| Rui Moreira o líder que o Norte não sabe aproveitar |
Terminou a temporada 2015/16 com o FCPorto a ter talvez dos piores resultados desportivos das últimas 10 épocas, com os efeitos colaterais que isso implica do ponto de vista financeiro e de imagem para o clube. Com os cofres mais vazios e as desastradas opções nos negócios da compra de jogadores que têm pautado os anos mais recentes, será extremamente difícil acreditar que a temporada que aí vem seja promissora. Se a isso juntarmos a rendição clara e notória do presidente e dos seus colaboradores mais próximos às tropelias dos adversários com a habitual conivência dos órgãos federativos e da Liga, é improvável que possamos fazer melhor.
Como se pode comprovar facilmente, dedico parte considerável do tempo neste blogue a falar do FCPorto mais sob o ponto de vista político e social do que propriamente desportivo, embora não me prive de mostrar a alegria que as suas victórias me causam sobretudo quando acompanhadas de bom futebol. Isto, porque num país centralista, profundamente assimétrico pouco dado a exercícios democráticos como Portugal, é extremamente injusto carregar apenas nas costas dos dirigentes a tarefa hercúlea de o mudar.
Não me interpretem mal, porque não estou com isto a dizer que o Presidente e os seus colaboradores mais próximos devam manter-se mudos e indiferentes como têm feito nos últimos anos. Pelo contrário, essa postura é inaceitável e indigna, como aliás já aqui o dei a entender sem meias palavras. Mais. Perdi muito do apreço que tinha por Pinto da Costa e duvido, pelas reacções que tem revelada a todas essas arbitrariedades que volte a recuperá-lo.
Não me interpretem mal, porque não estou com isto a dizer que o Presidente e os seus colaboradores mais próximos devam manter-se mudos e indiferentes como têm feito nos últimos anos. Pelo contrário, essa postura é inaceitável e indigna, como aliás já aqui o dei a entender sem meias palavras. Mais. Perdi muito do apreço que tinha por Pinto da Costa e duvido, pelas reacções que tem revelada a todas essas arbitrariedades que volte a recuperá-lo.
Exceptuando um restrito número de portistas que por aqui passam regularmente deixando os seus comentários, a grande maioria parece estar convencida que isto do centralismo se resolve através do futebol, o que é um grande erro. Foi por causa da discriminação que ao longo dos anos nos discriminou e prejudicou que começamos a dar valor às intervenções polémicas, mas oportunas, de Pinto da Costa que serviram para conter os abusos centralistas e fizeram dele um líder. Até porque na área política nunca tivemos um verdadeiro líder regional. Mas é tempo de exigirmos aos políticos essa responsabilidade, sobretudo no que concerne a zona norte. Que os benfiquistas de todo o país se deixem comer como otários com o sedativo nacional benfiquista, lastima-se, mas ainda se percebe, agora que os nortenhos não saibam unir-se, independentemente das preferências clubistas, contra esse cancro chamado centralismo, é um atestado de imbecilidade que passam a si próprios, e isso sai-lhes do bolso, a eles e a nós...
Há uns tempos atrás anunciei aqui o lançamento do último livro de Rui Moreira "TAP-Caixa Negra" , que recomendei por esclarecer minuciosamente o imbróglio do negócio, com evidentes prejuízos (passados, presentes e seguramente futuros) para a região e para nós próprios cidadãos. Ali se explica tintim por tintim as omissões, as condradições do negócio TAP, com evidentes sinais de embaraço para os responsáveis da TAP e do próprio Governo.
A causa da TAP não é uma causa que importa apenas aos viajantes aéreos, interessa aos bolso de todos nós. Por isso devíamos acompanhá-la com mais interesse, quanto mais não seja para termos uma ideia justa do combate que Rui Moreira está a travar contra mais esta facada ao Norte e ao Porto. António Costa mantem-se calado... Rui Moreira está estrategicamente a aguardar pelas respostas que precisa do Governo a tudo o que só o livro pode esclarecer, dado que para a imprensa e comunicação social em geral, este é um assunto tabu. Não será por ela (comunicação social) que ficaremos esclarecidos. Moreira, está a fazer um trabalho notável em defesa do Norte. Tem gente a apoiá-lo, mas precisa de muita mais, de todos nós. Trabalho tanto mais admirável quanto tem de arrastar com ele políticos engajados nos respectivos partidos ideologicamente diferentes, o que não é fácil,porque só depende do carácter e sentido de cidadania de cada um.
A causa da TAP não é uma causa que importa apenas aos viajantes aéreos, interessa aos bolso de todos nós. Por isso devíamos acompanhá-la com mais interesse, quanto mais não seja para termos uma ideia justa do combate que Rui Moreira está a travar contra mais esta facada ao Norte e ao Porto. António Costa mantem-se calado... Rui Moreira está estrategicamente a aguardar pelas respostas que precisa do Governo a tudo o que só o livro pode esclarecer, dado que para a imprensa e comunicação social em geral, este é um assunto tabu. Não será por ela (comunicação social) que ficaremos esclarecidos. Moreira, está a fazer um trabalho notável em defesa do Norte. Tem gente a apoiá-lo, mas precisa de muita mais, de todos nós. Trabalho tanto mais admirável quanto tem de arrastar com ele políticos engajados nos respectivos partidos ideologicamente diferentes, o que não é fácil,porque só depende do carácter e sentido de cidadania de cada um.
No meio deste turbilhão de desconsiderações, é no mínimo incompreensível que o Porto Canal não tenha até hoje revelado interesse nem coragem para apoiar a luta de Rui Moreira. Ele não está parado, e continua a olhar como sabe e pode pela nossa cidade. E tem estado bem. Estou certo e seguro que vai ser reeleito. Esta desunião entre autarca e Presidente do FCPorto, não é culpa sua. O tempo se encarregará de desvendar este estúpido mistério. Mas era preferível que se entendessem pela mesma luta. Com o Porto assim, dividido, estamos a fazer a vontade aos centralistas. É assim que eles nos querem ver: divididos.
Será que lhes vamos fazer a vontade? Que raio de alma é essa, a dos nortenhos? Onde pára o nosso orgulho?
Será que lhes vamos fazer a vontade? Que raio de alma é essa, a dos nortenhos? Onde pára o nosso orgulho?

