, porque não consigo dissociá-lo dos prejuízos que causou ao clube. Uma coisa é escolher com tempo um treinador, outra coisa é ter de recorrer à pressa ao que está mais à mão. Se Pinto da Costa o fez, a André Villas Boas o deve. Depois, considero que uma distinção é para pessoas distintas, e nisso, pessoalmente, incluo o carácter.  

13 julho, 2011

Quase confirmado. Alex Sandro assinou pelo FCPorto




Adoro, quando leio aquelas notícias prenhes de venêno dos pasquins lisbonários, que em vez de dizerem que o FCPorto é, recorrentemente, hábil negociador na compra de jogadores que também interessam ao clube dos Goebells da 2ª circular, preferem dizer: o FCPorto roubou fulano, ou desviou beltrano do Benfica.

É impossível, tanta dor de cotovêlo!


Se não passar de falso alarme, não há azar. Até poderá servir de prova da bandalheira a que chegou a televisão do Estado. A fonte, é da RTP, aquela sobre a qual  Cavaco Silva tem o supremo dever de controlar... Leiam aqui.

29 abril, 2011

Ecos da imprensa desportiva estrangeira

Radamel Falcao
FRANCE FOOTBALL:
Grâce notamment à un quadruplé de l'inévitable Falcao, le FC Porto a corrigé Villarreal (5-1) et pris une sérieuse option pour la finale. (Photo Reuters)

Douze matches, quinze buts. Record de Klinsmann égalé (15 buts en C3 en 1995-96). Intenable, comme souvent, Falcao, le buteur colombien du FC Porto, a mis les siens sur la voie royale en demi-finale aller de la Ligue Europa. D'un superbe quadruplé, l'ancien de River Plate a fait plier à lui seul Villarreal (5-1), qui menait pourtant à la pause sur la pelouse du Dragão grâce à un but un peu contre le cours du jeu de Cani (45e). Mais ce Porto-là, que l'on aurait bien aimé voir en C1 cette saison, était tout simplement trop fort pour l'actuel quatrième de la Liga.

Les protégés d'André Villas-Boas ont forcé la décision au retour des vestiaires. Avec un Guarin omniprésent et un Hulk toujours aussi influent, ils ont alors pris leurs adversaires à la gorge. Falcao a d'abord égalisé sur un penalty qu'il a lui-même provoqué (49e). Puis l'ancien Stéphanois, lui aussi colombien, a donné l'avantage aux siens après une action en solitaire (61e). Le mal était fait. Dominé de la tête et des épaules, Villarreal a littéralement sombré. Idéalement servi par Hulk, Guarin puis Rodriguez, Falcao n'a pas tremblé pour ajouter trois nouvelles pièces à sa collection (67e, 75e, 90e). Et rapprocher un plus les siens d'une deuxième finale de C3 après celle, gagnée, face au Celtic en 2003 (3-2 a.p.). Impressionnant. - B. Ro.

L'EQUIPE:
A chacun son messie. Son joueur providentiel, qui brille et emmène l'équipe vers les sommets. Après s'être assuré le titre et s'être qualifié pour la finale de la Coupe au Portugal, le FC Porto s'est rapproché jeudi soir d'un superbe triplé, grâce au quadruplé de Radamel Falcao. L'attaquant colombien a réduit à lui seul, à pas de géant, le chemin qui séparait son équipe de Dublin, lieu de la finale de la Ligue Europa. "Le Tigre" dévore tout sur son passage, avec comme nouvelle victime Villarreal (5-1), mais aussi un possible record. Car ses quatre nouveaux pions hissent Falcao au sommet de la hiérarchie des buteurs de l'histoire de la C3 sur une saison, à égalité avec Klinsmann (15 réalisations). Il aura au moins un match, mais vraisemblablement deux, pour dépasser l'ancienne gloire allemande.

Falcao est devenu co-meilleur buteur de l'histoire de la C3 sur une saison, avec ses 12e, 13e, 14e et 15e buts dans le tournoi, autant que Klinsmann en 1993.

Villarreal avait, pourtant, refroidi le public en ouvrant le score juste avant la pause, grâce à Cani, au terme d'une première période animée et durant laquelle les deux équipes sont restées portées vers l'avant. Pour tenter de sortir de l'ombre d'un Clasico dont elles n'ont rien eu à envier. La lumière a, donc, jailli des pieds de Falcao, qui a obtenu et transformé un penalty logique (49e), au contraire de celui que Hulk avait tenté d'obtenir (26e), pour l'un des rares "mauvais gestes" de la soirée. Le Brésilien s'est rattrapé avec une passe décisive pour son compère sur le but du break (3-1, 67e), juste après la réalisation de Guarin (61e), et avant deux coups de tête victorieux du héros du soir (75e, 90e). Cinq buts en une mi-temps, voilà de quoi assurer le spectacle. Surtout si l'on y ajoute les trois inscrits en deuxième période à Lisbonne.

MARCA
El Villarreal se queda sin aire en Oporto

El árbitro holandés acertó en las jugadas claves del encuentro: el penalti y el posible fuera de juego en el cuarto gol, en posición correcta. No tuvo reparos en sacar tarjetas cuando la acción lo mereció.

El equipo de Garrido ganaba 0-1 al descanso, pero la diferencia física de ambos equipos fue tan abismal como el resultado. Falcao se erigió en héroe de los locales con cuatro goles. Los amarillos, otra vez, ven como se escapa una final.ÁLVARO OLMEDO 28/04/2011 - 23:04. imprime envía Cerrar

Debacle tras el descanso. El Villarreal se desfondó en una carrera de Cazorla que no supo definir. Pudo ser el 0-2 al comienzo del segundo acto. Ahí terminó el cuento de hadas amarillo.

Hulk crece, el Villarreal huye. De lomos del punta brasileño surgía Falcao, que de cinco remates hizo cuatro goles. Y a Falcao se le unió su compatriota Guarín, desatado en el momento oportuno.

Abatimiento amarillo. La sensación al final no era siquiera de rabia. Tampoco por las ocasiones que Nilmar y Rossi fallaron antes del tanto de Cani. Total, no había oxígeno para más.

LA GAZETTA dello SPORT
Falcao devasta il Villarreal

Andata semifinali Europa League: il Porto ne segna 5 a Giuseppe Rossi dopo essere andato sotto. Quaterna del colombiano. Tutto aperto dopo il 2-1 tra la squadra di Lisbona e lo Sporting Braga

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Falcao Garcia Zarate, 25 anni, quaterna al Villarreal. Afp MILANO, 28 aprile 2011 - Chiamatela Portogallo League. Perchè l'andata delle semifinali di Europa League si prepara a consegnarci una finale tutta lusitana. L'unica squadra che poteva rompere le uova nel paniere era il Villarreal di Giuseppe Rossi, che però perde 5-1 contro il Porto. Tutto aperto tra Benfica e Sporting Braga dopo il 2-1 dei padroni di casa.

PORTO VILLARREAL 5-1 — Il Sottomarino Giallo si butta via nel secondo tempo dopo essere andato al riposo in vantaggio di un gol. E meritatamente tra l'altro. Perchè dopo le occasioni per Nilmar e Giuseppe Rossi (che salta anche il portiere ma si vede respinta la conclusione prima della linea di porta), gli spagnoli passano in chiusura di primo tempo. Bella azione a destra sul filo del fuorigioco, Nilmar trova il taglio di Cani sul primo palo che di testa batte Helton. Nella circostanza brutta marcatura di Fernando, il centrocampista difensivo seguito da mezza Europa e per cui il Porto sembra intenzionato a chiedere 40 milioni. Non saranno troppi? Tutt'altra partita nella ripresa, col Villarreal che conferma certi limiti difensivi e si mostra troppo perforabile sulle fasce. Al 48' Falcao, dopo la palla del 2-0 fallita da Cazorla, è furbo a spostare la palla sull'uscita bassa di Diego Lopez e a cercare, trovandolo, il contatto da rigore. La squadra di Villas Boas, il nuovo Mourinho, devasta il lato sinistro degli spagnoli. Català è l'anello debole. E allora prima Guarin al 61', poi Falcao (assist ancora da destra di Hulk) vanno a segno. Ma "El Tigre" Falcao è scatenato e segna pure di testa per due volte, la prima su punizione, la seconda su corner. E fanno 15 in Europa League. Ma la difesa del Villarreal è ingiustificabile. Così è difficile anche pensare di poter ribaltare il risultato al Madrigal.

TUTTOSPORT
Il Porto di Villas Boas demolisce il Villarreal: 5-1

TORINO, 28 aprile - Continua senza soste la stagione incredibile del Porto di Villas Boas che, dopo aver stravinto il campionato nazionale, stacca il biglietto per la finale di Europa League a Dublino già nella gara di andata delle semifinali. Incredibile e travolgente la rimonta degli uomini dell'erede di Mourinho, capaci di ribaltare il gol spagnolo di Cani nel finale del primo tempo con una rimonta fenomenale nella ripresa. Protagonista assoluto il colombiano Falcao, autore di un poker che lo consacra capocannoniere della competizione continentale con 15 gol. Di Guarin il gol del sorpasso lusitano.


MUNDO DEPORTIVO
5-1: El Villarreal cae con estrépito ante el Oporto y se aleja de Dublín

El Villarreal echa por la borda su gran trabajo durante dos terceras partes del partido y acabó derrotado por goleada (5-1) frente a un Oporto al que tuvo contra las cuerdas, pero que fue capaz de remontar para acabar dejando su sueño de la final de Dublín poco menos que imposible para los amarillos.

Treinta últimos minutos nefastos condenaron al "submarino", que consiguió "pegar" primero pero que no supo administrar su ventaja en el marcador y sucumbió al empuje y la fuerza de los "dragones", y muy especialmente a la de su "nueve", el colombiano Falcao, autor hoy de cuatro de los cinco tantos.

El equipo castellonense pareció hoy el doctor Jekyll y míster Hyde: En los primeros sesenta minutos fue correoso en defensa y aventajado en ataque, mientras que en el último tramo del duelo perdió todo el rigor defensivo y se mostró poco incisivo.Los entrenadores se presentaron al duelo con sorpresas a nivel táctico.

En el Oporto, el uruguayo Cristián Rodríguez ocupó el extremo izquierdo en detrimento del portugués Varela, mientras que Garrido optó por modificar levemente el dibujo para ubicar a Nilmar pegado a la cal derecha del campo y dejar a Rossi como único punta.El guión del partido, sin embargo, fue el esperado, con un Oporto que presionó muy arriba para dificultar la salida del balón del rival y que dejó espacios atrás, propicios para la velocidad de los hombres más avanzados del Villarreal.

El juego del Oporto se dirigió una y otra vez hacia las bandas, con sus laterales incorporados continuamente al ataque, mientras que las ocasiones del conjunto español llegaron fundamentalmente a través de pases interiores y con Nilmar y Rossi como protagonistas principales.

En la primera mitad, las dificultades para superar la primera línea de presión del rival no impidieron al "submarino amarillo" conservar sus señas de identidad, tal y como advirtió ayer Villas-Boas, siempre con pases cortos y paredes y sin recurrir al balón en largo.Aunque el Oporto llegó con más asiduidad a la portería de Diego López, la buena defensa del Villarreal llevó a los "dragones" a abusar del disparo lejano, aspecto en el que cuenta con grandes especialistas como el propio Hulk, Moutinho o Guarín.

Cani daba ventaja a los de Garrido

Las ocasiones de los castellonenses, por contra, fueron más selectivas pero acarrearon mucho peligro, y a la quinta fue la vencida, en uno de esos momentos calificados de "estratégicos" por los entrenadores, justo antes de que el árbitro pitara el descanso.De nuevo un pase entre líneas de un excelso Borja Valero fue recibido por Nilmar en la posición de extremo diestro, lo que llevó al central Rolando a desplazarse de su posición para cubrir el inmenso hueco que dejó a sus espaldas el lateral izquierdo de los "dragones".

Nilmar logró esquivar su marca y puso un centro que remató de cabeza a la red Cani, cubierto por Sapunaru, también desplazado de su posición natural, el lateral diestro.La celebración del banquillo visitante reflejó la importancia de este gol, máxime por haberse marcado en campo contrario.

Falcao empata de penalti

En el arranque de la segunda parte la intensidad aumentó y el partido se convirtió en un continuo intercambio de golpes. Quien primero tuvo la oportunidad de tumbar a su rival fue el Villarreal, que en el minuto 47 pudo poner tierra de por medio a través de Cazorla, que se plantó solo ante Hélton, pero que en vez de disparar decidió erróneamente intentar el pase. Fallo a la postre decisivo, ya que la réplica llegó sólo un minuto después, cuando el colombiano Guarín metió un pase a la espalda de la defensa dirigido a su compatriota Falcao, que fue arrollado por Diego López cuando se disponía a marcar.

El mismo Falcao se encargó de convertir el penalti -los lusos pidieron roja para el cancerbero amarillo por esa jugada aunque el árbitro sólo sacó amarilla- y volvió a poner el encuentro en tablas.El tanto no alteró los planes del Villarreal en un primer momento, pero supuso una inyección de confianza para el equipo luso, que sólo diez minutos después volvió a batir a Diego López, esta vez con Guarín como ejecutor.

El internacional colombiano, recuperado para este partido después de una pequeña lesión, dejó sentado a Catalá dentro del área con un recorte con su pierna derecha y enganchó un zurdazo que impactó en el palo y en la manopla de Diego López, pero no perdonó en el rechace.

El segundo tanto del Oporto dejó absolutamente grogui al Villarreal, y sólo siete minutos más tarde un desajuste defensivo de los amarillos difícilmente explicable lo aprovechó Hulk para exhibir su talento, desembarazarse de Musacchio con dos bicicletas y poner un centro que de nuevo Hulk se encargó de remachar a gol.

ISTO, CHEGA? PARA OS ADEPTOS DO CLUBE CENTRALISTA, NÃO! O MÉRITO É DOS ÁRBITROS, E DAS HABILIDADES DE PINTO DA COSTA... VIVA A IMPRENSA ESTRANGEIRA!

21 abril, 2011

Eu acreditava...


...porque acredito na competência associada ao orgulho com "o" fechado!

Ps- Agora, que os aziados da comunicação anti-social viram o "glorioso" ser reduzido à vulgaridade do zero, a estratégia para falar pouco dos sucessos portistas, é falar de Mourinho e do Real Madrid...

O patriotismo de vidro, tem destas bizarrias.  

16 abril, 2011

Ecos de sucesso, que o centralismo reprime. Sabia que...


... um jornal russo trazia isto: "Portugal está em crise. Os cofres estão vazios, há um exército de desempregados em crescimento. Neste contexto, o FCPorto parece uma ilha de prosperidade (...)

... outro jornal russo, acrescentava: "O FCPorto foi poderoso no ataque, onde tinha Hulk - o único a usar leggins no jogo (...) e que velocidade a do brasileiro no golo! Deu-se ao luxo de desacelerar antes de cortar a meta, como Usain Bolt. Makeev tentou travá-lo, mas não chegou a tempo"

... o desportivo espanhol MARCA, continuava: "O Villarreal chegou à terceira meia-final europeia da sua história, mas enfrentará o todo-poderoso FCPorto (...) É o pior adversário possível, impedindo uma final entre as duas melhores equipas da prova" 

... o Mediterrâneo, prosseguia: "O Villarreal enfrentará o clube com mais títulos do século XXI (...) Falar do FCPorto da última década é falar de títulos. É o clube europeu mais laureado do século XXI; já levantou, desde 2000, 21 troféus. Ninguém os supera. Bayern Munique e Dinamo Zagreb (com 16) são os que mais se aproximam"

... e o OLÉ, rematava: "O FCPorto é uma festa. Já conquistou o título português a algumas jornadas do fim do campeonato e agora chega às meias-finais da Liga Europa depois de despachar o Spartak  com um acumulado de 10-3 nas duas mãos"

Sobre o treinador André Villas Boas a revista Don Balón chamava-lhe: "O Special Two". "Apelidar de meteórica a trajectória de Villas Boas é uma expressão insuficiente" 

e o britânico Guardian sublinhava: "Villas Boas começa a emancipar-se da sombra de Mourinho". "É o jovem treinador mais excitante da Europa". "Chelsea está atento às credenciais"

[in O JOGO]


Nota de RoP:
É claro que todos estes encómios sobre o FCPorto só são possíveis na imprensa estrangeira, mesmo daquela afecta a futuros adversários, como é a espanhola! Por cá, os "nossos patriotas" da comunicação social [sobretudo na RTP e nas SIC's de, Pinto Balsemão] ], tudo fazem para tentar encobrir aquilo que possa ofuscar o brilho do "glorioso". É caso para dizer: se aquilo é ser patriota, então eu sou espanhol.

03 maio, 2010

Será que NEGÓCIO do título vai ser rearberto?


O Dragão não congelou o título, porque o título já está há muito negociado com a arbitragem e o Presidente do Conselho de Disciplina da Liga.

O que o Dragão fez, mesmo com árbitros encomendados e cobardes [como bem disse Jesualdo Ferreira] foi dizer categoricamente, que em nossa casa só os portistas festejam!